Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea lança Índice de Expectativas das Famílias

Ipea lança Índice de Expectativas das Famílias

Pesquisa domiciliar inédita do Ipea mostra o que as famílias brasileiras esperam da economia no futuro próximo

O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) será divulgado nesta terça-feira, a partir das 10h, no Rio de Janeiro no auditório do Ipea – (Av. Presidente Antônio Carlos, 51 - 10º andar, Rio de Janeiro-RJ).

O indicador reflete a percepção das famílias sobre questões como sua condição financeira em comparação à de um passado recente e expectativas para um futuro de curto a médio prazo.

Por meio da aplicação de 3.772 questionários presenciais na residência dos entrevistados, são levantadas as expectativas das famílias das cinco regiões naturais do Brasil. O Índice relacionará a dinâmica e o crescimento econômico ao comportamento e às expectativas das famílias.  A pesquisa terá a identificação do mês e região do Brasil em que as famílias foram ouvidas.

O IEF aponta se as pessoas se sentem seguras na sua ocupação atual e se têm expectativas de alguma melhoria profissional no curto prazo. Entre os aspectos medidos, constará a confiança das famílias na economia nacional, o grau de endividamento delas e as expectativas sobre o mercado de trabalho. O índice capta ainda a expectativa sobre as condições de as famílias quitarem suas dívidas e contas atrasadas.

Leia a íntegra do IEF nº 1

Veja os gráficos da apresentação do IEF nº 1

 

Radar mostra investimentos em pesquisa no Brasil

Radar mostra investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento

Publicação também trata de nanotecnologia e compras federais de medicamentos de assistência farmacêutica

Foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 26, em Brasília, a nona edição do boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior.  A publicação traz três artigos, que tratam dos incentivos fiscais à pesquisa e desenvolvimento, das compras federais de medicamentos e da análise do setor de nanotecnologia no Brasil. 

O Radar, elaborado pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea , Diset, é publicado bimestralmente. Marcio Wohlers, diretor da Diset, e Luiz Cavalcante, técnico da diretoria e coordenador do boletim, abriram a apresentação.

“A inovação é uma necessidade das indústrias e dos países atualmente”. Com essa frase, o técnico Bruno Araújo iniciou a divulgação do artigo sobre os incentivos fiscais à pesquisa, desenvolvimento e inovação.  O técnico fez um comparativo dos programas de desenvolvimento tecnológico da Indústria e da Agricultura com a “Lei do Bem”, iniciada em 2005, e mostrou a evolução na abrangência das pesquisas no setor.

As compras de remédios pelo governo federal foram objeto da apresentação da pesquisadora Leila Posenato. Ela destacou os diferentes tipos de medicamentos que são comprados pelo governo e os custos deles ao longo dos anos de 2000 a 2007.  O comportamento dos gastos federais com assistência farmacêutica também foi abordado no artigo.

Por fim, os investimentos federais em nanotecnologia por meio dos fundos seto­riais no Brasil foram analisados por Samuel César Junior, técnico da Diset. “A gente acredita que deveria haver maior foco nos investimentos federais em determinados setores da nanotecnologia, muito pulverizados atualmente”, disse. Ele destacou, entre outros fatores, a estratégia de incentivo federal, por meio de editais, ao desenvolvimento nessa área. 

Leia a íntegra do Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior

Apresentações:

Fronteira tecnológica e escassez de recursos: uma análise da nanotecnologia no Brasil

Compras Federais de Medicamentos da Assistência Farmacêutica: Evidências Recentes

Incentivos Fiscais à P&D e o custo de inovar no Brasil

 

 

Ipea estima crescimento de 9,2% da produção industrial

Ipea estima crescimento de 9,2% da produção industrial

Estimativa do indicador PIM é referente à comparação entre julho de 2010 e o mesmo mês do ano anterior

O indicador de Produção Industrial Mensal (PIM) de agosto do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que o resultado da produção in­dustrial mensal de julho de 2010 registrará crescimento de 9,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.  Na comparação com junho deste ano, a previsão é de que tenha havido crescimento de 0,9% na produção com ajuste sazonal.

