Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Políticas sociais voltadas à juventude são tema de livro

Políticas sociais voltadas à juventude são tema de livro

Ipea lançou nesta terça-feira, no auditório em Brasília, a publicação Juventude e Políticas Sociais no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por meio de sua Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), lança nesta terça-feira, dia 19, às 14h, o livro Juventude e Políticas Sociais no Brasil, que aborda a inserção da temática juventude no âmbito das políticas sociais brasileiras.

Estarão presentes ao lançamento o secretário nacional de Juventude, Beto Cury, a doutora Leila Chalub Martins (professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e coordenadora do Observatório da Juventude do Distrito Federal e Entorno da UnB), além do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e do diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto, Jorge Abrahão de Castro.

O livro Juventude e Políticas Sociais no Brasil parte de uma série de análises já conduzidas pelo Ipea e que foram atualizadas e aprofundadas para essa publicação. Sua introdução apresenta uma abordagem ampla sobre a questão, recuperando os conceitos de juventude que têm servido como balizas operacionais para a atuação de governo e propondo a identificação das principais questões que afetam a juventude brasileira na atualidade.

O primeiro capítulo apresenta uma análise dos avanços e das dificuldades da recente Política Nacional de Juventude, implementada no Brasil a partir de 2004. O segundo capítulo analisa algumas características demográficas dos jovens brasileiros. Os dez capítulos seguintes apresentam análises sobre as ações voltadas para a juventude que o governo federal executa nas várias áreas de corte social (como educação, trabalho, saúde, assistência social, cultura, segurança pública, etc.), colocando em perspectiva a adequação entre os temas que interessam à juventude e a forma como as políticas sociais têm lidado com o público jovem em suas estratégias de atuação.

A apresentação do livro e a entrevista coletiva com Marcio Pochmann e Jorge Abrahão serão no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Edifício BNDES, subsolo). O evento terá transmissão on-line pelos sítios www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br.

Setor produtivo terminou 2009 mais confiante

Setor produtivo terminou 2009 mais confiante

Indicador Sensor Econômico, elaborado pelo Ipea, registrou crescimento considerável durante o ano passado

O Sensor Econômico referente a dezembro de 2009 apresentou elevação de 2,3 pontos em relação a novembro, tendo registrado 31,5 pontos. Esse resultado do indicador das expectativas do setor produtivo sobre o futuro da economia, medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), representa um crescimento da confiança no crescimento econômico e na melhoria social, ainda que pequeno.

As expectativas entre novembro e dezembro melhoraram, principalmente nos aspectos contas nacionais e desempenho das empresas. O índice do desempenho das empresas passou de 23,6 pontos em novembro para 29,0 em dezembro, para o que contribuíram expectativas de mais contratações e ampliação da capacidade produtiva. No mesmo período, os índices dos parâmetros econômicos e do aspecto social apresentaram variação positiva, mas pouco significativa.

Desde janeiro de 2009, quando o Sensor registrou 6,8 pontos, apontando apreensão, o indicador evoluiu consideravelmente. A melhoria das expectativas foi maior a partir de junho: o Sensor apresentou crescimento acelerado entre junho e agosto e moderado a partir de setembro, tendo passado da faixa de apreensão à faixa de confiança. A análise por aspecto revela que, ao longo de 2009, os índices das contas nacionais e desempenho das empresas tiveram o maior crescimento; aspecto social experimentou elevação menor, enquanto o índice dos parâmetros econômicos recuou.
 
Leia a íntegra do Sensor Econômico n°12

Curso Macroeconomia e Desenvolvimento chega à PB

 

Curso Macroeconomia e Desenvolvimento chega à PB

Com o apoio do Ideme e em parceria com o Centro Celso Furtado, aulas vão de 25 a 29 de janeiro no Sebrae de João Pessoa

A quinta edição do curso Macroeconomia e Desenvolvimento ocorrerá dos dias 25 a 29 de janeiro, em João Pessoa (PB). O curso é promovido e organizado pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado, e tem o apoio do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme). Realizado pela primeira vez em julho passado, em Belém do Pará, e em seguida em Salvador, Fortaleza e Goiânia, esse encontro de capacitação endereçado a economistas em atividade em instituições públicas e estudantes tem obtido excelente avaliação por parte dos participantes.

