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BBC Brasil: Em baixa recorde, desemprego 'deve voltar a subir em 2012' Taxa cai para 5,7%, menor já registrada em outubro; para economistas, desaceleração da economia deverá 'ajustar' oferta de trabalho. A Pesquisa Mensal de Empregos (PME), do IBGE, divulgada nesta quarta-feira mostra que a taxa de desemprego em outubro caiu para 5,8%, a menor já registrada no mês desde o início desse aferimento, em 2002. Economistas ouvidos pela BBC Brasil preveem, no entanto, que o desemprego voltará a crescer no próximo ano, sentido os efeitos de um "ajuste macroeconômico" e da crise internacional. Para Daniel Sousa, professor do Ibmec do Rio de Janeiro, "o Brasil já está em um processo de ajuste, que se dá pela própria dinâmica macroeconômica. O país se aproximou do limite de seu potencial de crescimento". "Por volta de um ano, esse efeito já começará a ser sentido no mercado de trabalho", disse. Na série histórica do PME, apenas os meses de novembro e dezembro de 2010 tiveram um resultado melhor (5,7% e 5,3%, respectivamente). Em setembro deste ano, o IBGE indicou uma taxa de desemprego de 6%. Rodrigo Leandro de Moura, da Fundação Getúlio Vargas do Rio, diz que "é provável que a taxa de desemprego comece a subir nos próximos meses". "Por mais que tenhamos tido um crescimento econômico no ano passado, a gente não tem como criar tantas vagas e absorver tanta mão de obra", disse. Para Moura, a baixa taxa de desemprego só é sustentável com "investimento em infraestrutura, em educação e revisão da carga tributária". Para Márcio Pochmann, presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do governo, "ajuste é uma palavra muito forte". Ainda assim, o economista também prevê uma desaceleração na oferta de trabalho. "Como vamos crescer menos que no ano passado, não geraremos a mesma quantidade de emprego no ano que vem". Pleno emprego A baixa taxa de desemprego fez alguns economistas e a própria presidente Dilma Rousseff afirmarem que o Brasil alcançou o "pleno emprego", também chamado de "taxa natural de desemprego". Na economia, pleno emprego é a situação na qual todos os trabalhadores que aceitam a remuneração estabelecida pelo mercado estão empregados. Souza acredita que "o Brasil se aproximou bastante do pleno emprego nos últimos meses". Já Moura diz que o "país ainda não vive uma taxa natural de desemprego, mas sim vive um momento estável, devido às boas condições da economia". Para Pochmann, ainda "estamos longe de pleno de emprego". Segundo ele, o país só alcançaria esse patamar quando a taxa de desocupação caísse perto de 3%. Crise e inflação Em setembro, o Banco Central surpreendeu os analistas e baixou a taxa de juros após meses de alta. O Copom (Comitê de Política Monetária) justificou a decisão usando as previsões de queda na inflação e o cenário de "deterioração" da economia internacional. Para muitos analistas, o governo estaria afrouxando o controle da inflação para evitar uma alta no desemprego, estimulando a economia com a expansão do crédito. Pochmann diz que "não vê" o governo diante de uma escolha entre um controle mais forte da inflação e a manutenção dos atuais níveis de emprego. "Não vejo essa escolha, que é chamada de Curva de Phillips. Isso se aplica em economias desenvolvidas, com um mercado de trabalho estruturado, o que não é o caso brasileiro", diz. Para o economista, "houve a opção do governo de manter o crescimento em um ritmo menor, até para segurar a expansão acelerada do consumo, para evitar a inflação". Sousa, do Ibmec Rio, diz que em caso de aumento do desemprego "os setores mais penalizados serão os de produtos mais elásticos à renda, como o de eletrodomésticos e de automóveis". Pochmann diz ainda que o país já sofre os efeitos da crise internacional. "Já estamos sofrendo os efeitos da crise, que é a mais grave da história do capitalismo. Em 1929 parte do mundo era socialista e outra parte vivia sob um regime colonial. Hoje todo o mundo funciona sob uma lógica mercantil", diz. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Curso de Inglês – Turma C Palestrante: Professor da Casa Thomas Jefferson Horário: 08h às 09h45 Local: Auditório do 14º andar – SBS, Qd 1, Bl J. Edifício BNDES/Ipea, Brasília (DF) Informações: Anna Carolina (anna.ribeiro@ipea.gov.br) Telefone: (61) 2026-5365 Realização: Dides (Diretoria de Desenvolvimento Institucional)
