Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Missa e evento cultural marcam o aniversário do Ipea

Missa e evento cultural marcam o aniversário do Ipea

Cerimônia na Catedral de Brasília e Orquestra Sinfônica da capital homenagearam o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro homenageou o aniversário de 45 anos do Ipea em concerto realizado na Sala Villa-Lobos no dia 15 de setembro.

O Secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal, Silvestre Gorgulho, fez um discurso dedicado ao Instituto e recebeu uma placa de agradecimento pela iniciativa de apoiar as festividades do aniversário. Composta por 85 instrumentistas, coube a um dos fundadores da Orquestra, o fagotista Hary Schweigzer, receber a placa de agradecimento do Ipea aos músicos.

Celebração
O padre jesuíta José Carlos Aleixo, professor catedrático da Universidade de Brasília (UnB), celebrou a missa de aniversário do Ipea no batistério da Catedral na capital federal, em 16 de setembro. A celebração contou com a presença de vários servidores.

Ao parabenizar e pedir bênçãos ao Ipea, padre Aleixo destacou a importância dos estudos do Instituto para a elaboração de políticas públicas que promovam o bem-estar social. “O bem comum deve nortear o trabalho de todos os homens”, afirmou.

Desigualdade cai no Brasil, mas ainda é preocupante

Desigualdade cai no Brasil, mas ainda é preocupante

 

Comunicado da Presidência nº 30 analisa dados da PNAD e mostra que um dos Objetivos do Milênio já foi alcançado pelo País

Foto: Sidney Murrieta

Jorge Abrahão e técnicos da Disoc apresentaram as primeiras
análises do Ipea sobre a PNAD 2008

O Ipea apresentou em seu auditório em Brasília, na manhã desta quinta-feira, dia 24, o Comunicado da Presidência nº 30, intitulado PNAD 2008: Primeiras Análises. O documento traz análises sobre desigualdade de renda, evolução recente da pobreza e da desigualdade, e trata das condições de vida, da qualidade dos domicílios e acesso a bens. Os dados analisados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais, Jorge Abrahão, abriu a apresentação e enfatizou a importância da análise dos dados da PNAD pelo Ipea como forma de lançar um novo olhar sobre a pesquisa do IBGE. “Nossa intenção é contribuir, dar mais detalhes, trabalhar outras informações além das que são trabalhadas tradicionalmente”, disse o diretor.

A mesa foi composta por Fábio Vaz, Sergei Soares, Pedro Herculano, Ricardo Barros e Rafael Soares, todos técnicos de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc). O Comunicado explicitou a diminuição da desigualdade no Brasil e o crescimento da renda, sobretudo do segmento mais pobre da população.

Para o técnico Sergei Soares, isso se deve à melhoria na renda dos mais pobres, que evoluiu em maior velocidade que a do segmento rico da população. “A vida está melhorando para todo mundo e está melhorando mais para os mais pobres”,  disse Soares ao ilustrar a diminuição da desigualdade de renda.

Ricardo Barros, concordando com Soares, acrescentou que a diminuição da desigualdade se dá pela diferença do ritmo de avanço na renda de pobres e ricos. “A redução da desigualdade é a renda do pobre crescer mais rápido do que a do rico”, reiterou o pesquisador.

A boa notícia é que o Brasil conseguiu cumprir a primeira meta dos Objetivos do Milênio - reduzir a pobreza pela metade em 25 anos - 10 anos antes do prazo final. De 2001 a 2008, o Brasil conseguiu diminuir em nove pontos percentuais a pobreza. Porém, a situação atual está muito longe da aceitável. “O que um cidadão pobre gasta durante um ano, um cidadão pertencente ao segmento dos 1% mais ricos do Brasil gasta em três dias”, disse Ricardo Barros. A divulgação do estudo foi transmitida ao vivo pela Agência Ipea (http://www.ipea.gov.br) e foi seguida de coletiva de imprensa.

Os Comunicados da Presidência sobre a PNAD 2008 serão reunidos em livro. A publicação com os comunicados referentes ao ano de 2007 terá o título Situação Social Brasileira 2007 e deve ser lançado nos próximos dias.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 30

Veja os gráficos sobre distribuição de renda

Veja os gráficos sobre evolução recente da pobreza e da desigualdade

Ipea abre inscrições para curso sobre políticas públicas

Ipea abre inscrições para curso sobre políticas públicas

Aulas são voltadas para gestores e técnicos do setor público e ocorrerão na sede do Instituto em Brasília. Participantes receberão certificado

Estão abertas para gestores e técnicos do setor público, até 30 de setembro, as inscrições do Curso de Aperfeiçoamento em Desenvolvimento e Políticas Públicas promovido pela Diretoria de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais (Dicod) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 

Voltado para os profissionais que atuam na formulação, gestão, avaliação e regulação de políticas públicas na área de desenvolvimento, o curso tem o propósito de oferecer subsídios que levem em consideração a perspectiva do desenvolvimento com equidade como objetivo maior da ação governamental.