O curso versa sobre duas disciplinas – Macroeconomia e Desenvolvimento Econômico –, cada uma com seis horas de aula. A primeira, ministrada pelos professores Claudio Roberto Amitrano e Victor Leonardo de Araujo (ambos do Ipea), apresentará os fundamentos da análise macroeconômica no enfoque keynesiano. Numa primeira parte serão explicados os determinantes do comportamento do PIB e do emprego, enfatizando o papel da política econômica nesse processo, considerados os três principais instrumentos: a política fiscal, a política monetária e a política cambial. Na segunda parte será analisada a condução dos três instrumentos no caso brasileiro, ressaltando a sua inadequação a um projeto de desenvolvimento de longo prazo.

A disciplina Desenvolvimento Econômico será ministrada pelo professor Carlos Pinkusfeld Bastos, da Universidade Federal Fluminense, tomando por base tanto a vertente teórica quanto a do processo histórico do desenvolvimento. Serão abordados os elementos centrais da teoria do desenvolvimento elaborada a partir da segunda metade do século XX, analisando-se seus eixos analíticos e os seus principais autores, bem como a organização do mundo a partir do desenvolvimento do capitalismo industrial, no século XIX. O curso irá enfatizar o caso brasileiro como exemplo dessa dinâmica da economia mundial.

Marcelo Pereira Fernandes supervisará o trabalho dos alunos. No dia 29 de janeiro, às 10h, haverá a conferência de encerramento do curso, proferida pelo assessor da Dimac Renaut Michel. Ela será aberta ao público em geral, em função da capacidade da sala. As inscrições para o curso estão abertas desde a quarta-feira, dia 13 de janeiro, e vão até 20 de janeiro. Elas podem ser feitas no próprio Ideme, em João Pessoa (Av. Epitácio Pessoa 1.457, Bairro dos Estados, telefones 083-32118031 e 32118032). Ou então pela página do instituto na internet (www.ideme.pb.gov.br.). O curso será realizado no Sebrae/PB.

Redução da desigualdade requer reforma tributária

Redução da desigualdade requer reforma tributária

Comunicado da Presidência nº 38 mostra que políticas redistributivas e maior coordenação entre esferas de governo são necessárias

O Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo, traz ainda o que os técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea consideram os principais desafios à continuidade do processo de redução da pobreza e da desigualdade de renda no Brasil. Durante a entrevista de divulgação do estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, destacou o atual sistema tributário e a falta de coordenação para políticas sociais nas diferentes esferas de governo como exemplos de entraves.

“Para resolver a desigualdade, terá de ser com políticas redistributivas. Será necessária a reforma do sistema tributário”, afirmou Pochmann. As políticas redistributivas significam que a arrecadação se dá principalmente entre os setores mais privilegiados da população, e as transferências de benefícios vão especialmente para os menos abastados. Hoje, a parcela menos favorecida dos brasileiros é que tem a maior parte de seu orçamento comprometida com tributos, como comprova um dos gráficos do estudo. Portanto, a política é essencialmente distributiva, e não redistributiva.

“Outro problema é de coordenação, articulação das políticas públicas. A Constituição de 1988 criou eixos, blocos de intervenção na saúde, na educação, transporte, etc. Há uma estrutura verticalizada, com sistemas únicos, nos quais não há matricialidade e existe sobreposição”, continuou o presidente do Ipea.

Ele lembrou que, atualmente, o gasto social em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é da ordem de 22%, pouco abaixo do registrado em países desenvolvidos. Essa proporção pode aumentar, mas dificilmente terá uma grande elevação. “Portanto, é preciso ter maior racionalização do gasto público, maior qualidade no gasto.”

Efeito China
O Comunicado da Presidência nº 38 revela que o Brasil não é o país que mais reduziu a pobreza e a desigualdade de renda nos últimos anos. Porém, merece destaque por conseguir diminuir simultaneamente ambas. Entre 1995 e 2000, a variação do índice de Gini foi de -1%. O movimento continuou entre 2000 e 2005, com variação de -4,5%.

No mundo, 520 milhões saíram da condição de pobreza entre 1981 e 2005. Esse cálculo foi feito segundo a metodologia do Banco Mundial, que considera extremamente pobre quem vive com menos de US$ 1,25 por dia. De acordo com dados da ONU citados no estudo do Ipea, porém, essa redução se deve, em grande parte, à redução da pobreza na China.