Brasil Econômico: São Paulo corta gastos com segurança em R$ 2,8 bilhões Rafael Abrantes Por outro lado, os investimentos do país na área aumentaram 4,39% entre 2009 e 2010, atingindo R$ 47,5 bilhões. Os gastos com segurança pública no Brasil somaram R$ 47,5 bilhões no ano passado, aumento de 4,39% em relação aos investimentos de 2009. No conjunto, a União foi o maior investidor neste setor, ao elevar em 33,5% os gastos, para R$ 9,7 bilhões. O valor ultrapassa, portanto, as despesas realizadas pelo estado de São Paulo, historicamente o governo estadual que mais aplicava recursos em segurança. Os dados são da 5ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Justiça. O documento foi apresentado na quarta-feira (23/11), em Brasília, durante a 2ª Conferência do Desenvolvimento (Code) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O governo paulista, por sua vez, reduziu seus investimentos no setor em 27,62% entre 2009 e 2010. Os gastos passaram de R$ 10,12 bilhões para R$ 7,32 bilhões, respectivamente. De qualquer forma, São Paulo ainda é o estado que mais investe em todo país, em valores absolutos. A retração paulista não deixa de acompanhar os investimentos menores e analisados em toda a região Sudeste. A segurança pública na região mais populosa do país exigiu, no ano passado, R$ 18 bilhões - cerca de R$ 2 bilhões a menos que o investido no ano anterior. Mesmo com a redução de 10%, os gastos da região representam ainda 38% do total aplicado no setor quando somados União, estados e municípios - R$ 47,5 bilhões. Minas Gerais e Rio de Janeiro acompanham a liderança paulista em investimentos em segurança, com gastos de R$ 5,91 bilhões e R$ 3,91 bilhões em 2010, respectivamente. Ainda em nível federal, dos 33,5% de aumento nas despesas do governo no setor, 50% foram direcionados à área de Defesa Civil. Esta taxa de elevação das despesas do governo é apenas superada pelo aumento observado em Sergipe, de 48,36%, atingindo R$ 705,34 milhões, e seguido pelos gastos do Distrito Federal, que subiram 32,17% em 2010. Já em relação aos índices de criminalidade no país, o estudo indica que o total de homicídios dolosos (com intenção de matar) registrados em todas as regiões caiu. No ano passado, foram 40.974, ante 42.023 em 2009 - uma queda moderada de 2,1%. A maior taxa de homicídios deste tipo foi registrada em Alagoas: 2.127 assassinatos em 2010. Proporcionalmente, são 68,2 a cada 100 mil habitantes, número maior que os 47,7 registrados em 2009. Ao apurar dados desde o Ministério da Fazenda ao Sistema Único de Saúde (SUS), o estudo pondera sobre a qualidade das estatísticas públicas. No caso, o Rio de Janeiro foi rebaixado ao grupo 3, último grau em avaliação.
Correio do Brasil Online: No primeiro dia de reunião do Copom, CUT reivindica redução de juros Para sindicalista, quem estipula a taxa de juros no Brasil são os bancos. Central critica política econômica de ajuste fiscal mantida pelo governo federal Raoni Scandiuzzi O protesto ocorreu na avenida Paulista, na região central de São Paulo (Foto: Dino Santos/ CUT) São Paulo - No primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou, nesta terça-feira (30), um protesto na avenida Paulista, na região central da capital paulista contra a alta taxa básica de juros da economia. O novo patamar da Selic será anunciado nesta quarta-feira (31). O presidente da CUT, Artur Henrique, criticou a taxa de juros, que atualmente está em 12,5% ao ano, após cinco altas concecutivas promovidas desde o início do ano. "Não é possível que a gente continue com uma crise internacional acontecendo e o maior juro do mundo sendo praticado. Isso vai contra todas as expectativas: é preciso reduzir os juros no Brasil", criticou. Ele reclamou da decisão do governo federal de elevar a meta do superávit primário - economia para pagamento de juros da dívida pública - anunciada na segunda-feira (29). "Não concordamos com a ideia de que é preciso aumentar o superávit primário. Consideramos isso uma incoerência por parte de quem quer manter as políticas sociais", acrescentou. A decisão confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, significa que o governo federal deve evitar contrair novas despesas até o fim do ano, o que inclui restrições a aumentos salariais para servidores, por exemplo, além de novos investimentos em infraestrutura. O ajuste fiscal segue uma cartilha de "austeridade" defendida por economistas ligados ao mercado financeiro e por parte da mídia. Em fevereiro, já havia sido anunciado corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União. O secretário de finanças da CUT, Vagner Freitas, também rechaçou a política econômica praticada pelo governo federal, qualificando como "excrescência" a taxa de juros atual. "Este governo tem transformado o Brasil, primeiro com o ex-presidente Lula, agora com a Dilma, mas algumas questões, como a elevação do superávit primário e o ajuste fiscal, precisam ser alteradas urgentemente", explicou Freitas. A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira (30), em visita ao estado de Pernambuco, que foi para permitir a diminuição da taxa de juros que o Executivo decidiu intensificar o ajuste fiscal. Ela prometeu ainda manter como diretriz de enfrentamento à crise internacional a valorização