Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea analisa dados sobre educação, gênero e migração

Ipea analisa dados sobre educação, gênero e migração

Comunicado da Presidência nº 32 avalia os três temas com base nos números da PNAD 2008

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira, dia 7, às 10h, a terceira análise de uma série de cinco estudos sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise, reunida no Comunicado da Presidência nº 32, traz novas percepções sobre os temas "educação, gênero e migração". Por exemplo, aponta que, mantendo-se a tendência atual, o País levará cerca de cinco anos para atingir a média de escolaridade obrigatória pela Constituição.

No capítulo sobre migração, uma constatação é a de que São Paulo volta a atrair mais migrantes de estados do Nordeste e do próprio Sudeste, depois de um período de perda populacional. O trabalho doméstico é o tópico central no capítulo sobre gênero, o qual compara o aumento na quantidade de prestadores desse tipo de serviço - inclusive do número de diaristas - com o desenvolvimento da renda.

O texto referente à educação revela que apenas uma região do Brasil já ultrapassou a média de escolaridade obrigatória de 8 anos estabelecida na Constituinte de 1988. O estudo traz diversas tabelas e gráficos comparando regiões, faixas etárias e raças. A apresentação do Comunicado da Presidência nº 32 ficou a cargo de Jorge Abrahão, diretor de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), e dos técnicos de Planejamento e Pesquisa da Disoc Herton Araújo e Natália Fontoura. O evento, realizado no auditório do Ipea em Brasília, pôde ser acompanhado on-line pelos sites http://www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 32

Veja os gráficos sobre educação

Veja os gráficos sobre gênero (trabalho doméstico)

Veja os gráficos sobre migração

Debate sobre políticas públicas reuniu técnicos do Ipea

Debate sobre políticas públicas reuniu técnicos do Ipea

Representantes do Instituto e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão discutiram a avaliação de políticas de Estado

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos (SPI) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) promoveram na sexta-feira, dia 2, um debate sobre a avaliação das políticas públicas federais. O evento ocorreu no auditório do Ministério e contou com a presença do secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos, Afonso Almeida, e do diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, que abriram o seminário.

O diretor de Estudos do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest), José Celso Cardoso Jr., além dos técnicos do Instituto Mansueto Almeida, Maria da Piedade, Luseni Aquino e Divonzir Gusso apresentaram a publicação Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas, o mais novo trabalho do Ipea que faz um balanço das principais políticas públicas brasileiras.

Afonso Almeida abordou os desafios contemporâneos do planejamento governamental e defendeu que é fundamental ter uma política para a área social do governo, principalmente para a educação. “Quando olhamos os desenhos dos programas com grande impacto para a sociedade, nossa contribuição não foi muito grande. Assim foi com programas como Bolsa Família, Luz para Todos, o novo Pronad. Percebemos que não estávamos muito contemporâneos”, avaliou o secretário. Segundo ele, a parceria com o Ipea é essencial, pois o Instituto oferece toda formulação acadêmica para aplicá-la nas políticas públicas.

Abrahão, por sua vez, disse que o Instituto está fazendo o que é seu desejo desde o início: “produzir conhecimento e disseminá-lo para o governo auxiliando na tomada de decisões e na formulação de políticas públicas.” A publicação do Instituto será apresentada para outras áreas do governo, principalmente as setoriais.

José Celso Cardoso Jr. afirmou que o debate no Ipea parte da constatação de que a atividade de planejamento governamental hoje não deve ser desempenhada como outrora, de forma centralizada e com viés essencialmente normativo. “Há a evidente questão de que, em contextos democráticos, o planejamento não pode ser nem concebido nem executado de forma externa e coercitiva aos diversos interesses, atores e arenas sociopolíticas em disputa no cotidiano. Não há, como talvez tenha havido no passado, um ‘cumpra-se’ que se realiza automaticamente de cima para baixo pelas cadeias hierárquicas do Estado, até chegar aos espaços da sociedade e da economia.” 