Na América Latina e no Caribe, há um quadro geral de redução da pobreza, mas realidades distintas quanto à desigualdade. Costa Rica e Uruguai, por exemplo, apresentaram aumento do índice de Gini na primeira metade dos anos 2000. Já México, Paraguai, Equador, Colômbia, Brasil e Argentina tiveram redução. O Banco Mundial estima que, em 2015, o planeta terá 31% a menos de habitantes vivendo em situação de pobreza extrema.

Brasil tem condição de vencer a pobreza extrema até 2016

Brasil tem condição de vencer a pobreza extrema até 2016
Comunicado da Presidência nº 38, apresentado em São Paulo, analisa a melhoria nos indicadores sociais

Fotos de: Luciana Pierre

O Brasil encontra-se diante da oportunidade histórica de praticamente erradicar a pobreza extrema até 2016 e obter o menor índice de desigualdade de renda desde que os registros começaram a ser feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1960. Para atingir esses resultados, o País precisa manter o ritmo de melhorias sociais observado nos últimos cinco anos, segundo o Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo.

O estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, foi detalhado pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no auditório da Superintendência da Caixa Econômica na Praça da Sé. O documento mostra que, entre 2003 e 2008, a queda média anual na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de 2,1%. Já a queda média anual na taxa de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de 3,1%.

Caso o desempenho do período 2003-2008 seja projetado para 2016, o Brasil chegará ao ano da Olimpíada no Rio de Janeiro com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos, aponta o Comunicado da Presidência. O índice de Gini (uma das mais conhecidas medidas de desigualdade de renda), por exemplo, atingiria 0,488 naquele ano, ante 0,544 em 2008. Quanto mais próximo de 1, mais desigual é o país. A Itália tem, atualmente, um índice de 0,33, enquanto nos Estados Unidos ele é de 0,46, e na Alemanha, de 0,26.

"Se em 2008 a taxa de pobreza absoluta era de 28,8%, em 2016 pode chegar a 4%. Da mesma forma, a pobreza extrema pode ser reduzida a 0%", afirmou Pochmann, ressaltando que acabar definitivamente com a pobreza é um desafio que nem países altamente desenvolvidos conseguem superar. O presidente do Ipea declarou que o intervalo de 2003 a 2008 foi o melhor período de redução da pobreza no País.

Entre os motivos para essa melhoria, Pochmann destacou a maneira como o Estado se estruturou, desde a Constituição de 1988, para lidar com a problemática da pobreza. "Até 1988, o Estado atendia a população de maneira quase filantrópica, ou não atendia. As grandes estruturas de atendimento armadas desde a Constituição estão em sintonia com aquelas existentes em países desenvolvidos", disse.

"A despeito do crescimento econômico pequeno nos anos 1990, as mudanças evitaram que pudéssemos ter desestruturação social", continuou o presidente do Ipea, que mencionou ainda a descentralização das políticas públicas (com papel maior assumido pelos municípios) e a maior participação da sociedade na conformação e gestão das políticas sociais como fatores preponderantes para os avanços.

Segundo Pochmann, o Instituto divulgará em breve uma outra pesquisa com a mesma temática, analisando a mudança do perfil dos pobres no Brasil nas últimas quatro décadas.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 38

Veja os gráficos

Crise financeira afetou setor de recicláveis em 2009

Crise financeira afetou setor de recicláveis em 2009

Tendência de diminuir produção prejudicou catadores no Brasil, mostra Boletim de Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise

A crise financeira internacional, que teve seu pior momento entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009, afetou o setor de reciclagem, que em todo o mundo tem preços ditados pela Bolsa de Valores de Londres. As commodities de materiais recicláveis (aparas de papel, sucata de ferro e plásticos) são classificadas como mercadorias primárias, ou matérias-primas, que têm seu preço cotado de forma global.

Isso significa que os materiais coletados pelos catadores têm preços, são negociados em vários países e estão sujeitos às variações que as indústrias praticam ao redor do mundo, cotados em dólar. No Brasil, por exemplo, o preço do quilo de plástico caiu de R$ 1 para R$ 0,60, e o do plástico de garrafas pet, de R$ 1,20 para R$ 0,35. A redução também foi drástica para os preços do quilo do jornal, dos papelões especiais e finos e dos papéis misturados e brancos.

Essas informações constam no artigo “A crise financeira e os catadores de materiais recicláveis”, produzido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e publicado no último boletim Mercado de trabalho: Conjuntura e Análise, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O boletim traz ainda artigos sobre trabalho infantil, desigualdade de rendimentos, participação das mulheres no mercado, e o fortalecimento da economia solidária como caminho alternativo ao processo de desenvolvimento do Brasil.

