Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea lança novo SIPS sobre segurança pública

Ipea lança novo SIPS sobre segurança pública

 

Segunda edição do estudo, divulgada nesta quarta, 30, mostra em quais regiões é maior o medo de ser assassinado

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira, 30, às 10 horas, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Segurança Pública. A coletiva de imprensa foi na sede do Instituto, em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo), com transmissão ao vivo pelo portal do Instituto.

O estudo mostra como os cidadãos percebem a atuação do poder público em relação ao problema da criminalidade e da violência. As informações são apresentadas por regiões brasileiras. O SIPS revela, ainda, em quais regiões é maior o medo de assassinato e compara a sensação de segurança com a taxa de homicídios dolosos.

A pesquisa
Os dados para a realização do SIPS foram coletados em 2010, nos domicílios dos entrevistados. A amostragem considerou a distribuição dos domicílios em cotas para Brasil, regiões, e as variáveis de controle validadas posteriormente: sexo, faixa etária, faixas de renda e escolaridade.

Leia a íntegra do SIPS sobre Segurança Pública

Veja os gráficos da apresentação sobre Segurança Pública

Ipea e Cofecon firmam cooperação técnica

Ipea e Cofecon firmam cooperação técnica

 

O acordo entre o Instituto e o Conselho visa promover o Prêmio Brasil de Economia de 2011

Foto: Sidney Murrieta
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Marcio Pochmann e Waldir Gomes firmam acordo de cooperação

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, e o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Waldir Pereira Gomes, assinaram nesta segunda-feira, dia 28, um acordo de cooperação técnica com o objetivo de promover o Prêmio Brasil de Economia de 2011. O evento será em setembro deste ano, em Bonito, Mato Grosso do Sul. 

Além de participar da organização do Prêmio e da avaliação dos trabalhos inscritos, o Ipea  fará a concessão de bolsas de estudos vinculadas aos eixos temáticos ao longo de um ano para os primeiros colocados nas categorias tese, dissertação e monografia, bem como poderá publicar estes trabalhos.   

O Prêmio Brasil de Economia visa a valorização da profissão do economista e a contribuição para o debate, incentivando a investigação econômica e estimulando os estudantes e profissionais da área a desenvolverem pesquisas voltadas para o conhecimento da realidade brasileira.

Pochmann ressaltou a importância da parceria com o Conselho que fortalece uma possibilidade maior de trabalho e sugeriu outras atividades com a Cofecon como cursos de atualização para economistas e publicação e tradução de obras. Mário Sérgio Fernandez Sallorenzo, vice-presidente do Conselho, Cândido Fernandez, do Conselho Regional de MG, e José Eustáquio Ribeiro, técnico do Ipea, também estavam presentes.

Centro da ONU lança portal sobre desenvolvimento social

Centro da ONU lança portal sobre desenvolvimento social

 Novo site em português permitirá acesso a estudos e pesquisas, alguns dos quais tiveram participação do Ipea

Quais são os países que possuem programas de transferência de renda? Como eles funcionam? Quais as principais iniciativas de promoção da inclusão social e da agricultura familiar nos países do Sul? Quais as diferenças entre as estratégias do Brasil, Índia, China e África do Sul para o crescimento inclusivo? Essas e outras questões são abordadas pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), um órgão das Nações Unidas em parceria com o Governo Federal, que acaba de lançar uma plataforma para promover a discussão e o aprendizado sobre iniciativas bem sucedidas de inclusão social ao redor do mundo.

 Dentre os recursos disponíveis no novo site, destaca-se a biblioteca virtual que traz ao público brasileiro mais de 130 pesquisas em português acerca de políticas e programas de proteção social e transferência de renda, estratégias de desenvolvimento rural e sustentável, inovações para a geração de emprego, políticas macroeconômicas para a redução da desigualdade, e estratégias de provisão de água, saneamento e eletricidade para todos e todas. Os estudos do IPC-IG são publicados em diferentes formatos, facilitando o acesso a diferentes públicos. Nesse sentido, a biblioteca traz desde os populares One Pagers, que abordam um tema ou uma política de maneira simples e direta, até os Working Papers, anunciando os resultados de programas de pesquisa, e os Policy Research Briefs, que promovem recomendações práticas para políticas públicas.

 Como um dos resultados da parceria com o Governo Federal, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contribuíram com vários estudos para o IPC-IG, que estão disponíveis em inglês, espanhol, francês e português no novo site. Destacamos, abaixo, alguns exemplos em português:

O que Explica o Declínio da Desigualdade no Brasil?

Todas as Transferências de Renda Diminuem a Desigualdade?

