Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Famílias estão otimistas com economia brasileira

Famílias estão otimistas com economia brasileira 

Índice de Expectativas das Famílias aponta que brasileiros estão mais confiantes no futuro do País e de suas famílias

O brasileiro está mais otimista em relação à situação socioeconômica do País.  Em sua quarta edição, a pesquisa domiciliar do Ipea denominada Índice de Expectativas das Famílias (IEF) aponta crescimento no otimismo das famílias brasileiras.  

O índice, que é resultado de pesquisa mensal realizada em 3810 domicílios de todo o País, foi divulgado na tarde desta segunda-feira, 6, na sede do Ipea em Brasília. Dentre os resultados, destaca-se que 64% das famílias pesquisadas acreditam numa melhora da economia brasileira nos próximos 12 meses.

As famílias também avaliam bem sua situação atual em comparação à de um ano atrás. Três em cada quatro famílias acreditam estar em melhor situação.  Cerca de 80% das famílias têm expectativa de que estarão melhor economicamente daqui um ano e mais da metade das famílias brasileiras consideram este momento como propício para consumir bens de consumo duráveis

O IEF foi apresentado pelo chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea, Milko Matijascic e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Sandro Sacchet e abordou também aspectos como o endividamento das famílias e situação de segurança na ocupação profissional do responsável pelo domicílio.

Para Milko Matijascic o resultado do IEF é promissor: “As famílias estão otimistas e esse otimismo tem evoluído a cada mês. A maior parte delas vê segurança na posição profissional e está propensa a consumir bens duráveis”, destacou.

Ipea mede percepção social sobre igualdade de gênero

Ipea mede percepção social sobre igualdade de gênero

Dados de igualdade de gênero mostram que maior parte da população acha que investigação criminal em casos de violência contra a mulher deve seguir mesmo sem representação da vítima

 O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança na próxima terça-feira, 7, às 10h30, em Brasília, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre igualdade de gênero. O indicador mostra como a população avalia os serviços públicos em áreas específicas e qual é o grau de importância deles para a sociedade. O lançamento será feito em entrevista coletiva na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, quadra 1, bloco J, edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo) com transmissão ao vivo, pela internet, para todo o Brasil.

O SIPS sobre igualdade de gênero mostra que mais de 90 % dos entrevistados acham que, no caso de agressão contra a mulher, a investigação deve prosseguir, mesmo que ela retire a representação contra o ofendido. Além de dados sobre a percepção da população sobre a violência contra a mulher, o indicador mostra como são avaliados creches e transporte escolar, visto que ainda são as mulheres as principais responsáveis pelo trabalho de cuidado com os filhos.

 SIPS

O novo sistema de indicadores vai permitir ao setor público estruturar as suas ações para uma atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. As primeiras edições foram sobre justiça e cultura. Ainda serão lançadas avaliações sobre bancos; mobilidade urbana; saúde; educação; e qualificação para o trabalho.

 A pesquisa é feita presencialmente. Para a elaboração do novo indicador, foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os estados do Brasil. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5% e o grau de confiança é de 95%.

Leia a íntegra do Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre gênero

Veja os gráficos da apresentação do Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre gênero

Ipea recebe o Congresso Panamericano de Comunicação

Ipea recebe o Congresso Panamericano de Comunicação


Evento internacional reúne pesquisadores de vários países na sede do Instituto e na Universidade Católica de Brasília


Começa nesta quarta-feira, 1º de dezembro, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, o Congresso Panamericano de Comunicação 2010. O tema do encontro deste ano é Indústrias de Conteúdos Digitais, Redes Sociais e Desenvolvimento Sustentável. O congresso vai até sexta-feira, dia 3, e contará com a presença de mais de 70 especialistas nacionais e internacionais.

O encontro também analisará as mudanças necessárias no mundo acadêmico visando à atualização de alunos, professores e pesquisadores para a nova cultura digital interativa, as novas profissões, os novos modelos de negócios que emergem da cultura digital, e para as possibilidades de participação e inclusão social que ela pode proporcionar.