As aulas serão ministradas no período de 1º de outubro a 13 de novembro, sempre no turno matutino, de segunda a sexta, com duração total de 180 horas, sendo 120h delas destinadas às disciplinas e 60h para a elaboração do trabalho final em forma de artigo/paper. Os trabalhos deverão tratar de desenvolvimento e políticas públicas e ser entregues no prazo de dois meses a partir do final do curso.

Período e Duração do Curso
De 01 de outubro 2009 a 13 de novembro 2009.
Local do Curso: Ipea (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília-DF)
Horário: 8h às 12h 

Titulação
Certificado de Aperfeiçoamento em Desenvolvimento e Políticas Públicas.

Mais Informações

Contato
Isabel Pojo: (61) 3315-5488
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Crise afeta desempregados pobres, revela o Ipea

Crise afeta desempregados pobres, revela o Ipea

Comunicado da Presidência mostra ainda que a desigualdade no desemprego nas regiões metropolitanas caiu nos últimos meses

Foto: Sidney Murrieta

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, apresentou a
avaliação sobre o desemprego no Brasil

O ingresso tardio do Brasil na crise internacional que acometeu o planeta há um ano impactou o mercado de trabalho, principalmente no início de 2009, mas o País reagiu de forma positiva. Voltou a gerar empregos de forma significativa, embalado pela maior ocupação da capacidade ociosa existente no setor produtivo.

A afirmação foi feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, ao apresentar na manhã desta terça-feira, dia 22, na sede do Instituto em Brasília, o Comunicado da Presidência nº 29, intitulado A Desigualdade no Desemprego no Brasil Metropolitano.

Segundo Pochmann, dados mais recentes mostram uma ampliação de investimentos que fazem com que o ritmo de criação de empregos possa durar mais tempo. Mas as dificuldades dos que perderam o posto e continuam desempregados prevalecem. "Especialmente entre os desempregados pobres, porque esses tendem a ter dificuldades maiores, mesmo com a escolaridade ampliada, até encontrar um emprego permanente", ressaltou.

Pobre é definido como o indivíduo cuja renda per capita familiar não supera meio salário mínimo. Entre setembro de 2008 e julho de 2009, o desemprego entre os indivíduos não-pobres aumentou 7,3%. No mesmo período, entre os pobres o aumento foi de 6%. Com isso, a desigualdade entre as duas taxas decresceu levemente.

O estudo mostra, no entanto, que a população menos favorecida financeiramente ainda é a maior prejudicada quando vai procurar emprego. "Os pobres melhoram a escolaridade, mas não conseguem se inserir no mercado de trabalho. O mercado de trabalho, nos empregos de maior escolaridade, é um funil. Temos um problema de oportunidade com as pessoas com escolaridade originárias de famílias pobres", enfatizou o presidente do Ipea, lembrando ainda a diferença entre escolaridade e qualificação profissional.

A situação do emprego no Brasil, na visão de Pochmann, necessita de uma política de longo prazo que busque inserir o País internacionalmente em mercados que não demandem apenas produtos primários. "O ritmo de ampliação da escolaridade no Brasil, que vem ganhando força nos últimos anos, é maior do que o ritmo de criação de empregos", observou.

O presidente do Ipea ressaltou ainda que a questão do desemprego e da qualificação no Brasil é de ordem macroeconômica. "Se o País se concentra em exportar bens primários, gera empregos de pouca qualificação. Ao exportar produtos de valor agregado cria empregos de maior qualidade e remuneração, sendo, portanto, um problema macroeconômico", resumiu Pochmann.

