Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea fecha acordo de parceria com o BID

Ipea fecha acordo de parceria com o BID

Contrato resultará em empréstimos para investimentos em pesquisa, qualidade gerencial e projeção internacional do Instituto

O Ipea e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fecharam nesta terça-feira um contrato que permitirá ao Instituto contrair empréstimo e investir mais em pesquisa, qualidade gerencial e projeção internacional. O acordo estabelece o Programa Diagnósticos, Perspectivas e Alternativas para o Desenvolvimento Brasileiro (chamado de Ipea-Pesquisa) e foi assinado durante uma reunião da Direção Colegiada do Ipea. Estiveram presentes ao ato o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, e o representante do BID no Brasil, José Luis Lupo.

O contrato possui três componentes. O primeiro prevê a realização de projetos estruturadores, entre eles o Brasil em Perspectiva e o Macroeconomia e Inserção Internacional Brasileira. O acordo tem cinco anos de duração, de 2009 a 2014. Para este primeiro ano, estão previstos seis projetos estruturadores.

O componente número dois vai promover a participação de pesquisadores do Ipea em eventos de relevância internacional. A intenção é fazer com que a produção do Instituto tenha maior divulgação e, ao mesmo tempo, permitir aos servidores conhecer mais profundamente os temas discutidos internacionalmente. O terceiro componente está ligado ao Programa de Fortalecimento do Instituto, ou seja, pretende incrementar políticas gerenciais.

A parceria com o BID prevê ajuda do banco para contratações de serviços, como inscrições em congressos internacionais, aquisição de passagens e diárias. Também há contratações de prestação de serviço para consultoria individual e para formatação e publicação de um livro. Estão programados estudos e pesquisas em caráter integrado entre as duas instituições - que compreendem desde o fortalecimento de laços de cooperação com entidades semelhantes até o aperfeiçoamento de mecanismos de disseminação do conhecimento.

A iniciativa terá investimentos de US$ 8,8 milhões, dos quais US$ 7,15 milhões sairão do banco e US$ 1,65 milhão serão a contrapartida do governo federal. O BID e o Ipea já firmaram parceria em outro momento, para a realização do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento de Políticas Públicas, o Rede Ipea. A iniciativa, de 1997, teve como objetivo fortalecer o Instituto e outras entidades de pesquisa econômica e estatística a fim de apoiar no planejamento e avaliação de políticas públicas de forma descentralizada e participativa.

Ipea realizou seminário sobre ecossistemas e biodiversidade

Ipea realizou seminário sobre ecossistemas e biodiversidade

 

O evento foi uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

“É importante deixar claro o nosso comprometimento e a importância que damos ao tema no Ipea”, disse o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Jorge Abrahão, ao abrir o seminário Economia de Ecossistemas e Biodiversidade. Abrahão representou o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, durante o evento, realizado na sexta-feira, dia 28, no auditório do Ipea.

A mesa de abertura foi composta por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Maria Cecília de Brito, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Fernando Coimbra, chefe da Divisão de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, e Cristina Montenegro, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Maria Cecília fez uma análise sobre a biodiversidade no Brasil e a sensibilização da sociedade para esse tema. “Embora questões climáticas, como aquecimento global, tenham sensibilizado as pessoas, a perda da biodiversidade não tem o mesmo impacto na sociedade”, resumiu a secretária. Em seguida, assumiu a palavra o indiano Pavan Sukhdev, líder do estudo The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB). Sukhdev iniciou sua apresentação ressaltando a importância global do estudo e o envolvimento de diversos organismos internacionais como parceiros nas pesquisas.

Para Sukhdev, a preservação do meio ambiente transcende a esfera do ambientalismo por si só, sendo uma questão de desenvolvimento econômico e social. O pesquisador utilizou exemplos da pesca, citando que mais de US$ 43 bilhões já foram destinados, como subsídios, para o setor pesqueiro, que busca o peixe em águas cada vez mais profundas. “Isso poderá causar, se tudo continuar assim, a extinção de grande parte de espécies de peixes em 50 anos”, afirmou o indiano.

