Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Oficina da Code tratou de direitos humanos no Brasil

Oficina da Code tratou de direitos humanos no Brasil

 

Em palestra, ministro Paulo Vannuchi afirmou que o tema está vinculado ao desenvolvimento sustentável do país

O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) foi o eixo condutor da oficina Os direitos humanos e o desenvolvimento, realizada na tarde desta quarta-feira (24) na 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code/Ipea). O palestrante Paulo Vannuchi, ministro de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, abriu o discurso explicando o histórico da convenção universal dos direitos humanos. “Os direitos humanos são a construção histórica muito mais da modernidade, do pensamento liberal”.

Instituído em dezembro de 2009 e atualizado em maio deste ano, o Decreto 7.177 relaciona a democracia à igualdade econômica e social. De acordo com o ministro, o PNDH3 consolida os alicerces da democracia, entre o Estado e a sociedade civil, com enfoque no desenvolvimento, na universalização dos direitos humanos em questões de desigualdade, na segurança pública, em educação e mídia nos direitos humanos, e direito à memória e à verdade.

Segundo Vannuchi, o plano é uma construção histórica no sentido de maximização da liberdade e abre o discurso do desenvolvimento sustentável de um país, renovando o progresso econômico e social. A previsão para os próximos anos é que o PNDH3 seja ampliado. “O Brasil, com os direitos humanos, está na busca de um patamar sólido e de respeito”, conclui o ministro.

 

Primeiro dia da Code reuniu convidados de todo o Brasil

Primeiro dia da Code reuniu convidados de todo o Brasil

 

Conferência continua até sexta-feira no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com entrada franca

 

O primeiro dia da Conferência do Desenvolvimento (Code), promovida pelo Ipea na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, teve três painéis sobre desenvolvimento, além de 29 oficinas e nove lançamentos de livros. Formuladores de políticas públicas, professores, estudantes e sociedade participaram do evento, que reuniu participantes de todo o Brasil.  

Pela manhã, às 8h30, a abertura da Code contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira; do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães; do presidente do Ipea, Marcio Pochmann; e dos membros do Conselho de Orientação do Instituto João Paulo dos Reis Velloso, ex-ministro do Planejamento, e Cândido Mendes.

Ainda na parte da manhã, no painel sobre Planejamento e Desenvolvimento, Marcio Pochmann, Reis Velloso, Cândido Mendes e secretário executivo de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Afonso Oliveira de Almeida. Os participantes trataram das iniciativas do passado e apontaram caminhos para o desenvolvimento do Brasil. O painel foi moderado pelo assessor da Presidência do Ipea Guilherme Dias.

O primeiro painel da tarde foi sobre Sustentabilidade Ambiental, com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira; e os representantes dos ministérios do Esporte, Cláudio Langone, e de Minas e Energia, Hamilton Moss de Souza. A moderação foi da diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Liana Carleial.

Às 16h30, foi realizado o terceiro painel do dia, sobre Inserção Internacional Soberana, moderado pelo diretor de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Ipea, Mario Theodoro. Participaram o assessor da Presidência do BNDES José Carlos de Assis e o membro do Conselho de Orientação do Ipea Dercio Munhoz.

As principais oficinas do dia trataram de “Direitos humanos”; “América do Sul: perspectivas de integração” (dividida em duas partes: o Conselho de Defesa Sul-Americano e Infraestrutura e Hidrocarbonetos); “Mulheres negras”, “Trabalho e terra”; e “A política e a macroeconomia”.

À noite, houve apresentação cultural do grupo Baiana System, com os convidados Manuela Rodrigues, Marcela Bellas, Márcia Castro e Tiganá Santana.

 

Abertura da Code reúne ministros e pensadores

Abertura da Code reúne ministros e pensadores


Marcio Pochmann, Cândido Mendes, João Paulo dos Reis Velloso e os ministros Samuel Pinheiro Guimarães e Juca Ferreira abriram a Code

Foto: Sidney Murrieta

Juca Ferreira, Samuel Guimarães, João Paulo dos Reis Velloso e  Marcio
Pochmann analisasam o desenvolvimento do País na abertura da Code

“O Brasil não mais aceita ser liderado. Pretende contribuir para o novo projeto de desenvolvimento mundial, multipolar e compatível com a repartição justa da riqueza e a sustentação do planeta para as novas gerações.” Foi com essa fala que o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, abriu a 1° Conferência Nacional do Desenvolvimento, realizada pelo Instituto do dias 24 a 26 de novembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Mais de mil pessoas, de diversos segmentos da sociedade, participaram da abertura do evento.

