Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Produção industrial deve crescer em fevereiro

Produção industrial deve crescer em fevereiro

Indicador PIM, elaborado pelo Ipea, aponta perspectiva de aumento de 5,9% em relação ao mesmo mês de 2010

"O Ipea divulgou sua previsão para o crescimento da produção industrial de fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2010, o indicador mostra que a produção deve registrar crescimento de 5,9%. Já em relação ao mês de janeiro, na série livre de influências sazonais, a expansão prevista é de 0,9%.

Ainda de acordo com o indicador, o crescimento de 0,2% verificado em janeiro na série livre com ajuste sazonal, após dois meses consecutivos apresentando queda, continua mantendo um carregamento estatístico negativo para o ano. Ou seja, caso a produção permaneça estagnada no patamar de janeiro, a indústria encerraria 2011 acumulando uma queda de 0,5%."

Leia a íntegra do indicador de março

Resultados do estudo TEEB foram divulgados no Ipea

Resultados do estudo TEEB foram divulgados no Ipea

 

Lançamento foi uma parceria do Instituto com o MMA, o PNUMA e a Conservação Internacional

Foto: Sidney Murrieta
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O economista Pavan Sukhdev apresentou o estudo internacional TEEB sobre a economia da biodiversidade

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Conservação Internacional (CI-Brasil) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) promoveram o lançamento dos resultados finais do estudo internacional A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB), realizado pelo PNUMA. O evento, realizado nesta quarta-feira, 23, no auditório do Ipea, contou com uma palestra do economista, assessor especial da Green Economy e líder do estudo TEEB, Pavan Sukhdev.

Pavan destacou o problema da invisibilidade econômica da natureza e o valor que se perde com a redução da biodiversidade. Apesar de os ecossistemas proverem uma série de serviços ambientais, como a polinização das abelhas, a disponibilidade de água limpa e ar puro, a produção de comida e combustíveis e a renovação do solo, esse capital natural é gratuito e, por isso mesmo, desvalorizado e destruído.

Outra constatação foi que os maiores dependentes do meio ambiente para a subsistência são as pessoas pobres, prejudicadas pela degradação do ecossistema. Por isso, o economista defendeu o desenvolvimento sustentável como aquele capaz de atingir as necessidades da sua geração sem comprometer a futura.

O estudo busca a integração dos conhecimentos especializados do campo da ciência econômica e ecológica, desenvolvendo a comunidade científica, promovendo pesquisas sobre o tema e divulgando os resultados para diversos públicos – governo, empresas e cidadãos. A proposta do Relatório TEEB Internacional é medir as perdas do capital natural nos biomas mundiais e os benefícios recebidos pela preservação do ecossistema, como o retorno de investimentos anuais em áreas protegidas.

Em novembro de 2010, durante a COP-10 em Nagoia – capital da província de Aichi no Japão, o quarto centro urbano mais populoso do país –, o relatório final do TEEB Internacional divulgou a perda anual de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões no capital natural do mundo, resultante do desmatamento e da degradação do solo. Acredita-se que o manejo efetivo dos ecossistemas e da biodiversidade e a inclusão do capital natural na contabilidade governamental e empresarial podem começar a corrigir e reduzir os custos de perdas futuras.

Assista ao lançamento do relatório TEEB na íntegra

Estudo relaciona bem-estar e envelhecimento em países

Estudo relaciona bem-estar e envelhecimento em países

 

Pesquisa comparativa do Brasil e da África do Sul revela que situação tem melhorado ao longo do tempo

“Atualmente, o envelhecimento populacional está se desenrolando em um ritmo mais rápido nos países em desenvolvimento que nos desenvolvidos”, afirmou Ana Amélia Camarano, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, no seminário Envelhecimento, bem-estar e desenvolvimento: um estudo comparativo do Brasil e da África do Sul. O evento, realizado no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 21, às 10h, contou também com os palestrantes Peter Llyod-Sherlock (University of Norfolk),  Armando Barrientos (University of Manchester),  João Saboia (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Valerie Moller (Rhodes University, da África do Sul) e Julia Mase (University of Manchester).

