Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Instituto recebe cumprimentos de estudiosos

Instituto recebe cumprimentos de estudiosos

Economistas e pesquisadores que não puderam comparecer à cerimônia de 45 anos enviaram mensagens ao Ipea

Em seu aniversário de 45 anos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recebeu a visita de diversos estudiosos que fizeram história na fundação pública. Entre eles, os ex-presidentes do Instituto Glauco Arbix, Roberto Brás Matos Macedo e Antônio Holanda. Também compareceram integrantes do Conselho de Orientação do Ipea, como Tânia Bacelar e Roberto Cavalcanti de Albuquerque. Outros ilustres economistas não puderam estar presentes, mas enviaram mensagens de cumprimento ao Ipea e seus servidores. Confira algumas delas:

“Caro amigo presidente Marcio Pochmann:
No momento em que nosso Ipea completa 45 anos, recebendo a visita do ilustre presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gostaria de dizer três coisas, essencialmente:
Primeira:
O Ipea foi, é e continuará sendo importante para mim.
Segunda:
O Ipea é, hoje, tão ou mais importante para o Brasil quanto nos seus primeiros anos – época em que estava reconstruindo a economia brasileira e avançando para o crescimento rápido.
Atualmente o Ipea pode auxiliar o país na saída da crise global e no desenvolvimento de oportunidades que levem o Brasil a realizar o seu potencial econômico e social dentro de uma economia transformada e com um novo modelo de desenvolvimento (desenvolvimento com inclusão).
Então, repetindo: oportunidades econômicas e oportunidades sociais.
Terceira:
O Ipea tem papel relevante na reflexão sobre políticas públicas - novamente, políticas econômicas e sociais - e de como ter instituições para melhor executá-las.
Um grande abraço,

João Paulo dos Reis Velloso
Presidente do Fórum Nacional”


“Prezado Marcio Pochmann,
 
Fiquei muito sensibilizada pelo convite e pela lembrança.
Lembro-me, com sentimento de dever cumprido, da grande frente de resistência que montamos de maneira a resgatar a estrutura regimental desse tão importante Órgão, que tantos serviços inestimáveis tem prestado ao Brasil.
Entretanto, por motivos inerentes a minha vontade, não poderei comparecer a este nobre evento em comemoração aos 45 anos desta grande Casa. Estou conduzindo, na qualidade de Presidente, as audiências públicas do Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro.
Meus abraços afetuosos aos pesquisadores e funcionários da Instituição, especialmente ao seu Presidente,

Aspásia Camargo
(ex-presidente do Ipea)”


“Estimado Presidente Marcio Pochmann:
Lamento muitíssimo não poder participar em Brasília, pelos motivos já de seu conhecimento, das comemorações dos 45 anos do Ipea.
Tenho um grande apreço pelo Ipea e fico muito feliz ao ver que ele se consolida a cada dia como a referência maior do planejamento do desenvolvimento brasileiro - desenvolvimento como processo global, econômico-social, político-institucional, concepção que compartilhamos.
Pode-se dizer que, aos 45 anos, o Ipea é uma Instituição Nacional: respeitada no País e no exterior, prestigiada pela mídia e a opinião mais esclarecida.
Peço que transmita aos técnicos e demais servidores desta que também considero Minha Casa, os cumprimentos mais sinceros.

Roberto Cavalcanti de Albuquerque
(Integrante do Conselho de Orientação do Ipea)”

Ipea está pronto para o futuro, diz Pochmann

Ipea está pronto para o futuro, diz Pochmann

Presidente do Instituto ressalta a superação das políticas de curto prazo. Ministro Daniel Vargas exalta troca da "pobreza por inclusão"

Foto: Sidney Murrieta
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Lula no auditório do Ipea com o presidente do Instituto, Marcio Pochmann

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) celebrou nesta quarta-feira, dia 16, seus 45 anos com uma cerimônia oficial que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas. O evento ocorreu no auditório do Instituto em Brasília e contou com a presença de mais de 200 convidados entre parlamentares, ex-presidentes do Ipea e economistas que passaram pela fundação pública e tiveram papel relevante na elaboração de políticas econômicas e sociais no País.