Para mais informações sobre o encontro, visite o sítio do congresso. Lá, é possível encontrar a programação completa, todos os temas abordados pelos grupos de trabalho e todos os palestrantes.


Cresce otimismo do brasileiro sobre a economia do País
  
Cresce otimismo do brasileiro sobre a economia do País
 
Informação é do IEF, indicador do Ipea que reflete a expectativa das famílias brasileiras para a economia
 
Os brasileiros estão mais otimistas em relação à situação socioeconômica do País. O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) de novembro cresceu 3,5% em relação ao do mês anterior. A quarta edição do IEF foi lançada pelo Ipea nesta segunda-feira, 6 de dezembro, às 14h30, na sede do Instituto em Brasília (SBS, quadra 1, bloco J, edifício Bndes/Ipea, auditório do subsolo).
 
O indicador também mostra que a região mais otimista continua sendo o Centro-Oeste, seguido pelo Sul. O Sudeste saiu da condição de região menos otimista e subiu do quinto para o terceiro lugar, seguido pelo Nordeste. O Norte passou à quinta posição, de menor otimismo entre as regiões.
 
O lançamento foi feito pelos assessores técnicos da Presidência do Ipea Milko Matijascic e Sandro Sacchet, em entrevista coletiva. O evento teve transmissão ao vivo, pela internet, para todo o Brasil.
 
IEF
Lançado em agosto, o índice aborda a expectativa das famílias nos quesitos situação econômica nacional; condição financeira passada e futura; decisões de consumo; endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; e mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento futuro de melhora profissional.
 
 
 
 

Qualidade regulatória foi tema de debate no Rio

Qualidade regulatória foi tema de debate no Rio


6ª Jornada de Estudos de Regulação reuniu mais de 200 pessoas, entre elas especialistas do Brasil e do exterior

Fotos: Marcio Maia
Em sua sexta edição, a Jornada de Estudos de Regulação reuniu
representantes da academia, do poder público e de entes regulados

Com o tema “Aperfeiçoando a Qualidade Regulatória”, a 6ª Jornada de Estudos de Regulação, promovida pelo Ipea, reuniu de 22 a 24 de novembro mais de 200 inscritos no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, para assistir ao debate com especialistas do Brasil e do exterior.

O diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers, abriu o encontro e lembrou que “o Brasil importou as agências de países com tradição regulatória”. Por esse motivo, o país ainda tem um bom caminho a percorrer nesse tema.

Também presente na abertura, a coordenadora do evento, Lúcia Helena Salgado, coordenadora de Estudos de Regulação e Mercado do Ipea, ressaltou a importância desse “fórum de discussão do Brasil”. A jornada tem vários objetivos, inclusive criar ideias de aperfeiçoamento da qualidade regulatória.

A Jornada é realizada em parceria com o Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação (Pro-Reg), da Casa Civil da Presidência da República, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores.

Em sua sexta edição, a segunda com dimensão internacional, a Jornada se consolida como um fórum de debate interdisciplinar. O evento costuma reunir representantes da área acadêmica, do poder público e dos entes regulados. O foco é agregar, estimular, debater e divulgar trabalhos sobre temas em voga na agenda regulatória, identificados a cada ano.

Nove em cada dez brasileiros têm medo de assassinato
Nove em cada dez brasileiros têm medo de assassinato
  
Pesquisa do Ipea traz ainda percepção dos brasileiros sobre confiança na polícia e sobre serviços prestados pelos policiais 
 
Estudo divulgado pelo Ipea revela que cerca de noventa por cento dos brasileiros têm medo de sofrer crimes como homicídio, assalto a mão armada e arrombamento de residência e o medo de agressão física chega a 70%. Os números são do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira, 2, em Brasília.
 