O foco da pesquisa é a dinâmica de bem-estar entre as pessoas de baixa renda das famílias com idosos em ambos países e o impacto das políticas sociais nas pessoas mais velhas. Os pesquisadores produziram um estudo comparativo ao longo do tempo e entre países. O bem-estar é avaliado a partir de uma perspectiva multidimensional que capta os itens básicos de sobrevivência, renda e consumo.

“O principal objetivo do projeto é acompanhar as mudanças de bem-estar ao longo do tempo e compreender a dinâmica do envelhecimento individual em um contexto de países em desenvolvimento”, disse Valerie Moller. Os pesquisadores desenvolveram um modelo conceitual para captar a influência do envelhecimento individual sobre o bem-estar, sobre modos de vida e inclusão social das pessoas idosas e seus familiares em um contexto de país em desenvolvimento.

O estudo se baseou em amostra dos domicílios com indivíduos da terceira idade no Brasil e na África do Sul, que participaram de uma pesquisa em 2002. Os dados foram revistos em 2008. “Essa pesquisa tem muito a contribuir para a formulação de políticas sobre o envelhecimento nos países em desenvolvimento”, conclui Peter Llyod-Sherlock.

As principais conclusões do estudo são que os níveis de bem-estar dos idosos na África do Sul e no Brasil têm melhorado ao longo do tempo. Pensões relacionadas à renda continuam a ser essenciais para o bem-estar, a subsistência e a inclusão econômica das pessoas idosas em ambos países.

Monitor aponta preocupação internacional com inflação

Monitor aponta preocupação internacional com inflação

 

Para a realização da pesquisa, 170 entidades foram consultadas. Lançamento ocorreu na sede do Ipea

Foto: Sidney Murrieta
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O técnico André Pineli apresentou a 3° edição do Monitor Internacional

Apesar de os agentes internacionais continuarem com uma percepção positiva em relação ao Brasil nos índices temáticos (economia; política, sociedade, governo e instituições), eles mostraram preocupação com a inflação e com a perda de competitividade decorrente da taxa de câmbio valorizada. Esse é um dos resultados da terceira edição do Monitor da Percepção Internacional do Brasil (MPI-BR), divulgado nesta segunda-feira, dia 21, no auditório da sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.

Para a pesquisa, foram consultados 170 agentes internacionais com atuação no Brasil, entre embaixadas e consulados, câmaras de comércio, organizações internacionais e empresas com controle estrangeiro, no período de 7 até 22 de fevereiro de 2011. Em relação ao crescimento do PIB nos próximos 12 meses, houve uma convergência de expectativas: 83% dos respondentes esperam crescimento entre 3,6% e 6%, e nenhum espera crescimento acima de 6%.

Sobre a inflação nos próximos 12 meses, 52% dos respondentes esperam que ela fique próxima a 5,5%, acima da meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (4,5%). O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea André Pineli explicou que os resultados refletem a desaceleração do crescimento econômico e a tendência do aumento da inflação na percepção dos agentes internacionais.

Quanto ao nível de violência, quase ¼ dos respondentes (24%) acreditam que a violência diminuiu no Brasil. Para 45% dos agentes, o nível de violência não se alterou, e para 31% aumentou. Na pesquisa anterior, de outubro de 2010, apenas 3% afirmaram que a violência tinha diminuído.

O Monitor apontou também uma diminuição da percepção de influência do Brasil nos últimos 12 meses em organismos multilaterais (de + 38 em outubro de 2010 para +14, em fevereiro de 2011) e na América Latina (de + 36 em outubro de 2010 para +16 em fevereiro de 2011). “Isso não quer dizer que o Brasil se tornou menos influente, pois o resultado é uma percepção dos agentes e, como percepção, é volátil”, explicou Pineli. Ele acrescentou que os conflitos no norte da África estão no centro da política internacional, e o Brasil não está mais nos holofotes internacionais como antes.