O estudo considerou os dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE e apresentou comparações entre desempregados segundo gênero, faixa etária, escolaridade e renda. O Comunicado da Presidência nº 29 teve transmissão on-line e foi seguido de entrevista coletiva com a imprensa, no auditório do Ipea em Brasília.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 29
 
Veja os gráficos

Ipea divulga balanço dos concursos realizados

Ipea divulga balanço dos concursos realizados


Relatório que analisa os resultados do processo seletivo de 80 servidores para o Instituto foi divulgado durante o 2º Encontros Ipea

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, divulgou durante a segunda edição do Encontros Ipea, no último dia 16 de julho, o relatório que analisa o concurso para seleção de novos servidores, realizado em 2008, para o preenchimento de 80 vagas, 62 de técnico de Planejamento e Pesquisa, dez para técnico de Desenvolvimento e Administração e oito para analista de Sistemas.

O documento destaca o fato de o certame estar em conformidade com o processo de planejamento estratégico e fortalecimento institucional do Instituto e de ter atendido plenamente às necessidades impostas por seus eixos temáticos (Inserção internacional soberana, Macroeconomia para o pleno emprego, Infraestrutura econômica social e urbana, Estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada, Sustentabilidade ambiental, Proteção social, direitos e oportunidades, Fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia).

Foi o maior concurso da história do Ipea, com mais de 13,2 mil inscritos. O resultado foi o ingresso de profissionais com variada formação e faixa etária, além da maior porcentagem de doutores (59,3%) empossados entre os técnicos de Planejamento e Pesquisa na comparação com os certames anteriores. O 2º Encontros Ipea ocorreu no auditório do Instituto em Brasília.

Leia o relatório sobre os concursos do Ipea

Qualidade do desenvolvimento mantém evolução

Qualidade do desenvolvimento mantém evolução


Índice calculado pelo Ipea evoluiu em junho, puxado pela avaliação no componente bem-estar

O Índice de Qualidade do Desenvolvimento (IQD) medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou uma pequena melhoria no mês de junho, confirmando a trajetória de ascensão. Em uma escala de zero a 500, ele atingiu 232,72 pontos, impulsionado principalmente pelo Subíndice de Qualidade do Bem-estar, que pulou de 305,56 pontos em maio para 333,33 em junho.

O IQD é segmentado em três componentes: Subíndice de Qualidade do Crescimento, Subíndice de Qualidade da Inserção Externa e Subíndice de Qualidade do Bem-estar. Em maio, o IQD havia registrado 232,52 pontos. Em junho, porém, houve queda de pouco mais de 20 pontos no indicador de Qualidade da Inserção Externa, enquanto que o indicador da Qualidade do Crescimento subiu de 201,59 em maio para 202,26 em junho.

Em relação ao Subíndice de Qualidade do Bem-estar, o principal fator de melhoria foi a redução do desemprego, que em junho caiu 8%. Com isso, o IQD permanece instável (200 a 300 pontos), mas se aproxima da situação considerada boa (300 a 400).

Confira a edição do IQD referente ao mês de junho

Instituto recebe cumprimentos de estudiosos

Instituto recebe cumprimentos de estudiosos

Economistas e pesquisadores que não puderam comparecer à cerimônia de 45 anos enviaram mensagens ao Ipea

Em seu aniversário de 45 anos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recebeu a visita de diversos estudiosos que fizeram história na fundação pública. Entre eles, os ex-presidentes do Instituto Glauco Arbix, Roberto Brás Matos Macedo e Antônio Holanda. Também compareceram integrantes do Conselho de Orientação do Ipea, como Tânia Bacelar e Roberto Cavalcanti de Albuquerque. Outros ilustres economistas não puderam estar presentes, mas enviaram mensagens de cumprimento ao Ipea e seus servidores. Confira algumas delas:

“Caro amigo presidente Marcio Pochmann:
No momento em que nosso Ipea completa 45 anos, recebendo a visita do ilustre presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gostaria de dizer três coisas, essencialmente:
Primeira:
O Ipea foi, é e continuará sendo importante para mim.
Segunda:
O Ipea é, hoje, tão ou mais importante para o Brasil quanto nos seus primeiros anos – época em que estava reconstruindo a economia brasileira e avançando para o crescimento rápido.
Atualmente o Ipea pode auxiliar o país na saída da crise global e no desenvolvimento de oportunidades que levem o Brasil a realizar o seu potencial econômico e social dentro de uma economia transformada e com um novo modelo de desenvolvimento (desenvolvimento com inclusão).
Então, repetindo: oportunidades econômicas e oportunidades sociais.
Terceira:
O Ipea tem papel relevante na reflexão sobre políticas públicas - novamente, políticas econômicas e sociais - e de como ter instituições para melhor executá-las.
Um grande abraço,

João Paulo dos Reis Velloso
Presidente do Fórum Nacional”