Todos os indicadores setoriais voltaram a regis­trar crescimento na comparação com o mesmo perío­do de 2009. Os indicadores são os mesmos utiliza­dos no modelo de previsão da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – fluxo de veículos pesados em rodovias concedidas; expedição de papelão ondulado; produção de autoveículos; e carga de energia.

O principal avanço foi registrado no setor de autoveículos: 2,9% na passagem de junho para julho, na série livre de influências sazonais. Na comparação com o mesmo período de 2009, houve alta de 12,1% sobre julho de 2009. Também houve aumento no indicador de fluxo de veículos pesados. O crescimento foi de 1,1% na comparação com junho e de 11,4% com relação a julho de 2009.

O indicador Carga de Energia ficou estável na comparação com o mês anterior. Na comparação com julho de 2009, houve crescimento de 7,2%. A única queda foi registrada no indicador referente às vendas da indústria de papelão ondulado: -0,4% com relação a junho. Na comparação com julho de 2009, no entanto, a variação foi positiva, de 12%.

Indicador

Produzido pelo Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, o indicador PIM é divulgado antes de os números oficiais da PIM-PF serem lançados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Leia a íntegra do indicador de agosto

Radar trata de investimento em nanotecnologia

Radar traz artigo sobre investimento em nanotecnologia

Boletim também analisa custos da inovação no Brasil e compras de medicamentos de assistência farmacêutica

O Ipea lança na próxima quinta-feira, 26, às 9 horas, mais uma edição do Boletim Radar: Tecnologia, Inovação e Comércio Exterior. O boletim será lançado no auditório do Instituto em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Ed.BNDES), com transmissão pela internet para todo o Brasil. Três artigos fazem parte da nona edição do boletim.

O primeiro artigo, de Bruno César Araújo, trata dos incentivos fiscais à pesquisa e desenvolvimento e dos custos de inovação no Brasil. O texto apresenta um histórico dos incentivos fiscais à inovação no país, com os principais programas e leis que tratam do assunto, e acompanha a evolução do B-index, medida de custo marginal de pesquisa e desenvolvimento para a firma após os impostos, além de comparar as taxas de subvenção de vários países.

O segundo artigo é de autoria de Adriana Pacheco Áurea, Luís Carlos G. de Magalhães, Leila Posenato Garcia, Carolina Fernandes dos Santos, Raquel Filgueiras de Almeida, Matheus Stivali e Lúcia Rolim Santana. O texto analisa a evolução das compras de medicamentos realizadas pelo Ministério da Saúde para os programas de assistência farmacêutica no período de 2005 a 2008 e avalia a eficiência dessas compras.

O tema do terceiro artigo do boletim, escrito por Samuel César Júnior, é a nanotecnologia, setor cujo mercado total de produtos tem potencial para atingir US$ 3,1 trilhões em 2015. O artigo mostra, de forma agregada, os investimentos federais em projetos de nanotecnologia por meio dos fundos seto­riais entre os anos de 2000 e 2007. Os dados utilizados na análise são do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Leia a íntegra do Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior

Apresentações:

Fronteira tecnológica e escassez de recursos: uma análise da nanotecnologia no Brasil

Compras Federais de Medicamentos da Assistência Farmacêutica: Evidências Recentes

Incentivos Fiscais à P&D e o custo de inovar no Brasil

 

 

O Ipea responde à sociedade

O Ipea responde à sociedade

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Há 46 anos, suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.

O Ipea tem como missão "Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro."

Dessa forma, o Instituto torna públicos à sociedade esclarecimentos decorrentes de questionamentos feitos pelo jornal O Globo entre 19 e 20 de agosto.

