Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Avanços e desafios das mulheres no trabalho são tema de estudo

Desafios das mulheres no trabalho são tema de estudo

No Dia Internacional da Mulher, o Ipea divulga comunicado sobre a desigualdade de gênero no mercado e no trabalho doméstico

Apesar de ocuparem cada vez mais postos no mercado de trabalho, as mulheres ainda são responsáveis pela maior parte dos trabalhos em casa. Esta é uma das conclusões do Comunicado do Ipea n° 40 "Mulheres e trabalhos: avanços e continuidades", que o Ipea divulga no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, às 10h. O estudo trata, ainda, das desigualdades no mercado de trabalho e nos rendimentos e do papel das políticas públicas de igualdade de gênero.

As mudanças nos arranjos familiares, com mais mulheres chefes de família, o tempo médio de estudo das mulheres, que já é superior ao dos homens, e o percentual crescente de mulheres que entram no mercado de trabalho são algumas das principais mudanças registradas entre 1998 e 2008.

 Apesar disso, o Comunicado mostra que praticamente nada mudou com relação ao trabalho doméstico no que diz respeito à distribuição dos afazeres entre homens e mulheres. Em vez de uma divisão mais igual no trabalho em casa, há a delegação das tarefas às trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres e negras.

 A divulgação do estudo será feita pela coordenadora de Igualdade de Gênero do Ipea, Natália Fontoura, no auditório do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício Ipea/BNDES). Haverá entrevista coletiva e transmissão ao vivo pelos sítios www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br.

Leia o Comunicado do Ipea n° 40 na íntegra

Veja a apresentação do comunicado

Pressão sobre preços não deve ameaçar trajetória da inflação

Pressão sobre preços não deve ameaçar trajetória da inflação

Publicação Conjuntura em Foco, da Dimac, traz ainda números sobre PIB, indústria, emprego e setor externo

A recente pressão sobre os preços não deve colocar em risco a trajetória da inflação ao longo do ano. É o que indica a edição mais recente do boletim Conjuntura em Foco, lançada nesta quinta-feira, 4. O documento mostra que há uma tendência de relativa estabilidade para a inflação ao longo de 2010.

Segundo o boletim, dos grupos que puxaram a inflação em fevereiro - alimentação, transportes e educação - apenas o dos alimentos deve manter a alta nos preços por alguns meses. No caso dos outros dois, a pressão inflacionária deve ceder significativamente já em março por causa da dissipação dos reajustes das passagens e das mensalidades escolares.

Também nesta edição é analisado o desempenho das vendas no varejo, que leva à elevação da capacidade produtiva da economia; as movimentações do mercado de trabalho brasileiro; a balança comercial; as operações de credito no Sistema Financeiro e as contas do setor público.  

Produzido pelo Grupo de Análise e Previsões (GAP) da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Instituto, o boletim Conjuntura em Foco é uma publicação mensal que faz análise pontual de temas relevantes da macroeconomia, apresentando números recentes das áreas sob estudo. Trimestralmente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança a Carta de Conjuntura.

Leia a íntegra do Conjuntura em Foco de fevereiro

Curso Macroeconomia e Desenvolvimento volta ao Pará

Curso Macroeconomia e Desenvolvimento volta ao Pará

 

Com apoio do IDESP e em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado, a sexta edição será realizada na capital paraense, Belém

O curso Macroeconomia e Desenvolvimento é promovido e organizado pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado. Nesta edição, terá o apoio do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Estado do Pará (IDESP).  O encontro ocorrerá entre os dias 8 e 11 de março em Belém do Pará, no auditório do IDESP (Rua Municipalidade, 1.461, esquina com a Travessa D. Pedro I), das 9h às 12h.

As disciplinas - Macroeconomia e Desenvolvimento Econômico – serão apresentadas em duas partes. Os professores Cláudio Roberto Amitrano e Victor Leonardo de Araujo (ambos do Ipea) apresentarão a macroeconomia e sua análise no enfoque keynesiano. Numa primeira parte serão explicados os determinantes do comportamento do PIB e do emprego, enfatizando o papel da política econômica nesse processo, considerados os três principais instrumentos: a política fiscal, a política monetária e a política cambial. Na segunda parte, será analisada a condução dos três instrumentos no caso brasileiro, ressaltando a sua inadequação a um projeto de desenvolvimento de longo prazo.