do mercado interno. Artur ressalta que o alvo principal da crítica é o Banco Central e criticou a forma como o Copom estabelece a taxa Selic. Para ele, quem estipula a taxa de juros são os bancos. "O Banco Central faz uma série de pesquisas com o chamado mercado financeiro para avaliar as expectativas do mercado. Eu sou presidente de uma central sindical que tem sete milhões de trabalhadores (filiados a sinditados associados) e nunca me perguntaram, nem por telefone, qual era a expectativa da CUT e dos nossos sindicatos", ironizou. Tanto para Artur quanto para Vagner a taxa de juros ideal para o ano seria a mesma praticada pelos países desenvolvidos, rondando os 2% em termos reais (descontada a inflação). Algumas nações mantém taxas negativas em termos reais. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o equivalente a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é gasto com o pagamento de juros da dívida interna. Campanhas salariais Prevendo que uma possível diminuição na taxa de juros possa servir de álibi para os bancos recusarem aumento real para o funcionários, a presidenta do Sindicato dos Bancário de São Paulo, Juvândia Moreira Leite, ressaltou que essa explicação é descabida, pois os banqueiros têm lucros exorbitantes independentemente da taxa de juros. "Não temos condições de fechar uma negociação sem aumento real para o setor que mais lucra no Brasil", explicou. Na mesma linha, o presidente da CUT falou da necessidade de reajuste salarial maior do que a inflação também para trabalhadores da indústria. "Para fortalecer o mercado interno é preciso ter renda, salário, políticas públicas e sociais. Não podemos ter parte do governo dizendo que esse não é o momento para pedir aumento salarial", afirmou Artur. Sardinhada Em Brasília, um churrasco de sardinhas marcou o protesto em frente ao Banco Central. O ato foi realizado pela Força Sindical. "A sardinha representa a comida do trabalhor pobre, mas queremos mostrar que não queremos só isso, queremos também a boa comida que os poderosos comem", disse o presidente da Força Sindical em Brasília, Epaminondas Lino de Jesus.    
Tribuna da Bahia Online (BA): Acidente com moto pesa no cofre público Ter uma moto pode ser uma maneira de agilizar a vida, mas é também um risco tanto para quem a conduz como para o estado. O risco está no fato do número de acidentes com motos está aumentando muito mais rápido que o número de acidentes com outros veículos, gerando altos custos para os cofres estatais, já que os motoqueiros acidentados levam três vezes mais dias internados do que outras vítimas de acidentes de trânsito. Em 2010, foram internadas, na rede do SUS, em Salvador, 453 pessoas envolvidas em acidentes com este tipo de transporte, sendo a primeira causa de internamento por acidentes de trânsito. Os dados, que colocam os acidentes com motos como um grave problema de saúde pública, são do Sistema de Informação em Saúde (SIS), da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Eles mostram também que a situação é ainda pior no interior do estado. Gilson Andrade Fontes, depois de quase um ano em processo de recuperação do acidente que sofreu com sua moto, não tem a mínima ideia do custo de seu infortúnio para o estado. "Sei que para mim isso tudo saiu e ainda sai muito caro, mas imagino que o governo não gastou pouco comigo", pondera. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um paciente vítima de acidente de moto custa, em média, R$ 152 mil aos cofres públicos, só na rede hospitalar. Já o custo social de cada um desses pacientes é de, em média, R$ 952 mil aos cofres públicos, o que envolve atendimento pré-hospitalar, hospital, licença, aposentadoria, entre outros. Segundo pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), uma diária em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode chegar facilmente a R$ 2 mil, somente com uso de medicamentos. Segundo o estudo, o custo de antibióticos para tratar infecções ósseas, principalmente em casos de fraturas expostas, pode chegar a R$ 500,00 a dose. Aplicados de seis em seis horas, como é previsto, seu custo diário chegaria a R$ 2 mil. Gilson Andrade está certo, de acordo com os dados acima, seu caso não foi nada barato para o estado. Para obter os primeiros socorros e tentar se salvar de um acidente que lhe quebrou uma das pernas em cinco lugares, a outra em dois, sem contar braços, bacia e tíbias, Gilson teve que ficar em uma UTI por dez dias. Ou seja, só nesse procedimento, o estado pode ter gasto 20 mil reais. Nesse valor, no entanto, não estão incluídas as nove cirurgias pelas quais Gilson Andrade teve que passar para remendar seus ossos com platina, nem os vinte dias a mais em que ficou internado, nem o tratamento com fisioterapia no Hospital Sara Kubitschek. Além disso, Gilson é um trabalhador, uma força de trabalho que está parada por um ano e que, mesmo assim, deverá fazer uso de novos tratamentos e até cirurgias para amenizar as sequelas. "Perdi cerca de 60% da movimentação no joelho esquerdo, que foi reconstituído. Além disso, o médico disse que esta foi uma solução temporária, e que, devido às dores, em pouco tempo terei que trocar a rótula, por uma prótese", conta. Gilson, que já consegue andar com ajuda de muletas, espera não passar mais esta conta para o estado. "Espero estar trabalhando e com plano de saúde para não precisar do SUS", disse.