Taxa de câmbio e contas externas
Esta edição contou ainda com uma enquete suplementar relacionada à taxa de câmbio e às contas externas do país. Para 38% dos agentes, o governo tem demorado a intervir, apesar das medidas tomadas terem sido corretas e suficientes para deter a excessiva valorização do real. Para outros 21%, que também consideram que o governo tem sido lento, as medidas até agora implementadas foram insuficientes para sustar a excessiva valorização do real. Em sentido oposto, 41% dos respondentes avaliam que o governo tem agido no tempo certo, embora três quartos destes acreditem que sejam insuficientes as medidas anunciadas até o momento para evitar uma apreciação demasiada da taxa de câmbio.

Quase 70% dos agentes concordaram que está em curso uma “guerra cambial”, com vários países manipulando sua taxa de câmbio de forma a estimular suas economias e tornarem-se mais competitivos. E 86% afirmaram que a manipulação da taxa de câmbio, caso claramente evidenciada, deve ser objeto de queixas formais à Organização Mundial do Comércio (OMC) por parte dos países que se julgam prejudicados por esta prática.

Metodologia
O MPI-BR tem como objetivo ser uma pesquisa qualitativa sintética capaz de captar a evolução da avaliação de entidades internacionais com atuação ou representação no Brasil acerca das realidades econômica, social, política e institucional do país.

O universo dos respondentes é composto por representações de governos — por meio de suas embaixadas ou consulados —, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações multilaterais. O Monitor é calculado trimestralmente, com base em um questionário preenchido eletronicamente pelos respondentes cadastrados.

Leia a íntegra do Monitor Internacional

Veja a apresentação

Resultados do estudo TEEB serão divulgados no Ipea

Resultados do estudo TEEB serão divulgados no Ipea

 

Lançamento é uma parceria do Instituto com o MMA, o PNUMA e a Conservação Internacional

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Conservação Internacional (CI-Brasil) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) convidam para o lançamento, nesta quarta-feira, 23, às 13h, no auditório do Ipea, dos resultados finais do estudo internacional A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB), realizado pelo PNUMA. O evento contará com uma palestra do economista, assessor especial da Green Economy e líder do estudo TEEB, Pavan Sukhdev.

O estudo busca a integração dos conhecimentos especializados do campo da ciência econômica e ecológica, desenvolvendo a comunidade científica, promovendo pesquisas sobre o tema e divulgando os resultados para diversos públicos – governo, empresas e cidadãos. A proposta do Relatório TEEB Internacional é medir as perdas do capital natural nos biomas mundiais e os benefícios recebidos pela preservação do ecossistema, como o retorno de investimentos anuais em áreas protegidas.

Em novembro de 2010, durante a COP-10 em Nagoia – capital da província de Aichi no Japão, o quarto centro urbano mais populoso do país –, o relatório final do TEEB Internacional divulgou a perda anual de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões no capital natural do mundo, resultante do desmatamento e da degradação do solo. Acredita-se que o manejo efetivo dos ecossistemas e da biodiversidade e a inclusão do capital natural na contabilidade governamental e empresarial podem começar a corrigir e reduzir os custos de perdas futuras.

O evento de lançamento terá meia hora para perguntas e respostas e, em seguida, o coquetel de encerramento. Haverá tradução simultânea e transmissão online. As inscrições gratuitas devem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Assista ao lançamento do relatório TEEB na íntegra

Monitor Internacional mostra expectativas para o Brasil

 

Monitor Internacional mostra expectativas para o Brasil


170 entidades foram consultadas para a pesquisa, lançada nesta segunda-feira, dia 21, em Brasília

 

A terceira edição do Monitor da Percepção Internacional do Brasil (MPI-BR) revela as expectativas inflacionárias para os próximos 12 meses. A pesquisa, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi divulgada nesta segunda-feira, dia 21, às 14h30, na sede do Instituto em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Ed. BNDES, auditório do subsolo).

Os agentes internacionais consultados também responderam sobre as perspectivas em relação à evolução do Produto Interno Bruto (PIB), das condições gerais de crédito, do acesso da população a bens de consumo. O Monitor traz ainda a percepção dessas entidades quanto ao nível de violência no Brasil e, além do questionário-padrão, esta edição contou com uma enquete suplementar relacionada à taxa de câmbio e às contas externas do país.