O tema Desenvolvimento Econômico será ministrado pelo doutor em economia Alexis Nicolas Saludjian, professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tomando por base a perspectiva histórica desde a Revolução Industrial e as experiências de desenvolvimento de América Latina e Ásia. A perspectiva teórica será debatida em duas partes: as principais correntes do pensamento econômico; a economia do desenvolvimento e a Cepal.

No dia 11 de março, o encerramento será às 16h com palestra do diretor da Dimac, João Sicsú, aberta ao público. O curso é destinado apenas a servidores do IDESP e convidados. Todos receberão certificado. Na sexta-feira, dia 5, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e o presidente do IDESP, José Raimundo Barreto Trindade, assinam um termo de cooperação que permitirá ao Instituto aprofundar estudos sobre a realidade da região Norte.

Esta é a segunda vez que o curso é realizado em Belém. Outras edições foram realizadas em Salvador, Fortaleza, Goiânia e João Pessoa. No total, cerca de 135 pessoas já participaram do curso.

 

Ipea abre representação na região Norte do Brasil

Ipea abre representação na região Norte do Brasil
Termo de cooperação com o IDESP foi assinado em Belém, com a presença da governadora do Pará
 

A assinatura de um termo de cooperação neste sexta-feira, dia 5, marcou uma nova e importante etapa de presença do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na região Norte. Marcio Pochmann, presidente do Instituto, e José Raimundo Barreto Trindade, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP), assinaram às 9h um termo de cooperação que permitirá ao Ipea acompanhar de perto e aprofundar estudos sobre a realidade da maior região do País.

Em Belém, a representação do Ipea está a cargo de Guilherme Dias, assessor especial da Presidência do Instituto. "A proximidade com o Norte gera mais oportunidades ao Ipea em matéria de acesso a bancos de dados locais, a conhecimentos específicos da região", afirmou. "A presença do Instituto lá pode contribuir para a redução do 'pouco caso' com que o Norte é visto pelas populações do Sul e Sudeste."
 
Guilherme Dias destaca que a intenção não é enxergar a região pelo prisma da pobreza, mas sim da riqueza. Segundo o representante do Ipea, o programa Territórios da Cidadania e o avanço das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão dois dos focos principais do Instituto no Norte. "Essas novas realidades precisam ser estudadas. Coari (AM), por exemplo, tinha 20 mil habitantes há 10 anos. Hoje, por conta do gasoduto, está na faixa dos 90 mil", disse.

Colaboração
Para José Raimundo Trindade, são quatro os elementos importantes de colaboração do Ipea com o IDESP: o compartilhamento da experiência em metodologia, a consolidação do instituto paraense como referência em estudos sobre o desenvolvimento regional, o intercâmbio de conhecimento entre mão de obra qualificada, e a quebra do isolamento atualmente imposto às análises da região amazônica.
 
"Temos interesse em construir indicadores que permitam enunciar políticas públicas com vistas ao desenvolvimento do estado", afirmou José Raimundo. Ele lembrou que, hoje, IDESP e Ipea já trabalham juntos em duas linhas de pesquisa - uma sobre análise das condições de expansão das cidades brasileiras, e outra sobre análise da gestão ambiental. "Há outras possibilidades de estudos, para elaboração de indicadores de pobreza - usando metodologia do Ipea - aprofundamento das análises da PNAD e análise do impacto de determinadas empresas e grandes projetos, especialmente os ambientais."
 
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada também possui um escritório em João Pessoa (PB), além da sede em Brasília e da representação no Rio de Janeiro. Em breve, será aberto um escritório em Curitiba (PR). O evento em Belém terá ainda a doação, por parte do Ipea, de vários livros produzidos por técnicos do Instituto à Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais - possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro - e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos.

 

Produção industrial tem 14,3% de crescimento estimado

Produção industrial tem 14,3% de crescimento estimado

Indicador PIM do Ipea referente a janeiro registra avanço em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para o fluxo de veículos pesados

 O indicador de Produção Industrial Mensal (PIM) do Instituto de Pesquisa Economica Aplicada (Ipea) estima um crescimento de 14,3% no mês de janeiro de 2010 em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 Em janeiro, todos os indicadores setoriais utilizados pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea no modelo de previsão do PIM voltaram a apresentar crescimento quando comparados ao mesmo mês do ano anterior.

 Entre os indicadores setoriais, o principal destaque ficou por conta do fluxo de veículos pesados em rodovias, que avançou 5,5% na passagem de dezembro para janeiro, descontados os efeitos sazonais.