Avaliando o Impacto do Programa Bolsa Família: Uma Comparação com Programas de Transferência Condicionada de Renda de outros Países

Privatização e Reestatização da Água na Bolívia: Estão os Pobres em Melhore Situaçao?

Podemos Projetar com Precisão os Indicadores ODM?

O site também traz mais de 280 pesquisas em inglês e espanhol, abordando outros tópicos relacionados a estratégias para o crescimento inclusivo, tais como: impacto da situação econômica mundial para o bem-estar humano e o impacto de políticas macroeconômicas para a epidemia de HIV/AIDS.

 Quais são as novidades sobre crescimento inclusivo no mundo?

Além do rico acerco bibliográfico, o IPC-IG apresenta uma Sala de Notícias em português, que destaca as novidades sobre iniciativas de crescimento inclusivo nos países em desenvolvimento.  Programas de sucesso, novos relatórios das Nações Unidas, artigos de jornais e revistas e discussões em blogs e outras mídias sociais são anunciados diariamente pelo IPC-IG. O acesso ao portal também permite ao leitor saber quais são os principais centros de pesquisa que trabalham com a temática social em 106 países e como pesquisar sobre crescimento inclusivo em mais de 70 portais especializados na internet.

 Mas, afinal, o que é crescimento inclusivo?

 Crescimento inclusivo significa que todos e todas possam participar do processo de crescimento econômico e do compartilhamento dos seus benefícios. Para tal, são necessárias várias intervenções e iniciativas de políticas públicas que reduzam a desigualdade e permitam a geração de oportunidades de emprego e de inclusão social em ampla escala. A discussão sobre estratégias para o crescimento inclusivo vem recebendo grande atenção por parte de governos de vários países em desenvolvimento e emergentes, com destaque para Brasil, Índia, China e África do Sul. Formadores de opinião, pesquisadores e ativistas da sociedade civil também estão discutindo a inclusão como fator essencial ao crescimento.

O IPC-IG é um fórum global das Nações Unidas para o diálogo e aprendizado Sul-Sul sobre políticas inovadoras para o crescimento inclusivo. O IPC-IG é resultado de uma parceria entre a sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Nova York e o Governo Federal, representado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).  A partir de sua sede na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o CIP-CI dedica-se à promoção de conhecimento entre os países em desenvolvimento visando à formulação, implementação e avaliação de políticas e programas que levem a um processo de crescimento com inclusão social. Para tal, o IPC-IG já ofereceu oportunidades de treinamento a mais de 7.500 altos representantes de mais de 50 países em desenvolvimento e já realizou mais de 100 Missões de Assessoramento Técnico a países parceiros. As publicações do IPC-IG atingem públicos especializados em mais de 189 países.

 Como participar?

 Acesse o site do IPC-IG e descubra como fazer parte desta rede de conhecimento sobre as melhores práticas para o crescimento inclusivo no Sul. Acompanhe as notícias e saiba como participar do programa de estágio. 

 Visite: http://www.ipc-undp.org/HomePort.do 

SAE apoia regularização fundiária urbana em RO

SAE apoia regularização fundiária urbana em RO


Levantamento de ocupações irregulares é realizada por técnicos em parceria com 51 prefeituras e o IBGE

Técnicos da área de desenvolvimento sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) estão realizando um levantamento com 51 prefeituras de Rondônia e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para apurar dados referentes à situação fundiária dos domicílios urbanos de todos os municípios do estado.

O trabalho faz parte do esforço da SAE em auxiliar o governo de Rondônia no processo de regularização fundiária urbana. O ministro Moreira Franco, da SAE, e o governador de Rondônia, Confúcio Moura, assinaram, em 2 de fevereiro, um Acordo de Cooperação Técnica pelo qual a SAE contribuirá para o planejamento do desenvolvimento sustentável do estado. O apoio à regularização fundiária urbana é uma das ações desse acordo.

Depois da realização do levantamento, e com base nesse banco de dados que irá fornecer um diagnóstico do possível número de beneficiários, dos custos e da metodologia da regularização, a SAE vai contribuir com as iniciativas estaduais de apoio à regularização nos municípios.

Um dos problemas encontrados refere-se à estrutura cartorial do estado, que não tem condições de atender à demanda que irá surgir por escrituras e registros. Na próxima quarta-feira, dia 30, equipe da SAE reúne-se com a Associação de Notários e Registradores do Brasil, em Brasília, para encontrar soluções legais e agilizar o processo de regularização.