Para ele, isso representa a falta de sustento de populações litorâneas que dependem economicamente da pesca e cuja alimentação é extremamente dependente das proteínas dos peixes. “Não estamos falando de questões ambientais, mas dos objetivos do milênio, tentando minimizar as perdas, no âmbito do desenvolvimento econômico e social”, disse Sukhdev. Ele citou a degradação das florestas tropicais, presentes, em sua maioria, em países em desenvolvimento. “A grande dificuldade hoje é valorar os serviços ambientais a fim de quantificar sua importância no PIB de um país.”

Em seguida, a mesa de debates composta por José Aroudo Mota, coordenador de Meio Ambiente do Ipea, Shigeo Shiki, gerente de Projetos do MMA, Peter May, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e Donald Sawyer, professor da Universidade de Brasília (UnB), junto ao palestrante, respondeu às perguntas dos participantes do seminário. O evento teve transmissão on-line pelo site do Ipea e prestigiou os 45 anos do Instituto.

Saiba mais sobre o estudo da Economia de Ecossistemas e Biodiversidade

Dirur divulga novo Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Dirur divulga novo Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Publicação traz 14 artigos que abordam temas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, taxas urbanas e desindustrialização

A segunda edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, elaborado pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), é composta por 14 artigos que versam sobre questões que vão desde previdência social a licenciamento ambiental. A publicação foi apresentada nesta segunda-feira, dia 14, com transmissão on-line pelo site do Ipea.

A diretora da Dirur, Liana Carleial, abriu o evento dizendo que o Boletim traz artigos independentes em sua segunda edição. "Trata-se de uma publicação semestral que aborda diversos temas regionais. Cada pesquisador tem a liberdade de expor seus pontos de vista, que não necessariamente refletem a visão do Ipea", disse a diretora.

A apresentação do Boletim foi seguida pela explanação dos técnicos envolvidos na produção dos artigos. Cada um explicou a metodologia utilizada e os resultados de suas pesquisas. O primeiro a se apresentar foi Adolfo Sachsida, autor do artigo sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, a renegociação de dívidas estaduais e a disciplina do mercado. Para Adolfo, embora a Lei de Responsabilidade Fiscal seja elogiada por especialistas, a autonomia dos estados para decidir sobre seus gastos, com sua consequente responsabilização, é extremamente vantajosa para a sociedade.

A análise das taxas urbanas, feita pelo técnico da Dirur Pedro Humberto, colocou a questão das diferenças regionais nos valores cobrados. A guerra fiscal entre estados foi ressaltada como positiva por Pedro Humberto, que citou os dados de IPTU per capita em diferentes regiões do País.

Indústria e meio ambiente
Bruno de Oliveira Cruz, diretor-adjunto da Dirur, abordou o tema da "desindustrialização" no Brasil, lembrando que o setor secundário claramente perdeu participação no PIB na década de 1990. O técnico enfatizou as consequências dessa diminuição no âmbito regional e a diferenciação no perfil das indústrias em determinadas regiões, como a Centro-Sul e a Norte-Nordeste.

Os aspectos ambientais, como licenciamento e habitação, foram objeto da apresentação do técnico Sergio Jatobá. Para ele, o programa Minha casa, Minha vida, que prevê a construção de um milhão de residências pelo governo federal, tem um entrave que não existia na década de 1970: o licenciamento ambiental. "Existem dois desafios na política habitacional: aumentar a oferta de casas e melhorar a qualidade do meio ambiente. O licenciamento ambiental vem para resolver esses problemas", afirmou o pesquisador.

Marcelo Abi-Ramia, técnico da Dirur, abordou a Previdência Social como instrumento de distribuição regional de renda, artigo que dialoga com outro do Boletim intitulado A Previdência Social e Redistribuição de Renda Intermunicipal. "A Previdência Social serve não só para trazer renda para as pessoas, mas para diminuir as desigualdades regionais", disse Abi-Ramia.

