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O Globo (RJ): Menos armas, violência ainda alta   Compra de armamento só cresce na Região Sul; homicídios em residências aumentam no país   Por Cássio Bruno, Alessandra Duarte e Flávio Ilha   Estudo inédito divulgado ontem, no Rio, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a compra de armas de fogo no Brasil caiu 35% após a criação do Estatuto do Desarmamento, sancionado em dezembro de 2003. Segundo a pesquisa, o número de pessoas que adquiriram armas legal ou ilegalmente, entre 2003 e 2009, sofreu uma redução de 57 mil para 37 mil. Na contramão dessa queda, os homicídios em residência com uso de armas de fogo cresceram cerca de 26%, indo de 2.503 para 3.155 homicídios. O Ipea utilizou, pela primeira vez, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE para analisar os impactos do Estatuto do Desarmamento. As regiões que mais puxaram a queda na compra de armas foram Nordeste, Norte e Sudeste com reduções de 56,5%, 54,5% e 38,9%, respectivamente. A Região Sul foi a única que apresentou crescimento: 21%. A diminuição da venda de armas, porém, não foi suficiente para impedir o aumento nas taxas de homicídios. Segundo o Mapa da Violência 2013, as mortes no Nordeste aumentaram de 19,4 por cem mil habitantes, em 2003, para 27,7, em 2009. No Norte, subiram de 13,4 para 22,1. No Sul, cresceram de 15,9 para 19,3. Apenas o Sudeste registrou redução: de 28 para 16,4 homicídios (na média do Brasil, a taxa de homicídio caiu 1%). Para Daniel Cerqueira, um dos coordenadores do estudo e diretor do Ipea, as mortes nas residências são as mais preocupantes: - Tomei um susto. Isso mostra uma questão dramática. É preciso ter um controle da arma de fogo porque muitas das mortes ocorrem por motivos interpessoais, coisas banais, questões de família. O outro fator importante, que ainda é um tabu, trata-se da discussão sobre violência doméstica. A redução na compra provocou crescimento de 11% no preço das armas. - O Estatuto do Desarmamento restringiu o acesso. Por outro lado, 55% das compras são feitas de particulares, ou seja, compras pouco institucionalizadas, o que dificulta o controle - ressaltou Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. O Ipea apontou ainda que um aumento de 1% na compra de armas faz crescer 1% a 2% a taxa de homicídio. - Se a compra de armas não tivesse aumentado nos anos 80 e 90, poderíamos ter uma taxa de homicídio que seria a metade da atual, semelhante à de nações como Costa Rica e República Dominicana - disse Cerqueira. Como então houve aumento na taxa de homicídio de 2000 a 2010 mesmo em estados que reduziram o número de armas? Segundo Cerqueira, não é só o controle de armas que explica a taxa de homicídios, mas um conjunto de fatores: - É como uma pessoa que se alimenta bem e mesmo assim enfarta. Ela se alimenta bem, mas fuma bastante e é muito sedentária. Da mesma forma, outras variáveis entram para explicar um aumento no número de homicídios, como o mercado de drogas, uma deterioração nas forças policiais. Se não tivesse tido a redução na proliferação de armas, esse quadro estaria pior ainda. Ainda segundo o Ipea, os homens têm oito vezes mais chances de comprar uma arma. No entanto, essa demanda masculina sofreu redução de 45,1% após o estatuto. Os jovens entre 20 e 29 anos superam em 172% as pessoas 20 anos mais velhas na compra de armas, mas nesse quesito também houve queda de 51,2% entre 2003 e 2009. Embora tenham menor renda, os analfabetos e as pessoas com até três anos de estudo compram armas com o dobro da frequência observada entre os que tem 12 anos ou mais de escolaridade. E a proporção de compradores de armas é 396,4% maior no campo do que nas metrópoles. O sociólogo Antônio Rangel Bandeira, do Viva Rio, criticou o lobby pró-armas no Congresso: - Há uma força do lobby de 29 parlamentares que defendem o interesse na venda de armas. São 73 projetos de lei que tentam derrubar o Estatuto do Desarmamento. O Rio Grande do Sul, na região que está na