Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea divulga previsões para 2011 e a Carta de Conjuntura

Ipea divulga previsões para 2011 e a Carta de Conjuntura

Análise e previsões inéditas abordam temas como PIB, emprego, inflação, comércio, juros e finanças públicas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentará as previsões para 2011 associadas ao cenário econômico brasileiro. O lançamento da Carta de Conjuntura, em coletiva de imprensa, será nesta quarta-feira, 13, às 11h, na Avenida Presidente Antonio Carlos, 51, auditório do 10º andar, no Rio de Janeiro.

No último dia 6, o Ipea divulgou projeções de uma pesquisa realizada junto a entidades do setor produtivo. No dia 13, o Instituto divulgará seus próprios números e o cenário da economia brasileira de acordo com o Grupo de Análise e Previsões (GAP), responsável pela elaboração da Carta de Conjuntura. Além da aguardada publicação, no mesmo evento, a Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea  também divulgará sua Avaliação de Previsões referentes a 2010, trabalho que aborda os números da economia brasileira no ano passado em comparação com as previsões realizadas pelo Instituto no início de 2010.

Sobre a Carta de Conjuntura
Publicação trimestral, a Carta de Conjuntura tem como objetivo acompanhar a conjuntura econômica brasileira por meio de seus principais indicadores. A Carta traz dados, estimativas e análises sobre nível de atividade econômica (demanda, oferta, produção industrial e comércio), emprego, inflação, setor externo (balança comercial, balanço de pagamentos), crédito e mercado financeiro (política monetária e taxas de juro, mercados de capitais e de crédito) e finanças públicas.

Leia a Carta de Conjuntura na íntegra

Comunicado do Ipea analisa as relações Brasil-China

Comunicado do Ipea analisa as relações Brasil-China
 
Estudo precede visita da presidenta Dilma Rousseff ao país asiático

Foto: Sidney Murrieta
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Ipea divulga estudo sobre as relações bilaterais entre Brasil e China

A China já é o maior importador dos produtos brasileiros desde 2009 quando deslocou os Estados Unidos, absorvendo 15,2% do total exportado pelo Brasil. As relações comerciais Brasil-China, entre 2000 e 2010, tiveram crescimento superior à elevação do comércio entre o Brasil e o mundo. Entre 2000 e 2010, as exportações brasileiras para a China elevaram-se de US$ 1,1 bilhão – 2% do total das exportações do Brasil – para US$ 30,8 bilhões – 15% do total, ao passo que as importações brasileiras da China cresceram de US$ 1,2 bilhão – 2% do total – para U$ 25,6 bilhões – 14% do total. Ao longo desse período, o saldo foi positivo para o Brasil em seis anos.

O dado está no Comunicado do Ipea n° 85 As relações bilaterais Brasil-China: a ascensão da China no sistema mundial e os desafios para o Brasil, divulgado nesta sexta-feira, dia 08, na sede do Instituto, em Brasília. O documento inédito foi produzido no âmbito do acordo de cooperação entre o Ipea e o Ministério das Relações Exteriores, por ocasião da visita da presidenta Dilma Rousseff à China, em 12 de abril.

O texto destaca a concentração das exportações brasileiras em produtos básicos, e aponta que, apesar do Brasil estar em superávit em sua balança comercial com a China, sendo um importante fornecedor de alimentos, petróleo e matérias-primas, corre o risco de estagnar a médio e longo prazo como grande exportador de commodities. “As commodities são uma oportunidade e aumentar sua exportação não é ruim, mas não podemos deixar que nossa estrutura industrial seja deslocada para esse processo”, explicou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Eduardo Costa Pinto.

E acrescentou que o Brasil deveria usar o investimento chinês para potencializar a infraestrutura e agregar valor à produção no território nacional para os segmentos do agronegócio, do minério e aço e do petróleo. Para a manufatura (automóveis, eletroeletrônica, motocicletas e equipamentos) faz-se necessário requerer um maior conteúdo local (firmas brasileiras) na produção de peças e componentes.