Na Amazônia Legal, são 173 municípios potenciais a serem beneficiados pela regularização fundiária urbana – com base na Lei 11.952 –, dos quais grande parte está em Rondônia.

A regularização das ocupações possibilita um aumento no valor das propriedades urbanas e maior acesso pelos pobres a linhas de crédito mais baratas, uma vez que a propriedade regularizada pode ser oferecida como garantia de empréstimos.

A regularização fundiária urbana para ocupantes com renda familiar de até cinco salários mínimos em propriedade de até mil metros quadrados é gratuita, inclusive de custos cartoriais. A gratuidade é válida para quem possui apenas um imóvel. Há uma exigência de prazo de um ano de ocupação da propriedade.

A SAE foi responsável pela elaboração da primeira proposta da Lei 11.952, de 2009, também conhecida como Lei do Terra Legal.

Para mais informações, clique aqui.

Produção industrial deve crescer em fevereiro

Produção industrial deve crescer em fevereiro

Indicador PIM, elaborado pelo Ipea, aponta perspectiva de aumento de 5,9% em relação ao mesmo mês de 2010

"O Ipea divulgou sua previsão para o crescimento da produção industrial de fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2010, o indicador mostra que a produção deve registrar crescimento de 5,9%. Já em relação ao mês de janeiro, na série livre de influências sazonais, a expansão prevista é de 0,9%.

Ainda de acordo com o indicador, o crescimento de 0,2% verificado em janeiro na série livre com ajuste sazonal, após dois meses consecutivos apresentando queda, continua mantendo um carregamento estatístico negativo para o ano. Ou seja, caso a produção permaneça estagnada no patamar de janeiro, a indústria encerraria 2011 acumulando uma queda de 0,5%."

Leia a íntegra do indicador de março

Resultados do estudo TEEB foram divulgados no Ipea

Resultados do estudo TEEB foram divulgados no Ipea

 

Lançamento foi uma parceria do Instituto com o MMA, o PNUMA e a Conservação Internacional

Foto: Sidney Murrieta
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O economista Pavan Sukhdev apresentou o estudo internacional TEEB sobre a economia da biodiversidade

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Conservação Internacional (CI-Brasil) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) promoveram o lançamento dos resultados finais do estudo internacional A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB), realizado pelo PNUMA. O evento, realizado nesta quarta-feira, 23, no auditório do Ipea, contou com uma palestra do economista, assessor especial da Green Economy e líder do estudo TEEB, Pavan Sukhdev.

Pavan destacou o problema da invisibilidade econômica da natureza e o valor que se perde com a redução da biodiversidade. Apesar de os ecossistemas proverem uma série de serviços ambientais, como a polinização das abelhas, a disponibilidade de água limpa e ar puro, a produção de comida e combustíveis e a renovação do solo, esse capital natural é gratuito e, por isso mesmo, desvalorizado e destruído.

Outra constatação foi que os maiores dependentes do meio ambiente para a subsistência são as pessoas pobres, prejudicadas pela degradação do ecossistema. Por isso, o economista defendeu o desenvolvimento sustentável como aquele capaz de atingir as necessidades da sua geração sem comprometer a futura.

O estudo busca a integração dos conhecimentos especializados do campo da ciência econômica e ecológica, desenvolvendo a comunidade científica, promovendo pesquisas sobre o tema e divulgando os resultados para diversos públicos – governo, empresas e cidadãos. A proposta do Relatório TEEB Internacional é medir as perdas do capital natural nos biomas mundiais e os benefícios recebidos pela preservação do ecossistema, como o retorno de investimentos anuais em áreas protegidas.

Em novembro de 2010, durante a COP-10 em Nagoia – capital da província de Aichi no Japão, o quarto centro urbano mais populoso do país –, o relatório final do TEEB Internacional divulgou a perda anual de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões no capital natural do mundo, resultante do desmatamento e da degradação do solo. Acredita-se que o manejo efetivo dos ecossistemas e da biodiversidade e a inclusão do capital natural na contabilidade governamental e empresarial podem começar a corrigir e reduzir os custos de perdas futuras.

Assista ao lançamento do relatório TEEB na íntegra

Estudo relaciona bem-estar e envelhecimento em países

Estudo relaciona bem-estar e envelhecimento em países

 

Pesquisa comparativa do Brasil e da África do Sul revela que situação tem melhorado ao longo do tempo

“Atualmente, o envelhecimento populacional está se desenrolando em um ritmo mais rápido nos países em desenvolvimento que nos desenvolvidos”, afirmou Ana Amélia Camarano, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, no seminário Envelhecimento, bem-estar e desenvolvimento: um estudo comparativo do Brasil e da África do Sul. O evento, realizado no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 21, às 10h, contou também com os palestrantes Peter Llyod-Sherlock (University of Norfolk),  Armando Barrientos (University of Manchester),  João Saboia (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Valerie Moller (Rhodes University, da África do Sul) e Julia Mase (University of Manchester).

