Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea discutiu em SP estrutura produtiva e inovação

Ipea discute em SP estrutura produtiva e inovação

Seminário comemorativo dos 45 anos do Instituto reuniu a comunidade acadêmica e especialistas na Universidade de São Paulo

Em continuidade às comemorações dos 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sua Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, Inovação, Produção e Infraestrutura (Diset) promoveu nesta terça-feira, 10 de novembro, às 8h30, o seminário Encontros Brasil Ipea 45 Anos: Um Novo Ciclo do Pensamento Nacional. O tema analisado foi Estrutura Produtiva e Políticas Industriais e de Inovação no Brasil: Desafios Atuais e Mudanças Emergentes.

O Ipea esteve representado no evento pelo diretor da Diset, Marcio Wohlers, e pela diretora-adjunta da Diset, Fernanda De Negri, além de outros técnicos do Instituto. O encontro ocorreu no Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP (Avenida Prof. Almeida Prado, travessa 2) e teve o formato de mesa-redonda, com estudiosos do Ipea e de outras instituições. Também participou o chefe do Departamento de Engenharia da Produção da USP, Mário Sergio Salerno.

O debate foi dividido em duas partes. Na primeira, estiveram em discussão as condições de competitividade da indústria brasileira no contexto pós-crise econômica, com mapeamento dos principais problemas a serem superados. Na segunda etapa, foram identificados pontos prioritários para o aperfeiçoamento das políticas públicas direta e indiretamente vinculadas ao desenvolvimento industrial e à capacidade de inovação no País.

Na ocasião, os representantes do Ipea aproveitaram para divulgar os dois boletins Radar mais recentes, além da publicação Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas. A série de seminários Encontros Brasil Ipea 45 Anos: Um Novo Ciclo do Pensamento Nacional vem promovendo debates em diversas capitais do País com cada uma das diretorias do Instituto.

Internacionalização de empresas foi debatida em SP

Internacionalização de empresas foi debatida em SP

Em cooperação com a Sobeet, o Ipea promoveu seminário sobre experiências na China, Espanha e Índia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por meio da Diretoria de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais (Dicod), promoveu em São Paulo o seminário A Internacionalização das Empresas Chinesas, Espanholas e Indianas. O encontro, em parceria com a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), ocorreu nesta terça-feira, 10 de novembro, das 14h às 17h, no Escritório da Presidência da República na capital paulista (Avenida Paulista, 2.163, 17º andar).

Luis Afonso Lima, presidente da Sobeet, abriu o seminário comentando o crescente movimento de internacionalização de empresas no Brasil. Ele lembrou que, hoje, o País tem cerca de 900 empresas atuantes no exterior. “A motivação é manter e aumentar a competitividade internacional das empresas, não se trata de exportar empregos ou deixar de investir no Brasil. Os investimentos lá fora são complementares aos daqui de dentro”, disse Lima.

A primeira palestra coube a Luciana Acioly, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, que comentou o processo de internacionalização de empresas na China. “Os investimentos diretos externos (IDEs) chineses são os que mais chamam a atenção por conta da velocidade do fluxo. Entre 1990 e 2008, eles foram multiplicados por 60, muito acima da média mundial”, explicou Acioly. Esse IDE é realizado especialmente pelos setores primário e terciário. A técnica do Ipea citou exemplos de empresas de mineração, petróleo e infraestrutura, como CITIC, COSCO, CSCEC, CNPC E Sinochem.

Segundo Acioly, as principais políticas públicas voltadas à internacionalização no país asiático incluem simplificação de procedimentos, incentivos fiscais e financeiros (China Development Bank e China Exim Bank), apoio informacional e promoção de acordos internacionais. Lídia Ruppert, da Sobeet, afirmou que ações governamentais também impulsionaram a internacionalização das empresas espanholas. Na Espanha, os setores de telecomunicações, finanças, seguros e fornecimento de energia são os que mais buscaram investir no exterior.