Segundo o estudo, o investimento direto estrangeiro chinês pode significar o aporte de capital e tecnologia nos segmentos de infraestrutura – ajudando na viabilização dos grandes projetos de infraestrutura economia e social do Programa de Aceleração do Crescimento, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 – de siderurgia, da cadeia do petróleo e de minério, auxiliando na expansão produtiva desses segmentos.

É preciso também ampliar a presença das empresas brasileiras no território chinês. Os desafios, no entanto, estão em diminuir as assimetrias nas políticas de atração de investimento direto desses países, refletidas em seus quadros regulatórios.

A série de Comunicados terá, ainda, um estudo sobre as relações bilaterais de comércio e investimento do Brasil com os outros países dos BRICS (Rússia, Índia e África do Sul). Na quarta-feira, dia 6, foi apresentada em Brasília a primeira pesquisa da série, intitulada Internacionalização das empresas chinesas: as prioridades do investimento direto chinês no mundo (disponível pelo Portal Ipeawww.ipea.gov.br). A cúpula dos BRICS será realizada em 14 de abril, na cidade chinesa de Sanya.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 85

Leia a versão completa do estudo que originou o Comunicado do Ipea nº 85

Veja os gráficos da apresentação do Comunicado do Ipea nº 85

Comunicado do Ipea analisa as relações Brasil-China

Comunicado do Ipea analisa as relações Brasil-China
 
Estudo será divulgado nesta sexta-feira, 8, em Brasília, precede visita da presidenta Dilma Rousseff ao país asiático

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apresentou nesta sexta-feira, dia 8 de abril, às 10h, o segundo Comunicado do Ipea de uma série de três estudos que têm como tema os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com enfoque na China. A pesquisa que foi divulgada nesta sexta, na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo), com transmissão ao vivo pelo Portal Ipea, é sobre As relações bilaterais Brasil-China: a ascensão da China no sistema mundial e os desafios para o Brasil.

Trata-se de um documento inédito produzido no âmbito do acordo de cooperação entre o Ipea e o Ministério das Relações Exteriores, por ocasião da visita da presidenta Dilma Rousseff à China, em 12 de abril. O texto apresenta o histórico do comércio Brasil-China, destacando a concentração das exportações brasileiras em produtos básicos, e aponta oportunidades e ameaças. O Comunicado propõe, ainda, estratégias disponíveis para o governo enfrentar os desafios da ampliação das relações com os chineses.

A série de Comunicados terá, ainda, um estudo sobre as relações bilaterais de comércio e investimento do Brasil com os outros países dos BRICS (Rússia, Índia e África do Sul). Na quarta-feira, dia 6, foi apresentada em Brasília a primeira pesquisa da série, intitulada Internacionalização das empresas chinesas: as prioridades do investimento direto chinês no mundo (disponível pelo Portal Ipeawww.ipea.gov.br). A cúpula dos BRICS será realizada em 14 de abril, na cidade chinesa de Sanya.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 85

Leia a versão completa do estudo que originou o Comunicado do Ipea nº 85

Sensor projeta geração de 2 milhões de empregos no ano

Sensor projeta geração de 2 milhões de empregos no ano

Primeira pesquisa de 2011 foi apresentada no Rio de Janeiro e traz, ainda, números do PIB e das exportações

Renaut Michel, diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, afirmou durante a apresentação do Sensor Econômico do 1º bimestre de 2011 que, para este ano, espera-se uma trajetória mais modesta de crescimento da economia. A entrevista coletiva de divulgação do documento foi nesta quarta-feira, dia 6, às 11h, na representação do Instituto no Rio de Janeiro.

O indicador traz as projeções bimestrais das entidades associativas do setor produtivo sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a taxa de juros projetada pelo mercado para o fim do ano corrente, taxa de câmbio e investimento, além de valores para exportações e importações brasileiras.

O destaque desta edição, porém, fica por conta dos empregos gerados no ano, de acordo com a perspectiva das entidades associativas. A projeção é de que 2 milhões de vagas sejam criadas em 2011. Em relação ao comércio exterior, espera-se que as exportações somem US$ 220 bilhões em todo o ano, provavelmente ficando acima das importações.