Carta Capital: Código Florestal e o princípio da imprecaução O Senado Federal vai votar nos próximos dias um projeto que pode mudar de forma definitiva o mapa florestal brasileiro, em função de interesses que em mais de um ano de discussões na Câmara e, agora, no Senado, não ficam claros para a maioria da sociedade. De um lado se alinham ambientalistas, cientistas e pesquisadores de diversas instituições, além de 80% da população, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha. De outro, os dois relatores do projeto, o ex-deputado e agora ministro dos Esportes Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o atual relator no Senado, senador Luiz Henrique Silveira (PMDB-SC) e um grupo de ruralistas aquartelados na Confederação Nacional da Agricultura sob o comando da senadora Katia Abreu, recém aderente ao PSD de Gilberto Kassab. O relator do Código Florestal na Câmara, Aldo Rebelo, que acaba de pular para o barco do governo.  Rebelo passou todo o tempo em que foi responsável pelo projeto de lei do novo Código Florestal na Câmara tentando desqualificar seus opositores, colocando todos em um balaio de detratores da pátria, gente a serviço do imperialismo internacional que não deseja ver o desenvolvimento do Brasil. Ignorou as contribuições oferecidas pela ciência através de documentos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Associação Brasileira de Ciência (ABC), além de estudos desenvolvidos pelo IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas. Para José Goldemberg, físico, ex-ministro e ex-reitor da Universidade de São Paulo, o projeto que caminha a passos largos para ser aprovado no Senado ignora uma das linhas de conduta básicas da ciência, o princípio da precaução: "No caso de florestas, decisões equivocadas podem implicar sua destruição, o que poderá ter consequências irreversíveis que afetarão não só a atual geração, mas também gerações futuras. Neste caso, é essencial adotar o Princípio da Precaução, que foi incorporado à Convenção do Clima adotada na Conferência do Rio, em 1992, e ratificada pelo Congresso Nacional", explica Goldemberg em recente artigo. E ele não está sozinho. Campanhas realizadas através de mídias sociais e internet mostram alguns dos mais importantes cientistas e intelectuais brasileiros pedindo por precaução nas mudanças ao Código Florestal, que uma vez implantadas vão se refletir na perda de grandes áreas, além de transformar cidadãos respeitadores da lei, que mantiveram intactas em suas propriedades as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, em verdadeiros otários. Pois outros, que trabalharam à margem da lei, cortando a mata em lugar de preservá-la, serão beneficiados. Em recente campanha pelo site de vídeos YouTube, personalidades como os economistas José Eli da Veiga e Ricardo Abramovay se manifestaram contrários às mudanças, juntamente com inúmeros cientistas, pesquisadores, artistas e militantes ambientais. E brotam posts sobre o tema, em sua maioria contra o novo projeto, em todas as chamadas mídias sociais. Debate coloca no mesmo lado ambientalistas, cientistas e pesquisadores de diversas instituições, além de 80% da população. Foto: Greepeace/Divulgação Em estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada) e disponível em seu site, os pesquisadores procuraram calcular a área de reserva legal que deixará de ser recuperada em caso de aprovação do projeto de lei. A partir desse cálculo, foram estimados os impactos que essa perda representaria para os compromissos brasileiros de redução de emissões de carbono (CO2) assumidos internacionalmente. Por esse estudo o Brasil deveria ter 258,2 milhões de hectares de Reserva Legal, mas apenas 98,9 milhões têm efetivamente a floresta preservada. O passivo total é de 159,3 milhões de hectares que já foram ilegalmente desmatados. O estudo também alerta para a impossibilidade de o Brasil cumprir os compromissos de redução de emissões de gases estufa que a então chefe da casa civil, e hoje presidenta, Dilma Rousseff, assumiu publicamente na conferência do clima realizada no final de 2009 em Copenhague, na Dinamarca. Entre os argumentos usados pelo ex-deputado e atual ministro para mutilar o Código Florestal em vigor, está o fato de que ele foi aprovado em 1965, durante a ditadura