“Hoje, as cinco maiores empresas da Espanha com IDE são 100% privadas. Mas o Estado tem papel muito importante nesse processo, e o objetivo das políticas públicas é a redução dos custos do IDE nos diferentes mercados”, disse Ruppert. Algumas das medidas adotadas pelo governo, de acordo com a pesquisadora, são tratados para evitar dupla tributação, programa de conversão de dívidas em investimentos espanhóis públicos e privados, acordos de promoção e proteção recíproca de investimentos, além de instrumentos de segurança, financeiros e informativos.

O seminário foi encerrado com a palestra de Samira Schatzmann, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, sobre a internacionalização de empresas indianas. Ela explicou que, em 2006, houve um salto de IDEs indianos “sem indícios de reversão”. “As medidas de política (voltadas à internacionalização das empresas) sempre estiveram condicionadas pela preocupação com o equilíbrio no balanço de pagamentos e pela disponibilidade de reservas cambiais”, declarou. Esses IDEs se concentram nas farmacêuticas, terceirização de serviços e em grandes empresas focadas em diversos segmentos (como o grupo Tata).

Leia a Nota Técnica A Internacionalização das Empresas Chinesas

Análise da PNAD traz nova estrutura social brasileira

Análise da PNAD traz nova estrutura social brasileira

Comunicado que detalha a mobilidade entre os estratos de renda foi apresentado em São Paulo

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na manhã desta quinta-feira, dia 5, a quarta análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008). O Comunicado da Presidência nº 34 mostra os movimentos recentes na estrutura da sociedade brasileira, com maior ingresso de pessoas nos estratos de renda superiores. Essa mudança se explica pelo aumento da produção e da ocupação da força de trabalho, aliado à reorientação de políticas públicas.

O Comunicado, intitulado Trajetória recente da mudança na identidade e na estrutura social brasileira, revela quantos brasileiros ascenderam socialmente no País entre 2005 e 2008. As características desse movimento de evolução são detalhadas por região, por faixa etária, sexo, local de moradia (urbana ou rural), escolaridade, raça ou cor. O texto mostra, por exemplo, como o Sudeste perdeu participação no estrato superior de renda.

O estudo é dividido em três partes. A seção 1 trata da mudança recente na identidade social brasileira; a seção 2 aborda as principais características da ascensão social dos brasileiros durante a primeira década do século 21; e a terceira descreve as transformações na estrutura social do Brasil nos últimos 10 anos. Uma das conclusões presentes na segunda parte é que as mulheres tiveram mais importância relativa no movimento de ascensão social da primeira para a segunda classe de renda.

O Ipea vem apresentando análises temáticas com base nos dados da PNAD 2008, fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já foram divulgados estudos sobre educação, gênero, migração, previdência, mercado de trabalho, tendências demográficas, desigualdade de renda, evolução da pobreza e da desigualdade, e condições de vida. A quarta análise foi explicada pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no Escritório da Presidência da República em São Paulo (Avenida Paulista, 2.163, 3º andar).

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 34

Encontro Ipea na capital sergipana debateu desenvolvimento sustentável

Encontro Ipea na capital sergipana debateu desenvolvimento sustentável

Empresários e acadêmicos participaram do segundo dia do seminário. A diretora da Dirur falou sobre institucionalidades

No último dia do seminário O Futuro do Nordeste: Estratégia de Desenvolvimento para as Próximas Décadas, em Aracaju (SE), o técnico de Pesquisa e Planejamento do Ipea Carlos Wagner de Albuquerque foi o mediador da mesa de debates sobre novas institucionalidades e desenvolvimento sustentável, que contou com a palestra de Eugenio Dezen, gerente da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Petrobras para o estado de Sergipe.

Dezen apresentou nesta sexta-feira, dia 6, dados que mostram a Petrobras como a quarta maior empresa de petróleo com reservas comprovadas (sem contar com o pré-sal), e o valor de mercado da empresa está em sexto lugar no mundo "O desafio é buscar novas fontes, pois há um declínio da produção de campos existentes e um aumento da demanda global de óleos", avaliou. Apontou também que, durante a qualificação profissional de 2009 a 2012, serão 207.643 pessoas treinadas, e o Nordeste terá 64.937. Os investimentos na exploração da Bacia do Nordeste e de uma parte do Norte chegarão a R$ 13,8 bilhões até 2013.