O também técnico da Dirur Carlos Wagner encerrou o evento afirmando que o Boletim Regional, Urbano e Ambiental está aberto para artigos de pesquisadores de outras diretorias e de fora do Ipea. A publicação traz, ainda, um artigo sobre a transposição do Rio São Francisco, de Cesar Castro, técnico da Dirur, e outro sobre convergência de renda, de autoria do técnico Geraldo Góes.

Leia a íntegra da segunda edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Democracia ajuda a diminuir pobreza no mundo

Democracia ajuda a diminuir pobreza no mundo

Duncan Green, da Oxfam International, lança livro no Ipea e revela como cidadãos ativos podem mudar a realidade

Duncan Grenn falará no Ipea sobre combate à pobreza e à ameaça de colapso ambiental

Países onde os cidadãos são mais ativos politicamente resolvem problemas de desigualdades sociais mais facilmente e com maiores chances de se perpetuar. A afirmação foi feita pelo inglês Duncan Green, da Oxfam International, ao lançar nesta quinta-feira, 18, em Brasília, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o livro Da pobreza ao poder – Como Cidadãos Ativos e Estados Efetivos Podem Mudar o Mundo.

A Oxfam é uma associação de organizações internacionais que trabalham pelo fim da pobreza e da desigualdade no planeta. Atualmente, três instituições associadas desenvolvem projetos em parceria com instituições brasileiras: a Intermón Oxfam (Espanha), a Oxfam Grã-Bretanha e a Oxfam Novib (Holanda).

Green defende que as pessoas em situação de pobreza devem ter o direito de participar de decisões que definam seu destino. Ao Estado compete apoiar, articular, e garantir o direito dessas pessoas. O autor tem mais de 20 anos de experiência e de reflexão nos temas de desenvolvimento e de combate à pobreza e às desigualdades. Desde 2004, Green dirige a área de Estudos e Pesquisas de Oxfam Grã-Bretanha. É também professor visitante da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

Formado em Física pela Universidade de Oxford, Green publicou diversos livros sobre a América Latina, como La Revolución Silenciosa e El auge de la economía de mercado en America Latina (Tercer Mundo editores, Colombia, 1997). Defensor da ideia de que cidadãos ativos dependem de Estados efetivos para promover mais igualdade no mundo, Green acredita que somente a democracia permite esse tipo de situação, com a garantia de  progressos  e de manutenção dos direitos sociais.

Na América Latina, citou como exemplo a vitória do povo Chiquitano, da Bolívia, que ganhou a titulação do território indígena de Monteverde, uma área de 1 milhão de hectares. Em 2007, Evo Morales, o primeiro presidente indígena, e diversas autoridades estiveram presentes na cerimônia de entrega da titulação. Segundo Green, um evento dessa natureza na Bolívia seria impensável tempos atrás e só ocorreu graças a democracia que começou a ser construída no país  depois revolução de 1952.

No livro, ele descreve como cidadãos ativos mudaram a realidade em mais de 100 países onde a Oxfam possui associados. “A luta contra o flagelo da pobreza, da desigualdade e da ameaça de um colapso ambiental definirá o século XXI, como a luta contra a escravidão ou pelo sufrágio universal definiu eras pregressas. Se falharmos, as gerações futuras não nos perdoarão. Se formos bem-sucedidos nesse esforço, elas se perguntarão como o mundo tolerou essa injustiça desnecessária e sofreu seus efeitos por tanto tempo”, afirma Duncan Green.

