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Agência Brasil (DF): Países do Brics chegam a consenso sobre agenda sustentável Por Alana Gandra Os delegados dos países emergentes, que integram o bloco conhecido pelo acrônimo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), reunidos desde ontem (18), no 6º Fórum Acadêmico que se desenvolve no Rio de Janeiro, anunciaram consenso em torno da construção de uma agenda sustentável comum. Segundo informou hoje (19) à Agência Brasil o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência  da República e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, cada país se encarregará de desenvolver um tema especial. No caso do Brasil, a pauta engloba a inovação e a troca de conhecimentos no Brics, a África do Sul tratará da parte social e ambiental, enquanto a Rússia abordará questões de segurança e China e Índia ficarão com pontos econômicos. “Acho que o evento foi muito frutífero. Ele reúne países grandes e importantes, que abrigam mais de 40% da população mundial, mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global hoje, e vão ser mais de 50% (do PIB) daqui a 20 anos, ou seja, a maior parte da riqueza futura”. Neri ressaltou que os mesmos países do bloco emergente respondem, também, por mais de metade da pobreza mundial, e destacou que nessas nações  ocorre um processo de emancipação muito forte. “É um grupo importante, relevante, de países muito diferentes entre si, que constitui um espaço privilegiado para um fórum acadêmico em que o aprendizado e a troca de conhecimento são a tônica”, disse. Salientou que o caso brasileiro é o mais diferente no Brics, cujo conceito tem origem econômica, baseado no crescimento e na participação do PIB, embora o bloco se destaque mais pelo tamanho de sua população e pela própria questão da pobreza. “O Brasil tem sido um ponto fora da curva, vis-a-vis os demais Brics, porque em dois terços dos países do mundo a desigualdade está subindo e, no Brasil, está caindo de um nível muito alto, mas está em queda”. Lembrou que as tecnologias sociais do Brasil despertam interesse no mundo. Marcelo Neri disse que para reforçar o intercâmbio de conhecimento e de experiências entre os integrantes do grupo, o governo brasileiro está lançando, nesta semana, uma plataforma intitulada Mundo sem Pobreza. Ele celebrou a convergência a que chegaram os países no fórum acadêmico, que se encerra nesta quarta-feira. Considerou que “nem sempre isso é fácil, porque o Brics é um grupo diferente dos demais blocos tradicionais de países que lutam por interesses comuns, como a América Latina, a Europa, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais caracterizados pelas semelhanças. O Brics tem essas duas características: é relevante e é diferente entre si. Então, o grande caminho é a troca de conhecimentos”, indicou. Na avaliação do ministro, é um grande desafio para o Brasil cuidar dessa parte de troca de conhecimentos. “É o caminho para o maior valor adicionado que esse grupo do Brics tem, pela troca de conhecimentos, a partir das diferenças”. Os países do bloco concordam também que é preciso definir um critério comum para poder comparar as classes médias que estão surgindo em cada um. “Basicamente, em todos esses países, a classe média está subindo. Só que, no Brasil, a classe média sobe desde baixo. Essa é a característica”. A discussão sobre a classe média durante o fórum abordou como medir essa camada da população e quais políticas têm de ser estabelecidas para ela. “Um novo foco para além da superação da pobreza”, segundo Neri. O tema será também desenvolvido por todos os membros do bloco, com o Brasil exercendo o protagonismo desse processo. “Até porque o Brasil é uma síntese do mundo. O nível de distribuição de renda no Brasil é muito próximo do mundo. Então, o Brasil é um bom laboratório”, comentou o ministro.