Em sua apresentação, o professor da Universidade Federal de Sergipe Ricardo Lacerda de Melo abordou as disparidades entre o Nordeste e outras regiões. A renda per capita familiar da região é metade da renda per capita brasileira, e 55% dos miseráveis do País se encontram no Nordeste. Mas também reconheceu indicadores de melhorias e se mostrou otimista com o crescimento da região. Ele citou o estudo realizado pela Target Consultoria que revela que a participação do Nordeste no consumo nacional em 2008 superou a da região Sul pela primeira vez desde 1980 e foi o segundo maior mercado de consumo do País.

A diretora da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), Liana Carleial, alertou que o País não possui uma estratégia de desenvolvimento regional. Segundo a pesquisadora, é preciso aproveitar o momento do Brasil para potencializar investimentos no Nordeste. Outro ponto que abordou foi o fato da média salarial nordestina em todas as atividades econômicas ser mais baixa que nas demais regiões brasileiras. "Qual é a causa para isso se a produtividade é convergente e a evolução da escolaridade está crescendo?", questionou.

A diretora argumentou que é necessário construir novas institucionalidades, pois o Brasil não tem uma discussão de qual é o formato do federalismo regional que proponha mecanismos de coordenação dos territórios. "A virada do Nordeste só vai acontecer se pesquisadores, as firmas, a sociedade civil e o Estado se envolvam em pensar esse formato", ressaltou.

Marcos Pimentel de Viveiros, diretor da M. Dias Branco, líder no mercado brasileiro de massas e biscoitos, e Sydrião Alencar, do Banco do Nordeste, participaram da última mesa de debates. Viveiros expôs que 44,9% do mercado de consumo de biscoitos da firma são do Nordeste, e 69% da renda da empresa é gerada na região. Ao final, o empresário chamou a atenção para o problema da ausência de uma identidade regional, que é agravada com a animosidade entre os estados do Nordeste, resultado da guerra fiscal que tem prejudicado o crescimento da região.

A série de seminários Encontros Brasil Ipea 45 Anos: Um Novo Ciclo do Pensamento Nacional vem promovendo debates em diversas capitais do País com cada uma das diretorias do Instituto.

Veja a apresentação sobre institucionalidades no Nordeste

Em palestra, Sicsú reitera superação da crise

Em palestra, Sicsú reitera superação da crise

 

Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas falou a cerca de 150 empresários da região do Sul Fluminense em Volta Redonda

O desenvolvimento econômico do País foi o tema central da palestra proferida pelo diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, João Sicsú, a cerca de 150 empresários da região do Sul Fluminense. A atividade, ocorrida na quarta-feira, dia 28, foi uma promoção conjunta da Associação Comercial de Volta Redonda e da Agência de Desenvolvimento do Médio Paraíba (Ademp), que reúne 12 municípios daquela região.

Em sua exposição, João Sicsú defendeu que não é possível haver desenvolvimento sem crescimento econômico, lembrando que, nos anos 1970, a economia brasileira cresceu, sem que o País, contudo, obtivesse o desenvolvimento necessário para superar as desigualdades sociais e regionais. O diretor do Ipea afirmou sua convicção de que a economia do Brasil terá, neste ano, um crescimento econômico em torno de 1%, superando de vez a crise mundial que derrubou empresas e instituições financeiras nos países mais desenvolvidos.

Sicsú também enfatizou que, para haver desenvolvimento, é necessária uma ação combinada do Estado com a sociedade organizada e a iniciativa privada. Para ele, um País com as dimensões territoriais e demográficas do Brasil necessita de um Estado que esteja à altura de suas responsabilidades. O diretor do Ipea apresentou, ainda, números que comprovam o bom momento econômico do Brasil, como a queda do desemprego nas principais regiões metropolitanas, a criação de quase um milhão de empregos com carteira assinada de janeiro a setembro, e a estabilidade dos preços, que tem permitido uma taxa de inflação baixa, em torno de 4,3%.

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