militar. Essa é apenas uma meia verdade, pois o código não veio de uma canetada de generais, mas sim de planos de desenvolvimento que vinham sendo trabalhados muito antes, na mesma lógica da construção de Brasília. Era, e ainda é, uma lei que regula a interiorização dos brasileiros e impõe limites à ganância daqueles que trabalham apenas com uma visão de lucro no curto prazo. Predadores que se apropriam dos recursos naturais, os exaurem e seguem em frente. Outro ponto levantado pelos defensores da liberação das regras de preservação florestal é que esse tipo de legislação em defesa das florestas não existiria em nenhum outro lugar. "É uma lei jabuticaba", dizem em referência à fruta exclusiva do Brasil. Esse argumento foi desmontado por um estudo realizado pelo Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, em uma pesquisa realizada em parceria com o The Proforest Initiative, organização ligada à universidade inglesa de Oxford, mostra que a proteção das florestas está longe de ser uma "jabuticaba", não é uma invenção brasileira. O estudo, coordenado pelo pesquisador Adalberto Veríssimo, um dos mais respeitados estudiosos da Amazônia, mostra que países como Alemanha, França, China, Índia, Indonésia, Japão e até os Estados Unidos têm leis específicas para a proteção das florestas. No caso norte-americano, por exemplo, no âmbito federal, a conversão de áreas intactas de Florestas Naturais é proibida pela Lei Florestal Nacional (National Forest Roadless Area Conservation Act.12). O manejo de florestas em terras privadas é geralmente controlado na esfera estadual e varia entre os Estados norte-americanos. O texto "Um resumo do status da floresta em países selecionados" está disponível no site do Imazom. Entre os ambientalistas que estão na linha de frete da militância contra as alterações do Código Florestal existe a certeza de que as mudanças propostas resultarão em um expressivo aumento no desmatamento no Brasil. Vale lembrar que entre os países do mundo que mais emitem gases de efeito estufa (CO2), o Brasil ocupa o décimo-quarto lugar se o desmatamento ficar fora da conta. Mas a conta não é essa quando se inclui o desmatamento, assim pulamos para o quarto lugar. Mario Mantovani, diretor de mobilização da organização SOS Mata Atlântica, que trabalha com o tema desde os anos 1970, acredita que ainda é possível reverter o quadro no Senado e derrubar as alterações que estão sendo propostas. As principais são: isenção de obrigatoriedade de Reserva Legal para propriedades de até quatro módulos fiscais, redução das Áreas de Preservação Permanente ao redor de rios, nascentes e cursos d'água e liberação do uso de encostas e topos de morro para a produção agrícola. Parece pouco, mas os cientistas alertam para enormes impactos em preservação da qualidade da água e na manutenção da biodiversidade, fauna e flora que precisam dessas áreas para manterem seus refúgios de vida. "Me param na rua e perguntam se não podemos fazer alguma coisa contra isso", diz Mantovani, que praticamente mudou de São Paulo para Brasília para realizar um trabalho cotidiano de convencimento dos parlamentares. Nos próximos dias e semanas o Senado vai votar para decidir o modelo de desenvolvimento que deseja para o País, se baseado na contínua predação de recursos naturais ou com a inclusão e participação de pesquisadores e cientistas na busca de mais produtividade e da incorporação de enormes territórios já desmatados, exauridos e abandon
Valor Online : Pesquisa mostra que 17% dos trabalhadores tiveram acidentes no emprego O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) informou nesta quarta-feira que 17,3% dos trabalhadores brasileiros já tiveram acidentes ou problemas de saúde decorrentes de sua atividade laboral. O número faz parte do estudo Sistema de Indicadores de Percepção Social - Intensidade do Trabalho (SIPS-IT), divulgado pela entidade. "Quase um trabalhador em cada cinco afirmou ter sofrido alguma consequência negativa do excesso de trabalho, um número bastante preocupante no que tange à temática da segurança do trabalho", analisa, em nota, o Ipea. O maior percentual de ocorrências está entre os trabalhadores agrícolas (22,2%). Em seguida está a construção civil (19,6%). Outro ponto abordado no levantamento foi o impacto dos equipamentos de comunicação e informática nas rotinas de trabalho. A maioria dos entrevistados (53%) afirmou que "não utilizam tais equipamentos em sua jornada de trabalho". Outros 32% dos participantes classificaram esse impacto como positivo, "por considerarem que tais equipamentos aliviaram seu trabalho". Além disso, 13,6% afirmaram ser indiferentes e 1,2% perceberam o impacto como negativo, "pois agora executam tarefas relativas ao trabalho em seu tempo livre". O trabalho de campo da pesquisa foi realizado com 3.709 pessoas em outubro de 2011.
