Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Seminário no Rio discutiu relação entre crise e Basileia II

Seminário no Rio discutiu relação entre crise e Basileia II

Encontro no Ipea abordou regulação bancária e rejeição do acordo pelos Estados Unidos

A crise financeira sob os conceitos do acordo de capital Basiléia II foi discutida na representação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no Rio de Janeiro nesta quarta-feira, dia 19. Superintendente técnico da Diretoria de Garantias Públicas da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação S.A (SBCE), André Morandi expôs o estudo no seminário Credit crunch e regulação bancária: lições da crise à luz de Basileia II.

Basileia II é o acordo que regulamenta as necessidades de capital próprio de instituições financeiras para suportar futuras perdas. Com ele, ampliou-se a finalidade de Basiléia I, em que a lógica central é de que um banco deve manter um mínimo de capital próprio em relação aos ativos em carteira. Em Basileia II, segundo André Morandi, o único risco sistemático é o estado da economia.

No início da apresentação, o superintendente técnico da SBCE explicou que o trabalho pretende levar os críticos a duas reflexões sobre a crise financeira: se ela poderia ser explicada a partir da regulação bancária de Basiléia II; e se poderia ter sido antecipada e evitada. “O objetivo é tentar entender a crise basicamente com os conceitos de Basiléia II. Foi um desafio na montagem deste trabalho”, argumentou.

André Morandi disse que muitos dos problemas dos Estados Unidos decorrem da não aplicação do acordo. “Aumentar o capital implica reduzir retornos, e por isso eles reagiram”, afirmou André. As instituições financeiras estadunidenses nem sempre aceitaram as regras do acordo de capital.

O expositor citou os três Pilares de Basileia II: requerimentos de capital, transparência de mercado e supervisão bancária. “Até a crise ninguém estava preocupado com a supervisão bancária”, comentou. No final, Morandi citou o Brasil, e disse que a regulação bancária aqui é mais conservadora. “Estamos bem”, concluiu.

 

 

País precisa de implantação estratégica de ferrovias

País precisa de implantação estratégica de ferrovias

Comunicado do Ipea nº 50 aborda as deficiências da malha ferroviária nacional e reflete sobre possíveis melhorias

Foto: Sidney Murrieta
Diretores e técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea
participaram da divulgação do Comunicado nº 50, em Brasília

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na manhã desta quarta-feira, dia 19, seu Comunicado nº 50, intitulado Transporte Ferroviário de Cargas no Brasil: Gargalos e Perspectivas para o Desenvolvimento Econômico e Regional. O estudo foi elaborado pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea (Diset) e pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur).

Marcio Wohlers, diretor da Diset, abriu a coletiva ressaltando a importância da série de estudos sobre a infraestrutura brasileira.  Ele enfatizou que estudos sobre as ferrovias são fundamentais para a expansão da economia do País. "O Brasil é um País muito atrasado em termos de ferrovia, o que prejudica o nosso comércio internacional", disse.

Fabiano Pompermayer, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, fez um histórico do transporte ferroviário no Brasil, destacando a década de 1950 como partida para a política atual de transportes. Segundo ele, menos de 10 mil quilômetros de ferrovias são utilizados de forma a justificar sua manutenção. Atualmente, o Brasil tem pouco mais de 28 mil quilômetros de malha ferroviária.

O técnico defende a implantação estratégica da malha ferroviária no Brasil. "Não dá para construir ferrovias em todo o País, é preciso criá-las onde exista carga a ser transportada, apesar de que, em certos casos, a presença de uma ferrovia também incentiva o crescimento da produção em dada região do País", afirmou Pompermayer.

No encerramento, Wohlers falou sobre a evolução do setor ferroviário no contexto atual da economia brasileira. "Hoje, o País produz commodities e produtos industrializados. O Brasil não pode ter a mesma política de transportes na década de 1950, pois mudou muito, e o mercado consumidor interno é muito expressivo", destacou o diretor. A apresentação do Comunicado também foi feita por Bruno Cruz, diretor adjunto da Dirur; Carlos Campos, coordenador de Infraestrutura Econômica da Diset; e Bolívar Pego, coordenador de Desenvolvimento Urbano da Dirur.

Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.
 
A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.
 
Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal.
 
Comunicados
Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados desta série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras.
 
O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição.
 
Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações e petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 50

 
Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:
 
20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP)
 
24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF)
 
26/5 -
Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF)
 
31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF)
 
1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)
 
2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF)
 
7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)

Comunicado analisa o setor elétrico brasileiro

Comunicado analisa o setor elétrico brasileiro

Estudos sobre infraestrutura econômica abordarão ainda temas como transporte aéreo e rodovias

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta quinta-feira, dia 20, às 10h, em São Paulo, o Comunicado do Ipea n° 51: Setor elétrico: desafios e oportunidades. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, o estudo trata da instituição de novo marco regulatório para o setor na década de 1990 e das consequências da mudança.

Apesar do marco, cujo foco principal era o de atrair investidores privados e melhorar o desempenho econômico-financeiro, a crise do racionamento levantou dúvidas quanto aos benefícios gerados. O texto traz uma avaliação sobre a confiabilidade do suprimento elétrico e a competitividade do parque industrial brasileiro, especialmente seu segmento intensivo em energia.

O Comunicado n° 51 foi apresentado na Caixa Econômica Federal da Praça da Sé (nº 111, 5º andar, auditório). Fizeram a apresentação o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; a diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Liana Carleial; o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; e o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo, todos do Ipea. Também participou o professor Adilson de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Série
O estudo faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Brasileiro: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.

A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.

Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal.

Comunicados
Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados desta série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras.

O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição.

Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás, e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 51


Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:

24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF)

26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF)

31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF)

1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)

2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF)

7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)

Ipea divulga estudo sobre transporte ferroviário

Ipea divulgou estudo sobre transporte ferroviário
 
Série sobre infraestrutura econômica abordará ainda temas como setor elétrico, rodovias e petróleo
 
O Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) apresenta nesta quarta-feira, 19, às 10h, em Brasília, o Comunicado do Ipea n° 50: Transporte ferroviário de cargas no Brasil: gargalos e perspectivas para o desenvolvimento econômico e regional. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Nacional, o estudo discute as características do transporte ferroviário de cargas, sua evolução na infraestrutura de transporte brasileira e as principais questões regulatórias do setor.
 
O texto traz uma discussão dos custos e capacidades do transporte ferroviário em comparação ao modal mais utilizado no País, o rodoviário. Os pesquisadores também discutem as perspectivas de ampliação da malha ferroviária brasileira, apresentando os cenários de investimentos elaborados pelo governo federal. Além disso, é desenvolvido um cenário alternativo, considerando os custos e as capacidades, as demandas de carga tipicamente ferroviárias e as alternativas de transporte rodoviário e aquaviário, além dos impactos socioeconômicos no desenvolvimento regional.
 
O Comunicado n° 50 será apresentado no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, subsolo). O diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; o coordenador de Desenvolvimento Urbano da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Instituto, Bolívar Pêgo; e o técnico em Planejamento e Pesquisa Fabiano Pompermayer explicarão o estudo. Durante a entrevista coletiva, transmitida on-line, jornalistas terão suas perguntas respondidas pelos pesquisadores.
 
Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.
 
A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.
 
Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal.
 
Comunicados
Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados dessa série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras.
 
O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição.
 
Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás, e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 50

 
Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:
 
20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP)
 
24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações
com o futuro (Brasília-DF)
 
26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF)
 
31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF)
 
1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)
 
2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF)
 
7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)

Portos brasileiros precisam de mais recursos

Portos brasileiros precisam de mais recursos

Comunicado do Ipea nº 48 avalia investimentos de médio e longo prazos e o impacto do setor portuário sobre a economia

Fotos: Sidney Murrieta

Técnicos e diretores do Ipea apresentaram o Comunicado nº 48 em Brasília

As obras portuárias incluídas nos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 do Governo Federal são insuficientes para a melhoria dos portos brasileiros. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta segunda-feira, dia 17, em Brasília, prevê que seriam necessários investimentos de R$ 42 bilhões para 265 obras importantes. Os PACs 1 e 2 representam um total de R$ 15 bilhões investidos.

"A solução é aumentar investimentos e executá-los de acordo com um cronograma determinado", recomendou o coordenador de Desenvolvimento Urbano da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Instituto, Bolívar Pêgo. O documento, apresentado como Comunicado do Ipea nº 48 e intitulado Portos Brasileiros: Diagnóstico, Políticas e Perspectivas, aponta os impactos do setor portuário sobre a economia e analisa a formulação e implantação de planos estratégicos do governo para o setor.