A ocasião foi história para o Instituto, que pela primeira vez recebeu a visita de um presidente da República. Marcio Pochmann foi o primeiro a discursar na cerimônia, depois da leitura de uma mensagem enviada pelo economista João Paulo dos Reis Velloso, um dos fundadores do Instituto e seu primeiro presidente, que não pôde comparecer ao Ipea para o aniversário. Pochmann ressaltou a evolução do País no século passado até chegar ao momento atual, em que se mostra mais preparado para projetar um futuro notável.

"A passagem para a nova sociedade do conhecimento se tornou adequada somente mais recentemente, quando a coordenação das políticas públicas abandonou a lógica do curto-prazismo que aprisionava a economia nacional por quase duas décadas", afirmou o presidente do Ipea. "A base de onde partir para a viagem do futuro já existe, e o Ipea e todos os seus servidores estão prontos para colaborar decisivamente, assim como procurou fazer nos últimos 45 anos."

Ministro Daniel Vargas
Em seguida, o ministro interino Daniel Vargas deu exemplos que comprovam como o Brasil atravessou a crise internacional sem sofrer grandes consequências. "É a primeira vez que a classe média já é maioria da população brasileira (...) Conseguimos trocar pobreza por inclusão e essa contribuição já vai ficar para a história. Abre-se agora um leque de oportunidade que não podíamos imaginar, nem no melhor de nossos sonhos, até muito pouco tempo", afirmou o ministro.

Segundo Vargas, o Brasil "pode consolidar sua posição na geopolítica internacional, aproveitando o debate climático que posiciona o País, naturalmente, como líder nessa discussão". Para isso, explicou o ministro, é preciso que o Brasil resgate a cultura do planejamento de longo prazo que, de acordo com ele, se perdeu ao longo do tempo. "Ao Ipea, cabe fornecer o suporte técnico e institucional para a formulação de alternativas ao desenvolvimento de longo prazo no País", concluiu.

Leia a íntegra do discurso de Marcio Pochmann no aniversário do Ipea

Presidente sugere que o Ipea se instale em outras regiões

Presidente sugere que o Ipea se instale em outras regiões

Proposta é que os pesquisadores tenham mais oportunidades para conhecer e analisar a realidade do País
 
No aniversário de 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o presidente Lula sugeriu que o Instituto se instale em várias regiões do Brasil. "Não há como conhecer um País continental como o nosso sem conhecer várias localidades. Ninguém conhece o País somente lendo livros e ou até mesmo as pesquisas de instituições como o Ipea", afirmou.

Lula disse que aprendeu muito sobre o Brasil durante as Caravanas da Cidadania, realizadas na década passada, quando percorreu o país como candidato à Presidência e visitou 350 cidades brasileiras em 26 estados. "Não há como avaliar o que ocorre no País sentando em um escritório de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. É preciso conhecer outras realidades do Brasil", declarou.

A proposta do presidente coincide com uma das frentes de trabalho atuais do Ipea. Em evento neste mês com representantes da rede de pesquisa Ipea-Anipes, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, reafirmou a iniciativa de levar técnicos de Planejamento a outras regiões do País, instalando representações fora de Brasília e do Rio de Janeiro. Outra ideia é promover maior intercâmbio dos pesquisadores com nações em desenvolvimento na África, especialmente as de língua portuguesa.

Lula quer participação do Ipea na formulação do novo PAC

Lula quer participação do Ipea em novo PAC

Pela primeira vez um presidente brasileiro visita o Instituto. Ele motivou os servidores a pensarem o futuro do País

Foto: Pedro Libânio
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Lula entre Marcio Pochmann, presidente do Ipea, e Daniel
Vargas, ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos

Por ocasião de seu aniversário de 45 anos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recebeu nesta quarta-feira, dia 16, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro vai à sede do Instituto em Brasília. Lula discursou sobre desenvolvimento, anunciou que será lançado um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma consolidação das políticas públicas brasileiras, e reiterou que a receita do pré-sal reduzirá a desigualdade social.