 Cadeia produtiva suja

Segundo o MNCR, a reciclagem quebrou no País, com indústrias de beneficiamento fechando as portas e a consequente ocorrência de milhares de demissões. “Os efeitos”, afirma o documento, “podem ser vistos até hoje, pois o setor não se recuperou por completo.”

Estimativas do Movimento apontam que no Brasil 90% de tudo que é reciclado vêm das mãos dos cerca de 800 mil catadores e catadoras em atividade nas ruas das metrópoles, que atuam dentro de lixões a céu aberto ou organizados em cooperativas e associações.

Quem mais sofreu com a crise, na visão do MNCR, foram os catadores de materiais recicláveis, “a ponta de uma cadeia produtiva injusta, conhecida como cadeia produtiva suja – um sistema de produção que é sustentado pelo trabalho precarizado de catadores que exercem a atividade sem qualquer vínculo empregatício.”

Leia o boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise

 

Produção industrial de novembro tem crescimento de 4,7%

Produção industrial de novembro tem crescimento de 4,7%

Há melhoras em todos os indicadores setoriais utilizados pelo Ipea na previsão do PIM em comparação com igual período de 2008

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que a produção industrial de novembro deve crescer 4,7%  em relação ao mesmo mês de 2008. É o que aponta o indicador de Produção Industrial Mensal (PIM), documento produzido pela Dimac/Ipea.

Em novembro de 2009, todos os indicadores setoriais do PIM apresentaram crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A produção industrial de outubro de 2009 registrou queda de 3,2% na comparação com o mesmo mês de 2008. Já na variação em relação a setembro, na série com ajuste sazonal, o resultado voltou a ser positivo, com a produção avançando 2,2%.

O setor de autoveículos recuou 4,0% ante o mês de outubro. O documento produzido pelo Ipea prevê também que a indústria avance 4,7% na comparação interanual, com pequena retração de 0,1% na margem.

Dentre os indicadores setoriais, o principal destaque ficou por conta da demanda por energia, que avançou 5,4% na passagem de outubro para novembro.

O principal destaque voltou a ser o setor de bens de capital. Segundo a pesquisa do Ipea, após o crescimento de 5,0% em setembro, o setor acelerou seu ritmo de expansão, avançando 5,9% no mês de outubro. Este resultado, ressalta o documento, “reforça as perspectivas de uma recuperação consistente dos níveis de investimento, o que, por sua vez, será importante para ampliar o potencial de crescimento sustentável da economia.”

Compõem a PIM quatro indicadores usados no modelo de previsão da produção física da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): fluxo de veículos pesados em rodovias concedidas; produção de autoveículos; produção de papelão; e carga de energia.

 Todos esses indicadores apresentaram crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Leia a íntegra do Indicador PIM de dezembro

 

 

Sensor Econômico registra melhora das expectativas do setor produtivo

Sensor Econômico registra pequena melhora das expectativas

Maior confiança do setor produtivo em relação às contas nacionais contribuiu para elevação do indicador divulgado em dezembro

O Sensor Econômico de dezembro, indicador das expectativas do setor produtivo em relação ao futuro da economia medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentou elevação em novembro, tendo registrado 29,2 pontos. Apesar de pequeno, o aumento compensou a variação negativa observada em outubro e fez com que o indicador superasse o nível de setembro (26,0 pontos). 

O resultado, no intervalo entre +20 e +60 (confiança), significa que o setor acredita em crescimento econômico e melhora social, ainda que pequenos. As avaliações de três dos quatro aspectos do Sensor melhoraram: elevação dos índices das contas nacionais e do aspecto social e das expectativas quanto ao desempenho das empresas. Parâmetros econômicos foram o único a apontar redução da confiança. O índice das contas nacionais experimentou o maior aumento, tendo passado de 45,5 pontos em outubro para 55,3 em novembro.

O Sensor indicou também que o setor de comércio e serviços foi o mais otimista em relação às contas nacionais (61,6 pontos), e o menos confiante quanto aos parâmetros econômicos (31,4 pontos).