A análise da demanda reprimida por infraestrutura portuária utilizou o Mapeamento Ipea de Obras Portuárias. Há projeções de expansão do investimento. Segundo o coordenador de Infraestrutura Econômica da Dirur, Carlos Campos, o Porto de Santos, no estado de São Paulo, tende a continuar sendo o maior porto brasileiro e trabalhar com o conceito de porto concentrador, onde os grandes navios vão atracar e o resto da carga será distribuída para navios menores por meio de um sistema de cabotagem. “Esse projeto de ampliação pode dobrar a capacidade do porto de Santos”, ressaltou Campos.

Ainda de acordo com o coordenador de Infraestrutura Econômica, outra perspectiva positiva que se apresenta para o País é a experiência do Porto de Suape, em Pernambuco. “É um porto que trabalha com o conceito de porto indústria. Além de toda a estrutura portuária, temos investimentos da Petrobras em refinaria, temos investimentos em petroquímica, temos o maior estaleiro do Brasil, que acabou de lançar um navio. São investimentos que representam um fato novo na estrutura dos portos no País”, afirmou.

O problema de dragagem, indicado no estudo como sendo grave e geral aos portos brasileiros, já começou a ser solucionado, segundo Campos. Ele explicou que o plano nacional de dragagem teve uma dificuldade de ser colocado em prática porque foi concebido com um conceito novo, de licitações internacionais. Mas agora, com bastante atraso, os contratos estão sendo assinados. “Entre o final de 2010 e 2011 já teremos os primeiros resultados e se espera que o Brasil tenha um ganho de 30% com dragagem”, observou.

Série           
O Comunicado nº 48 foi o primeiro de uma série, que faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro do Ipea, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.

A apresentação foi feita às 10h, no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, subsolo), com a presença do diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; e da diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Liana Carleial. A entrevista coletiva foi transmitida pelos sites www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br, com participação on-line de jornalistas.
 
Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País. Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados da série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e as demais pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa, órgãos de governo e outras.

Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre ferrovias, setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás e experiências latino-americanas.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 48

Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:

19/5 - Transporte ferroviário de cargas no Brasil: gargalos e perspectivas para o desenvolvimento econômico e regional (Brasília-DF)

20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP)

Grupo de Análise e Previsões discute a evolução da economia

Grupo de Análise e Previsões discute a evolução da economia

Crescimento, poupança e investimento foram tratados na reunião da Carta de Conjuntura

A reunião da Carta de Conjuntura do Ipea foi promovida pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada nesta sexta-feira, dia 14. O encontro ocorreu na unidade do Instituto no Rio de Janeiro e discutiu o rumo da economia brasileira.

O coordenador do Grupo de Análise e Previsões (GAP), Roberto Messenberg, foi o mediador. Ele disse que o objetivo do encontro é saber se o País pode evoluir para o crescimento sustentável de longo prazo. “Os trabalhos de pesquisa do GAP revelaram entraves para a trajetória de crescimento sustentável da economia no longo prazo”. Segundo o coordenador, a preocupação do Brasil deve ser o investimento, e não a poupança.

Os palestrantes foram o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa; o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) Julio Sergio Gomes de Almeida; e o economista-chefe do Unibanco e professor da PUC-Rio, Ilan Goldfajn. O debate esteve centrado em poupança, investimento, crescimento e inflação.

Nelson Barbosa destacou o papel do investimento e lembrou que essa variável está crescendo. “Antes da crise houve uma aceleração do crescimento. Hoje, a proposta de crescimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é de 5%. E a do PAC 2 é entre 5,5% e 6,5%”, disse. O secretário lembrou que entre 2001 e 2004 a poupança subiu, motivada pela mudança cambial, e, não fosse pela crise, a taxa de investimento no Brasil chegaria a 21%. “Em 2008, tivemos queda na poupança, e no ano passado ela caiu junto com o investimento”, completou.

O economista Ilan Goldfajn analisou a conjuntura brasileira e elementos da conjuntura internacional que têm afetado o Brasil no curto e no longo prazos. “Antes de tudo é necessário entender o mundo pós-crise. Em todas as crises, os tremores são sentidos depois. Se o mundo quiser voltar a crescer, os emergentes terão de puxar o crescimento, porque os Estados Unidos não voltarão a ser o que eram. E a dívida da Europa, além de ser elevada, continuará a crescer”, afirmou. “O Brasil obteve o terceiro maior crescimento do mundo se somarmos 2009 e 2010. Isso prova que nos mantivemos estáveis na crise.”