O planejamento e as políticas públicas nas dimensões da produção e da inovação foram o tema da exposição de Mansueto Almeida. Ele destacou que a política industrial está diversificada e colocou o Brasil como líder global em muitos setores, como o da agricultura. Mas ponderou que, apesar de o número de empresas ter mais que duplicado em toda década de 1990, não se pode afirmar que aumentou a inovação com bases anuais. “A história da industrialização do Brasil aponta uma legislação muito favorável ao capital estrangeiro, seguindo o modelo de comprar tecnologia, o que dificultou nossa inovação”, explicou.

Em seguida, Maria da Piedade abordou as questões regional, urbana e ambiental das políticas públicas. Luseni Aquino refletiu sobre o desenvolvimento brasileiro a partir das questões relativas à efetivação dos direitos, inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, enquanto Divonzir Gusso analisou temas emergentes na área social.

Previdência atinge a maior cobertura na década

Previdência atinge a maior cobertura na década

 

Análise da PNAD revela ainda desemprego decrescente e redução na informalidade no trabalho

091001_PNAD2RiointraTécnicos da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea apresentaram na manhã desta quinta-feira, 1º de outubro, mais análises da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008). A segunda entrevista coletiva, realizada na sede do Instituto no Rio de Janeiro, trouxe boas notícias nas áreas de previdência e mercado de trabalho, mas novidades preocupantes em matéria de demografia (leia a matéria seguinte).

A primeira parte da apresentação do Comunicado da Presidência nº 31 coube ao técnico de Planejamento e Pesquisa (TPP) Leonardo Rangel. Ele revelou que, segundo a PNAD, a cobertura previdenciária do Brasil atingiu o ponto mais alto da década até agora, com 59,6% da população economicamente ativa (PEA) inserida. No entanto, ele lembrou que um terço da PEA brasileira ainda corresponde a trabalhadores informais, que não contribuem para a previdência.

“Isso significa que o emprego com carteira assinada cresceu, o número de contribuintes cresceu, mas a informalidade persiste e responde por cerca de 31,1 milhões de pessoas”, afirmou Rangel. Os empregos com carteira pularam de 30,4% da PEA em 2001 para 35,7% em 2008. Já os contribuintes passaram de 44,3% para 51% no mesmo período.

O estudo incluiu uma simulação que demonstra a relevância da previdência enquanto reguladora da pobreza. Se todos os benefícios pagos fossem retirados, a parcela de indigentes (que ganham menos de ¼ de salário mínimo per capita) na população passaria de 10% para 20,19%. Seriam mais 17 milhões de indivíduos nessa situação.

Cai a informalidade

O TPP Carlos Henrique Corseuil apresentou o artigo escrito com Lauro Ramos sobre evolução do mercado de trabalho entre 2001 e 2008. Os avanços nessa área são patentes: o grau de informalidade no emprego é o menor da década, o desemprego é o menor desde 1996, e o rendimento real médio de todos os trabalhos é o maior da década, de acordo com a PNAD 2008.

O grau de informalidade - razão entre trabalhadores sem carteira, por conta própria e não remunerados sobre o total de ocupados - ficou em 49,4% em 2008 e vem caindo desde 2002. “A tendência é acelerarmos essa queda”, disse Corseuil. Já o desemprego está na casa dos 7,2%, e o rendimento real médio atingiu R$ 944,38. “Devemos ressaltar que a queda recente no desemprego é puxada pelo aumento na demanda por trabalho, pois a taxa de participação está estável, sem retração”, lembrou o técnico da Disoc.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 31

Veja a apresentação Mercado de Trabalho

Veja a apresentação Tendências Demográficas


Fecundidade brasileira está abaixo do nível de reposição

Caso a tendência continue, previsão é de que o número absoluto de brasileiros começará a cair a partir de 2030
 
Uma análise sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2008, do IBGE) feita pelo Ipea mostra um processo acelerado de envelhecimento da população brasileira. Em 1992, a média de filhos tidos por uma mulher no País era de 2,8. Em 2008, foi de apenas 1,8 - abaixo do chamado nível de reposição, em torno de 2,1, necessário para que a quantidade de indivíduos não cresça nem diminua.
 
A estatística foi apresentada em entrevista coletiva pela técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) Ana Amélia Camarano. Ela e Solange Kanso assinam o artigo sobre demografia no Comunicado da Presidência nº 31, divulgado nesta quinta-feira na sede do Ipea no Rio de Janeiro.
 