Este comunicado tem como objetivo preservar a reputação desta Instituição e de seus servidores e colaboradores, que por meio dos questionamentos do diário estão sendo vítimas de ilações, inclusive de caráter pessoal.

Dado o teor desses questionamentos, o Instituto sente-se na obrigação de publicar perguntas e respostas, na íntegra e antecipadamente, para se resguardar.

E coloca-se à disposição para dirimir quaisquer dúvidas posteriores.

Assessoria de Imprensa e Comunicação

 

Sobre o aumento de gastos com viagens/diárias/passagens na atual gestão: Segundo levantamento feito no Portal da Transparência do governo federal, os gastos com diárias subiram 339,7%, entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 588,3 mil. Este ano já foram gastos mais R$ 419 mil com diárias, 71% do total de 2009. Os gastos com passagens subiram 272,6% entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 1,2 milhão. Qual a justificativa para aumentos tão expressivos?

A justificativa é o incremento das atividades do Ipea e de seus focos de análise, instituídos pelo planejamento estratégico iniciado em 2008, que estabeleceu sete eixos voltados para a construção de uma agenda de desenvolvimento para o país. Para atender a esses objetivos foram incorporados 117 novos servidores, mediante concurso público realizado em 2008. O Plano de Trabalho para o exercício de 2009 contemplou 444 metas – publicadas no Diário Oficial da União. O cumprimento dessas metas condicionou a participação dos servidores da casa em seminários, congressos, oficinas e treinamentos, bem como em reuniões de trabalho. Além disso, o Ipea passou a realizar inúmeras atividades, como cursos de formação em regiões anteriormente pouco assistidas do ponto vista técnico-científico.

 

Além disso, o  Ipea tem gastos expressivos com a contratação da Líder Taxi Aéreo: entre 2007 e 2010, foi pago R$ 1,9 milhão à empresa pelo Ipea. Como são usados exatamente os serviços da Líder? Só em viagens no Brasil ou também no exterior?

O Ipea nunca utilizou os serviços de táxi aéreo de qualquer empresa, sejam em voos nacionais ou internacionais. Os deslocamentos dos servidores – inclusive presidente e diretores – são efetuados em voos de carreira. As despesas constantes no Portal Transparência se referem à locação de salas de um imóvel do qual a empresa é proprietária e onde localiza-se a unidade do Ipea no Rio de Janeiro, desde 1980. Tal despesa é estabelecida por meio do Contrato 06/2009, firmado nos termos da Lei 8.666/93.

 

O Ipea inaugurou este ano escritórios em Caracas e Luanda. Qual a função desses escritórios?

São representações para apoiar a articulação de projetos de cooperação entre o Ipea e países em desenvolvimento. No caso de Caracas, os grandes temas envolvidos são macroeconomia e financiamento de investimento, acompanhamento e monitoramento de políticas públicas.

No caso de Luanda, os objetivos da missão são auxiliar na avaliação dos investimentos em infraestrutura, no processo de acompanhamento e monitoramento de políticas públicas, com destaque para as políticas sociais.

O objetivo dessas missões é de prestar apoio técnico a instituições e/ou organismos governamentais de outros países. Esses projetos fazem parte de um processo amplo do Ipea de fomentar a cooperação internacional. Foram firmados acordos de cooperação técnica com diferentes instituições e países, como Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual), OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), Federal Reserve Bank of Atlanta (Estados Unidos) e outras instituições na Suécia, Argentina, Burundi, Angola, Venezuela, Cuba etc.

 

Quantos funcionários tem cada um? Qual é o gasto com essas bases no exterior?

Cada país terá apenas um representante, que deverá promover a articulação/coordenação dos diferentes projetos. Os gastos se resumem aos salários correntes dos representantes, enquanto servidores do Ipea.

 

Existem planos para montar outras?

Há negociações ainda em fases iniciais.

 

Onde ficam localizadas (endereços)? Temos a informação de que o escritório de Caracas funciona nas dependências da PDVSA. Procede?