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Representantes de instituições beneficiadas se reuniram para comentar o andamento dos estudos e debater a possibilidade de extensão do programa

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, coordena a reunião com representantes da rede Ipea/Anipes, em BrasíliaO Ipea recebeu na manhã desta quinta-feira, 10, em seu auditório do 11º andar (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília), representantes das instituições que compõem a rede Ipea/Anipes de pesquisa. Atualmente, 19 instituições são beneficiadas com bolsas concedidas no âmbito da rede. O encontro contou com a presença da diretora-presidente da Anipes, Felicia Reicher Madeira, e teve como objetivo discutir o andamento dos projetos e avaliar as possibilidades de extensão do programa para o biênio 2010-2011.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, fez uma apresentação sobre a estrutura do Instituto, ressaltando a nova composição das diretorias, o estabelecimento de metas, a chegada de 80 servidores concursados e o crescimento da produção editorial, que dobrou quando comparados o primeiro semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009. Pochmann falou, em seguida, sobre as redes de pesquisa que estão ligadas ao Ipea.

“A expectativa é chegar a 241 bolsas implementadas até dezembro. Isso representaria um orçamento anual ao redor de R$ 2 milhões em recursos para o Proredes”, afirmou o presidente do Ipea, se referindo ao programa que visa integrar ações de pesquisa em áreas temáticas definidas no planejamento estratégico do Instituto. “A rede Ipea/Anipes é uma das principais referências da integração de nosso trabalho do ponto de vista nacional”, completou Pochmann.

A diretora de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais (Dirur) do Ipea, Liana Carleial, deu mais detalhes sobre a situação da rede Ipea/Anipes. “Começamos com 22 instituições, mas foram assinados 19 acordos de cooperação técnica. Com o Acre, o processo está em avaliação. Portanto, a previsão é de termos 20 instituições em rede.” A rede Ipea/Anipes conta, atualmente, com 94 bolsas implementadas e com financiamento em dia. Liana Carleial pediu ainda o compromisso das instituições no cumprimento do cronograma para apresentação dos produtos finais e publicações até abril de 2010.

No debate sobre o programa e a possibilidade de estendê-lo, os representantes das instituições sugeriram maneiras de trabalhar temáticas regionais em parceria com o Ipea e quiseram saber mais detalhes sobre cursos oferecidos pelo Instituto. Pochmann lembrou, ao final da exposição, que o Ipea tem a perspectiva de constituir representações regionais e internacionais, especialmente na América Latina e na África de língua portuguesa.

As instituições hoje contempladas pela rede Ipea/Anipes são: Codeplan (DF), Sempla (SP), Fapems (MS), FEE (RS), Cide (RJ), FJP (MG), Fundaj (PE), Ideme (PB), Idesp (PA), IJSN (ES), Ipardes (PR), Ipece (CE), IPP (RJ), Seade (SP), SEI (BA), Seplan (GO, AL e AM) e UFMT (MT).

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Representantes de instituições beneficiadas se reuniram para comentar o andamento dos estudos e debater a possibilidade de extensão do programa

O Ipea recebeu na manhã desta quinta-feira, 10, em seu auditório do 11º andar (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília), representantes das instituições que compõem a rede Ipea/Anipes de pesquisa. Atualmente, 19 instituições são beneficiadas com bolsas concedidas no âmbito da rede. O encontro contou com a presença da diretora-presidente da Anipes, Felicia Reicher Madeira, e teve como objetivo discutir o andamento dos projetos e avaliar as possibilidades de extensão do programa para o biênio 2010-2011.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, fez uma apresentação sobre a estrutura do Instituto, ressaltando a nova composição das diretorias, o estabelecimento de metas, a chegada de 80 servidores concursados e o crescimento da produção editorial, que dobrou quando comparados o primeiro semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009. Pochmann falou, em seguida, sobre as redes de pesquisa que estão ligadas ao Ipea.

“A expectativa é chegar a 241 bolsas implementadas até dezembro. Isso representaria um orçamento anual ao redor de R$ 2 milhões em recursos para o Proredes”, afirmou o presidente do Ipea, se referindo ao programa que visa integrar ações de pesquisa em áreas temáticas definidas no planejamento estratégico do Instituto. “A rede Ipea/Anipes é uma das principais referências da integração de nosso trabalho do ponto de vista nacional”, completou Pochmann.