“Prezado Marcio Pochmann,
 
Fiquei muito sensibilizada pelo convite e pela lembrança.
Lembro-me, com sentimento de dever cumprido, da grande frente de resistência que montamos de maneira a resgatar a estrutura regimental desse tão importante Órgão, que tantos serviços inestimáveis tem prestado ao Brasil.
Entretanto, por motivos inerentes a minha vontade, não poderei comparecer a este nobre evento em comemoração aos 45 anos desta grande Casa. Estou conduzindo, na qualidade de Presidente, as audiências públicas do Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro.
Meus abraços afetuosos aos pesquisadores e funcionários da Instituição, especialmente ao seu Presidente,

Aspásia Camargo
(ex-presidente do Ipea)”


“Estimado Presidente Marcio Pochmann:
Lamento muitíssimo não poder participar em Brasília, pelos motivos já de seu conhecimento, das comemorações dos 45 anos do Ipea.
Tenho um grande apreço pelo Ipea e fico muito feliz ao ver que ele se consolida a cada dia como a referência maior do planejamento do desenvolvimento brasileiro - desenvolvimento como processo global, econômico-social, político-institucional, concepção que compartilhamos.
Pode-se dizer que, aos 45 anos, o Ipea é uma Instituição Nacional: respeitada no País e no exterior, prestigiada pela mídia e a opinião mais esclarecida.
Peço que transmita aos técnicos e demais servidores desta que também considero Minha Casa, os cumprimentos mais sinceros.

Roberto Cavalcanti de Albuquerque
(Integrante do Conselho de Orientação do Ipea)”

Ipea está pronto para o futuro, diz Pochmann

Ipea está pronto para o futuro, diz Pochmann

Presidente do Instituto ressalta a superação das políticas de curto prazo. Ministro Daniel Vargas exalta troca da "pobreza por inclusão"

Foto: Sidney Murrieta
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Lula no auditório do Ipea com o presidente do Instituto, Marcio Pochmann

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) celebrou nesta quarta-feira, dia 16, seus 45 anos com uma cerimônia oficial que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas. O evento ocorreu no auditório do Instituto em Brasília e contou com a presença de mais de 200 convidados entre parlamentares, ex-presidentes do Ipea e economistas que passaram pela fundação pública e tiveram papel relevante na elaboração de políticas econômicas e sociais no País.

A ocasião foi história para o Instituto, que pela primeira vez recebeu a visita de um presidente da República. Marcio Pochmann foi o primeiro a discursar na cerimônia, depois da leitura de uma mensagem enviada pelo economista João Paulo dos Reis Velloso, um dos fundadores do Instituto e seu primeiro presidente, que não pôde comparecer ao Ipea para o aniversário. Pochmann ressaltou a evolução do País no século passado até chegar ao momento atual, em que se mostra mais preparado para projetar um futuro notável.

"A passagem para a nova sociedade do conhecimento se tornou adequada somente mais recentemente, quando a coordenação das políticas públicas abandonou a lógica do curto-prazismo que aprisionava a economia nacional por quase duas décadas", afirmou o presidente do Ipea. "A base de onde partir para a viagem do futuro já existe, e o Ipea e todos os seus servidores estão prontos para colaborar decisivamente, assim como procurou fazer nos últimos 45 anos."

Ministro Daniel Vargas
Em seguida, o ministro interino Daniel Vargas deu exemplos que comprovam como o Brasil atravessou a crise internacional sem sofrer grandes consequências. "É a primeira vez que a classe média já é maioria da população brasileira (...) Conseguimos trocar pobreza por inclusão e essa contribuição já vai ficar para a história. Abre-se agora um leque de oportunidade que não podíamos imaginar, nem no melhor de nossos sonhos, até muito pouco tempo", afirmou o ministro.

Segundo Vargas, o Brasil "pode consolidar sua posição na geopolítica internacional, aproveitando o debate climático que posiciona o País, naturalmente, como líder nessa discussão". Para isso, explicou o ministro, é preciso que o Brasil resgate a cultura do planejamento de longo prazo que, de acordo com ele, se perdeu ao longo do tempo. "Ao Ipea, cabe fornecer o suporte técnico e institucional para a formulação de alternativas ao desenvolvimento de longo prazo no País", concluiu.