Sim. Nos acordos de cooperação estabelecidos, os países receptores devem fornecer espaço de trabalho e moradia aos representantes do Ipea. No caso de Caracas, o governo venezuelano indicou a instalação da missão em edifício da estatal – que está cedendo apenas o espaço físico. No caso de Luanda, o governo angolano sinalizou a instalação da missão em edifício de um ministério. Não nos cabe questionar que ferramentas institucionais cada país utiliza para o cumprimento desse apoio à instalação das representações.

 

Qual a relação direta entre os escritórios e a missão do Ipea?

A realização de missão no exterior se fundamenta na competência do Ipea que lhe foi atribuída pelo presidente da República (art. 3º, anexo I do Decreto n.º 7.142, de 29 de março de 2010) de “promover e realizar pesquisas destinadas ao conhecimento dos processos econômicos, sociais e de gestão pública brasileira”. Além disso, a cooperação entre países conforma estratégia para a inserção internacional e passa a figurar dentre os princípios que regem as relações internacionais brasileiras, nos termos do artigo 4º da Constituição Federal, que estabelece que o Brasil recorrerá à “cooperação entre os povos para o progresso da humanidade”.

 

Qual a justificativa para tantas viagens da diretoria a Caracas e Cuba, por exemplo? O DO registra pelo menos 15 viagens entre 2009 e 2010.

As viagens estão relacionadas à consolidação de acordos de cooperação que o Ipea realiza visando ao avanço socioeconômico dos países em desenvolvimento. As viagens não ocorrem apenas para estes países, mas também para instituições dos países desenvolvidos (OCDE, Federal Reserve de Atlanta) e das Nações Unidas (UNCTAD, CEPAL), como os Estados Unidos e França, que, até o momento, nunca foram objeto de questionamentos ou justificativas.

 

Os gastos com bolsistas também cresceram substancialmente nos últimos anos. Entre 2005 e 2009, o aumento desses gastos chega a 600%. Essa modalidade de contratação consumiu, entre 2008 e 2010, R$ 14,2 milhões do Orçamento do Ipea.
Qual a justificativa para um aumento tão grande no número de bolsistas, só estudantes mais de 300?

O Ipea aprimorou e ampliou seu programa de bolsas, incrementando seu relacionamento técnico com diversas instituições de estudos e pesquisas. Destaca-se o ProRedes, que organizou 11 redes de pesquisa entre 35 instituições em todo Brasil. Da mesma forma, por meio desse programa, foi lançado, em 2008, o Cátedras Ipea, com o objetivo de incentivar o debate sobre o pensamento econômico-social brasileiro.

A partir deste ano, este programa conta com a parceria e recursos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Os bolsistas são selecionados por meio de chamadas públicas e desde o início do programa há participação de aprovados de todas as regiões do País. O crescimento no número de bolsas concedidas expressa a ampliação dos temas estudados no Instituto. Desde sua instituição, o Ipea atua na formação de quadros para as atividades de planejamento de políticas públicas.

 

Entre os pesquisadores bolsistas aparece o nome de (*)1, que mantém um relacionamento com o diretor (*)1. Ela recebeu R$ 100 mil entre 2009 e 2010, por meio dessas bolsas de pesquisa, ao mesmo tempo em que ocupa um cargo de secretária na prefeitura de Foz de Iguaçu. Como o Ipea justifica a contratação?

O nome referido não consta em nossa lista de bolsistas. A referida pesquisadora não foi contratada pelo Instituto nesta gestão. O desembolso citado – R$ 95 mil – trata-se de apoio a evento técnico-científico: 13º Congresso Internacional da “Basic Income Earth Network” (BIEN - Rede Mundial de Renda Básica). A liberação dos recursos foi efetuada em conta institucional-pesquisador, sujeita à prestação de contas dos recursos utilizados.