A diretora de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais (Dirur) do Ipea, Liana Carleial, deu mais detalhes sobre a situação da rede Ipea/Anipes. “Começamos com 22 instituições, mas foram assinados 19 acordos de cooperação técnica. Com o Acre, o processo está em avaliação. Portanto, a previsão é de termos 20 instituições em rede.” A rede Ipea/Anipes conta, atualmente, com 94 bolsas implementadas e com financiamento em dia. Liana Carleial pediu ainda o compromisso das instituições no cumprimento do cronograma para apresentação dos produtos finais e publicações até abril de 2010.

No debate sobre o programa e a possibilidade de estendê-lo, os representantes das instituições sugeriram maneiras de trabalhar temáticas regionais em parceria com o Ipea e quiseram saber mais detalhes sobre cursos oferecidos pelo Instituto. Pochmann lembrou, ao final da exposição, que o Ipea tem a perspectiva de constituir representações regionais e internacionais, especialmente na América Latina e na África de língua portuguesa.

As instituições hoje contempladas pela rede Ipea/Anipes são: Codeplan (DF), Sempla (SP), Fapems (MS), FEE (RS), Cide (RJ), FJP (MG), Fundaj (PE), Ideme (PB), Idesp (PA), IJSN (ES), Ipardes (PR), Ipece (CE), IPP (RJ), Seade (SP), SEI (BA), Seplan (GO, AL e AM) e UFMT (MT).

País precisa aperfeiçoar distribuição e gestão de recursos

País precisa aperfeiçoar distribuição e gestão de recursos


Publicação Brasil em Desenvolvimento, do Ipea, afirma que avanço das políticas sociais depende da execução financeira


090916_brasildesenv
Marcio Pochmann e José Celso Cardoso Jr. apresentaram a publicação Brasil em Desenvolvimento

A redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988 promoveram avanços em políticas públicas de bem-estar social compatíveis com nações mais desenvolvidas, mas o País precisa solucionar em curto, médio e longo prazos questões de qualidade, distribuição e gestão das políticas públicas.

Essas questões permeiam o mais novo trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre políticas públicas - o livro Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas -, lançado nesta terça-feira, dia 15, na sede do Instituto em Brasília. A divulgação ocorreu na semana de comemoração dos 45 anos do Ipea.

Trata-se, segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, “de um documento executado de forma coletiva, em parceria com especialistas e gestores do poder público, com o objetivo de refletir sobre as áreas de atuação do Estado”. Em 30 capítulos distribuídos por três volumes e um sumário analítico, o Ipea faz balanço das principais políticas públicas brasileiras.

O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, criado pela Constituição de 1988 para que a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde, é hoje uma referência mundial. Dar continuidade a essa política pública na sociedade do século 21, segundo Pochmann, “é uma questão que exige o aperfeiçoamento das ações do Estado em qualidade, distribuição e gestão dos recursos”.

Outro exemplo citado por Pochmann foi o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal. “Todos sabem que o governo alocou muitos recursos para o PAC, mas que o programa apresenta problemas de execução”, observou o presidente do Ipea.

Os 30 capítulos foram divididos em cinco partes que avaliam as políticas de inserção internacional e macroeconomia brasileiras, o planejamento e políticas públicas nas dimensões da produção e da inovação, nas dimensões regional, urbana e ambiental, nas dimensões de produção social e da geração de oportunidades e políticas com enfoques específicos e temas emergentes na área social. “O esforço de reflexão realizado visa institucionalizar e sistematizar, no Ipea, uma prática de acompanhamento, análise, avaliação e prospecção das diversas políticas, programas e ações governamentais de âmbito sobretudo federal”, afirmou o pesquisador do Ipea e coordenador editorial dos livros, José Celso Cardoso Jr.

A ideia, segundo Cardoso, é que ao longo dos anos as políticas públicas possam ser aperfeiçoadas. Questionados sobre as parcerias do trabalho, Pochmann e Cardoso destacaram a participação do Ipea em redes de pesquisas estaduais, laborais, patronais e em organizações não-governamentais, além da parceria com centros acadêmicos.