Leia a íntegra do discurso de Marcio Pochmann no aniversário do Ipea

Presidente sugere que o Ipea se instale em outras regiões

Presidente sugere que o Ipea se instale em outras regiões

Proposta é que os pesquisadores tenham mais oportunidades para conhecer e analisar a realidade do País
 
No aniversário de 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o presidente Lula sugeriu que o Instituto se instale em várias regiões do Brasil. "Não há como conhecer um País continental como o nosso sem conhecer várias localidades. Ninguém conhece o País somente lendo livros e ou até mesmo as pesquisas de instituições como o Ipea", afirmou.

Lula disse que aprendeu muito sobre o Brasil durante as Caravanas da Cidadania, realizadas na década passada, quando percorreu o país como candidato à Presidência e visitou 350 cidades brasileiras em 26 estados. "Não há como avaliar o que ocorre no País sentando em um escritório de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. É preciso conhecer outras realidades do Brasil", declarou.

A proposta do presidente coincide com uma das frentes de trabalho atuais do Ipea. Em evento neste mês com representantes da rede de pesquisa Ipea-Anipes, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, reafirmou a iniciativa de levar técnicos de Planejamento a outras regiões do País, instalando representações fora de Brasília e do Rio de Janeiro. Outra ideia é promover maior intercâmbio dos pesquisadores com nações em desenvolvimento na África, especialmente as de língua portuguesa.

Lula quer participação do Ipea na formulação do novo PAC

Lula quer participação do Ipea em novo PAC

Pela primeira vez um presidente brasileiro visita o Instituto. Ele motivou os servidores a pensarem o futuro do País

Foto: Pedro Libânio
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Lula entre Marcio Pochmann, presidente do Ipea, e Daniel
Vargas, ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos

Por ocasião de seu aniversário de 45 anos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recebeu nesta quarta-feira, dia 16, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro vai à sede do Instituto em Brasília. Lula discursou sobre desenvolvimento, anunciou que será lançado um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma consolidação das políticas públicas brasileiras, e reiterou que a receita do pré-sal reduzirá a desigualdade social.

O presidente começou seu discurso lembrando as boas notícias que recebeu nesta semana: seu governo tornou-se o que mais inaugurou universidades federais (11 já estabelecidas e três em processo de criação), e os dados do Caged mostram que o País ganhou mais 242 mil empregos formais em agosto. "Estamos vivendo quase que um momento mágico na história deste País. Há uma confluência de fatores, de coisas boas que estão acontecendo. O desafio, para todos nós, é não jogar fora este momento, como fizemos no século 20", disse o presidente.

Sobre a exploração do petróleo encontrado na camada pré-sal, Lula foi enfático. "Assumimos o desafio de dizer ao povo brasileiro que mais que em 1953 ou 1954, agora o petróleo é nosso. Porque antes era uma tentativa, e agora temos certeza." E fez um convite. "Precisamos colocar a inteligência brasileira para pensar o que queremos nos próximos 10, 15 ou 20 anos. Pensar o que vamos construir neste País, porque o grosso do petróleo será explorado lá para 2016, 2017. Precisamos trabalhar agora para poder colher."

O presidente afirmou que, provavelmente no prazo de 45 dias, será lançado um programa de inclusão digital para levar internet em banda larga a todos os cantos do Brasil. "Espero que o Ipea participe e contribua de forma extraordinária com isso", afirmou. Também revelou que haverá uma consolidação das políticas públicas do governo, "para transformá-las em políticas de Estado", e disse aos servidores e convidados que é necessário discutir e definir prioridades para um novo PAC, já visando o orçamento de 2011. "Outra coisa que devemos lançar, e mais uma vez o Ipea precisa participar, é a questão de um novo PAC. Pretendemos apresentar um novo PAC porque temos de colocar dinheiro no orçamento de 2011 e precisamos definir as coisas prioritárias de que o Brasil necessita."

Ao final de sua exposição, Lula parabenizou o Ipea por seu aniversário e fez novos convites ao Instituto. "O Brasil está mudando, isso não tem mais retorno. O Ipea pode, neste novo momento, construir grupos de pensamento sobre o que queremos para o futuro." Ele enfatizou que o Brasil é o País que melhor saiu da crise global, e isso abre perspectivas para um futuro mais promissor.

"Poderemos ser muito mais agressivos do ponto de vista da capacidade de produção, de incentivar os intelectuais brasileiros a produzirem mais, a escreverem mais, para que possamos transformar este extraordinário País numa grande potência mundial nos próximos 15, 20 anos ou 30 anos", concluiu o presidente, bastante aplaudido no auditório do Ipea.

Veja a íntegra do discurso feito pelo presidente Lula no Ipea

Leia mais sobre o aniversário do Ipea no Blog do Planalto

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