Estrutura produtiva e relação entre universidade e empresa são desafios comuns
Expectativas e anseios das classes emergentes foram tema de painel no Fórum Acadêmico dos BRICS
Documento sobre as discussões do ‘6º Fórum Acadêmico’ subsidiará reunião de Cúpula dos BRICS, que acontecerá em julho
Pesquisadores dos think tanks dos cinco países discutem o tema durante o Fórum Acadêmico
Painel abordou temas como espionagem, privacidade, direitos civis e espaço cibernético
Monitor Mercantil (RJ): Mercosul compra 30% das vendas industriais Fatia do bloco nas exportações de maior valor do Brasil iguala soma de EUA e UE Entre 2010 e 2013, o Mercosul absorveu 30,4% das exportações de manufaturados brasileiros, superando com folga a União Européia (19,5%) e os Estados Unidos (13,5%). Os foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Diante dos números, o economista Ivan Oliveira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reconheceu que a integração regional é muito importante para a política regional brasileira. Oliveira, que participou do 6º Fórum Acadêmico dos Brics, que termina nesta sexta-feira no Rio, no entanto, ressalvou que o comércio regional é muito concentrado em alguns produtos. E, na última década, não houve muito avanço no que tange a acordos comerciais. "Temos acordos preferenciais/comerciais muito rasos, que, em geral, só cobrem bens. Não há discussão para negociar serviços com nossos vizinhos. Talvez seja um pouco tarde para isso", criticou. Segundo o pesquisador do Ipea, a agenda em vigorar para a integração tem uma preocupação reguladora, mas, para ele, seria útil avaliar qual é a integração real. "Estamos tentamos criar uma métrica sul-americana para olhar o que está realmente acontecendo. Sem isso talvez não possamos vislumbrar integração maior do que a que temos agora. Precisamos usar índices comerciais, mas também com uma métrica específica da região", defendeu, observando que, em muitos casos, há concorrência entre vizinhos que produzem as mesmas mercadorias. Sobre os Brics, ele vê perspectivas diferentes para cada país: "Alguns consideram que China está fazendo sua mega região da sua própria maneira. Promove acordos de parcerias com vizinhos, mas não somente com eles. A China tem abordagem pragmática", destacou.
Agência EFE (Espanha): Brics: países emergentes devem prosseguir com "desdolarização" da economia Os países que integram o fórum Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm que prosseguir com seus esforços para "desdolarizar" a economia mundial como forma de reduzir sua vulnerabilidade internacional, concordaram nesta quarta-feira acadêmicos das cinco nações em reunião no Rio de Janeiro. O chamado Fórum Acadêmico dos Brics, que é integrado por instituições de pesquisa dos cinco países, incluiu essa recomendação em um documento que apresentará aos chefes de Estado na cúpula de julho na cidade brasileira de Fortaleza. Segundo os acadêmicos, estes países já iniciaram um processo para "desdolarizar" suas economias mediante acordos bilaterais e com os projetos de criação de um banco comum de desenvolvimento e um fundo de estabilização da economia mundial, impulsionados há dois anos na cúpula do Brics em Nova Délhi. "Além de prosseguir com esses projetos, os países do Brics têm que impulsionar outras iniciativas, como a possibilidade de manter suas reservas nas moedas dos cinco países ao invés de dólares ou euros", afirmou o deputado russo Viacheslav Nikonov, presidente do Comitê de Educação da Duma e chefe da delegação de seu país, em entrevista coletiva. "Trata-se de uma ideia que facilita e reduz os custos dos intercâmbios, mas que também está relacionada com a segurança, já que, com a "desdolarização", são evitadas pressões políticas e econômicas", acrescentou o parlamentar do partido governante Rússia Unida. O diretor internacional do Instituto Nacional de Pesquisa Econômica (Ipea) do Brasil, Renato Baunamm, assegurou que o processo de redução do uso do dólar nas relações entre os Brics começou há algum tempo e tende a se aprofundar. "Trata-se de uma tendência natural no âmbito dos Brics, que alcançará uma maior relevância quando começar a operar o banco de desenvolvimento comum e quando for adotado um mecanismo para acumular reservas nas moedas próprias", assegurou o chefe da delegação brasileira. Baunamm afirmou que, assim como com a Argentina, o Brasil tem um acordo com a China para promover intercâmbios econômicos em reais e iuanes ainda não consolidado, e que o ideal é que o estenda aos outros três países. "É importante para os Brics comercializar sem se referir ao dólar. Rússia e China já têm uma grande porcentagem de sua troca negociada em rublos e iuanes. É um método que facilita e reduz o custo das transações", assegurou Nikonov. Os documentos elaborados pelo Fórum Acadêmico dos Brics em sua sexta reunião, que serão discutidos na Cúpula de Fortaleza, traçam estratégias a longo prazo e projetos de cooperação em cinco áreas: economia, paz e segurança, justiça social, governança política e econômica, e tecnologias e inovação. "Nos documentos identificamos os problemas comuns e o que podemos fazer para solucioná-los mediante a cooperação. Trabalhamos nesses cinco pilares e analisamos as ações que nossos líderes podem impulsionar em cada um", disse Zhou Yugun, chefe da delegação chinesa. "Apesar dos cinco países terem níveis de desenvolvimento diferentes, os desafios que enfrentamos são comuns. Por isso necessitamos cooperar para superá-lo", acrescentou o membro do Centro Chinês para Estudos sobre o Mundo Contemporâneo. Os países Brics agrupam, segundo seus membros, ao 43 % da população global e em torno de 25% da riqueza do mundo.