O medo da violência, em geral, é maior na região Nordeste, onde o percentual de entrevistados com muito medo de assassinato é de 85,8%, contra 78,4% no Norte e no Sudeste, 75% no Centro-Oeste e 69,9% no Sul. Segundo o técnico de Planejamento e Pesquisa Almir de Oliveira Junior, responsável pelo estudo, os números refletem as taxas de homicídios, que são menores no Sul.
 
Segundo Almir, o medo de homicídio também é maior entre as mulheres e entre aqueles que não foram vítimas de algum tipo de crime nos últimos 12 meses. Quanto ao medo arrombamento de residência, os valores são menores na classe média. “O medo é maior entre a população de renda mais baixa, que tem condições mais precárias de moradia, e de renda mais alta, que mora em locais mais visados”, explicou.
 
Confiança
Os dados mostram que a Polícia Federal conta com maior confiança da população: cerca de 85% confiam ao menos um pouco nessa polícia. As Polícias Civil e Militar têm cerca de 74% e 72% de confiança, enquanto as guardas municipais registram 68%. “Esses números variam muito pouco por sexo, escolaridade e renda. A variação mais significativa é por idade: os mais jovens confiam menos nas organizações de segurança pública”, afirmou Almir.
 
Sobre a atuação policial, os números mostram que a maior parte da população acha que a polícia não atende a emergências de forma rápida, não registra as ocorrências e nem realiza as investigações de forma eficiente, não aborda as pessoas de forma respeitosa, não é competente, não respeita os direitos do cidadão e é preconceituosa. Em geral, a avaliação é melhor entre os indivíduos com menor escolaridade e com maior idade.
 
Entre os que já tiveram contato com a polícia, a maioria considera que o serviço foi ótimo, bom ou regular. Apenas cerca de 27% o consideraram ruim ou péssimo. Sobre problemas ocorridos no contato com os policiais, 5,8% dos entrevistados que tiveram contato com a polícia disseram ter sido ameaçados, 10,8% ter sido ofendidos verbalmente; 3,4%  ter sido agredidos e 4,1% ter sido extorquidos.
 
 SIPS
O sistema de indicadores permite ao setor público estruturar as suas ações para uma atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. As primeiras edições foram sobre justiça e cultura. Ainda serão lançadas avaliações sobre gênero; bancos; mobilidade urbana; saúde; educação; e qualificação para o trabalho.

Leia a íntegra do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre segurança pública 

Veja a apresentação do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre segurança pública

 

Ipea mede percepção social sobre segurança pública
Ipea mede percepção social sobre segurança pública
  
Pesquisa sobre segurança pública revela que grande parte da população teme ser assassinada ou assaltada a mão armada
 
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quinta-feira, 2, às 14h30, em Brasília, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Segurança Pública. O indicador mostra como a população avalia os serviços públicos em áreas específicas e qual é o grau de importância deles para a sociedade. O lançamento foi feito em entrevista coletiva na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, quadra 1, bloco J, edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo) com transmissão ao vivo, pela internet, para todo o Brasil.

A pesquisa sobre segurança pública mostra que nove em cada dez entrevistados têm medo de sofrer crimes como homicídio, assalto a mão armada e arrombamento de residência. Também há dados com recortes de renda, sexo, idade, estado civil e escolaridade sobre a confiança nas instituições policiais, a atuação da polícia, a avaliação dos serviços prestados e os problemas relatados pela população no contato com os policiais.

 
SIPS
O novo sistema de indicadores vai permitir ao setor público estruturar as suas ações para uma atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. As primeiras edições foram sobre justiça e cultura. Ainda serão lançadas avaliações sobre bancos; mobilidade urbana; saúde; educação; e qualificação para o trabalho.

A pesquisa é feita presencialmente, com visitas aos domicílios. Para a elaboração do novo indicador, foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os estados do Brasil. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5% e o grau de confiança é de 95%.

Ipea discute indicadores estratégicos de comunicação

Ipea discute indicadores estratégicos de comunicação

Colóquio Ipea/Socicom está sendo realizado em Brasília. Acompanhe">em Brasília e reúne vários especialistas. 