A inflação deve chegar próximo ao topo da banda estabelecida pelo governo: a projeção da pesquisa é de 5,9%. A expectativa é de que os juros atinjam 12,5% até o fim do ano. Já a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, está em 11,75% ao ano. “A elevação da Selic deve afetar a trajetória da economia do país no segundo semestre”, conclui o diretor-adjunto.

Entre os indicadores reais, a expectativa é de que o volume de investimentos cresça 13,5%. O Sensor Econômico é uma pesquisa mensal realizada pelo Ipea em todo o território nacional, com o objetivo de captar as expectativas econômicas e sociais do setor produtivo brasileiro. Nesse conjunto, estão incluídas entidades empresariais da agricultura, da indústria e do comércio e serviços e de trabalhadores, representando em torno de 80,18% do PIB brasileiro.

Leia a íntegra do Sensor Econômico – 1º bimestre de 2011

Ipea lança a edição do IEF referente a março

Ipea lança a edição do IEF referente a março


Índice revela as expectativas das famílias sobre a economia nacional, consumo e dívidas, entre outros temas

A oitava edição do Índice de Expectativa das Famílias revela qual é o grau de otimismo das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do País para os próximos 12 meses e também para os cinco anos seguintes. O índice, que será lançado nesta quinta-feira, dia 7, às 10h, na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo), apresenta ainda as expectativas do comportamento da economia nacional por regiões, renda e escolaridade.

As informações coletadas em março apontam que são as regiões Centro-Oeste e Sudeste as mais otimistas quanto ao momento para adquirir bens de consumo duráveis e no que diz respeito à situação financeira da família em comparação à de um ano atrás. A apresentação será feita por Marcio Pochmann, presidente do Ipea, com transmissão ao vivo pelo portal do Instituto.

O índice também traz expectativas sobre sua situação financeira daqui a um ano, as perspectivas relativas ao endividamento e ao comportamento do mercado de trabalho. Os dados permitem, ainda, fazer comparações entre as expectativas das famílias registradas desde o lançamento do primeiro IEF, em agosto de 2010.

Metodologia
O IEF é uma pesquisa realizada em 3.810 domicílios, em mais de 200 municípios, abrangendo todas as unidades da federação. Utilizou-se o método de amostragem probabilística de modo a garantir uma margem de erro de 5%, com um nível de significância de 95% para o Brasil e para as cinco grandes regiões.

Leia a íntegra do Índice de Expectativas das Famílias

 

Empresas chinesas são tema de Comunicado
Empresas chinesas são tema de Comunicado
 
Estudo será divulgado nesta quarta-feira, em Brasília, compõe uma série de três pesquisas sobre os BRICS

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apresenta nesta terça-feira, dia 6 de abril, às 14h30, o primeiro Comunicado do Ipea de uma série de três estudos que têm como tema os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com enfoque na China. A pesquisa que será divulgada nesta terça, na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo), é sobre a Internacionalização das empresas chinesas: as prioridades do investimento direto chinês no mundo.
 
O Comunicado detalha o processo recente de internacionalização das empresas chinesas quanto às características de seus investimentos e principais políticas adotadas para apoiar esse processo. O texto possui duas seções que dizem respeito ao investimento direto estrangeiro (IDE) realizado pela China e à evolução da política de internacionalização das empresas chinesas. O estudo reflete a importância dos setores terciário e primário para a economia do país asiático e traz números dos investimentos diretos da China em nações latino-americanas entre 2003 e 2009
 
A série de Comunicados terá, ainda, um texto sobre as relações comerciais e de investimentos entre Brasil e China. Esse documento inédito foi encomendado ao Ipea pelo Ministério das Relações Exteriores, cujo resumo executivo, será entregue aos 212 empresários integrantes da comitiva brasileira que visitará a China com a presidenta Dilma Rousseff, em 12 de abril. O terceiro estudo abordará as relações bilaterais de comércio e investimento do Brasil com os outros países (Rússia, Índia e África do Sul). A cúpula dos BRICS será realizada em 14 de abril, na cidade chinesa de Sanya.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 84

Sensor apresenta expectativa de criação de empregos

Sensor apresenta expectativa de criação de empregos

Indicador do Ipea baseado nas perspectivas do setor produtivo traz ainda números do PIB e da taxa de câmbio

A primeira edição do Sensor Econômico de 2011 será divulgada nesta quarta-feira, dia 6 de abril, às 11h, na representação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no Rio de Janeiro (Av. Presidente Antônio Carlos, 51, Centro, auditório do 10º andar).