 O setor de autoveículos, após duas quedas consecutivas, apresentou pequeno crescimento na margem, avançando 1,3% contra dezembro. Já as vendas de veículos comerciais leves, caminhões e ônibus novos encerraram o mês de janeiro em 213,3 mil unidades, subindo 8% em relação a janeiro de 2009.

 Compõem o PIM quatro indicadores coincidentes usados no modelo de previsão da produção física da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): fluxo de veículos pesados em rodovias concedidas; produção de autoveículos; produção de papelão; e carga de energia.

 Na margem, com exceção do setor de papel e papelão, que recuou 1% ante dezembro, todos os demais registraram expansão. A carga de energia também avançou na margem, crescendo 3,9% ante o mês de dezembro.

Leia a íntegra do indicador PIM referente a janeiro de 2010

Autoridades e pesquisadores debatem o “público não estatal”

Autoridades e pesquisadores debatem o “público não estatal”

Marcio Pochmann, Luiz Carlos Bresser Pereira e Dom Sinésio Bohn, da CNBB, são alguns dos participantes do evento no Ipea

Com o objetivo de atualizar a discussão sobre o sentido do público e do privado após a recente crise internacional, que evidenciou um esgotamento tanto do modelo estatista como do privatista, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizará um seminário nos dias 3 (das 19h30 às 21h) e 4 de março (das 9h às 13h), no auditório do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bl. J Ed. BNDES, subsolo).

O evento, intitulado O público não estatal no Brasil: retomando o debate, terá, na quarta-feira, a presença de Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Educação Superior; Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro da Administração Federal e Reforma do Estado; e Aldino Graef, diretor de Articulação e Inovação Institucional da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento. Eles participarão do primeiro painel, Entre o público e o privado: a pertinência teórica e política do público não estatal no Brasil.

No segundo dia do evento, os palestrantes serão Luiz Eduardo Wanderley, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; João Pedro Schmidt, professor da Universidade de Santa Cruz do Sul; Marcio Pochmann, presidente do Ipea; Dom Sinésio Bohn, representante  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Tatiana Pereira Dahmer, diretora executiva colegiada na Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (ABONG); e Milko Matijascic, assessor técnico da Presidência do Ipea. Os expositores irão debater nos painéis Repensando o público: o estatal e o não estatal nas ciências sociais e na legislação e O novo Estado e o desenvolvimento do Brasil: estatismo, privatismo e o espaço das organizações comunitárias.

O seminário, que será transmitido ao vivo pelos sites www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br, tem o apoio da Associação Brasileira de Universidades Comunitárias, Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, Associação Catarinense de Fundações Educacionais, Associação Nacional de Educação Católica e da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas.

 

PROGRAMAÇÃO 

Data e Horário: 3 (das 19h30 às 21h) e 4 de março (das 9h às 13h)

Local: SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício Ipea/BNDES, subsolo (Brasília)

 

3/03/2010 – 19h30min

Entre o público e o privado: a pertinência teórica e política do público não estatal no Brasil

 -Maria Paula Dallari Bucci - secretária de Educação Superior

- Luiz Carlos Bresser Pereira - ex-ministro da Administração Federal e Reforma do Estado

- Aldino Graef - diretor de Articulação e Inovação Institucional da Secretaria de Gestão - Ministério do Planejamento

 

4/03/2010- 9h-13h

Repensando o público: o estatal e o não estatal nas ciências sociais e na legislação

O novo Estado e o desenvolvimento do Brasil: estatismo, privatismo e o espaço das organizações comunitárias

- Luiz Eduardo Wanderley - pesquisador, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

- João Pedro Schmidt - pesquisador, professor da Universidade de Santa Cruz do Sul

- Marcio Pochmann - presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

- Dom Sinésio Bohn - representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

- Tatiana Pereira Dahmer - diretora executiva colegiada na ABONG

- Milko Matijascic - assessor técnico da Presidência do Ipea

Ipea lançou a Revista Tempo do Mundo em Brasília

Ipea lançou a Revista Tempo do Mundo

 Nova publicação organizada pelo Instituto é quadrimestral e aprofunda o debate sobre temas globais.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quinta-feira, 4, a Revista Tempo do Mundo, uma publicação quadrimestral que conta com versões em português e inglês. A ideia é promover debates contemporâneos no campo da economia política, com ênfase na temática do desenvolvimento, a partir de uma perspectiva Sul-Sul. 