O Ipea realiza, entre os dias 30 de novembro e 1° de dezembro, em Brasília, o Colóquio Ipea/Socicom 2010 - Os Indicadores Estratégicos da Comunicação no Novo Ciclo do Pensamento Brasileiro. O evento, que reúne grandes nomes da pesquisa em comunicação no Brasil, ocorre na sede do Instituto em Brasília, no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES/Ipea (auditório do subsolo).

 

Colóquio Ipea/Socicom 2010

Os Indicadores Estratégicos da Comunicação no Novo Ciclo do Pensamento Brasileiro
 
Dia 30/11 – Terça-feira
  
15h-15h30 – Abertura pelo Assessor-Chefe de Imprensa e Comunicação do Ipea, Daniel Castro, e pelo Presidente da Socicom, José Marques de Melo
 
15h30-17h30 – O Novo Ciclo do Pensamento Brasileiro
Coordenador: Daniel Castro (Ipea)
Comunicação institucional do poder público
Antonio Lassance – Técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia. Foi Assessor da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e Presidente do Conselho de Administração da Radiobras
Efeitos da convergência sobre a aplicação de políticas públicas para fomento dos serviços de informação e comunicação
Rodrigo Abdalla Filgueiras de Sousa, João Maria de Oliveira e Luis Cláudio Kubota – Técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea, da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura
A exclusão social como desafio para os gestores das Políticas Públicas de Comunicação
André Barbosa – Assessor Especial da Casa Civil da Presidência da República
 
17h30-19h – Apresentação do anuário “Panorama Brasileiro da Comunicação” – PBC-2010 - (Ipea/Socicom)
Coordenador: Marcio Wohlers – Diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Ipea)
Expositores:
Cosette Castro – Professora do PPGCOM da Universidade Católica de Brasília (UCB) e assessora do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) na área de Conteúdos e Serviços Digitais
João Cláudio Garcia – Coordenador de Multimídia do Ipea
 
19h – Coquetel
 
(20h – Reunião da Diretoria da CONFIBERCOM)
 
 
Dia 1º/12 – Quarta-feira
 
8h-10h – Indicadores estratégicos da comunicação no Brasil
Coordenação: Ana Silvia Médola – Vice-presidente da Socicom
Expositores:
Alexandre Kieling, Andrea Fernandez, Cristina Gobbi e Sivaldo Pereira da Silva – Bolsistas Ipea no projeto Panorama Brasileiro da Comunicação
 
10h-10h30 – Intervalo para o café
 
10h30-12h – Comentários: Representantes das sociedades científicas nacionais
Coordenação: Margarida Kunsch
 
12h-14h – Almoço
 
14h-16h – Indicadores estratégicos da comunicação: Brasil
Comentários: Representantes das sociedades científicas internacionais
 
16h30 – Encerramento
 
(17h-19h - Reunião do Conselho Deliberativo da SOCICOM)
 
19h – Cerimônia de abertura do VII PANAM
 
20h – Coquetel
 
(2-3/12 – Participação no VII Congresso Panamericano de Comunicação)
 

Estudos analisam Censo 2010 e orçamento familiar

Estudos analisam Censo 2010 e orçamento familiar


A divulgação dos Comunicados do Ipea será nesta quarta, 1º, na representação do Instituto no RJ, às 14h


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai lançar dois Comunicados nesta quarta-feira, 1º de dezembro, às 14h, em entrevista coletiva com a imprensa no auditório do Ipea no Rio de Janeiro (Avenida Presidente Antonio Carlos, 51, 10º andar, Centro). Os estudos foram realizados pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur).

O Comunicado do Ipea n° 68: Censo 2010: análise dos dados preliminares traça o mapa de variação populacional da década, com as taxas de crescimento de diferentes municípios e regiões. A avaliação responde questões como: qual é a dinâmica populacional do principal município de uma região metropolitana?; qual região metropolitana tem se dinamizado mais em termos populacionais?; há municípios isolados que têm se destacado em crescimento ou estagnação?; os municípios desmembrados nesse intervalo (2000-2010) tiveram uma dinâmica que justificasse seu desmembramento?; municípios de portes diferentes ou de regiões diferentes tiveram taxas de crescimento diferentes?