O indicador traz as projeções bimestrais das entidades associativas do setor produtivo sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a taxa de juros projetada pelo mercado para o fim do ano corrente, taxa de câmbio e investimento, além de valores para exportações e importações brasileiras.

O destaque desta edição fica por conta dos empregos gerados no ano, de acordo com a perspectiva das entidades associativas. Os números serão apresentados por João Sicsú, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

O Sensor Econômico é uma pesquisa mensal realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em todo território nacional com o objetivo de captar as expectativas econômicas e sociais do setor produtivo brasileiro. Nesse conjunto estão incluídas entidades empresariais da agricultura, da indústria e do comércio e serviços e de trabalhadores, que representam 80,18% do PIB brasileiro.

Leia a íntegra do Sensor Econômico

Percepção da segurança varia nas regiões brasileiras

Percepção da segurança varia nas regiões brasileiras


Os dados são da segunda edição do SIPS sobre Segurança Pública no Brasil, divulgado em Brasília, no último dia 30

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na quarta-feira, 30 de março, às 10h, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Segurança Pública. A coletiva de imprensa foi na sede do Instituto, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo portal do Ipea.

O indicador foi apresentado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Almir de Oliveira Junior. É a segunda vez que o SIPS aborda o tema da segurança pública no Brasil, já analisado em dezembro de 2010.

Ao questionar os entrevistados sobre o medo de assassinato, o estudo mostra que a região Nordeste apresenta os maiores números. Cerca de 86% dos nordestinos consultados têm medo de serem assassinados. Em seguida estão as regiões Sudeste e Norte, com 78,4% cada. A região Sul foi a que apresentou maior número de entrevistados sem medo de serem assassinados (12,8%).

Quanto à sensação de segurança, o SIPS mostra que as regiões Nordeste e Norte apresentam os menores índices. Estas são também as regiões onde há mais homicídios dolosos por milhão de habitantes. As regiões onde foram constatados os maiores índices de sensação de segurança foram a Sul e a Centro-Oeste. 

Ao comentar os dados, Almir de Oliveira Junior disse que a relação entre o investimento em segurança pública e a sensação de segurança da população não é linear. “Mesmo as regiões do Brasil em que o investimento é proporcionalmente alto, muitas vezes não há uma relação direta, mesmo você tendo policial disponível para a população”, afirmou o técnico.

O SIPS – Segurança Pública traz dados como a confiança dos entrevistados nas polícias de cada região, avaliação dos atendimentos policiais, gasto per capita em segurança pública e número de policiais por 100 mil habitantes.

Leia a íntegra do SIPS sobre Segurança Pública

Veja os gráficos da apresentação sobre Segurança Pública

Execução fiscal demora em média 8 anos

Execução fiscal demora em média 8 anos

O dado está no Comunicado n°83, fruto da parceria entre o Instituto e o CNJ

 

Foto: Sidney Murrieta
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Ipea divulga custo do processo de execução fiscal

Como resultado de um acordo de cooperação técnica entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assinado em 2008, o Ipea divulgou nesta quinta-feira, 31, o Comunicado do Ipea n° 83 – Custo unitário do processo de execução fiscal na Justiça Federal. O estudo inédito apontou que um processo de execução fiscal (cobrança financeira) na Justiça Federal leva em média 2.989 dias para ser julgado, isto é, oito anos, dois meses e nove dias. E se ocorressem todas as etapas da execução fiscal, o tempo ainda seria maior: 5671 dias, quase 16 anos.