Até o fim do ano, o Ipea vai realizar uma série de encontros sobre o trabalho. Em outubro, já está marcado um seminário para debater a questão do controle de gastos com gestores do Tribunal de Contas da União, da Controladoria Geral da União (CGU), dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e com procuradores do Ministério Público.

Acesse aqui o volume 1 do Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas

Acesse aqui o volume 2 do Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas

Acesse aqui o volume 3 do Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas

Acesse aqui o Sumário Analítico do Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas

Ipea completa 45 anos a serviço do desenvolvimento brasileiro

Ipea completa 45 anos a serviço do desenvolvimento

Evento começa às 15h no auditório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em Brasília.

Este mês o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) completa 45 anos de existência. A cerimônia oficial do aniversário é nesta quarta-feira, dia 16, a partir das 15h, no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, subsolo). Fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o Instituto realiza atividades de pesquisa que fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.

Como parte das comemorações, o Instituto preparou uma série de eventos (vide programação abaixo) que vai do lançamento de seu mais novo trabalho sobre políticas públicas - o livro Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas - a apresentações de artistas populares e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro.

O aniversário do Ipea é uma marca importante em uma época histórica do nosso País. Época marcante por comportar a maior crise do capitalismo pós-1929. Passados 80 anos, o mundo se vê no centro de um novo furacão econômico, com impacto social sem precedentes. É neste contexto histórico que se dará a comemoração dos 45 anos do Instituto. Data sugestiva para promover a visão de um novo ciclo do pensamento nacional.

Afinal, qual o retrato do país nestes últimos 45 anos? Que metas alcançou? Que projetos de desenvolvimento escolheu? Quais os resultados obtidos desse desenvolvimento? E como tratou as questões sociais? O Ipea tem condições de apresentar esse retrato à sociedade. Está em sua missão: "Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro".

Debate nacional
Mas qual será o retrato do Brasil daqui a 45 anos? Que metas podem ser alcançadas? Que planejamento terá de ser feito? Será que esta geração está apta a promover esse debate? Um novo pensamento nacional é possível? A resposta emergirá de um debate, que deverá reunir na capital federal e demais regiões, as mais importantes lideranças da sociedade. Cada diretoria do Ipea discutirá seus temas específicos em uma localidade diferente. Tal processo deverá culminar na formulação de um documento-base que apresentará as propostas desta geração, que irão nortear a estratégia de desenvolvimento econômico social do Brasil para os próximos 45 anos.

A cerimônia oficial de comemoração acontece nesta quarta, dia 16, às 15h, em Brasília. Estão previstas as presenças do Excelentíssimo Senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro de Assuntos Estratégicos, Daniel Barcelos Vargas (interino), e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de autoridades e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade brasileira.

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Cada evento (e sua programação) será informado por convite eletrônico

 

Agenda cultural

15 de setembro (terça-feira)
20h - Apresentação da Orquestra Sinfônica de Brasília
Teatro Nacional - Brasília

1º outubro (quinta-feira)
20h - Show com artistas populares
Clube da Caixa - Brasília (data no Rio de Janeiro ainda será confirmada)

 

Agenda dos eventos

Setembro
14 (segunda-feira)
10h - Lançamento do Boletim Regional, Urbano e Ambiental
Auditório Ipea - Brasília

15 (terça-feira)
10h - Lançamento do livro
Brasil em Desenvolvimento - Estado, Planejamento e Políticas Públicas
Auditório Ipea - Brasília

16 (quarta-feira)
9h - Apresentação do livro ao Conselho de Orientação
Brasil em Desenvolvimento - Estado, Planejamento e Políticas Públicas
Auditório Ipea - Brasília

15h às 17h - Cerimônia oficial
Auditório Ipea - Brasília

17 (quinta-feira)
8h30 às 11h - Lançamento do livro Da Pobreza ao Poder - Como Cidadãos Ativos e Estados Efetivos Podem Mudar o Mundo
Palestrante: Duncan Green (coordenador de estudos e projetos da Oxfam)
Auditório Ipea - Brasília