Valor Online : Pesquisa mostra que 17% dos trabalhadores tiveram acidentes no emprego O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) informou nesta quarta-feira que 17,3% dos trabalhadores brasileiros já tiveram acidentes ou problemas de saúde decorrentes de sua atividade laboral. O número faz parte do estudo Sistema de Indicadores de Percepção Social - Intensidade do Trabalho (SIPS-IT), divulgado pela entidade. "Quase um trabalhador em cada cinco afirmou ter sofrido alguma consequência negativa do excesso de trabalho, um número bastante preocupante no que tange à temática da segurança do trabalho", analisa, em nota, o Ipea. O maior percentual de ocorrências está entre os trabalhadores agrícolas (22,2%). Em seguida está a construção civil (19,6%). Outro ponto abordado no levantamento foi o impacto dos equipamentos de comunicação e informática nas rotinas de trabalho. A maioria dos entrevistados (53%) afirmou que "não utilizam tais equipamentos em sua jornada de trabalho". Outros 32% dos participantes classificaram esse impacto como positivo, "por considerarem que tais equipamentos aliviaram seu trabalho". Além disso, 13,6% afirmaram ser indiferentes e 1,2% perceberam o impacto como negativo, "pois agora executam tarefas relativas ao trabalho em seu tempo livre". O trabalho de campo da pesquisa foi realizado com 3.709 pessoas em outubro de 2011.
Jornal do Brasil - Em busca do tempo perdido Artigo Por Rodrigo Seabra É chover no molhado dizer que a competitividade que o Brasil tanto tem buscado implica em desatar os nós de sua infraestrutura, reduzir o chamado Custo Brasil, ampliar e interligar de modo planejado a malha dos modais de transporte, reduzindo assim o transit time e o custo das operações logísticas que refletem no custo final dos produtos. Seria, caso este texto fosse assinado pela indústria, que vem sofrendo para somar competitividade com tantos custos e entraves. Porém, isso dito por quem opera a logística pode soar, no mínimo, inusitado. Muito da atuação do operador logístico está em gerir toda uma cadeia, desde a chegada do insumo até a entrega do produto final em seu destino, no menor tempo e com o menor custo para o importador. Sendo assim, imagina-se que com o tanto de entraves que a infraestrutura logística de transporte do Brasil apresenta - em portos, aeroportos, fronteiras, rodovias, ligação entre os modais - que cada vez mais a presença do especialista se faz necessária. Quanto pior o cenário, melhor para o especialista, que buscará soluções para as dificuldades. Na verdade, os entraves logísticos compõem o Custo Brasil e reduzem a competitividade do produto brasileiro. Se hoje o operador é necessário, em função das dificuldades que a indústria encontra para gerenciar o door-to-door em menor tempo e com o menor custo, em um cenário mais funcional, o papel do operador será ainda mais estratégico na busca do diferencial de mercado para cada produto. O compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável foi reforçado pelo governo federal, com o anúncio de projetos práticos de investimento na infraestrutura. Tais medidas visam atender às necessidades de aumento quantitativo e qualitativo considerável da malha de transportes já no curto prazo para os dois eventos que serão sediados pelo Brasil em 2014 (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíada), de início porém com um legado maior, de crescimento sustentável. O país cresceu na última década, e a malha de logística não acompanhou este crescimento. Hoje ela claramente não é mais suficiente ou adequada à demanda. Em agosto, o governo federal lançou a primeira etapa de um novo pacote de concessões para incentivar investimentos na infraestrutura do país. Essa primeira fase do chamado Programa de Investimentos em Logística prevê a aplicação de R$ 133 bilhões na reforma e construção de rodovias federais e ferrovias. Com concentração excessiva no transporte rodoviário de cargas (mais de 75% das mercadorias vão por rodovias), as barreiras desse modal são as condições das estradas, as variações no preço do combustível, a incidência de roubo de carga, fatores que acabam encarecendo o frete. Já no caso dos aeroportos nacionais, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que 17 dos 20 principais aeroportos do país, ou 85%, estão em situação crítica. Nos portos, a situação é parecida: o contrato de mais de 77 terminais