 Leia a íntegra do Sensor Econômico n° 11

Radar traça cenários para a banda larga no Brasil

Radar traça cenários para a banda larga no Brasil

Quinta edição do boletim mostra como a redução do preço da banda larga afetaria o número de acessos; publicação traz ainda artigos sobre o setor produtivo e gastos com inovação

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta segunda-feira, 21, a quinta edição do boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior. Produzida pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, Inovação, Produção e Infraestrutura (Diset), a publicação traz três artigos, que tratam dos impactos da crise sobre o setor produtivo brasileiro, de variáveis para a avaliação de políticas de ciência e tecnologia e dos motivos pelos quais a densidade de acessos de banda larga ainda é baixa no Brasil.

O primeiro artigo, O setor produtivo brasileiro em três cenas, trata dos impactos da crise financeira internacional sobre o setor produtivo no Brasil. Para pôr à prova a hipótese de que o Brasil já saiu da crise, o texto recupera características de três momentos: o período que vai de 2007 até o início da crise financeira, com altas taxas de crescimento e investimento e com expectativas positivas sobre o desempenho da economia; o situado entre o início da crise, em 2008, e os primeiros sinais de recuperação, marcado por forte incerteza; e o período posterior a esses sinais, ainda com dúvidas sobre o futuro do setor produtivo.

No segundo artigo, Banda larga no Brasil – por que ainda não decolamos, os autores traçam cenários para o mercado de acesso à internet, com base em pesquisas que apontam o preço como o principal entrave para o acesso à rede em lares com computador. Segundo o artigo, o brasileiro paga, relativamente, pelo menos 7,2 vezes mais que o americano e o japonês pela internet, e a velocidade é inferior. Os cenários projetam os efeitos da redução de preços pelo serviço no número de acessos e no faturamento das empresas e sugere que o mercado de banda larga seja usado como estratégia de desenvolvimento em áreas atualmente relegadas, como a produção de equipamentos para a última milha e a produção de conteúdo e serviços para uma população incluída digitalmente.

O terceiro texto da publicação trata das Variáveis Proxy para os gastos empresariais em inovação com base no pessoal ocupado técnico-científico disponível na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O artigo mostra que a variável PO TEC, que equivale ao pessoal ocupado técnico científico, e outras semelhantes, podem ser usadas, em caso de ausência de informações sobre gastos em inovação, para avaliar as políticas de ciência e tecnologia com base em dados disponíveis anualmente, como é o caso da Rais.  

Acesse a íntegra do Boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior

Ministério da Previdência Social e Ipea assinam acordo

Ministério da Previdência Social e Ipea assinam acordo

Termo aditivo amplia a parceria entre os dois órgãos e prevê a realização, pelo Ipea, de novos trabalhos sobre a previdência

 

                                               Foto:Victor Soares (MPS)
Carlos Eduardo Gabas e Marcio Pochmann assinaram o
acordo, que vai gerar duas novas pesquisas

Um acordo entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério da Previdência Social (MPS) vai permitir a realização de dois novos estudos sobre previdência. O termo aditivo de cooperação técnica, assinado nesta quinta-feira (17), prevê trabalhos sobre a Ouvidoria-Geral da Previdência Social e as inter-relações entre previdência e questões regionais.

O documento foi assinado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann; pelo secretário-executivo da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; pelo secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, e pelo diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão.  A Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) será a responsável pelos estudos, ao lado da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur).

Pochmann disse que o acordo ajuda a entender melhor a realidade da previdência nos estados e municípios. A pesquisa vai mapear o processo de distribuição de renda entre as regiões que mais contribuem para a arrecadação e as que mais recebem benefícios. “Isso dá vazão a um papel importantíssimo da Previdência Social em termos do federalismo brasileiro”, afirmou. O outro estudo, sobre a Ouvidoria-Geral, vai fazer uma leitura externa dos dez anos do órgão, completados em 2008.

Segundo o secretário-executivo da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, os estudos vão colaborar para a formatação de futuras políticas públicas do MPS. “Teremos um perfil desses segmentos, um diagnóstico. E, de uma maneira mais efetiva, podemos formular nossas políticas para fazer o enfrentamento dos desafios que virão”, afirmou.

Para Pochmann, a Previdência Social é um instrumento fundamental no enfrentamento da desigualdade e da pobreza no Brasil. “Se for mantida a trajetória da previdência, junto a políticas públicas inovadoras recentes, devemos chegar a 2016 com um Brasil superando a pobreza extrema, o que significará uma conquista inegável.”

 

 

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