Especialistas atuarão no projeto “Modelagem de Sistemas Complexos para Políticas Públicas”
Diário de Cuiabá (MT): Mobilidade em Cuiabá Por Vicente Vuolo A mobilidade urbana é, sem dúvida, uma das principais questões das cidades de todo o mundo. Isto porque significa o direito de ir e vir, interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas e impacta o meio ambiente. Cuiabá, cidade histórica, sede da Copa do Mundo, merece uma reflexão especial sobre o prisma da mobilidade urbana e humana, por sua importância geoeconômica, é uma região metropolitana que tem crescido bastante e vai crescer ainda mais. Dias atrás, tive a enorme satisfação de conversar com a advogada Fabiana Curi. Ouvi atentamente sua preocupação com a mobilidade de nossa capital. Ela alertou para a necessidade premente do poder público municipal, priorizar uma política voltada para as pessoas ao invés dos automóveis. Pensar dessa nova forma, significa dar sentido a um planejamento urbano que respeite, principalmente, os idosos da nossa cidade. E não é isso, que estamos assistindo. Além, das deficiências no transporte coletivo, a falta de calçadas regulares, ciclovias e sinalização, a lógica política atual direciona a cidade para uma única via, do automóvel. Assim como Fabiana, o que os pesquisadores repetem é que não há solução se o carro for privilegiado e se as cidades continuarem a ser construídas para automóveis. A mobilização das ruas, no ano passado, produziu uma cadeia de fatos novos, num ritmo inédito nas políticas públicas do Brasil. Nunca o Governo Federal anunciou tanto investimento em transporte público. Segundo o Ipea, a previsão de investimentos é de R$ 50 bilhões nos próximos quatro anos. É explicável, até certo ponto, que no século XX o uso do automóvel foi uma resposta eficaz para aumentar a autonomia na mobilidade diária. Mas, no início do século XXI, o aumento dos engarrafamentos nas grandes cidades tem gerado a necessidade de pensar em novas alternativas de transportes sustentáveis para o meio ambiente, para a economia e a sociedade. O transporte coletivo envolve a instalação de veículos sobre trilhos, como trens, metrôs e bondes com nova tecnologia e conforto, além da melhoria dos ônibus, os tornando não poluentes, mais confortáveis e versáteis. Ao mesmo tempo, é necessário integrar esse transporte com ciclovia, sistemas de bicicletas públicas e, principalmente, respeitar o espaço do pedestre, garantindo calçadas confortáveis e seguras, sem buracos ou qualquer tipo de obstáculos e protegidas por sinalização própria. Será que vamos chegar ao ponto de esperar o colapso para reverter essa tendência? Será que as pessoas não se conscientizaram que ter um carro hoje não é mais sinônimo de autonomia, velocidade e conforto? Que nesse trânsito caótico, o automóvel se tornou uma perda de tempo e de qualidade de vida? Para o cientista social e especialista em direitos urbanísticos Hélio Wicher Neto, "mobilidade urbana é pensar os espaços a partir de uma concepção de escola humana, uma cidade para pessoas". A principal inovação proposta é a obrigatoriedade que os municípios passam a ter de fazer um Plano Diretor e também um Plano de Mobilidade. Com isso, a prioridade são para os não-motorizados, favorecendo pedestres, ciclistas e o transporte público. Nos últimos dez anos, a frota de veículos no Brasil aumentou 400%. Esse quadro é aterrorizador. As prefeituras precisam buscar soluções, mas não as encontrarão sozinhas. É uma exigência da sociedade. A qualidade de vida do trabalhador está diretamente ligada ao transporte público eficiente e não poluentes. Toda a sociedade precisa se mobilizar, nos protestos e também nas soluções. No Senado Federal, desde o ano passado várias Audiências Públicas e estudos têm sido realizados. A revista Em Discussão, de novembro de 2013, foi dedicada ao tema e reproduziu várias discussões. A conclusão é consensual: temos que mudar o rumo!

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