portuários em 15 portos - entre eles os de Santos e Rio de Janeiro - vencerão no ano que vem e não serão prorrogados. Há que se evidenciar melhorias na malha ferroviária, a partir de investimentos privados. Porém, pelas dimensões do país, ainda há muito que fazer. É preciso pensar também na questão da mão de obra qualificada para atender a todo esse "desenvolvimento e aprimoramento logístico", que vai muito além da simples ligação entre sistemas modais. É possível até que, num primeiro momento, o país precise buscar profissionais no exterior ou, quem sabe, enviar nosso pessoal para se capacitar lá fora. Essa é a hora e a vez do Brasil mostrar a que veio, principalmente quanto ao nosso preparo a fim de ampliar a competitividade nacional. O importante é não perder de vista a ligação entre infraestrutura, operação e logística, sabendo sempre que uma depende da outra para chegar ao próximo porto, aeroporto, rodovia e ferrovia, sempre pensando no menor custo e melhor atendimento junto ao produto e consumidor final. É, como dizem, vamos arregaçar as mangas e correr literalmente atrás do tempo perdido em busca de um presente melhor e mais alinhado para todos. Rodrigo Seabra é sales director - Latam, BDP International. - rodrigo.seabra@bdp.com.br
O Globo (RJ): - Para além dos rankings Rico banco de dados sobre a área no país ainda é pouco divulgado e utilizado Por Leonardo Cazes O Brasil possui um enorme banco de dados sobre alunos, professores e as escolas da rede pública, mas essas informações são pouco estudadas e utilizadas na produção de diagnósticos e na formulação de políticas públicas. Os microdados, como são chamados, são os resultados dos questionários aplicados em avaliações de larga escala, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a Prova Brasil, usada no cálculo do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para especialistas, a divulgação organizada dessas informações é muito mais relevante para melhorar a educação no país do que a publicaçãode um ranking de escolas, como feito pelo Ministério da Educação (MEC) este ano com o Enem, pois é possível entender, em detalhes, as razões para um bom e um mau resultado. Segundo Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a divulgação de rankings estimula uma competição equivocada entre as escolas, principalmente na rede privada. Há casos, inclusive, de colégios que selecionam e separam os melhores alunos para conseguir resultados elevados e transformá-los em estratégia de marketing. RANKINGS NÃO AJUDAM 0 DEBATE PÚBLICO O diretor-executivo da Fundação Lemmann, Denis Mizne, concorda e aponta o ranking como um desserviço ao debate sobre a qualidade da educação brasileira, embora não seja contra a divulgação do resultado por escola. Não sou contra a divulgação do resultado por escola, mas ele não colabora com o debate público. A divulgação de colégios em forma de ranking, pela média, sem levar em consideração a sua composição, no que ela foi bem e no que ela foi mal, leva a maus usos dos dados, que são contraproducentes. Para melhorar a educação, o ranking não adianta nada. A diferença de pontos entre os primeiros colocados é pequena, mas é uma diferença enorme para os donos dos colégios -questiona o diretor-executivo da Fundação Lemmann. Os microdados são capazes de oferecer um raio-x muito mais claro da qualidade do ensino e do impacto que diversos fatores (como a composição da escola, o perfil dos professores e o ambiente escolar) têm no aprendizado. Os questionários aplicados na última edição da Prova Brasil, em 2011, foram respondidos por cerca de 220 mil docentes e 4 milhões de estudantes do 5^ e do 9^ ano do ensino fundamental, em todo o país, além de mais de 50 mil diretores. A participação é voluntária. Os resultados revelam a condição socioeco-nômiça dos membros da comunidade escolar, se o currículo foi cumprido, a qualificação dos profissionais, a participação dos pais. Junto com outros levantamentos feitos pelo Inep, como o Censo Escolar, é possível descobrir quantas unidades possuem quadra poliesportiva, bibliotecas e salas de informática. Contudo, estas informações são disponibilizadas em formatos pouco amigáveis, incompreensíveis a quem não possui conhecimentos de estatística. Assim, secretarias municipais que não possuam uma equipe técnica qualificada encontram muitas dificuldades para extrair conclusões importantes sobre