A primeira edição traz artigos sobre temas como o aumento e a convergência da renda mundial, perspectivas para o pós-crise e para o Brasil em 2022 (bicentenário da independência), e economias em transição. Os textos são assinados por Heiner Flassbeck e Massimiliano La Marca, François-Xavier Merrien, Robert Guttmann, Ignacy Sachs, Cai Fang, Du Yang e Wang Meiyan, Emir Sader e Vladimir Popov.

A revista tem o objetivo de apresentar proposições para a elaboração de políticas públicas, privilegiando comparações internacionais e a interdisciplinaridade, sempre destacando o papel do planejamento. O nome da publicação é uma referência ao termo formulado por Fernand Braudel, historiador francês e um dos fundadores da Universidade de São Paulo.

O lançamento foi às16h, no auditório do Ipea em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício Ipea/BNDES), com transmissão ao vivo pela internet.

Outra publicação do Instituto voltada ao debate de temas mundiais, o Boletim de Economia e Política Internacional, foi lançada em fevereiro pela Diretoria de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais (Dicod).

Leia a Revista Tempo do Mundo na íntegra

Suposta falta de engenheiros não é problema crônico

Suposta falta de engenheiros não é problema crônico

 

Assunto é abordado no sexto Boletim Radar, que discute também a Lei do Bem e a reclassificação de propriedades agrícolas

 Foto: Sidney Murrieta
O diretor Marcio Wohlers, da Diset, fez a
apresentação do boletim

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quarta-feira, 24, a sexta edição do boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior. Produzida pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset), a publicação traz três artigos.

O primeiro artigo trata da possível escassez de engenheiros no mercado e de fatores que interferem no equilíbrio entre oferta e demanda deste tipo de profissional, como o crescimento econômico, a formação de novos engenheiros e a migração de funções. Segundo o técnico de planejamento e pesquisa Divonzir Gusso, a exploração da camada do Pré-sal vai exigir uma quantidade maior de engenheiros do que a existente hoje no Brasil. “Em compensação, essa área tem rentabilidade e usa tecnologia muito avançada,  o que gera uma grande capacidade de recrutamento no exterior. A preocupação seria se houvesse excesso de engenheiros saindo do País para buscar emprego em outro lugar”, afirmou.

Classificação na agricultura
Outro artigo do boletim propõe uma reclassificação das propriedades agrícolas com base em uma matriz tecnológica. Segundo o pesquisador José Eustáquio Filho, dados do último censo agropecuário mostram que, embora a agricultura familiar, no agregado, gere mais valor produtivo, a análise em separado dos cultivos mostra ganhos maiores na agricultura comercial. “A classificação não condiz com a afirmação de que os agricultores familiares são os que realmente necessitariam de um maior apoio financeiro do governo federal”, disse.

Para a outra autora do artigo, Junia da Conceição, o setor agrícola brasileiro traz uma dualidade: enquanto parte é modernizada e possui ganhos de produtividade altíssimos, outra parte está atrasada. “A criação do Pronaf, por exemplo, é uma alternativa para puxar esses agricultores que não participaram do processo de modernização para que eles possam, também, usufruir de ganhos de produtividade e possam, de fato, se inserir no mercado.”

O terceiro artigo trata dos incentivos fiscais previstos no capítulo 3 da Lei nº 11.196/05, conhecida como Lei do Bem, o mais abrangente instrumento fiscal de estimulo à inovação no Brasil. “O estudo mostra a relação entre a Lei do Bem e a atividade de P&D (pesquisa e desenvolvimento) no Brasil. Para as grandes empresas, a lei do bem ainda não foi capaz de alterar a distribuição setorial dos gastos em P&D existentes no País”, afirmou  a autora, Graziela Zucoloto.

Lançamento
A apresentação do boletim foi feita pelo diretor da Diset, Marcio Wohlers, e pela diretora-adjunta, Fernanda De Negri, e pelos autores dos artigos. O evento, seguido de entrevista coletiva, ocorreu no auditório do Ipea em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES, subsolo) e teve início às 14h30. Houve transmissão online pelos sites www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br.

Leia a íntegra da sexta edição do Boletim Radar

Veja os gráficos sobre propriedades agrícolas

Veja os gráficos sobre Lei do Bem

Veja os gráficos sobre mão de obra na engenharia

Publicações internacionais foram divulgadas no Itamaraty

Publicações internacionais foram divulgadas no Itamaraty

Evento teve a apresentação do Boletim de Economia e Política Internacional e da revista Tempo do Mundo

Foto: Sidney Murrieta

Mário Lisboa Theodoro, diretor da Dicod (E), participou da
divulgação das publicações do Ipea no Itamaraty

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) promoveram nesta quarta-feira, dia 24, o evento Ipea e as Relações Econômicas e Políticas Internacionais, no qual foi feita a divulgação do Boletim de Economia e Política Internacional e da revista Tempo do Mundo.