Metodologia
O MPI-BR tem como objetivo ser uma pesquisa qualitativa sintética capaz de captar a evolução da avaliação de entidades internacionais com atuação ou representação no Brasil acerca das realidades econômica, social, política e institucional do país. O período de coleta de informações desta edição foi de 7 até 22 de fevereiro de 2011, e foram consultadas 170 entidades.

O universo dos respondentes é composto por representações de governos — por meio de suas embaixadas ou consulados —, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações multilaterais. O Monitor é calculado trimestralmente, com base em um questionário preenchido eletronicamente pelos respondentes cadastrados.

Leia a íntegra do Monitor Internacional

Veja a apresentação

Ipea lança livro sobre posição do Brasil na economia mundial

Ipea lança livro sobre posição do Brasil na economia mundial

 

Obra foi apresentada durante a Foresight Brazil Conference, que reuniu especialistas em São Paulo

Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

São Paulo - Foi lançado hoje (17) na capital paulista o livro Traçando Novos Rumos: o Brasil Em Um Mundo Multipolar, que reúne 15 artigos, divididos em três partes: trajetórias do crescimento sustentável; tensões internas e coesão social; e autonomia da era da independência. O livro, que levanta a discussão sobre o papel do Brasil como ator-chave no cenário mundial no século 21 foi elaborado pela Foresight, um projeto da Fundação Alfred Herrhausen Society, ligada ao Deutshe Bank (da Alemanha), em parceria com o Policy Network e o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, "essa produção traz elementos refletindo esse novo estágio que o Brasil está vivendo em termos de presença na economia mundial. Nos dias de hoje, dois terços da expansão econômica do mundo está dependendo da situação dos países não desenvolvidos".

Segundo ele, o Bric (acrônimo que representa o grupo formado pelos emergentes Brasil, Rússia, Índia e China) responde por 40% do crescimento da economia do mundo e há um grande interesse em entender o sucesso de países como o Brasil. "Estamos avançando para uma situação na qual a maior parte da produção não está localizada nos países desenvolvidos, e sim, nos ditos não desenvolvidos. Até esse conceito coloca-se novamente em cheque e abre uma perspectiva de novo ponto de vista da divisão internacional do trabalho, de como a produção se divide no mundo e quais são os motores de sua expansão para os próximos anos".

Seminário debateu o futuro da Previdência Social

Seminário debateu o futuro da Previdência Social
 
Evento em Brasília foi organizado pelo MPS e pelo Ipea. Presidente e técnicos do Instituto estavam presentes

Foto: Sidney Murrieta
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Estudiosos e autoridades debateram os desafios da previdência

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, coordenou a mesa de abertura do seminário O futuro da previdência no Brasil, que foi realizado em Brasília nos dias 16 e 17 de março. Resultado de uma parceria entre o Ipea e o Ministério da Previdência Social (MPS), o seminário debateu os rumos dos regimes geral e próprios de previdência social, a consolidação da previdência complementar no país e o panorama internacional da previdência social.

Pochmann explicou que não há modelos únicos a serem seguidos e que a experiência internacional mostrou diversas alternativas. E completou: “O sistema previdenciário no Brasil não tem 90 anos ainda, mas tem certamente uma potencialidade, uma trajetória de enormes serviços, no ponto de vista do enfrentamento da pobreza e da questão social. Mas também há indefinições quanto a sua sustentabilidade e a sua forma de cobertura mais abrangente no momento de transição que estamos vivendo.” O presidente do Ipea defendeu que a melhor forma de se entender a questão da previdência e, sobretudo, olhar o seu futuro, depende da convergência de ideias de conhecimento e é esse o objetivo do seminário.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, ressaltou a importância da parceria com o Ipea no debate sobre o futuro da previdência.“Esse debate tem que ser realizado tendo em vista as divergências que existem no mundo inteiro e não apenas no Brasil, pois não há uma linha adotada no mundo que possa ser seguida por todos em matéria de previdência. Então nós temos que discutir todos os modelos e vamos fazer isso com a contribuição do Ipea”, afirmou o ministro.Na mesa de abertura, estavam também o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Wellington Moreira Franco, e o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams.