A seleção do referido evento, conforme chamada pública, foi realizada por comitê de avaliação, composto por pesquisadores, que considera as propostas de acordo com critérios pré-estabelecidos. Os diretores do Ipea não têm qualquer influência sobre as recomendações deste comitê.

O lançamento e resultados da seleção são divulgados no Diário Oficial da União e estão disponíveis no sítio do Instituto. Destaca-se ainda que tal sistemática é a mesma adotada em instituições como CNPq, Capes, FAPESP e todas as agências de fomento.

As chamadas são abertas à participação de pesquisadores vinculados a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, de reconhecido interesse público, que desenvolvam atividades de planejamento, pesquisa socioeconômica e ambiental e/ou que gerenciem estatísticas.

Vale ressaltar que o referido evento contou ainda com patrocínio de instituições como Fundação Ford, FAPESP, Corecon SP e RJ, Petrobras, Caixa, BNDES, Fundação Friedrich Ebert, e a Capes.

 

Os gastos com comunicação social também tiveram aumento substancial. No Orçamento de  2010 estão previstos R$ 2,3 milhões para esse fim (rubrica 131). No ano passado não apareciam despesas nessa rubrica. No momento, o Ipea tem contratos com empresas de comunicação e marketing que somam R$ 4,5 milhões. Qual a justificativa para gastos tão elevados?

Os contratos com ‘empresas de comunicação e marketing’ se referem a trabalhos de editoração digital e gráfica (revisão, diagramação e impressão) do trabalho produzido na casa (livros, boletins, revistas etc.) e de seu respectivo material de apoio (cartazes, fôlderes, banners, hot sites etc.). O Ipea não faz uso de inserções publicitárias de qualquer tipo. O orçamento previsto, portanto, contempla o crescimento substancial da produção intelectual do Instituto – de 102 títulos, em 2007, para 219, em 2009, num total de 14,6 mil páginas (dados constantes no Relatório de Atividades Executivo 2009 e disponíveis no sítio do Ipea na internet) –, além do cumprimento de um dos termos de sua missão: disseminar conhecimento. Razão para ‘justificativas’ haveria se, mesmo com a entrada de 117 novos servidores em 2009, o Instituto não vivenciasse crescimento de sua produção.

 

Tenho um levantamento que mostra que atualmente existem 33 pessoas lotadas na Ascom do Ipea. Solicito indicar quantos jornalistas/assessores de imprensa  e quais as outras funções.

A Assessoria de Imprensa e Comunicação do Instituto possui oito jornalistas/assessores de imprensa. Os demais são pessoal de apoio para as atividades que estão sob jurisdição da Ascom: Editorial, Livraria, Eventos e Multimídia, em Brasília e no Rio de Janeiro.

 

Sobre as obras da nova sede do Ipea,  apuramos que já foram gastos mais de R$ 1 milhão no projeto e existe no orçamento de 2010 uma dotação de R$ 15 milhões para a obra, mas o Ipea ainda não tem a posse legal do terreno onde será construída a nova sede. Qual a justificativa para os gastos sem garantia do terreno? Gostaria também de esclarecimentos sobre a forma de contratação do escritório de arquitetura que elaborou o projeto.

Os gastos do projeto de planejamento e construção de uma nova sede para o Ipea, em Brasília, foram realizados conforme planejamento autorizado em lei no Plano Plurianual 2008-2011. Todas as contratações obedecem rigorosamente aos preceitos da Lei de Licitações e Contratos, Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993, bem como aos princípios constitucionais previstos no caput do art. 37 da Carta Magna: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Quanto ao terreno, órgãos do governo do Distrito Federal asseguram-no como de destinação exclusiva à construção da sede do Ipea.