contramão da redução na compra de armas de fogo, é o estado com mais armas por habitante. Segundo a Polícia Federal, o estado tinha 131.846 armas registradas em 2010, uma para cada 80 moradores. - O referendo sobre o desarmamento já havia mostrado isso. Além de uma cultura de valorização do heroísmo, o estado tem relação muito próxima dos seus ideólogos com a indústria de armas - apontou o sociólogo José Vicente Tavares, coordenador do grupo de pesquisa Violência e Cidadania da UFRGS. Itamaracá é uma das 3 cidades com maior índice de homicídios Para moradores e veranistas, causa são duas penitenciárias; polícia atribui problema ao tráfico Por Leticia Lins Recife - Tida antes como paradisíaca e uma ilha de paz - veranistas e moradores costumavam dormir com janelas e portas abertas -, Itamaracá aparece no estudo do Ipea como uma das três cidades brasileiras com maior índice de homicídios provocados por armas de fogo, na proporção de 60,3 por cem mil habitantes. Só nos três primeiros meses de 2013, foram recolhidas 19 armas, das quais oito estavam em poder de adolescentes, todos envolvidos com o tráfico, que, segundo a polícia, é a principal causa dos índices de violência no município, onde a população mora hoje em casas gradeadas, e os veranistas de maior poder aquisitivo chegam a contratar seguranças particulares. Itamaracá enfrenta, ainda, o estigma de sediar duas penitenciárias que, juntas, abrigam 3.600 detentos. Moradores e veranistas consideram que as duas instituições são as principais responsáveis pela insegurança. - Isso aqui já foi um paraíso, mas hoje dá medo sair às ruas, porque assaltos são frequentes, muitas vezes atribuídos aos detentos - afirma a veranista Ângela Pedroso. Para o delegado da cidade, Gilmar Rodrigues, o problema da segurança não tem origem nos presídios, mas no tráfico. - Os veranistas têm essa psicose, mas o problema da ilha é a disputa por bocas de fumo e a entrada de jovens nessa marginalidade. Só este ano, Itamaracá registrou seis homicídios. Para especialistas, arsenal em uso deve ser reduzido Outros problemas são falta de fiscalização das lojas e desobediência a estatuto Por Silvia Amorim SÃO PAULO Tão importante quanto controlar a venda de armas de fogo é reduzir o estoque já em circulação. Estimativas apontam para a existência de 16 milhões de armas no Brasil, segundo especialistas ouvidos ontem pelo GLOBO. Por esse motivo, a queda na compra de armas constatada pelo Ipea é uma boa notícia, mas não significa uma diminuição automática dos índices de violência. Para a diretora do Instituto Sou da Paz, Melina Risso, o resultado da pesquisa é animador, mas ela alerta para a necessidade de uma ação mais rigorosa para reduzir as armas em circulação no país. - Pense numa pia cheia de água e com a torneira aberta. A água que sai da torneira é a quantidade de armas que são vendidas. A água que está na pia é a quantidade em circulação. Depois do Estatuto do Desarmamento, conseguimos reduzir a água que sai da torneira. Mas ainda temos que eliminar muita água da pia. No Brasil, 70% dos homicídios são causados por arma de fogo - afirmou Melina. Não há dados oficiais que mostrem se o país está conseguindo diminuir esse estoque. As formas mais tradicionais de enfrentamento do problema são campanhas voluntárias de entrega de armas e apreensão pela polícia. Coordenador do Programa de Controle de Armas de Fogo do movimento Viva Rio, Antonio Rangel destaca um dado da pesquisa que ele considera preocupante. - A venda de armas de um cidadão para outro, o que é proibido no Brasil, representa 55,54% de todo o comércio de armas. Esse dado é muito preocupante e vai ter repercussão internacional - disse Rangel, que apontou a falta de fiscalização das lojas pelo Exército como outro problema a ser resolvido. Integrante da rede Desarme-se em Busca de Paz, Almir Lauriano denuncia que nem tudo o que determina o estatuto está sendo cumprido. - Mesmo após o Estatuto de Desarmamento, o Brasil ainda não controla com eficiência as suas armas.