O presidente afirmou que somente a ruptura com as políticas neoliberais hegemonizadas na passagem para o século 21 permitiu ao País retomar o caminho do desenvolvimento. “Antes não se poderia elevar o valor do salário mínimo, porque gerava informalidade e desemprego, não se deveria aumentar o gasto social, porque desorganizava as finanças públicas, não se deveria apoiar investimento nas empresas públicas, porque haveria mais ineficiência, assim como se deveria manter banco público aprisionado, para não fazer subir ainda mais a taxa de juros”, disse Pochmann. 

Ao final, destacou que o desenvolvimento está sendo tratado de forma inédita nesta Conferência, “não mais como um assunto somente de especialistas em sala VIP, que em seus gabinetes fechados e protocolares pretendiam definir os rumos da nação”. Agradeceu o apoio de quase 50 organizações governamentais e da sociedade civil que tornou possível a construção do evento com oito grandes painéis e quase uma centena de oficinas, documentários, filmes, lançamentos de livros, minicursos e apresentações culturais.

Cultura e desenvolvimento
O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, apontou a exclusão cultural do Brasil e defendeu a urgência de incluir a cultura na agenda do desenvolvimento. Citou dados do Ipea e do IBGE que revelaram que apenas 5% dos brasileiros entraram alguma vez em um museu, 13% vão ao cinema e somente 17% compram livros.

“A cultura é o que nos caracteriza como seres humanos, é uma necessidade básica, um direito. E, por isso, o Estado tem a obrigação de garantir seu acesso a todos.” Argumentou ainda que a cultura qualifica todas as relações sociais, diminui a violência, aumenta a tolerância e a aceitação da diversidade.

Juca Ferreira ressaltou a importância da economia da cultura, da construção de uma indústria cultural forte, alertando que ela não faz parte do mapa das políticas econômicas. “A cultura brasileira responde por quase 7% do PIB e 6% do emprego formal do País e deveria estar no mesmo patamar de investimentos do agronegócio e da indústria.”

Para mais informações sobre a Conferência, acesse www.ipea.gov.br/code

 Leia o discurso do presidente do Ipea, Marcio Pochmann

Leia também:

Planejamento é tema de painel na Code

Conceição Tavares confirma presença na Code

Ipea realiza conferência sobre o desenvolvimento

 

Primeiro painel da Code aborda o planejamento

Primeiro painel da Code aborda o planejamento

Ipea lançou Sensor e Conjuntura em Foco na Code
Ipea lançou Sensor e Conjuntura em Foco na Code
 
Edições mais recentes do indicador e do boletim foram apresentadas durante a Conferência do Desenvolvimento
 
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na última quarta-feira, 24, em Brasília, as edições mais recentes do indicador Sensor Econômico e do boletim Conjuntura em Foco, produzidos pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto. O lançamento ocorreu durante a 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code), que se encerra nesta sexta-feira, dia 26, no canteiro central da Esplanada dos Ministérios.
 
O Sensor Econômico mostra as expectativas do setor produtivo para a economia do País nas áreas de crescimento do PIB, taxa de inflação, taxa de juros, taxa de câmbio, variação do investimento, empregos gerados, exportações e importações. Os números desta edição se referem ao quinto bimestre de 2010.
 
Já o boletim Conjuntura em Foco traz a análise pontual de temas relevantes da conjuntura econômica, além de uma seção com números recentes da economia. O objetivo é fazer um acompanhamento mensal de temas específicos do cenário econômico brasileiro.  O destaque da edição de novembro de 2010 é a diminuição do ritmo de crescimento da economia.
 
A apresentação do Sensor Econômico e do boletim Conjuntura em Foco foi feita na Conferência pelo diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, João Sicsú; pelo coordenador do Grupo de Análises e Previsões, Roberto Messenberg, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Bernardo Schettini.
 
Code
A 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code) teve início na quarta-feira, 24 de novembro. Durante os três dias de atividades, foram programados oito painéis temáticos sobre o desenvolvimento, 88 oficinas e 50 lançamentos de livros. Devem passar pela conferência mais de 200 palestrantes e debatedores. A conferência tem entrada franca, e as inscrições podem ser feitas na secretaria do evento.

Ministro Paulo Vannuchi participa de oficina na Code

Ministro Paulo Vannuchi participa de oficina na Code


Um dos objetivos do encontro, nesta quarta, é discutir ações do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos

No primeiro dia da Conferência do Desenvolvimento (Code), nesta quarta-feira, 24 de novembro, no canteiro central da Esplanada dos Ministérios (Brasília-DF), o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, participará da oficina Os direitos humanos e o desenvolvimento. O evento acontecerá das 14h às 16h, na sala 18.