O presidente começou seu discurso lembrando as boas notícias que recebeu nesta semana: seu governo tornou-se o que mais inaugurou universidades federais (11 já estabelecidas e três em processo de criação), e os dados do Caged mostram que o País ganhou mais 242 mil empregos formais em agosto. "Estamos vivendo quase que um momento mágico na história deste País. Há uma confluência de fatores, de coisas boas que estão acontecendo. O desafio, para todos nós, é não jogar fora este momento, como fizemos no século 20", disse o presidente.

Sobre a exploração do petróleo encontrado na camada pré-sal, Lula foi enfático. "Assumimos o desafio de dizer ao povo brasileiro que mais que em 1953 ou 1954, agora o petróleo é nosso. Porque antes era uma tentativa, e agora temos certeza." E fez um convite. "Precisamos colocar a inteligência brasileira para pensar o que queremos nos próximos 10, 15 ou 20 anos. Pensar o que vamos construir neste País, porque o grosso do petróleo será explorado lá para 2016, 2017. Precisamos trabalhar agora para poder colher."

O presidente afirmou que, provavelmente no prazo de 45 dias, será lançado um programa de inclusão digital para levar internet em banda larga a todos os cantos do Brasil. "Espero que o Ipea participe e contribua de forma extraordinária com isso", afirmou. Também revelou que haverá uma consolidação das políticas públicas do governo, "para transformá-las em políticas de Estado", e disse aos servidores e convidados que é necessário discutir e definir prioridades para um novo PAC, já visando o orçamento de 2011. "Outra coisa que devemos lançar, e mais uma vez o Ipea precisa participar, é a questão de um novo PAC. Pretendemos apresentar um novo PAC porque temos de colocar dinheiro no orçamento de 2011 e precisamos definir as coisas prioritárias de que o Brasil necessita."

Ao final de sua exposição, Lula parabenizou o Ipea por seu aniversário e fez novos convites ao Instituto. "O Brasil está mudando, isso não tem mais retorno. O Ipea pode, neste novo momento, construir grupos de pensamento sobre o que queremos para o futuro." Ele enfatizou que o Brasil é o País que melhor saiu da crise global, e isso abre perspectivas para um futuro mais promissor.

"Poderemos ser muito mais agressivos do ponto de vista da capacidade de produção, de incentivar os intelectuais brasileiros a produzirem mais, a escreverem mais, para que possamos transformar este extraordinário País numa grande potência mundial nos próximos 15, 20 anos ou 30 anos", concluiu o presidente, bastante aplaudido no auditório do Ipea.

Veja a íntegra do discurso feito pelo presidente Lula no Ipea

Leia mais sobre o aniversário do Ipea no Blog do Planalto

Ipea fecha acordo de parceria com o BID

Ipea fecha acordo de parceria com o BID

Contrato resultará em empréstimos para investimentos em pesquisa, qualidade gerencial e projeção internacional do Instituto

O Ipea e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fecharam nesta terça-feira um contrato que permitirá ao Instituto contrair empréstimo e investir mais em pesquisa, qualidade gerencial e projeção internacional. O acordo estabelece o Programa Diagnósticos, Perspectivas e Alternativas para o Desenvolvimento Brasileiro (chamado de Ipea-Pesquisa) e foi assinado durante uma reunião da Direção Colegiada do Ipea. Estiveram presentes ao ato o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, e o representante do BID no Brasil, José Luis Lupo.

O contrato possui três componentes. O primeiro prevê a realização de projetos estruturadores, entre eles o Brasil em Perspectiva e o Macroeconomia e Inserção Internacional Brasileira. O acordo tem cinco anos de duração, de 2009 a 2014. Para este primeiro ano, estão previstos seis projetos estruturadores.