O texto descreve a dinâmica populacional inferida do Censo 2010 e sua diferença em relação à projeção e estimativa existentes. Há também recortes específicos de análise populacional de acordo com a Unidade da Federação, com a Região Metropolitana, com o estrato de tamanho da cidade, e com os 58 municípios criados de 2000 até o momento.

Já o Comunicado do Ipea n° 69: Evolução das despesas com habitação e transporte público nas Pesquisas de Orçamentos Familiares: análise preliminar, 2002-2009 avalia a evolução das despesas urbanas, como aluguel, IPTU, condomínio, água e transporte, entre outros, nas diversas regiões brasileiras. O estudo mostra a evolução dos dados urbanos da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada em 2002/2003 e 2008/2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram definidas sete categorias de despesas: taxas urbanas, aluguel, tributos imobiliários, aquisição de imóvel, condomínio, água e transporte urbano.

Para a análise, elaboraram-se dois indicadores relacionados à frequência de famílias que declararam realizar a despesa e a participação da despesa na renda total (monetária e não monetária). O texto apresenta ainda os resultados por seis faixas de estrato familiar, de forma a medir o perfil distributivo da despesa. O Comunicado também mostra uma análise regional dos dados, em uma subdivisão entre municípios de capitais e regiões metropolitanas e em municípios do interior urbano.

Leia o comunicado nº 68 na íntegra
Veja os gráficos da apresentação

Leia o comunicado nº 69 na íntegra
Veja os gráficos da apresentação

Estudo mostra impacto da Petrobras nos fornecedores

Estudo mostra impacto da Petrobras nos fornecedores

 

Livro sobre poder de compra da Petrobras envolveu o trabalho de 43 pesquisadores do Ipea e de universidades brasileiras

As empresas fornecedoras da Petrobras têm maior produtividade, maiores salários e pessoal mais qualificado que as não fornecedoras. Essa é uma das conclusões do livro O Poder de Compra da Petrobras: Impactos Econômicos nos seus Fornecedores – Síntese e Conclusões. Resultado de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Petrobras, a obra foi lançada durante a 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code), nesta sexta-feira, 26, em Brasília.

Para realizar o estudo, os técnicos do Ipea tiveram acesso a uma base de dado nunca antes liberada para pesquisas. Os dados são de cerca de 70 mil empresas, que venderam à Petrobras produtos e serviços no total de mais de R$ 370 bilhões entre 1998 e 2007. Os dados referentes às empresas não fornecedoras da Petrobras são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Banco Central e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, entre outros.                                                    

De acordo com o estudo, em 2006, as fornecedoras da Petrobras representavam 6,4% das firmas com mais de 30 pessoas ocupadas na indústria e serviços, mas tinham 16,4% do total de pessoal ocupado e 26% da massa salarial dessas empresas. O salário médio era de R$ 1.691 nas fornecedoras, contra R$ 932 nas não fornecedoras e os trabalhadores das fornecedoras tinham, em média, 1,3 ano de estudo a mais. “A cadeia de fornecedores da Petrobras tinha, ainda, 37,8% do total de científicos, 39,71% dos engenheiros, 38,14% dos pesquisadores e 29,66% dos trabalhadores com nível superior dessas empresas”, explicou o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Marcio Wohlers.

“O estudo mostra que tivemos resultados interessantes de ganhos de produtividade, aumento de escolaridade e de capacidade de desenvolvimento tecnológico, que realmente são o foco do processo de desenvolvimento”, afirmou Antônio Vianna, que representou a Petrobras no lançamento. De acordo com Lenita Turchi, uma das coordenadoras do estudo, a parceria entre Ipea e a Petrobras é parte de uma série de estudos. Em breve, será divulgada uma pesquisa sobre o impacto da Petrobras no desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Leia a íntegra do livro

 

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