O foco da pesquisa é a dinâmica de bem-estar entre as pessoas de baixa renda das famílias com idosos em ambos países e o impacto das políticas sociais nas pessoas mais velhas. Os pesquisadores produziram um estudo comparativo ao longo do tempo e entre países. O bem-estar é avaliado a partir de uma perspectiva multidimensional que capta os itens básicos de sobrevivência, renda e consumo.

“O principal objetivo do projeto é acompanhar as mudanças de bem-estar ao longo do tempo e compreender a dinâmica do envelhecimento individual em um contexto de países em desenvolvimento”, disse Valerie Moller. Os pesquisadores desenvolveram um modelo conceitual para captar a influência do envelhecimento individual sobre o bem-estar, sobre modos de vida e inclusão social das pessoas idosas e seus familiares em um contexto de país em desenvolvimento.

O estudo se baseou em amostra dos domicílios com indivíduos da terceira idade no Brasil e na África do Sul, que participaram de uma pesquisa em 2002. Os dados foram revistos em 2008. “Essa pesquisa tem muito a contribuir para a formulação de políticas sobre o envelhecimento nos países em desenvolvimento”, conclui Peter Llyod-Sherlock.

As principais conclusões do estudo são que os níveis de bem-estar dos idosos na África do Sul e no Brasil têm melhorado ao longo do tempo. Pensões relacionadas à renda continuam a ser essenciais para o bem-estar, a subsistência e a inclusão econômica das pessoas idosas em ambos países.

Monitor aponta preocupação internacional com inflação

Monitor aponta preocupação internacional com inflação

 

Para a realização da pesquisa, 170 entidades foram consultadas. Lançamento ocorreu na sede do Ipea

Foto: Sidney Murrieta
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O técnico André Pineli apresentou a 3° edição do Monitor Internacional

Apesar de os agentes internacionais continuarem com uma percepção positiva em relação ao Brasil nos índices temáticos (economia; política, sociedade, governo e instituições), eles mostraram preocupação com a inflação e com a perda de competitividade decorrente da taxa de câmbio valorizada. Esse é um dos resultados da terceira edição do Monitor da Percepção Internacional do Brasil (MPI-BR), divulgado nesta segunda-feira, dia 21, no auditório da sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.

Para a pesquisa, foram consultados 170 agentes internacionais com atuação no Brasil, entre embaixadas e consulados, câmaras de comércio, organizações internacionais e empresas com controle estrangeiro, no período de 7 até 22 de fevereiro de 2011. Em relação ao crescimento do PIB nos próximos 12 meses, houve uma convergência de expectativas: 83% dos respondentes esperam crescimento entre 3,6% e 6%, e nenhum espera crescimento acima de 6%.

Sobre a inflação nos próximos 12 meses, 52% dos respondentes esperam que ela fique próxima a 5,5%, acima da meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (4,5%). O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea André Pineli explicou que os resultados refletem a desaceleração do crescimento econômico e a tendência do aumento da inflação na percepção dos agentes internacionais.

Quanto ao nível de violência, quase ¼ dos respondentes (24%) acreditam que a violência diminuiu no Brasil. Para 45% dos agentes, o nível de violência não se alterou, e para 31% aumentou. Na pesquisa anterior, de outubro de 2010, apenas 3% afirmaram que a violência tinha diminuído.

O Monitor apontou também uma diminuição da percepção de influência do Brasil nos últimos 12 meses em organismos multilaterais (de + 38 em outubro de 2010 para +14, em fevereiro de 2011) e na América Latina (de + 36 em outubro de 2010 para +16 em fevereiro de 2011). “Isso não quer dizer que o Brasil se tornou menos influente, pois o resultado é uma percepção dos agentes e, como percepção, é volátil”, explicou Pineli. Ele acrescentou que os conflitos no norte da África estão no centro da política internacional, e o Brasil não está mais nos holofotes internacionais como antes.

Taxa de câmbio e contas externas
Esta edição contou ainda com uma enquete suplementar relacionada à taxa de câmbio e às contas externas do país. Para 38% dos agentes, o governo tem demorado a intervir, apesar das medidas tomadas terem sido corretas e suficientes para deter a excessiva valorização do real. Para outros 21%, que também consideram que o governo tem sido lento, as medidas até agora implementadas foram insuficientes para sustar a excessiva valorização do real. Em sentido oposto, 41% dos respondentes avaliam que o governo tem agido no tempo certo, embora três quartos destes acreditem que sejam insuficientes as medidas anunciadas até o momento para evitar uma apreciação demasiada da taxa de câmbio.