O componente número dois vai promover a participação de pesquisadores do Ipea em eventos de relevância internacional. A intenção é fazer com que a produção do Instituto tenha maior divulgação e, ao mesmo tempo, permitir aos servidores conhecer mais profundamente os temas discutidos internacionalmente. O terceiro componente está ligado ao Programa de Fortalecimento do Instituto, ou seja, pretende incrementar políticas gerenciais.

A parceria com o BID prevê ajuda do banco para contratações de serviços, como inscrições em congressos internacionais, aquisição de passagens e diárias. Também há contratações de prestação de serviço para consultoria individual e para formatação e publicação de um livro. Estão programados estudos e pesquisas em caráter integrado entre as duas instituições - que compreendem desde o fortalecimento de laços de cooperação com entidades semelhantes até o aperfeiçoamento de mecanismos de disseminação do conhecimento.

A iniciativa terá investimentos de US$ 8,8 milhões, dos quais US$ 7,15 milhões sairão do banco e US$ 1,65 milhão serão a contrapartida do governo federal. O BID e o Ipea já firmaram parceria em outro momento, para a realização do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento de Políticas Públicas, o Rede Ipea. A iniciativa, de 1997, teve como objetivo fortalecer o Instituto e outras entidades de pesquisa econômica e estatística a fim de apoiar no planejamento e avaliação de políticas públicas de forma descentralizada e participativa.

Ipea realizou seminário sobre ecossistemas e biodiversidade

Ipea realizou seminário sobre ecossistemas e biodiversidade

 

O evento foi uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

“É importante deixar claro o nosso comprometimento e a importância que damos ao tema no Ipea”, disse o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Jorge Abrahão, ao abrir o seminário Economia de Ecossistemas e Biodiversidade. Abrahão representou o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, durante o evento, realizado na sexta-feira, dia 28, no auditório do Ipea.

A mesa de abertura foi composta por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Maria Cecília de Brito, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Fernando Coimbra, chefe da Divisão de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, e Cristina Montenegro, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Maria Cecília fez uma análise sobre a biodiversidade no Brasil e a sensibilização da sociedade para esse tema. “Embora questões climáticas, como aquecimento global, tenham sensibilizado as pessoas, a perda da biodiversidade não tem o mesmo impacto na sociedade”, resumiu a secretária. Em seguida, assumiu a palavra o indiano Pavan Sukhdev, líder do estudo The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB). Sukhdev iniciou sua apresentação ressaltando a importância global do estudo e o envolvimento de diversos organismos internacionais como parceiros nas pesquisas.

Para Sukhdev, a preservação do meio ambiente transcende a esfera do ambientalismo por si só, sendo uma questão de desenvolvimento econômico e social. O pesquisador utilizou exemplos da pesca, citando que mais de US$ 43 bilhões já foram destinados, como subsídios, para o setor pesqueiro, que busca o peixe em águas cada vez mais profundas. “Isso poderá causar, se tudo continuar assim, a extinção de grande parte de espécies de peixes em 50 anos”, afirmou o indiano.

Para ele, isso representa a falta de sustento de populações litorâneas que dependem economicamente da pesca e cuja alimentação é extremamente dependente das proteínas dos peixes. “Não estamos falando de questões ambientais, mas dos objetivos do milênio, tentando minimizar as perdas, no âmbito do desenvolvimento econômico e social”, disse Sukhdev. Ele citou a degradação das florestas tropicais, presentes, em sua maioria, em países em desenvolvimento. “A grande dificuldade hoje é valorar os serviços ambientais a fim de quantificar sua importância no PIB de um país.”

Em seguida, a mesa de debates composta por José Aroudo Mota, coordenador de Meio Ambiente do Ipea, Shigeo Shiki, gerente de Projetos do MMA, Peter May, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e Donald Sawyer, professor da Universidade de Brasília (UnB), junto ao palestrante, respondeu às perguntas dos participantes do seminário. O evento teve transmissão on-line pelo site do Ipea e prestigiou os 45 anos do Instituto.