Último a se pronunciar, Julio Sergio Gomes de Almeida complementou os temas debatidos. O economista disse que o Brasil está preso ao modelo atual, e que a base de consumo ainda é baixa. “O governo Lula resgatou o mercado interno e a ideia de planejamento com investimento público. Não transitamos num modelo sustentável, pois deveríamos transitar com uma poupança pública maior”, disse. Gomes de Almeida acredita que um modelo com investimento público carregando o privado é uma alternativa. “A ideia do planejamento com investimento público nos faz pensar não num modelo asiático, mas num brasileiro.”

Foto: Jorge Nunes

Brasil perde R$ 8 bilhões anualmente por não reciclar

Brasil perde R$ 8 bilhões anualmente por não reciclar

Ipea apresentou relatório de pesquisa no Ministério do Meio Ambiente e fará parte de grupo de trabalho

Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta sexta-feira, 14, no Ministério do Meio Ambiente revela que o País perde R$ 8 bilhões por ano quando deixa de reciclar todo resíduo reciclável que é encaminhado para aterros e lixões nas cidades brasileiras.

O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e o técnico do Instituto Jorge Hargrave apresentaram o estudo intitulado Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos, que traz a estimativa dos benefícios econômicos e ambientais da reciclagem e propõe instrumentos como pagamento por produtividade e acréscimos compensatórios graduados, a fim de aumentar a renda dos catadores, e crédito cooperativo para aumentar a organização e formalização das cooperativas.

A partir dos dados da pesquisa, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, instituiu um grupo de trabalho entre o Ipea e os Ministérios para avançar na reestruturação do primeiro Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos associado à coleta de lixo e ao cooperativismo dos catadores.

O grupo tem 45 dias para definir como será a operacionalização do programa, propor fontes de recursos e forma de repasse. “Queremos consolidar uma nova política pública em torno da remuneração adequada para os catadores, da retirada do lixo do meio ambiente e de um resultado econômico não só para as indústrias que reciclam, mas para as cooperativas de catadores com facilidades de crédito e novo perfil de renda”, afirmou a ministra.

O diretor de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Silvano Silvério, ressaltou que o programa, além de melhorar a renda e as condições de trabalho dos catadores, tem como objetivo incentivar a reciclagem do País, onde apenas 12% dos resíduos sólidos urbanos e industriais são reciclados e somente 14% da população brasileira são atendidas pela coleta seletiva.

O Secretário de Articulação Institucional e Parcerias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ronaldo Garcia, alertou que o incentivo financeiro para a cooperativa não será suficiente para aumentar a formalização. “É necessário ter uma assistência técnica continuada às cooperativas para que subsistam e mudar o tipo de financiamento, saindo da modalidade convencional do edital que ajuda a quem menos precisa.” Segundo Ronaldo, o envolvimento dos municípios é decisivo para que a política avance.

Leia a íntegra do Relatório de Pesquisa Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos

Veja a apresentação do Relatório

  

Estudo sobre portos brasileiros traz diagnóstico e perspectivas

Estudo sobre portos brasileiros traz diagnóstico e perspectivas

Série abordará ainda temas como setor elétrico, aéreo, ferrovias, biocombustíveis, petróleo e gás

O Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) apresenta, na próxima segunda-feira, 17, às 10 horas, o Comunicado do Ipea n° 48: Portos brasileiros: diagnóstico, políticas e perspectivas. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Nacional, o estudo aborda as principais questões econômicas e institucionais que têm envolvido os portos brasileiros nos últimos anos.
 
O texto trata de um setor considerado fundamental para a economia do Brasil e o comércio internacional, já que os portos são responsáveis pela maior parte da relação comercial brasileira com o resto do mundo. Entre os assuntos explorados no estudo estão planos e programas desenvolvidos com o intuito de alavancar o setor de portos, além da apresentação de projeções e cenários para os próximos anos.
 
A apresentação do Comunicado do Ipea n° 48 será feita às 10h, no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, subsolo), pelo diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; pelo coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; e pelo coordenador de Desenvolvimento Urbano do Ipea, Bolívar Pêgo. A entrevista coletiva será transmitida pelos sites www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br. Jornalistas interessados em mandar perguntas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. devem se cadastrar antecipadamente, enviando nome, telefone de contato e veículo de comunicação para o mesmo endereço.
  
Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.
 
A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.
 
Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal.
 
Comunicados
Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados da série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e as demais pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa, órgãos de governo e outras.

O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica tem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição.
 
Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre ferrovias, setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplos conduzidos no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas.
 