"Devemos atingir por volta de 2030 o perfil de uma população chamada de superenvelhecida, como é o caso do Japão hoje", disse Camarano. A PNAD 2008 revela que a parcela da população de 15 a 29 anos atingiu seu máximo e começará a cair a partir de 2010.
 
Hoje, a população maior de 80 anos já cresce a taxas de 4% ao ano. Depois de 2030, crescerá na faixa de 6%. A partir de 2010, metade da população em idade ativa do Brasil terá mais de 45 anos. Segundo Camarano, a fecundidade cai mais nas regiões Norte e Nordeste, pois ambas são as que apresentavam as maiores taxas.
 
Ao comentar as consequências desse processo, a técnica considerou que, no futuro, serão necessárias decisões difíceis. "Uma alternativa para a previdência e o mercado de trabalho seria manter o trabalhador na ativa por um número maior de anos. Mas isso mexe em questões como saúde ocupacional, redução do preconceito contra o trabalho do idoso, etc.", afirmou.
 
Outro aspecto interessante do estudo é que o arranjo familiar brasileiro, predominantemente de "casal com filhos", caiu 12 pontos percentuais de 1992 para 2008, representando agora 50,5% do total. Cresceram os casos de casais sem filhos e de pais e mães morando sozinhos. Com sua inserção maior no mercado de trabalho, as mulheres aumentaram a contribuição sobre a renda das famílias - de 30% em 1992 para 40,6% em 2008.

Veja a apresentação Tendências Demográficas

Ipea e Fundaj realizam seminário no Recife

Ipea e Fundaj realizam seminário no Recife

Instituto vai debater na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) a situação econômico-social global e as influências brasileiras

090901_marioteodoroEm continuidade às comemorações dos 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sua Diretoria de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais (Dicod) promove, no dia 6 de outubro, no Recife (PE), o seminário Encontros Brasil Ipea 45 Anos: Um Novo Ciclo do Pensamento Nacional, em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

A Dicod dedica-se à promoção de uma melhor articulação institucional, interna e externa, de modo a maximizar os benefícios das múltiplas atividades em que o Ipea se envolve, e sua ação se dá por meio das atividades de gestão e planejamento.

O diretor da Dicod, Mário Lisboa Theodoro, e o pesquisador do Ipea Giorgio Romano Schutte farão uma exposição sobre a situação e influência do Brasil na conjuntura internacional, e debaterão o panorama da região Nordeste com os economistas da Fundaj Tania Bacelar e Luis Henrique Romani Campos.

O evento será aberto ao público e à imprensa no horário das 10h às 12h,  na Fundação Joaquim Nabuco (Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte, de Recife).

A série de seminários Encontros Brasil Ipea 45 Anos: Um Novo Ciclo do Pensamento Nacional vai promover debates em diversas capitais do País com cada uma das diretorias do Instituto. Acompanhe a programação:

Outubro

Recife - 6 (terça-feira) - Dicod

Salvador - 8 (quinta-feira) - Dimac

Belém - 14 (quarta-feira) - Disoc

Brasília - 20 (terça-feira) - Diest

Aracajú - 22 (quinta-feira) - Dirur

Brasília - 27 (terça-feira) - Dides

São Paulo - 29 (quinta-feira) - Diset

Ipea fecha acordo com a Caixa

Ipea fecha acordo com a Caixa

 
Instituto vai avaliar as implicações do PAC nas áreas de habitação e saneamento no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro

Foto: Lia Marinho
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Qual é o impacto das intervenções urbanísticas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)? Com o objetivo de responder a essa pergunta e desenvolver metodologias para avaliar os empreendimentos nas áreas de habitação e saneamento do PAC, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Caixa Econômica Federal firmaram um acordo de cooperação técnica nesta quarta-feira, dia 30.

O estudo será realizado pelo instituto com base nas ações implementadas no Complexo do Alemão (RJ). A área escolhida para a pesquisa funciona como projeto de referência na construção de métodos que poderão ser ampliados para outros locais. “Para o Ipea, é uma oportunidade inédita acompanhar esse tipo de intervenção e, ao mesmo tempo, ter condições de oferecer indicadores para avaliar o seu impacto. Haverá algumas dificuldades em obter os dados, por isso esse esforço, que não será pequeno, servirá de parâmetro para ações feitas em outros momentos”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.