Portal G1: Paraíba tem três das 20 regiões mais armadas do Brasil, aponta estudo Regiões de João Pessoa, Sapé e Catolé do Rocha aparecem em pesquisa. Capital aparece como a 2ª região do país com maior número de armas. Três das 20 microrregiões que possuem o maior número de armas de fogo no Brasil estão na Paraíba. A informação está presente em um relatório produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nesta terça-feira (2). Segundo a pesquisa, além da microrregião de João Pessoa, classificada como 2ª da lista, estão incluídas as áreas de Sapé (15ª), na Região da Mata, e Catolé do Rocha (20ª), no Sertão paraibano. A medida de armas de fogo uti lizada foi a proporção de suicídios e homicídios por arma de fogo, em relação ao total. O relatório levou em consideração dados recolhidos entre os anos de 1996 e 2010. A lista relaciona a taxa média de homicídios com a classificação por número de armas de fogo. A microrregião de João Pessoa apresentou uma taxa de homicídios de 77,1 a cada 100 mil habitantes, enquanto Sapé mostrou um índice de 18,8 e Catolé do Rocha 32,7. Segundo Almir Laureano, vice-presidente do Conselho Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, coordenador da ONG Movpaz e da Campanha do Desarmamento na Paraíba, falta um trabalho mais efetivo de apreensão de armas. Ele afirma que a Campanha do Desarmamento perdeu força no país. "Os paraibanos, os pessoenses, precisam entender que é preciso ser feito alguma coisa. A Campanha do Desarmamento de certa forma perdeu força, porque o cidadão entregou voluntariamente sua arma, mas não viu um esforço poderoso de apreensão de armas e o controle efetivo. Precisamos saber em que mãos estão nossas armas", explicou. A assessoria da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba informou à TV Cabo Branco, que a partir de 2011, quando teve início a atual gestão, houve uma diminuição no número de homicídios em relação a 2010, quando a pesquisa foi finalizada. Ainda segundo a Secretaria, em 2012 os índices foram ainda menores com relação a 2011. Estado apreende mais do que em 2010 Nesta terça-feira (2) a Secretaria de Segurança e da Defesa Social da Paraíba divulgou que as polícias da Paraíba já tiraram de circulação 439 armas de fogo somente no primeiro bimestre deste ano. O número é 46,3% maior do que o registrado em 2010, quando no mesmo período foram apreendidas 300 armas de fogo. Para o comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, a eficácia nas atividades de rua estão atreladas à capacitação contínua do efetivo e ao incremento de equipamentos de proteção individual. "Só em dezembro do ano passado, adquirimos dez mil novos cintos de guarnição e mil capacetes táticos para serem usados durante as atividades de policiamento. Os equipamentos, somados, resultam em um investimento de mais de R$ 2 milhões", lembrou o comandante, ao citar que os investimentos no serviço de inteligência têm gerado resultados positivos na prisão de criminosos e apreensão de armas. Desde maio do ano passado, para estimular os profissionais de segurança e incentivar o aumento das apreensões, o governador Ricardo Coutinho sancionou uma lei que garante aos policiais civis e militares uma bonificação por cada arma apreendida. Os valores da bonificação variam de R$ 300 a R$ 1.500. ]"Esse incentivo tem ajudado muito na retirada dessas armas de circulação. Os policiais estão mais empenhados do que nunca, não só pelo benefício financeiro, mas também pelo compromisso do governo na compra de equipamentos que facilitem a ação policial", destacou o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima.
Portal Sul21 (RS): Regiões do Brasil com população mais armada têm taxa de homicídios sete vezes maior As 20 microrregiões brasileiras com maior prevalência de armas de fogo têm uma taxa de homicídios, em média, 7,4 vezes mais alta que as 20 em que a presença de armamentos é mais baixa. A constatação é parte do estudo Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, apresentado nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O diretor de Estudos e Políticas de Estado, das Instituições e da Democracia do Ipea, Daniel Cerqueira, um dos responsáveis pelo trabalho, disse que há uma relação de causa e efeito entre a presença de armas e a taxa de homicídios. "Apesar de ser uma lei nacional, o Estatuto do Desarmamento teve resultados diferentes dependendo dos esforços dos governos estaduais para controlar a difusão de arma de fogo". Daniel Cerqueira argumenta que os estados que mais se empenharam no desarmamento da população - São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco - foram os que tiveram quedas mais expressivas da criminalidade entre 2000 e 2010, enquanto na Bahia, no Maranhão e Pará, onde a prevalência de armas não teve o mesmo comportamento, houve aumento dos homicídios. As 20 microrregiões mais armadas possuem taxa de homicídios média de 53,3 mortes para cada 100 mil habitantes, número que chega a 101,3 em Maceió, e 77,1 em João Pessoa. As duas capitais estão entre as 13 áreas nordestinas no ranking de prevalência de armas de fogo, que tem quatro do Sudeste, duas do Sul e uma da Região Norte. Outras capitais que compõem a lista são Recife, Salvador, Belém, Vitória, Curitiba e Fortaleza. Já as 20 microrregiões com a população menos armada possuem 7,2 homicídios por 100 mil habitantes, em média, taxa que cai para 0,7 em Barreiras, microrregião de 286 mil habitantes no interior da Bahia que ostenta a menor prevalência de armas do país. Entre as cidades em que proporção é baixa, 12 são do Sudeste, sendo dez de Minas Gerais. O Nordeste possui quatro na lista, e o Sul, duas. Centro-Oeste e Norte participam com uma, cada um. Na apresentação, o diretor do Ipea mostrou que o aumento de 1% no número de armas aumenta em 1% a 2% a taxa de homicídios de uma região. Por outro lado, a elevação da prevalência de armas não reduz o número de crimes contra o patrimônio: "Isso desmente o mito de que o armamento do cidadão funciona como forma de dissuadir os criminosos a não cometerem crimes contra a propriedade", concluiu Daniel. Uma estatística preocupante apresentada por Daniel Cerqueira foi o aumento de 50% dos homicídios com arma de fogo praticados dentro dos lares. Para o pesquisador, o aumento está relacionado ao avanço da prevalência de armas em regiões mais marcadas pela violência doméstica. Outro problema apontado pelo mapa é o aumento do número de armas e de homicídios em microrregiões marcadas pelo desmatamento e por atividades econômicas em que há conflitos pela terra.