 
Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:

17/5 - Portos brasileiros: diagnóstico, políticas e perspectivas (Brasília-DF)

19/5 - Transporte ferroviário de cargas no Brasil: gargalos e perspectivas para o desenvolvimento econômico e regional (Brasília-DF)

20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP)

24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF)

26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF)

27/5 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)

31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no mundo (Brasília-DF)

1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)

2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF)

Estudo sobre portos brasileiros traz diagnóstico e perspectivas

Estudo sobre portos brasileiros traz diagnóstico e perspectivas

Série abordará ainda temas como setor elétrico, aéreo, ferrovias, biocombustíveis, petróleo e gás

O Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) apresentará nesta segunda-feira, 17, às 10 horas, o Comunicado do Ipea n° 48: Portos brasileiros: diagnóstico, políticas e perspectivas. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Nacional, o estudo aborda as principais questões econômicas e institucionais que têm envolvido os portos brasileiros nos últimos anos.
 
O texto trata de um setor considerado fundamental para a economia do Brasil e o comércio internacional, já que os portos são responsáveis pela maior parte da relação comercial brasileira com o resto do mundo. Entre os assuntos explorados no estudo estão planos e programas desenvolvidos com o intuito de alavancar o setor de portos, além da apresentação de projeções e cenários para os próximos anos.
 
A apresentação do Comunicado do Ipea n° 48 será feita às 10h, no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, subsolo), pelo diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; pela diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Liana Carleial; pelo coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; e pelo coordenador de Desenvolvimento Urbano do Ipea, Bolívar Pêgo. A entrevista coletiva terá transmissão pelos sites www.ipea.gov.br e www.ipea.gov.br, com participação on-line de jornalistas.
 
Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.
 
A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.
 
Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal.

Comunicados
Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados da série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e as demais pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa, órgãos de governo e outras.

O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica tem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição.
 
Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre ferrovias, setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplos conduzidos no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas.
 
 
Comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:

17/5 - Portos brasileiros: diagnóstico, políticas e perspectivas (Brasília-DF)

19/5 - Transporte ferroviário de cargas no Brasil: gargalos e perspectivas para o desenvolvimento econômico e regional (Brasília-DF)

20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP)

24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF)

26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF)

27/5 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)

31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no mundo (Brasília-DF)

1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)

2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF)

Foto: Rodrigo Leal / Appa

Carga tributária brasileira foi tema de seminário no Rio

Carga tributária brasileira foi tema de seminário no Rio

Estudo de especialista em regulação da Ancine avalia a influência de regimes e governos de 1946 a 2007

Um estudo sobre a influência de regimes e governos na carga tributária foi exposto nesta quarta-feira, 12, na representação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no Rio de Janeiro. Especialista em Regulação da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/ FGV), Bruno Schröder apresentou o seminário Regimes, governos e a carga tributária no Brasil (1946-2007).

O especialista mostrou que a carga tributária praticamente triplicou no Brasil durante o período estudado. Segundo o professor, a base política atual é heterogênea e, nesse caso, a relação com a carga tributária costuma ser teórica. “Quanto menos coesos forem os governos, maior será a carga tributária”, explicou.

Segundo Schröder, sob regime autoritário, a dinâmica da política brasileira se manteve, o que contraria alguns conceitos do pensador francês Alexis de Tocqueville e ajuda na compreensão da influência de regimes autoritários. “Segundo a teoria tocquevilliana, os regimes democráticos apresentariam maior carga tributária, pois o eleitor com a renda mediana seria mais pobre e mais favorável a uma maior redistribuição de recursos. No Brasil ocorreu o inverso, pois os autoritários sabem que os benefícios das transferências governamentais favorecem apenas os que votam”, observou.

Apesar de a sociedade eleger um candidato, não há garantias de que o eleito cumprirá as promessas de campanha. Ao longo do século XX, inclusive após a redemocratização com a Constituição de 1988, enquanto a carga tributária aumentava, a franquia eleitoral se expandia, o que mostra, segundo o estudo, uma relação estreita com arranjos políticos. “Os eleitores não gostam de pagar impostos, apenas de receber transferências, como o Bolsa Família. Para conquistar o eleitorado, os candidatos diminuem os tributos ou aumentam os gastos”, disse Schröder.

O professor disse que o enfoque do estudo é o mercado político. “Esse trabalho permite avaliar os efeitos intrarregimes e comparar diferentes governos”, disse. No texto, ele enfatiza que o Brasil possui uma das maiores cargas tributárias entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e, na América Latina, a maior. “Na minha produção, a carga tributária é entendida como política pública. A partir daí, acredito que o trabalho contribui para esclarecer a importância da política para a questão tributária, uma atividade estatal e enriquecer o debate”, concluiu Schröder.

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