Na oficina, será discutida a atuação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além das ações e diretrizes do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. A Code será realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre os dias 24 e 26 de novembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Para obter outras informações sobre as atividades da Conferência, acesse www.ipea.gov.br/code.

Ipea analisa qualidade do desenvolvimento brasileiro

Ipea analisa qualidade do desenvolvimento brasileiro

Comunicado n° 67 mostra a evolução do Índice de Qualidade do Desenvolvimento entre 2003 e 2010   

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta terça-feira, 23, o Comunicado do Ipea n° 67: Índice de Qualidade do Desenvolvimento (IQD). O comunicado calculou o IQD, lançado em janeiro de 2009, para os meses anteriores desde 2003 para analisar em que medida o desenvolvimento no Brasil conseguiu se manter numa trajetória sustentável.

O estudo analisa tanto o período completo (2003 a 2010) quanto o relativo à crise econômica de 2008 (junho de 2007 a dezembro de 2009). Também foi analisado o comportamento dos subíndices do IQD – Índice de Qualidade do Crescimento (IQC), Índice de Qualidade da Inserção Externa (IQIE) e Índice de Qualidade do Bem-Estar (IQBE) – para entender a evolução e a influência de cada um deles no indicador.

Leia o documento na íntegra

Pré-Conferência debaterá educação e juventude

Pré-Conferência debaterá educação e juventude


Evento reúne autoridades e acadêmicos como Marcio Pochmann, Pedro Demo e Beto Cury, na Universidade de Brasília, dia 23

A 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code), realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), será precedida, no dia 23 de novembro, por um evento que reunirá acadêmicos e especialistas em um debate sobre educação e juventude. O público esperado é de 500 jovens universitários das cinco regiões do país, além de outros segmentos da sociedade.

A Pré-Conferência, organizada pelo Instituto em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude, a Universidade de Brasília (UnB) e o Diretório Central dos Estudantes da universidade (DCE-UnB), é gratuita e ocorrerá no ICC Norte, Anfiteatro 12, da UnB. O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, e o DCE participarão da mesa de abertura, às 9h.

No primeiro painel, das 9h30 às 12h, o tema do debate será A importância estratégica da educação para o desenvolvimento do Brasil. Foram convidados Pedro Demo, professor e pós-doutor em Educação pela UCLA, de Los Angeles (EUA), Paulo Corbucci, doutor em Sociologia pela UnB e coordenador de Educação do Ipea, e Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC).

No painel da tarde, das 14h às 18h, participarão da mesa sobre A juventude no Brasil hoje Marcio Pochmann, presidente do Ipea, e Beto Cury, Secretário Nacional de Juventude. Após o seminário, haverá a exibição de 20 filmes de curta-metragem afrobrasilienses premiados pela Fundação Palmares. Para encerrar as atividades, às 18h, o Sistema Criolina se apresenta no Centro Comunitário da UnB gratuitamente. O formulário de inscrição pode ser preenchido no site www.ipea.gov.br/code.

 

Pré-Conferência do Desenvolvimento (Code/Ipea) na UnB

Dia: 23 de novembro, terça-feira

Local: Anfiteatro 12, ICC Norte, Universidade de Brasília

 

9h - Abertura

- José Geraldo de Sousa Junior, Reitor da UnB

- Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do MEC

- Diretório Central dos Estudantes da UnB (DCE)

 

9h30-12h - Painel I: A Importância Estratégica da Educação para o Brasil

- Pedro Demo, Conselheiro de Orientação do Ipea, professor com pós-doutorado em Educação pela UCLA, de Los Angeles (EUA)

- Paulo Corbucci, Coordenador de Educação do Ipea e doutor em Sociologia pela UnB

- Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do MEC

 

14h - Painel II: A Juventude no Brasil Hoje

- Marcio Pochmann, Presidente do Ipea

- Beto Cury, Secretário Nacional de Juventude

 

Atividade Cultural

17h30 - Apresentação de 20 filmes de curta-metragem Afro Brasilienses premiados pela Fundação Palmares (Anfiteatro 12)

18h - Sistema Criolina (Centro Comunitário)

Confira os selecionados para o projeto Cátedras

Confira os selecionados para o projeto Cátedras


Resultado da chamada pública para concessão de bolsas-pesquisa foi divulgado pelo Ipea nesta quinta, 18

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou nesta quinta-feira, 18, o resultado da Chamada Pública nº 001/2010, do Projeto Cátedras Ipea/Capes para o Desenvolvimento. Os nomes dos selecionados podem ser consultados na lista acessível pelo link abaixo ou pelo hotsite do Projeto Cátedras, no Portal Ipea.