O subsecretário de Cooperação e de Promoção Comercial do Ministério, Ruy Nogueira, afirmou que a parceria entre Itamaraty e Ipea já existia, mas agora essa cooperação passa a ser efetiva, considerando a internacionalização do Instituto na África, América Latina e Haiti, objetos de estudos sobre os mais diversos assuntos, como clima, G20 e energia.
 
O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ressaltou a importância dessa colaboração, pois o Instituto “não deve produzir estudos meramente acadêmicos, mas análises que tenham repercussão e apoio dos embaixadores, que são os gestores da política internacional brasileira”. Pochmann falou também sobre o processo de internacionalização do Ipea com a ajuda do MRE e a ampliação de estudos do Instituto na temática internacional, que resultou nas publicações do primeiro Boletim de Economia e Política Internacional e na revista Tempo do Mundo.

O boletim, realizado pela Diretoria de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais (Dicod), é trimestral e traz na primeira edição artigos sobre a reação dos países à crise, a geopolítica do etanol, as assimetrias estruturais no Mercosul, entre outros. Já a revista semestral é publicada em português e inglês e tem por meta promover o debate sul-sul, incorporando visões plurais de autores reconhecidos.

Pochmann sugeriu a participação dos embaixadores nas próximas edições da revista e destacou projetos em andamento, como a produção anual Mundo em Perspectiva, que trata da presença do Brasil no mundo, e um indicador que captará a percepção de parceiros, empresas multinacionais e consultorias internacionais sobre o Brasil.

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, concluiu o evento reforçando o valor da cooperação entre Ipea e Itamaraty no cenário que o Brasil vive hoje, de diversificação do comércio exterior, acordos de cooperação tecnológica e científica com os países da América Latina e da África, e a presença política do País no mundo (desde 2003, foram 30 novas embaixadas brasileiras).

Destacou também os impactos dos acordos internacionais nas políticas públicas do Brasil. “A responsabilidade é muito grande para os que estão à frente dessas negociações. Por isso, a necessidade dessa parceria com o Ipea, que está em um processo permanente de geração de conhecimento sobre a realidade brasileira, cada vez mais complexa”, afirmou o ministro.

Leia a íntegra do Boletim de Economia e Política Internacional

Ipea e CNJ assinam acordo para a elaboração de estudo


Ipea e CNJ assinam acordo para a elaboração de estudo

Cooperação vai permitir o estabelecimento de parâmetros para medir a eficiência das atividades da Justiça no Brasil

Um acordo firmado entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai ajudar o Judiciário a melhorar suas ações de planejamento e gestão. O termo de cooperação técnica para a realização de estudo sobre e o custo unitário do processo de execução fiscal da União foi assinado na tarde desta terça-feira, 23, pelo presidente do CNJ, Gilmar Mendes, e pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, na sede do CNJ, em Brasília.

Segundo Pochmann, essa será uma oportunidade para que o Instituto, criado há 45 anos, amplie suas atribuições de realização de pesquisas e estudos relevantes para a elaboração de políticas públicas para os outros poderes da República, além do Executivo. "Estamos também diante de uma oportunidade que nos dará bons resultados em médio e longo prazos, pois os dados permitirão um melhor planejamento", disse.

O presidente CNJ, Gilmar Mendes, disse que a parceria pode ser ampliada futuramente. "Esse trabalho, por si só, já terá grande relevância, mas terá um valor adicional na medida em que o Ipea poderá prestar outros serviços de pesquisa ao CNJ e à Justiça brasileira", afirmou.

De acordo com o plano de trabalho acertado entre o CNJ e o Ipea, a pesquisa será realizada ao longo de 2010. O objetivo é construir uma metodologia para o cálculo dos custos dos procedimentos judiciais, tendo como ponto de partida as ações de execução fiscal da União, que, em 2006, respondiam por cerca de 37% do estoque de processos judiciais em andamento na Justiça Federal.

O estudo será desenvolvido pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ e pela Diretoria de Estudos do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Ipea. Contará ainda com a participação de juízes do CNJ e das cinco regiões da Justiça Federal, além de representantes da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e da Receita Federal.

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