14h30 - Lançamento do Prêmio João Paulo dos Reis Velloso
Forum Nacional, Rio de Janeiro

18 (sexta-feira)
9h20 - Seminário Economia de Ecossistemas e da Biodiversidade
Auditório Ipea - Brasília

28 e 29 (segunda e terça-feiras)
9h às 18h e das 9h às 13h30 - I Encontro Brasileiro do Ensino de Desenvolvimento
Palestrantes: Marcio Pochmann e Maria da Conceição Tavares
Porto Alegre (RS)

Novembro
11 (quarta-feira)

14h às 18h - Seminário Global e Latino-Americano*
Porto Alegre

18 (quarta-feira)
14h às 18h - Seminário Legislativo*
Brasília

25 (quarta-feira)
14h às 18h
Seminário de Comunicação*
Rio de Janeiro

* Colóquios fechados das 9h às 12h / Seminários abertos das 14h às 18h

Agenda das Diretorias

Outubro
6 (terça-feira)

Dicod
Recife

8 (quinta-feira)
Dimac
Salvador

14 (quarta-feira)
Disoc
Belém

20 (terça-feira)
Diest
Brasília

22 (quinta-feira)
Dirur
Aracaju

27 (terça-feira)
Dides
Brasília

29 (quinta-feira)
Diset
São Paulo

Conjuntura em Foco analisa índices de preços

Conjuntura em Foco analisa índices de preços

Boletim lançado em São Paulo aponta que setor de comércio e serviços tem sido responsável pelo aquecimento da economia
 
O Ipea divulgou nesta quinta-feira, dia 3, a terceira edição do Conjuntura em Foco, que traz análises sobre os índices de preços e comportamento da inflação. O estudo foi apresentado no Sebrae da cidade de São Paulo pelo técnico do Ipea Roberto Messenberg, coordenador do Grupo de Análises e Previsões (GAP), da Diretoria de Estudos Macroeconômicos (Dimac). O boletim aponta para uma recuperação do PIB brasileiro, embora a taxa de desemprego possa ainda mostrar alguns sinais resultantes da crise. Foi constatada uma forte inflexão da produção industrial no ultimo trimestre de 2008 e queda do investimento privado na economia e na produção industrial.

Para Messenberg, o Brasil ainda é muito dependente do crédito externo. "Muitos desses créditos ingressam no País pelas instituições financeiras que os repassam ao mercado", enfatizou.  Segundo o coordenador, a balança comercial do Brasil está sólida graças à performance dos produtos básicos exportados pelo País. No caso da indústria, o valor dos bens exportados de forma geral caiu. Com elevada taxa de juros frente a outras nações, o Brasil tem atraído capital estrangeiro e é esse fato o responsável pela valorização do real. Mas Messenberg alertou para os efeitos da entrada de dólares. "Com o dólar desvalorizado, acende a luz de alerta para a indústria nacional, pois o valor de produtos exportados manufaturados cai, prejudicando a relação câmbio/salário", afirmou o técnico.

O boletim mostra que o setor de comércio e serviços está sustentando a economia e a arrecadação, em um movimento contrário ao da indústria. O mercado interno permaneceu aquecido com as medidas anticíclicas adotadas pelo governo, que mantiveram o nível de renda e de consumo. Porém, há a necessidade de tornar mais dinâmico o setor industrial. "Quando a produção da indústria de transformação, que recolhe muito imposto, cai, isso tem um forte impacto na economia nacional. O que tem garantido a arrecadação é o setor de comércio e serviços", disse Messenberg.

O Conjuntura em Foco aponta que a retomada do nível de arrecadação e a possibilidade de crescimento mais forte do PIB passam pela recuperação do investimento na economia. "A taxa de investimento do setor privado precisa aumentar. O setor público tem obrigação de estimular os investimentos para fazer com que se abra a perspectiva de lucro, de forma que a iniciativa privada invista", defendeu Messenberg.