 

O enquadramento de onze técnicos de Planejamento e Pesquisa, com mais de uma década de serviços prestados ao Ipea, no Quadro Suplementar do Plano de Carreira, o que praticamente congela a situação funcional dessas técnicos, com prejuízos financeiros e na carreira. Considerando que a base jurídica está sendo questionada internamente e já é objeto de ações na Justiça, solicito a justificativa do Ipea para a decisão. Como são técnicos remanescentes da administração anterior, questiono se não se caracteriza, no caso, algum tipo de perseguição política ou tentativa de esvaziamento do grupo de pesquisadores não alinhado com a nova linha do Ipea.

Não há ‘perseguição’ de qualquer natureza, em absoluto. A atual administração age com base no estrito cumprimento da Lei 11.890/2008, que criou o Plano de Carreira e Cargos para a Instituição, com a inserção do cargo de Planejamento e Pesquisa na Carreira de Planejamento e Pesquisa, representando um marco na história da Instituição.

A referida lei determinou o enquadramento dos servidores na carreira, processo que foi realizado individualmente, resgatando-se o histórico funcional de cada um dos servidores. Isso permitiu o enquadramento de 277 (95,5%) dos 290 TPPs ativos. No que diz respeito aos servidores inativos, todos os 282 foram posicionados na Tabela de Subsídio. No total foram enquadrados 97,7% do total.

Os servidores que atenderam aos pré-requisitos estabelecidos na lei – e referenciados no Parecer da Procuradoria Federal do Ipea – para inserção na Carreira de Planejamento e Pesquisa ou posicionamento na tabela de subsídio foram imediatamente enquadrados ou posicionados na tabela remuneratória pertinente.

A atual direção, buscando esgotar as possibilidades de análise de viabilidade quanto ao enquadramento dos servidores que não cumpriram os referidos requisitos constantes na lei, encaminhou os seus processos para análise da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que corroborou, com posicionamento de sua Consultoria Jurídica, pelo enquadramento em Quadro Suplementardos referidos servidores.


1 Os nomes foram omitidos pelo Ipea para preservar as pessoas citadas.

Programa Cátedras tem inscrições prorrogadas

Programa Cátedras tem inscrições prorrogadas


Novo prazo vai até o dia 30 de setembro. Podem apresentar propostas doutores em programas de pós-graduação reconhecidos pela Capes

O projeto “Cátedras Ipea/Capes para o Desenvolvimento” visa incentivar o debate sobre o pensamento econômico-social brasileiro, constituir redes de pesquisa, fortalecer o entendimento sobre o desenvolvimento e, finalmente, contribuir para a gestão de políticas públicas sólidas e consistentes com o objetivo de fomentar a construção de uma visão estratégica para o processo de desenvolvimento brasileiro.

Poderão apresentar propostas e concorrer a uma Cátedra Ipea/Capes para o Desenvolvimento docentes integrantes de Programas de Pós Graduação reconhecidos pela Capes. O proponente deverá, ainda, possuir titulação de doutor com comprovada produção acadêmica sobre temas referentes ao desenvolvimento nacional.

As propostas devem ser enviadas ao Ipea até as 18h (hora de Brasília) do dia 30 de setembro de 2010. Mais informações sobre os requisitos podem ser obtidas na própria chamada, pelo link abaixo.

Acesse o hotsite do projeto Cátedras Ipea/Capes para o Desenvolvimento e preencha o formulário

Ipea e Cade assinaram acordo de cooperação em Brasília

Ipea e Cade assinaram acordo de cooperação 

Propriedade intelectual e dinâmica das empresas são os temas dos estudos que serão realizados em parceria

Nesta quarta-feira, 18, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, e o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Sanchez Bandin, assinaram o primeiro acordo de cooperação entre o Instituto e o CADE. A cerimônia aconteceu às 10h no Plenário do Conselho, em Brasília.

A parceria envolve dois projetos: a estimativa de taxas de entrada e saída de empresas formais na economia brasileira e a avaliação das interfaces entre defesa da concorrência e propriedade intelectual. O prazo para a conclusão é de 12 e 15 meses, respectivamente.

A técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Graziela Zucoloto faz parte da equipe responsável pelo estudo sobre a propriedade intelectual e ressalta a relevância do assunto. “É um tema de ponta em que vão ser estudados o licenciamento de patentes e de tecnologia e seus impactos na questão concorrencial”, afirmou.  

O diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea, Márcio Wohlers, afirmou que, diante da complexidade tecnológica e do mundo globalizado, é fundamental avaliar os licenciamentos e saber como proteger a economia de medidas anticompetitivas das empresas para que o mercado possa desenvolver todas suas potencialidades.

 

 

 

 

 

Censo 2010 aperfeiçoará as políticas públicas

Censo 2010 aperfeiçoará as políticas públicas


Desigualdade e demografia brasileira foram alguns dos temas abordados em evento com jornalistas estrangeiros 

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, mostrou a diversos jornalistas da imprensa internacional, no Rio de Janeiro, como o Instituto utiliza as informações dos censos brasileiros para a formulação de políticas públicas.

“O Censo Demográfico 2010 possibilitará verificar sucessos e insucessos das políticas sociais e se o Brasil atingiu as metas”, informou o diretor nesta segunda-feira, dia 16. O encontro Importância do Censo para a elaboração de políticas públicas, reforço da cidadania e os elementos de pesquisa adicionais que o Censo 2010 trará fez parte do Projeto Imagem da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (Secom), que tem por objetivo construir e reforçar a imagem do Brasil no exterior.

“O Censo nos fará checar dois fatos importantes para as políticas públicas: a queda da pobreza e da desigualdade. E confirmar se estamos em um período virtuoso”, disse Abrahão. Ele contou que, no Brasil, 8 milhões de pessoas (4,8%) estão na linha de pobreza da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, a pobreza extrema decresce desde 1999, enquanto a população brasileira cresce.

Transição
O diretor chamou a atenção para a questão demográfica. O Censo deste ano, segundo ele, pode comprovar a grande velocidade da transição demográfica para o futuro. “A população está envelhecendo, e a base da pirâmide está achatando. Em 2040, a População Economicamente Ativa (PEA) deve permanecer estável, mas a população mais velha vai aumentar. Isso tem muito a ver com a queda da fecundidade, afinal, a taxa média brasileira é de 1,8 filho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008”, afirmou.

No Brasil, apenas 5% dos idosos acima de 60 anos são pobres. Abrahão acredita que, se fizer o levantamento sem as políticas sociais, esse número salta para 50%. Só no estado do Rio de Janeiro, que concentra 12% da população idosa do Brasil, um quarto da renda provém das transferências monetárias do Governo (pensões, aposentadorias etc.). “O Censo ajudará a saber quanto é isso hoje”, afirmou. Aos jornalistas, explicou que, em 1978, os programas sociais representavam 8,1% da renda das famílias. Hoje, são quase 20%. Em alguns estados brasileiros chegam a 30%.

Com as informações do Censo, o Ipea poderá fazer uma análise das regiões, estados e municípios brasileiros. A pobreza, a demografia, a distribuição de renda e o envelhecimento da população são alguns dos pontos que poderão ser mais bem estudados. “Com o Censo, poderemos localizar melhor cada ponto, e a partir daí orientar nossas políticas públicas”, acrescentou.

Abrahão comentou ainda os números muito desiguais das regiões brasileiras. “Daí a importância do Censo, porque as outras pesquisas amostrais não dão a dimensão do que é o Brasil, com uma população é muito heterogênea”, diz.

O Censo Demográfico é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e começou em 1° de agosto, com previsão de término para 31 de outubro.

Indicador Internacional do Ipea foi lançado em SP

Indicador Internacional do Ipea foi lançado em SP


Análise parte de um conjunto de entidades, como câmaras de comércio, embaixadas e empresas multinacionais

Por meio da avaliação de agentes internacionais – embaixadas, câmaras de comércio, organizações multilaterais e empresas multinacionais, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou sua nova pesquisa qualitativa, o Monitor da Percepção Internacional do Brasil.