A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, explicou a escolha do Complexo do Alemão por ser uma área que traz muitos desafios com uma intervenção urbana muito grande. “Lá havia famílias que jamais receberam qualquer apoio público. O estudo no Complexo do Alemão vai nos permitir ter a metodologia do Ipea para avaliar o impacto das ações que a Caixa também executa em diversas regiões do país.”

Maria Fernanda ressaltou ainda a relevância dessa parceria “não só por o Ipea ser um instituto de altíssima credibilidade e uma referência no Brasil quanto ao pensamento crítico que traz reflexões e, principalmente, mudanças, mas também por a Caixa ser a grande executora do PAC em infraestrutura urbana.”

Impacto ao longo do tempo

Pochmann acrescentou que o Brasil tem tradição em realizar grandes intervenções, mas que, de certa maneira, geram um impacto muito localizado, não tem uma efetividade ao longo do tempo. “O acordo traz então uma chance de testar a metodologia e inovar do ponto de vista das ações que dizem respeito aos recursos públicos. Além de exercer nossa missão, é um privilégio ajudar a monitorar ações dessa natureza”, disse o presidente.

O prazo para apresentação do relatório final é de um ano. Pochmann, porém, prevê a conclusão de um primeiro produto no primeiro trimestre de 2010 a fim de subsidiar a participação da Caixa no Fórum Urbano Mundial.

O trabalho, intitulado Implementação de metodologia para avaliação da intervenção urbanística no Complexo do Alemão (RJ), será coordenado pelo técnico de Pesquisa e Planejamento da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) Alexandre Manoel da Silva.

Outro programa que poderá ser avaliado pelo Ipea em um possível acordo com a Caixa é o Minha casa, minha vida, do governo federal. “Assim como o PAC, esse programa é massivo. Vai se fazer casas como nunca se fez no Brasil e isso tem um impacto nas cidades. É fundamental avaliar a qualidade de vida gerada por essa intervenção”, afirma o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda.

Previdência atinge a maior cobertura na década

Previdência atinge a maior cobertura na década

 

Análise da PNAD revela ainda desemprego decrescente e redução na informalidade no trabalho

091001_PNAD2RiointraTécnicos da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea apresentaram na manhã desta quinta-feira, 1º de outubro, mais análises da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008). A segunda entrevista coletiva, realizada na sede do Instituto no Rio de Janeiro, trouxe boas notícias nas áreas de previdência e mercado de trabalho, mas novidades preocupantes em matéria de demografia (leia a matéria seguinte).

A primeira parte da apresentação do Comunicado da Presidência nº 31 coube ao técnico de Planejamento e Pesquisa (TPP) Leonardo Rangel. Ele revelou que, segundo a PNAD, a cobertura previdenciária do Brasil atingiu o ponto mais alto da década até agora, com 59,6% da população economicamente ativa (PEA) inserida. No entanto, ele lembrou que um terço da PEA brasileira ainda corresponde a trabalhadores informais, que não contribuem para a previdência.

“Isso significa que o emprego com carteira assinada cresceu, o número de contribuintes cresceu, mas a informalidade persiste e responde por cerca de 31,1 milhões de pessoas”, afirmou Rangel. Os empregos com carteira pularam de 30,4% da PEA em 2001 para 35,7% em 2008. Já os contribuintes passaram de 44,3% para 51% no mesmo período.

O estudo incluiu uma simulação que demonstra a relevância da previdência enquanto reguladora da pobreza. Se todos os benefícios pagos fossem retirados, a parcela de indigentes (que ganham menos de ¼ de salário mínimo per capita) na população passaria de 10% para 20,19%. Seriam mais 17 milhões de indivíduos nessa situação.

Cai a informalidade

O TPP Carlos Henrique Corseuil apresentou o artigo escrito com Lauro Ramos sobre evolução do mercado de trabalho entre 2001 e 2008. Os avanços nessa área são patentes: o grau de informalidade no emprego é o menor da década, o desemprego é o menor desde 1996, e o rendimento real médio de todos os trabalhos é o maior da década, de acordo com a PNAD 2008.