seu desempenho nas avaliações nacionais e sobre como podem melhorar. Esse serviço, na visão de Daniel Cara, devia ser disponibilizado pelo próprio Inep. O retorno dessas avaliações, que poderia ser feito de forma pública pelo Inep, é realizado por meio de empresas que cobram as redes por esses serviços. O Inep poderia ter sua função muito mais bem aproveitada. Da forma como são divulgados os dados, a educação tem uma avaliação que segue a lógica do semáforo: a situação está no vermelho, amarelo ou verde — diz o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O cruzamento de dados oferece ferramentas boas. Como o instituto é muito focado no trabalho de produção do Enem, ele acaba não oferecendo um serviço que revolucionaria o planejamento. Ele poderia formar os quadros para as secretarias municipais e estaduais de educação e oferecer um serviço, em regime de colaboração. É preçiso também ter um sistema nacional de avaliação da educação básica sabendo o que pode ser apreendido a partir de cada prova. FALTA DE PESQUISADORES NA ÁREA Para Euben Klein, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), a cultura das avaliações em larga escala é recente no Brasil, pois teve início apenas em 1995. Até então, apenas algumas redes estaduais mantinham experiências isoladas. Por isso, a produção acadêmica sobre o assunto ainda é insuficiente no país. Ele sugere que as prefeituras menores procurem parcerias com universidades e centros de pesquisa para conseguir trabalhar com essas informações. Segundo Klein, as avaliações mostraram que muitos diagnósticos sobre a situação da educação no Brasil estavam errados. A avaliação começou para valer em termos nacionais em 1995. Até aí, havia muitos diagnósticos errados. Falava-se em evasão, mas, na verdade, nosso maior problema era a repetência. Acreditava-se que a solução era construir escola, quando na realidade os alunos não estavam aprendendo. O problema é a qualidade da escola. Essa é uma área recente no rasil, não tinha ninguém trabalhando com isso. A partir da década de 1990 é que começaram a surgir alguns grupos aponta o presidente da Abave, que tenta estimular o desenvolvimento de trabalhos no campo. Cara aponta ainda a falta de independência do órgão, em comparação com outros institutos da administração federal, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos. A apresentação das pesquisas realizadas pelos dois é feita pelos próprios técnicos responsáveis, enquanto no caso do Inep esse papel é assumido pelo ministro da Educação. Na sua opinião, é fundamental que a equipe do instituto tenha autonomia para analisar com frieza os números para produzir diagnósticos consistentes. INEP AFIRMA QUE "ESTÁ SE REESTRUTURANDO" Em janeiro deste ano, entre a saída da então presidente Malvina Tuttman e a chegada do atual, Luiz Gláudio Costa, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) chegou a publicar uma carta aberta dirigida ao MEC em que lamentavam as constantes mudanças de comando (foram quatro desde 2009 devido a problemas na realização do Enem). Os funcionários alegavam que "o órgão apresenta fragilidades e ainda não sustenta condições favoráveis para o pleno desenvolvimento de estudos, pesquisas e avaliações de acordo com suas finalidades institucionais. Ademais, os salários pouco atrativos e as carreiras muito longas não representam um estímulo para a permanência de servidores. A perda de quadros impõe-se como uma difícil realidade e compõe o rol dos grandes desafios ao cumprimento das finalidades do órgão". Procurado pelo Globo Inep informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o tempo entre a coleta dos microdados da Prova Brasil 2011 e a sua disponibilização na internet diminuiu em um ano, em comparação com a edição de 2009.0 órgão ressaltou que é preciso um grande esforço operacional para processar as informações. Está em andamento também um trabalho para tornar a visualização dos microdados mais dinâmica e amigável aos usuários, segundo o Inep. O instituto ressaltou que "está se j reestruturando para ampliar cada vez mais o ; seu papel como uma autarquia que pensa, re-fiete e formula estudos e políticas para a educação brasileira. Além disso, o Inep é hoje uma autarquia capaz de pensar o processo da educação brasileira, de realizar e aplicar avaliações ; importantes para o país" •

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