Saiba mais sobre o estudo da Economia de Ecossistemas e Biodiversidade

Dirur divulga novo Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Dirur divulga novo Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Publicação traz 14 artigos que abordam temas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, taxas urbanas e desindustrialização

A segunda edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, elaborado pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), é composta por 14 artigos que versam sobre questões que vão desde previdência social a licenciamento ambiental. A publicação foi apresentada nesta segunda-feira, dia 14, com transmissão on-line pelo site do Ipea.

A diretora da Dirur, Liana Carleial, abriu o evento dizendo que o Boletim traz artigos independentes em sua segunda edição. "Trata-se de uma publicação semestral que aborda diversos temas regionais. Cada pesquisador tem a liberdade de expor seus pontos de vista, que não necessariamente refletem a visão do Ipea", disse a diretora.

A apresentação do Boletim foi seguida pela explanação dos técnicos envolvidos na produção dos artigos. Cada um explicou a metodologia utilizada e os resultados de suas pesquisas. O primeiro a se apresentar foi Adolfo Sachsida, autor do artigo sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, a renegociação de dívidas estaduais e a disciplina do mercado. Para Adolfo, embora a Lei de Responsabilidade Fiscal seja elogiada por especialistas, a autonomia dos estados para decidir sobre seus gastos, com sua consequente responsabilização, é extremamente vantajosa para a sociedade.

A análise das taxas urbanas, feita pelo técnico da Dirur Pedro Humberto, colocou a questão das diferenças regionais nos valores cobrados. A guerra fiscal entre estados foi ressaltada como positiva por Pedro Humberto, que citou os dados de IPTU per capita em diferentes regiões do País.

Indústria e meio ambiente
Bruno de Oliveira Cruz, diretor-adjunto da Dirur, abordou o tema da "desindustrialização" no Brasil, lembrando que o setor secundário claramente perdeu participação no PIB na década de 1990. O técnico enfatizou as consequências dessa diminuição no âmbito regional e a diferenciação no perfil das indústrias em determinadas regiões, como a Centro-Sul e a Norte-Nordeste.

Os aspectos ambientais, como licenciamento e habitação, foram objeto da apresentação do técnico Sergio Jatobá. Para ele, o programa Minha casa, Minha vida, que prevê a construção de um milhão de residências pelo governo federal, tem um entrave que não existia na década de 1970: o licenciamento ambiental. "Existem dois desafios na política habitacional: aumentar a oferta de casas e melhorar a qualidade do meio ambiente. O licenciamento ambiental vem para resolver esses problemas", afirmou o pesquisador.

Marcelo Abi-Ramia, técnico da Dirur, abordou a Previdência Social como instrumento de distribuição regional de renda, artigo que dialoga com outro do Boletim intitulado A Previdência Social e Redistribuição de Renda Intermunicipal. "A Previdência Social serve não só para trazer renda para as pessoas, mas para diminuir as desigualdades regionais", disse Abi-Ramia.

O também técnico da Dirur Carlos Wagner encerrou o evento afirmando que o Boletim Regional, Urbano e Ambiental está aberto para artigos de pesquisadores de outras diretorias e de fora do Ipea. A publicação traz, ainda, um artigo sobre a transposição do Rio São Francisco, de Cesar Castro, técnico da Dirur, e outro sobre convergência de renda, de autoria do técnico Geraldo Góes.

Leia a íntegra da segunda edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Democracia ajuda a diminuir pobreza no mundo

Democracia ajuda a diminuir pobreza no mundo

Duncan Green, da Oxfam International, lança livro no Ipea e revela como cidadãos ativos podem mudar a realidade

Duncan Grenn falará no Ipea sobre combate à pobreza e à ameaça de colapso ambiental

Países onde os cidadãos são mais ativos politicamente resolvem problemas de desigualdades sociais mais facilmente e com maiores chances de se perpetuar. A afirmação foi feita pelo inglês Duncan Green, da Oxfam International, ao lançar nesta quinta-feira, 18, em Brasília, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o livro Da pobreza ao poder – Como Cidadãos Ativos e Estados Efetivos Podem Mudar o Mundo.