Quase 70% dos agentes concordaram que está em curso uma “guerra cambial”, com vários países manipulando sua taxa de câmbio de forma a estimular suas economias e tornarem-se mais competitivos. E 86% afirmaram que a manipulação da taxa de câmbio, caso claramente evidenciada, deve ser objeto de queixas formais à Organização Mundial do Comércio (OMC) por parte dos países que se julgam prejudicados por esta prática.

Metodologia
O MPI-BR tem como objetivo ser uma pesquisa qualitativa sintética capaz de captar a evolução da avaliação de entidades internacionais com atuação ou representação no Brasil acerca das realidades econômica, social, política e institucional do país.

O universo dos respondentes é composto por representações de governos — por meio de suas embaixadas ou consulados —, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações multilaterais. O Monitor é calculado trimestralmente, com base em um questionário preenchido eletronicamente pelos respondentes cadastrados.

Leia a íntegra do Monitor Internacional

Veja a apresentação

Resultados do estudo TEEB serão divulgados no Ipea

Resultados do estudo TEEB serão divulgados no Ipea

 

Lançamento é uma parceria do Instituto com o MMA, o PNUMA e a Conservação Internacional

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Conservação Internacional (CI-Brasil) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) convidam para o lançamento, nesta quarta-feira, 23, às 13h, no auditório do Ipea, dos resultados finais do estudo internacional A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB), realizado pelo PNUMA. O evento contará com uma palestra do economista, assessor especial da Green Economy e líder do estudo TEEB, Pavan Sukhdev.

O estudo busca a integração dos conhecimentos especializados do campo da ciência econômica e ecológica, desenvolvendo a comunidade científica, promovendo pesquisas sobre o tema e divulgando os resultados para diversos públicos – governo, empresas e cidadãos. A proposta do Relatório TEEB Internacional é medir as perdas do capital natural nos biomas mundiais e os benefícios recebidos pela preservação do ecossistema, como o retorno de investimentos anuais em áreas protegidas.

Em novembro de 2010, durante a COP-10 em Nagoia – capital da província de Aichi no Japão, o quarto centro urbano mais populoso do país –, o relatório final do TEEB Internacional divulgou a perda anual de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões no capital natural do mundo, resultante do desmatamento e da degradação do solo. Acredita-se que o manejo efetivo dos ecossistemas e da biodiversidade e a inclusão do capital natural na contabilidade governamental e empresarial podem começar a corrigir e reduzir os custos de perdas futuras.

O evento de lançamento terá meia hora para perguntas e respostas e, em seguida, o coquetel de encerramento. Haverá tradução simultânea e transmissão online. As inscrições gratuitas devem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Assista ao lançamento do relatório TEEB na íntegra

Monitor Internacional mostra expectativas para o Brasil

 

Monitor Internacional mostra expectativas para o Brasil


170 entidades foram consultadas para a pesquisa, lançada nesta segunda-feira, dia 21, em Brasília

 

A terceira edição do Monitor da Percepção Internacional do Brasil (MPI-BR) revela as expectativas inflacionárias para os próximos 12 meses. A pesquisa, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi divulgada nesta segunda-feira, dia 21, às 14h30, na sede do Instituto em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Ed. BNDES, auditório do subsolo).

Os agentes internacionais consultados também responderam sobre as perspectivas em relação à evolução do Produto Interno Bruto (PIB), das condições gerais de crédito, do acesso da população a bens de consumo. O Monitor traz ainda a percepção dessas entidades quanto ao nível de violência no Brasil e, além do questionário-padrão, esta edição contou com uma enquete suplementar relacionada à taxa de câmbio e às contas externas do país.

Metodologia
O MPI-BR tem como objetivo ser uma pesquisa qualitativa sintética capaz de captar a evolução da avaliação de entidades internacionais com atuação ou representação no Brasil acerca das realidades econômica, social, política e institucional do país. O período de coleta de informações desta edição foi de 7 até 22 de fevereiro de 2011, e foram consultadas 170 entidades.

O universo dos respondentes é composto por representações de governos — por meio de suas embaixadas ou consulados —, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações multilaterais. O Monitor é calculado trimestralmente, com base em um questionário preenchido eletronicamente pelos respondentes cadastrados.

Leia a íntegra do Monitor Internacional

Veja a apresentação

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