O grau de informalidade - razão entre trabalhadores sem carteira, por conta própria e não remunerados sobre o total de ocupados - ficou em 49,4% em 2008 e vem caindo desde 2002. “A tendência é acelerarmos essa queda”, disse Corseuil. Já o desemprego está na casa dos 7,2%, e o rendimento real médio atingiu R$ 944,38. “Devemos ressaltar que a queda recente no desemprego é puxada pelo aumento na demanda por trabalho, pois a taxa de participação está estável, sem retração”, lembrou o técnico da Disoc.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 31

Veja a apresentação Mercado de Trabalho

Veja a apresentação Tendências Demográficas

Sensor Econômico entra na zona de confiança

Sensor Econômico entra na zona de confiança

Indicador medido pelo Ipea deixa o cenário de apreensão, atinge 23,2 pontos e confirma recuperação depois da crise global

O indicador Sensor Econômico, medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), confirmou o ritmo acelerado de melhoria e, em agosto, atingiu 23,2 pontos na escala que varia de -100 a +100. O novo indicador foi divulgado pelo Instituto nesta quarta-feira, 30, e pela primeira vez desde o começo do ano se situa na zona de confiança.

O Sensor Econômico é composto por quatro aspectos: Contas Nacionais, Parâmetros Econômicos, Desempenho das Empresas e Aspecto Social. Em agosto, todos exceto Parâmetros Econômicos apresentaram uma evolução positiva. O avanço na percepção das Contas Nacionais se deveu, em grande parte, ao aumento da confiança na trajetória do produto industrial e das exportações. O índice do produto industrial saltou de 5,6 pontos em julho para 30,6 em agosto.

Enquanto os Parâmetros Econômicos tiveram pouca alteração em relação a julho - trata-se do aspecto mais bem avaliado -, o Desempenho das Empresas chegou a 13,4 pontos, ainda na zona de apreensão. Os Aspectos Sociais também continuam em cenário de apreensão e progridem em ritmo mais lento que os demais aspectos. Ao atingir 23,2 pontos, o Sensor Econômico obtém a sexta alta seguida, confirmando o cenário de recuperação depois da crise financeira que estourou no último trimestre de 2008.

Leia a íntegra do Sensor Econômico referente a agosto

Senado Federal presta homenagem aos 45 anos do Ipea

Senado Federal presta homenagem aos 45 anos do Ipea

Em Sessão Especial no Plenário, congressistas enaltecem as atividades de pesquisa do Instituto
 

Foto: João Viana

Marcio Pochmann, presidente do Ipea (D), ao lado dos senadores
Mão Santa e Paulo Paim durante a homenagem ao Instituto

"Vivemos um momento especial na economia brasileira, que saiu bem da crise internacional que abalou o mundo. Homenagear o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é tarefa gratificante, pois trata-se de uma instituição importante para a trajetória de desenvolvimento do País."
 
Este é um trecho da mensagem do presidente do Senado José Sarney, lida pelo senador Mão Santa (PSC-PI), ao presidir a sessão especial da Casa em homenagem aos 45 anos do Ipea realizada nesta quarta-feira, 30, pela manhã.
 
Mão Santa manifestou sua satisfação em presidir a sessão, pois o primeiro dirigente do Ipea, João Paulo dos Reis Velloso, é seu "conterrâneo da cidade de Parnaíba (PI)". Na visão de Mão Santa, Reis Velloso deixou um grande legado de suporte técnico e institucional às ações governamentais. Ele lembrou que Velloso criou o primeiro e segundo Plano Nacional de Desenvolvimento e afirmou que o Ipea é órgão fundamental no desenho de políticas que garantam ao País crescer de forma sustentável.
 
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento que resultou na homenagem, ressaltou o trabalho executado pelo  Ipea  ao longo dos últimos 45 anos, voltado para a busca da equidade e do bem-estar social. Ele citou felicitações ao Instituto manifestadas pelos senadores Tião Viana, Ideli Salvatti, Aloizio Mercadante, entre outros 37 congressistas que justificaram suas ausências em razão de outros compromissos na própria Casa.
 