A Oxfam é uma associação de organizações internacionais que trabalham pelo fim da pobreza e da desigualdade no planeta. Atualmente, três instituições associadas desenvolvem projetos em parceria com instituições brasileiras: a Intermón Oxfam (Espanha), a Oxfam Grã-Bretanha e a Oxfam Novib (Holanda).

Green defende que as pessoas em situação de pobreza devem ter o direito de participar de decisões que definam seu destino. Ao Estado compete apoiar, articular, e garantir o direito dessas pessoas. O autor tem mais de 20 anos de experiência e de reflexão nos temas de desenvolvimento e de combate à pobreza e às desigualdades. Desde 2004, Green dirige a área de Estudos e Pesquisas de Oxfam Grã-Bretanha. É também professor visitante da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

Formado em Física pela Universidade de Oxford, Green publicou diversos livros sobre a América Latina, como La Revolución Silenciosa e El auge de la economía de mercado en America Latina (Tercer Mundo editores, Colombia, 1997). Defensor da ideia de que cidadãos ativos dependem de Estados efetivos para promover mais igualdade no mundo, Green acredita que somente a democracia permite esse tipo de situação, com a garantia de  progressos  e de manutenção dos direitos sociais.

Na América Latina, citou como exemplo a vitória do povo Chiquitano, da Bolívia, que ganhou a titulação do território indígena de Monteverde, uma área de 1 milhão de hectares. Em 2007, Evo Morales, o primeiro presidente indígena, e diversas autoridades estiveram presentes na cerimônia de entrega da titulação. Segundo Green, um evento dessa natureza na Bolívia seria impensável tempos atrás e só ocorreu graças a democracia que começou a ser construída no país  depois revolução de 1952.

No livro, ele descreve como cidadãos ativos mudaram a realidade em mais de 100 países onde a Oxfam possui associados. “A luta contra o flagelo da pobreza, da desigualdade e da ameaça de um colapso ambiental definirá o século XXI, como a luta contra a escravidão ou pelo sufrágio universal definiu eras pregressas. Se falharmos, as gerações futuras não nos perdoarão. Se formos bem-sucedidos nesse esforço, elas se perguntarão como o mundo tolerou essa injustiça desnecessária e sofreu seus efeitos por tanto tempo”, afirma Duncan Green.

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Representantes de instituições beneficiadas se reuniram para comentar o andamento dos estudos e debater a possibilidade de extensão do programa

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, coordena a reunião com representantes da rede Ipea/Anipes, em BrasíliaO Ipea recebeu na manhã desta quinta-feira, 10, em seu auditório do 11º andar (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília), representantes das instituições que compõem a rede Ipea/Anipes de pesquisa. Atualmente, 19 instituições são beneficiadas com bolsas concedidas no âmbito da rede. O encontro contou com a presença da diretora-presidente da Anipes, Felicia Reicher Madeira, e teve como objetivo discutir o andamento dos projetos e avaliar as possibilidades de extensão do programa para o biênio 2010-2011.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, fez uma apresentação sobre a estrutura do Instituto, ressaltando a nova composição das diretorias, o estabelecimento de metas, a chegada de 80 servidores concursados e o crescimento da produção editorial, que dobrou quando comparados o primeiro semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009. Pochmann falou, em seguida, sobre as redes de pesquisa que estão ligadas ao Ipea.

“A expectativa é chegar a 241 bolsas implementadas até dezembro. Isso representaria um orçamento anual ao redor de R$ 2 milhões em recursos para o Proredes”, afirmou o presidente do Ipea, se referindo ao programa que visa integrar ações de pesquisa em áreas temáticas definidas no planejamento estratégico do Instituto. “A rede Ipea/Anipes é uma das principais referências da integração de nosso trabalho do ponto de vista nacional”, completou Pochmann.

A diretora de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais (Dirur) do Ipea, Liana Carleial, deu mais detalhes sobre a situação da rede Ipea/Anipes. “Começamos com 22 instituições, mas foram assinados 19 acordos de cooperação técnica. Com o Acre, o processo está em avaliação. Portanto, a previsão é de termos 20 instituições em rede.” A rede Ipea/Anipes conta, atualmente, com 94 bolsas implementadas e com financiamento em dia. Liana Carleial pediu ainda o compromisso das instituições no cumprimento do cronograma para apresentação dos produtos finais e publicações até abril de 2010.