O estudo revelou ainda a evolução do emprego nos últimos 12 meses e dados sobre finanças públicas, com ênfase na balança comercial e seu superávit primário.

Leia a íntegra do Conjuntura em Foco nº 3

Brasil e China compartilham experiências sociais

Brasil e China compartilham experiências sociais

Seminário promovido pelo IPC-IG, com apoio do Ipea, reuniu autoridades dos dois países no auditório do Instituto

Rita Bered de Curtis, da Divisão de Temas Sociais do Itamaraty, também participou do seminário

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou em seu auditório na manhã desta segunda-feira, dia 24, o Seminário Internacional China-Brasil: Compartilhando Experiências em Proteção Social. O encontro, promovido pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), órgão ligado às Nações Unidas, reuniu autoridades brasileiras e do país asiático para discutir programas e iniciativas dos dois governos em matéria de promoção e proteção social.

Na mesa de abertura do evento estiveram presentes pelo lado brasileiro Rita Bered de Curtis (foto), da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, Mário Lisboa Theodoro, diretor de Cooperação e Desenvolvimento (Dicod) do Ipea, e Eliana Pedrosa, secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Governo do Distrito Federal. Cui Guozhu discursou como diretor da delegação chinesa no Brasil. Degol Hailu, diretor interino do IPC-IG, e Maristela Baioni, representante-residente assistente do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, também se pronunciaram.

"Reduzir a pobreza a níveis consensuados é um desafio que tanto o Brasil quanto a China têm, para que possam alçar um patamar de países mais iguais, com o status de desenvolvimento que desejamos", afirmou Mário Theodoro. Maristela Baioni fez um breve comentário sobre os projetos brasileiros, ressaltando que estão fundamentados em princípios como "democracia, participação da sociedade e descentralização".

Progressos
A segunda mesa foi inaugurada por Liu Qiu, diretor do Escritório para o Alívio da Pobreza e Desenvolvimento da Província de Anhui. "Os pobres da China representavam 75% da população pobre de países em desenvolvimento em 1980. De 1990 a 2002, a população chinesa que saiu da pobreza representa 90% do total mundial", explicou Liu Qiu. Ele lembrou, porém, que ainda há instabilidade no combate à pobreza na China, e estimou que 10% da população com registro de melhoria no padrão de vida volta à miséria todos os anos. Mesmo diante dos desafios, como desastres naturais e as desigualdades mais patentes em algumas regiões, o Partido Comunista Chinês mantém a meta de eliminar a miséria do país até 2020.

Liu Junwen, diretor-geral adjunto do Escritório para o Alívio da Pobreza e Desenvolvimento do Conselho do Estado da China, expôs detalhes do sistema de proteção social chinês. Ele revelou como é o sistema de aposentadoria (15 anos de contribuição para receber o benefício básico), de seguro-desemprego e de assistência médica nas cidades, entre outros programas - que incluem ainda a assistência para pessoas atingidas por desastre natural.

Encerrando o evento, o diretor de Estudos Sociais (Disoc) do Ipea, Jorge Abrahão, explicou parte dos programas de proteção e promoção social do Brasil. Ele apresentou números da previdência e do seguro-desemprego e citou ainda alguns conteúdos transversais dessas políticas, como a igualdade racial e a transição demográfica. "O sistema de proteção social do Brasil acaba sendo responsável por mover um quarto da economia nacional. De 1990 para cá, tem abarcado cerca de 22% do PIB em gastos diretos", afirmou Abrahão. Por parte da China, Liu Junwen disse que os gastos sociais não chegam a 22% do PIB, mas que é difícil de se comparar metodologias, pois o cálculo chinês deixa de fora parte dos investimentos em educação e saúde, por exemplo.

Subcategorias



Reportar Erro
Escreva detalhadamente o caminho percorrido até o erro ou a justificativa do conteúdo estar em desacordo com o que deveria. O que deveria ter sido apresentado na página? A sua ajuda será importante para nós, obrigado!

Form by ChronoForms - ChronoEngine.com