Também ocuparam a tribuna para homenagear o Ipea os senadores Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e  José Nery (PSOL-PA). Cavalcanti enalteceu a participação do ex-ministro e ex-senador Roberto Campos na criação do Instituto e observou que o economista alicerçou uma nova era no planejamento brasileiro. O senador acredita que o Instituto tem muito a contribuir na análise, no diagnóstico e na formulação de propostas concretas visando construir um país forte e equilibrado.
 
O senador José Nery (PSOL-PA), depois de observar que instituições de pesquisa como o Ipea costumam mostrar o retrato das condições sociais de vida de milhões de brasileiros, ressaltando ser "um retrato de desigualdade que incomoda", disse esperar que os estudos do Instituto possam  colaborar  para que este "país deixe de ser injusto com os seus filhos" e que o Estado seja condutor de um processo de desenvolvimento que inclua a maioria.
 
O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, afirmou que o Brasil tem condições de superar a pobreza absoluta e que o Instituto, considerado um dos maiores centros de produção de conhecimento do mundo, deve se instalar em outras regiões do País.

Senado Federal homenageia o Ipea pelo aniversário de 45 anos

Senado Federal homenageia o Ipea pelo aniversário de 45 anos

Sessão Especial ocorre por requerimento do senador Paulo Paim e será na manhã desta quarta-feira

O Senado realiza nesta quarta-feira (30), às 11h, Sessão Especial em homenagem aos 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A comemoração foi proposta pelo Senador Paulo Paim (PT-RS), que apresentou requerimento aprovado em plenário da Casa.

As publicações e estudos do Ipea são sempre citados em várias manifestações de parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado. Neste ano, representantes das duas Casas do Congresso Nacional visitaram o Instituto e apresentaram propostas de maior inteiração entre suas assessorias com os estudiosos do Ipea.

As atividades de pesquisa do Ipea dão suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas voltados ao desenvolvimento do País.

Como parte das comemorações pelos 45 anos, o Instituto preparou uma série de eventos e lançou trabalho sobre políticas públicas, denominado Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas. O trabalho apresenta um diagnóstico da política econômica e as alternativas de enfrentamento da crise financeira. Além disso, avalia as contas públicas, o comportamento dos investimentos em um contexto de crise e o desempenho do mercado de trabalho nas principais cidades do Brasil em 2008.

Rotatividade no emprego atinge mais jovens de baixo salário

Rotatividade no emprego atinge mais jovens de baixo salário

Análise do fenômeno durante o período de crise internacional foi feita pela Presidência do Ipea em Nota Técnica

Uma Nota Técnica assinada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, avalia a rotatividade no emprego formal no Brasil nos últimos meses, especialmente a partir do último trimestre de 2008. O estudo afirma que os mais prejudicados pela rotatividade - em geral, substituição de empregados de maior remuneração por outros de menor custo do trabalho - são os mais jovens e que recebem salários menores.

A nota ressalta que rotatividade não significa encolhimento no nível de emprego, “mas possibilidade de rebaixamento das remunerações”. No caso brasileiro, 49% dos trabalhadores atingidos pela rotatividade em 2008 tinham até 30 anos. Em outros países, como Estados Unidos, Japão e boa parte da União Europeia, a parcela de vítimas da rotatividade até 21 anos em 2008 não passou de 8% do total, enquanto no Brasil atingiu 19%.

Na comparação com esses países, o Brasil também apresenta entre os atingidos pela rotatividade mais homens e mais pessoas que completaram apenas o ensino básico. São 67% de homens contra 33% de mulheres, e 53% de pessoas só com ensino básico (41% com ensino médio e 6% com ensino superior).

Pochmann explica que, a partir da crise econômica, a rotatividade cresceu 6,4% no País. Entre setembro de 2008 e junho de 2009, a taxa média nacional foi de 3,14%. Entre setembro de 2007 e junho de 2008, havia sido de 2,95%. Outra constatação é a de que, no Brasil, esse fenômeno tende a ocorrer com mais frequência no primeiro mês de contratação.

Leia a íntegra da Nota Técnica

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