“Quando o processo chega à Justiça, muitas vezes já passou pela via administrativa, com uma tramitação que demora em média cinco anos. Então, somando com os oito anos de espera no Judiciário, são 13 anos para conclusão do processo de execução fiscal”, observou Alexandre dos Santos Cunha, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea. A pesquisa destaca que apesar do tempo médio de tramitação ser de oito anos, o tempo efetivo gasto pela Justiça trabalhando naquele processo é de 10 horas e 26 minutos.

O custo médio de um processo de execução fiscal é de R$ 4.368, e incluindo os recursos e embargos, pode chegar a R$ 4.685,39, segundo o estudo.  Porém, ao se calcular o que foi gasto diretamente no processo, o resultado é um custo de R$ 1.854. Alexandre explica essa diferença na impossibilidade de individualizar certos gastos, como por exemplo, com a mão de obra indireta. Há também longos períodos de arquivamento, em que o processo, apesar de parado, gera custo; e ainda a perda de eficiência que ocorre em qualquer trabalho humano.

Mas ressaltou que se aumentasse a eficiência da justiça, o custo total diminuiria significantemente. Para isso, o técnico defendeu uma grande revolução organizacional na Justiça Federal. Apontou que a forma de organização administrativa da Justiça é ultrapassada e se baseia no modelo fordista, que impede a construção de uma visão completa do processo de trabalho, privilegiando o cumprimento de tarefas, em detrimento da obtenção dos resultados.

O estudo surpreendeu também pelos demandantes dessas ações. O procedimento de execução fiscal existe a princípio para permitir a cobrança de créditos da União, mas esta aparece como autora de apenas 59,2% do total desse tipo de ações. Os conselhos de fiscalização das profissões liberais respondem por 36,4% do volume de baixas. O problema é que alguns conselhos utilizam esse instrumento da Justiça como seu principal mecanismo de cobrança. Além disso, movimentam o aparato jurisdicional do Estado em busca de somente R$ 1.540, em média; enquanto o valor médio cobrado nas ações de execução fiscal é de R$ 22.507.

A pesquisa analisou 1.510 processos de execução fiscal que foram concluídos no ano de 2009 em 184 varas da Justiça Federal de 1º Grau em 124 cidades. O único estado no qual os processos não foram analisados foi o Mato Grosso, que não forneceu todos os dados para o estudo. O projeto envolveu, em seus diferentes momentos, uma equipe de 19 técnicos do Instituto e cinco pesquisadores do CNJ e foi realizado entre julho e setembro de 2010.

Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 83

 

Seminário debate cooperação entre Brasil e Espanha

Seminário debate cooperação entre Brasil e Espanha

 

Evento na sede do Ipea reúne, durante dois dias, autoridades e acadêmicos de ambos os países

Com o objetivo de analisar o estado atual das relações políticas, econômicas e culturais entre o Brasil e a Espanha e determinar orientações para consolidar a sua associação estratégica, a Fundación Carolina e a FLACSO Brasil promovem o seminário "A Cooperação Cultural, Educativa e Científica entre o Brasil e a Espanha". O evento será nos dias 26 e 27 de abril, no auditório da sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Ed. BNDES/Ipea, subsolo).

Os painéis contam com a presença de ministros, secretários, conselheiros e outras autoridades, além de especialistas e acadêmicos, que vão debater sobre o balanço das relações entre o Brasil e a Espanha e a cooperação educativa, cultural e científica entre esses países. Haverá ainda uma sessão especial – Afrodescendentes e igualdade educativa: o caso do Brasil face às Metas Educativas de 2021. Confira a programação.

Entre os resultados esperados, está a edição de um livro com as intervenções e contribuições realizadas, constituindo uma obra de referência sobre as relações bilaterais entre Brasil e Espanha. Para fazer sua inscrição no seminário, acesse o portal da FLACSO.

A Fundación Carolina é uma instituição para a promoção das relações culturais e a cooperação educativa e científica entre a Espanha e os países da Comunidade Iberoamericana, assim como com outros países com especiais vínculos históricos, culturais ou geográficos. E a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) é um organismo internacional, intergovernamental, autônomo, fundado em 1957 pelos estados latino-americanos a partir de uma proposta da Unesco.

 

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