O indicador foi lançado nesta quinta-feira, 19, às 14h30, em São Paulo (Escritório da Presidência da República, Avenida Paulista, 2.163, 17º andar), e avaliou três temáticas: aspectos econômicos, sociais e político-institucionais. Os resultados desta primeira edição são moderadamente favoráveis, com todos os indicadores positivos.

O Monitor é calculado trimestralmente e sua metodologia foi abordada na apresentação em São Paulo. Estiveram  presentes à coletiva de imprensa o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e o diretor-adjunto de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Instituto, Marcos Cintra.

O Monitor da Percepção Internacional do Brasil está disponível em quatro versões:

Português

Espanhol

Francês

Inglês

Estudo mostra mudança no perfil do migrante no Brasil

Muda o perfil do migrante no Brasil

Comunicado do Ipea traz dados sobre escolarização, mercado de trabalho e rendimento dos migrantes

Enquanto em 1995, os migrantes eram aproximadamente 4 milhões de pessoas (3% da população), em 2008, esse número caiu para 3,3 milhões (1,9% da população). Além da diminuição do fluxo migratório nesse período, também foram registradas mudanças no perfil do migrante.

É o que mostra o Comunicado do Ipea nº 61 – Migração Interna no Brasil, divulgado nesta terça-feira, dia 17. Segundo o estudo, grande parte da migração não se dá de regiões mais pobres para outras mais ricas. Mais de 60% dos migrantes estão no Nordeste e Sudeste, com valores próximos para imigrantes e emigrantes das duas regiões. Embora os maiores fluxos estejam entre essas duas regiões, quando se relacionam os fluxos à população residente, as regiões Norte (2,6%) e Centro Oeste (3,7%) apresentam as maiores proporções de migração.

Outro dado relevante aponta que os migrantes do Nordeste para o Sudeste já estão em melhor situação em termos de formalização do trabalho (40,9% de trabalhadores informais) que os próprios trabalhadores não migrantes da região Sudeste (taxa de 43,4%). Também é possível perceber que a porcentagem de indivíduos com 12 ou mais anos de escolaridade no Brasil é maior entre os migrantes (18,1%) que entre os não migrantes (13,8%).

O coordenador do Núcleo de Informações Sociais do Ipea, Herton Araújo, e o técnico de Planejamento e Pesquisa Frederico Barbosa destacou que, apesar de ainda existirem bolsões de migrantes que ganham baixos salários e têm baixa escolaridade, o salário médio dos brasileiros que migraram (R$1.204,93) é, em geral, maior que o dos não migrantes (R$968,61). Quanto ao número de horas trabalhadas, 41% dos migrantes ocupados trabalham mais de 45 horas semanais contra 34,2% dos não migrantes nessa situação. 

Em relação aos aspectos demográficos, o Comunicado revela que, em 2008, 62,9% dos migrantes do Nordeste para o Sudeste eram jovens (18 a 29 anos), percentual maior que o encontrado entre os não migrantes do Nordeste (32,8%). 

Os dados qualificam o migrante em quatro diferentes anos: 1995, 2001, 2005 e 2008. As análises são feitas com base em dados do IBGE, que permitiram aos pesquisadores identificar como migrantes aqueles que mudaram de estado nos cinco anos anteriores a cada uma das datas usadas na pesquisa.

A apresentação foi transmitida ao vivo para todo o Brasil. Jornalistas puderam enviar suas perguntas, que foram respondidas pelos pesquisadores na coletiva on-line.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 61

Veja os gráficos da apresentação sobre o Comunicado do Ipea nº 61

 

Subcategorias



Reportar Erro
Escreva detalhadamente o caminho percorrido até o erro ou a justificativa do conteúdo estar em desacordo com o que deveria. O que deveria ter sido apresentado na página? A sua ajuda será importante para nós, obrigado!

Form by ChronoForms - ChronoEngine.com