O projeto tem como objeto incentivar o debate sobre o pensamento econômico-social brasileiro, constituir redes de pesquisa, fortalecer o entendimento sobre o desenvolvimento e, finalmente, contribuir para a gestão de políticas públicas sólidas e consistentes com o objetivo de fomentar a construção de uma visão estratégica para o processo de desenvolvimento brasileiro.

Uma Comissão Julgadora prevista na Chamada Pública nº 001/2010 analisou as propostas e chegou ao resultado. Os selecionados na categoria Júnior terão bolsa-pesquisa no valor mensal de R$ 1,8 mil. Já os vencedores na categoria Sênior terão bolsa no valor de R$ 3 mil por mês.

Resultado da Chamada Pública 001/2010, do Projeto Cátedras Ipea/Capes para o Desenvolvimento

Apesar de avanços, há muita desigualdade na educação
Apesar de avanços, há muita desigualdade na educação
 
Estudo do Ipea mostra diferenças no acesso à educação para ricos e pobres, brancos e negros e população urbana e rural
 
A desigualdade ainda é um dos grandes desafios do Brasil quando se trata de melhorar a educação. Essa é uma das conclusões do Comunicado do Ipea n° 66: PNAD 2009 - Primeiras Análises: Situação da educação brasileira - avanços e problemas. O estudo, lançado nesta quinta-feira, 18, traz uma análise da educação no período de 1992 a 2009 e traça um quadro detalhado da atual situação da escolarização da população brasileira com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).
Para o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, a educação brasileira registrou muitos avanços nos últimos 20 anos, mas algumas desigualdades ainda estão firmes, especialmente as regionais. “Teremos de ter um conjunto de intervenções nas esferas federal, estadual e municipal para tentar diminuir essas desigualdades regionais. Também é preciso combater as desigualdades de raça e cor com políticas afirmativas e promover crescimento de renda”, disse, destacando que desigualdades bastante expressivas são encontradas entre a população urbana e rural.
 
Analfabetismo
Segundo o diretor, no Brasil, o analfabetismo na população de 15 anos ou mais ainda é considerado muito alto: 9,7% da população nessa faixa não sabe ler nem escrever. “Estamos em situação muito pior que a de países desenvolvidos. Não é nem preciso ir tão longe, já que outros países da América do Sul, como Equador, Chile e Argentina apresentam índices melhores que os do Brasil”.
 
Grandes diferenças são encontradas entre a população urbana e rural (4,4% contra 22,8%), branca e negra (5,9% contra 13,4%), e das regiões Sul e Sudeste (5,5% contra 18,7%). Quando comparados os 20% mais ricos da população e os 20 % mais pobres, a diferença também é grande: 2% contra 18,1%. Quanto à idade, a faixa acima de 40 anos registra o maior percentual: 16,5% de pessoas que não sabem ler e escrever.
  
Anos de estudo
A média de anos de estudo na população com 15 anos ou mais de idade é de 7,5, abaixo do mínimo de oito anos previsto na Constituição Federal. “Estamos muito longe de atingir indicador aceitável. Como a taxa de crescimento anual tem sido de 0,14 ano, podemos concluir que ainda faltam quatro ou cinco anos para chegarmos ao mínimo (ensino fundamental). Se considerarmos os 11 anos, tempo necessário para conquistar o ensino médio, o período será ainda mais longo”.
 
Defasagem
Outro problema enfrentado pela educação brasileira é falta de adequação da idade ao grau de ensino. Na faixa entre 15 e 17 anos, mais de 85% das pessoas estão na escola, mas apenas 50,9% frequentam o ensino médio. “O índice de adequação diminui conforme aumenta a idade”, explicou o diretor.
 
Para ele, o baixo índice de conclusão, outro problema abordado no estudo, reflete dificuldades não só na rede escolar como também na vida dos alunos. Atualmente, apenas 66,6% dos alunos que entram no ensino médio conseguem concluí-lo. “Várias políticas públicas têm cooperado com queda da evasão, como é o caso do Bolsa Família, que ajuda a reter o aluno e evitar que ele saia da escola para trabalhar”, afirmou Jorge.
 
Hiato Educacional
A quantidade média de anos de estudo que os brasileiros abaixo da meta da educação (8 anos) precisariam para atingi-la, ou hiato educacional, tem caído, especialmente entre as faixas mais jovens da população. Entre as pessoas com 30 anos ou mais, o hiato é de 5,1 anos, o que fica abaixo da metade da meta. Já na população entre 15 e 17 anos, o hiato cai para 2,8 anos.
 

 

Subcategorias



Reportar Erro
Escreva detalhadamente o caminho percorrido até o erro ou a justificativa do conteúdo estar em desacordo com o que deveria. O que deveria ter sido apresentado na página? A sua ajuda será importante para nós, obrigado!

Form by ChronoForms - ChronoEngine.com