Monitor Mercantil Digital: Estoque elevado ajudou a derrubar PIB ano passado Sem isso, país poderia ter crescido 1,8%. Em fevereiro, indústria desabou 3,2% A contribuição dos estoques industriais para o PIB foi negativa em 0,9 ponto percentual em 2012. Isso significa que o PIB, que cresceu só 0,9% ano passado, poderia dobrar se não fosse o excesso de produtos estocados. A informação é do economista Leonardo de Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ao comentar a queda de 3,2% na produção industrial em fevereiro, sobre o mesmo mês de 2012. Ante janeiro, a indústria recuou 2,5%. No ano, acumula alta de 1,1 %, mas, nos últimos 12 meses, registra queda de 1,9%. Carvalho recomenda cautela ao se avaliar a alta verificada no segmento de bens de capital, normalmente considerado um indicador de investimentos. A produção de bens de capital aumentou 1,6% entre janeiro e fevereiro, sendo o único segmento industrial a apresentar resultado positivo no período. Os bens de capital acumulam alta de 10,9% nos dois primeiros meses do ano, em relação ao final do ano passado. Na comparação com o primeiro bimestre de 2012, a alta soma 13,3%. O setor, porém, amargara quedas nos quatro trimestres de 2012, nesse tipo de comparação, tornando a base deprimida. "Há que se considerar o efeito estatístico, pois no mesmo período do ano passado os bens de capital tiveram desempenho desastroso", pondera o economista do Ipea, temendo eventual aumento das taxas de juros a pretexto de enfrentar uma suposta pressão inflacionaria. Por sua vez, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) pediu mudanças na política econômica: "Iniciamos o ano prevendo crescimento da indústria em 2,5%, e do PIB em 3%. Com esses primeiros dados, sabemos que o desempenho industrial será menor. Se não houver mudanças na política econômica, vamos enfrentar grandes dificuldades em 2013", disse, em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
TD 1813A - Commute Time in Brazil (1992-2009): Differences Between Metropolitan Areas, by Income Levels and Gender
Estudo do Ipea apresenta mapa das armas de fogo no Brasil e analisa o efeito do Estatuto do Desarmamento
Assista ao programa que recebeu Daniel Cerqueira, do Ipea, e Arthur Trindade, da UnB
O Estado de S. Paulo (RJ): Homicídios em casa crescem 61% em 10 anos Por Alfredo Junqueira O número de mortes provocadas por armas de fogo em residências cresceu 61,44% entre 2000 e 2010, segundo o estudo Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi realizado com base nos dados do Sistema Único da Saúde (SUS). O Ipea conclui que o Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003, produziu "efeitos significativos" para diminuir as taxas de homicídio. Vinte microrregiões (locais com mais de 100 mil habitantes) foram analisadas. Nos locais identificados como os que têm mais armas nas mãos da população, a taxa média de homicídios foi de 53,3 por 100 mil habitantes em 2010. Nas 20 microrregiões identificadas como as que têm o menor número de armas, é de 7,2.| Estoque. Outro estudo apresentado pelo ipea ontem mostra que o número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002 e 2003 para 37.mil em 2008 e 2009. O estudo se baseia em informações das Pesquisas de Orçamentos Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  
Portal Brasil Econômico: Avanço/Retrocesso Avanço Marcelo Neri* *Ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e presidente do Ipea A venda de armas de fogo caiu 40,6%, por pessoa, desde que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003, revela Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Agência Brasil: Venda de armas de fogo caiu 40,6% após Estatuto do Desarmamento Por Vinicius Lisboa A venda de armas caiu 40,6%, por pessoa, desde que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003. O número foi apresentado nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. Ele também ocupa interinamente a função de ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Fundamentados na Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os cálculos de Marcelo Neri mostram que, de 2003 para 2009, o número de armas compradas caiu de 57 mil para 37 mil, uma queda de 35%. A queda foi maior do que 30% no Sudeste, e superior a 50% no Norte e no Nordeste. Na Região Sul houve aumento nas vendas (21%). Ao traçar o perfil do comprador de armas no Brasil, o presidente do Ipea apontou que os homens têm oito vezes mais chances de comprar uma arma de fogo do que as mulheres. Outra característica é a idade: homens e mulheres de 20 a 29 anos têm a proporção 172% maior de compra do que a população 20 anos mais velha. Os analfabetos e os consumidores com até três anos de estudo compram duas vezes mais do que os passaram mais de 12 anos na escola. Pertencer à classe C é outro traço do perfil apontado pelo levantamento. A proporção de compra de armas supera em 7,5% a dos enquadrados nas classe AB e em 103% os da classe E.

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