No debate sobre o programa e a possibilidade de estendê-lo, os representantes das instituições sugeriram maneiras de trabalhar temáticas regionais em parceria com o Ipea e quiseram saber mais detalhes sobre cursos oferecidos pelo Instituto. Pochmann lembrou, ao final da exposição, que o Ipea tem a perspectiva de constituir representações regionais e internacionais, especialmente na América Latina e na África de língua portuguesa.

As instituições hoje contempladas pela rede Ipea/Anipes são: Codeplan (DF), Sempla (SP), Fapems (MS), FEE (RS), Cide (RJ), FJP (MG), Fundaj (PE), Ideme (PB), Idesp (PA), IJSN (ES), Ipardes (PR), Ipece (CE), IPP (RJ), Seade (SP), SEI (BA), Seplan (GO, AL e AM) e UFMT (MT).

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Rede Ipea/Anipes discute projetos de pesquisa

Representantes de instituições beneficiadas se reuniram para comentar o andamento dos estudos e debater a possibilidade de extensão do programa

O Ipea recebeu na manhã desta quinta-feira, 10, em seu auditório do 11º andar (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília), representantes das instituições que compõem a rede Ipea/Anipes de pesquisa. Atualmente, 19 instituições são beneficiadas com bolsas concedidas no âmbito da rede. O encontro contou com a presença da diretora-presidente da Anipes, Felicia Reicher Madeira, e teve como objetivo discutir o andamento dos projetos e avaliar as possibilidades de extensão do programa para o biênio 2010-2011.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, fez uma apresentação sobre a estrutura do Instituto, ressaltando a nova composição das diretorias, o estabelecimento de metas, a chegada de 80 servidores concursados e o crescimento da produção editorial, que dobrou quando comparados o primeiro semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009. Pochmann falou, em seguida, sobre as redes de pesquisa que estão ligadas ao Ipea.

“A expectativa é chegar a 241 bolsas implementadas até dezembro. Isso representaria um orçamento anual ao redor de R$ 2 milhões em recursos para o Proredes”, afirmou o presidente do Ipea, se referindo ao programa que visa integrar ações de pesquisa em áreas temáticas definidas no planejamento estratégico do Instituto. “A rede Ipea/Anipes é uma das principais referências da integração de nosso trabalho do ponto de vista nacional”, completou Pochmann.

A diretora de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais (Dirur) do Ipea, Liana Carleial, deu mais detalhes sobre a situação da rede Ipea/Anipes. “Começamos com 22 instituições, mas foram assinados 19 acordos de cooperação técnica. Com o Acre, o processo está em avaliação. Portanto, a previsão é de termos 20 instituições em rede.” A rede Ipea/Anipes conta, atualmente, com 94 bolsas implementadas e com financiamento em dia. Liana Carleial pediu ainda o compromisso das instituições no cumprimento do cronograma para apresentação dos produtos finais e publicações até abril de 2010.

No debate sobre o programa e a possibilidade de estendê-lo, os representantes das instituições sugeriram maneiras de trabalhar temáticas regionais em parceria com o Ipea e quiseram saber mais detalhes sobre cursos oferecidos pelo Instituto. Pochmann lembrou, ao final da exposição, que o Ipea tem a perspectiva de constituir representações regionais e internacionais, especialmente na América Latina e na África de língua portuguesa.

As instituições hoje contempladas pela rede Ipea/Anipes são: Codeplan (DF), Sempla (SP), Fapems (MS), FEE (RS), Cide (RJ), FJP (MG), Fundaj (PE), Ideme (PB), Idesp (PA), IJSN (ES), Ipardes (PR), Ipece (CE), IPP (RJ), Seade (SP), SEI (BA), Seplan (GO, AL e AM) e UFMT (MT).

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