Técnicos do Instituto assim como autoridades do MPS participaram das seis mesas de discussão que abordaram os desafios para a Previdência, como a ampliação da cobertura do sistema, sua engenharia financeira, as regras de acesso a benefícios e de reajuste, bem como seu equilíbrio de longo prazo e os parâmetros de justiça distributiva. O objetivo do encontro foi traçar um quadro mais nítido das necessidades mais urgentes do sistema, levando em conta diferentes pontos de vista. Para ler a programação, clique aqui.

Ipea lançou boletim sobre mão de obra no Brasil

Ipea lançou boletim sobre mão de obra no Brasil

Radar projeta a oferta de engenheiros em 2020 e aborda a formação de pessoal técnico-científico

Foto: Sidney Murrieta
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Técnicos do Instituto apresentam as avaliações para o mercado de engenheiros no país

Em 2020, o Brasil terá 1,5 milhão a 1,8 milhão de engenheiros. A previsão está no Boletim Radar nº 12, uma edição especial sobre mão de obra no Brasil e crescimento, divulgado nesta terça-feira, dia 15, em Brasília. O estudo mostra que a demanda por engenheiros no país deve continuar crescendo e a estimativa é de que em 2020 o Brasil precise de 560 mil a 1,16 milhão de engenheiros, dependendo do crescimento econômico do país.

Embora a quantidade de engenheiros formados até 2020 seja suficiente para suprir a demanda prevista, há o gargalo do desvio ocupacional. Em 2009, apenas 38% dos formados em engenharia estavam no mercado nas suas ocupações típicas. Ou seja: seis em cada dez engenheiros atuam em outras funções que não engenharia. Em 2020, a previsão é de que esse número aumente para 45%. É possível que, em alguns setores como construção civil, mineração, petróleo e gás, haja um gargalo na oferta de profissionais, caso a economia cresça a níveis muito altos.

O Radar aponta como soluções de curto prazo para a escassez de mão de obra qualificada de engenheiros o aumento de salários, a retenção dos profissionais em vias de se aposentar, o retorno dos já aposentados para reduzir o problema da falta de experiência, a capacitação e treinamento. Já para as medidas de longo prazo, o destaque foi para o investimento em educação, com políticas de ampliação da oferta no sistema educacional e a garantia de formação básica com qualidade, a fim de aumentar o numero de jovens aptos para o ensino superior e o mercado de trabalho.

O boletim, que analisou também a formação de pessoal técnico-científico e de engenheiros, foi apresentado pelos técnicos de planejamento e pesquisa Fabiano Pompermayer, Paulo Meyer, Rafael Pereira e Aguinaldo Maciente.

O evento teve como debatedor Manuel Marcos Formiga, assessor especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e o moderador foi Marcio Wohlers, diretor do Ipea. O Radar é uma publicação bimestral do Instituto que reúne artigos sobre produção, tecnologia, comércio exterior e outras questões em debate no Instituto.

Leia a íntegra do Radar: edição especial sobre mão de obra no Brasil e crescimento

Veja os gráficos apresentados sobre mão de obra no Brasil e crescimento

Ipea e MRE assinam acordo para realização de estudos

Ipea e MRE assinam acordo para realização de estudos

Parceria que facilitará interação entre Ministério e Instituto foi assinada nesta terça-feira, 15, em Brasília

Um acordo de cooperação técnica assinado na manhã desta terça-feira, 15, entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vai permitir a realização conjunta de estudos e pesquisas. O acordo foi assinado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e pelo diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do MRE, embaixador Norton Rapesta, na sede do Instituto, em Brasília.

“O acordo consolida a parceria já existente entre o Ipea e o MRE e abre uma janela ainda maior de integração”, afirmou Pochmann. O presidente falou sobre a realização do concurso público do Ipea, em 2008, que permitiu o ingresso de técnicos e a criação de uma diretoria voltada para as relações internacionais. Pochmann também lembrou do esforço do Instituto para expandir suas missões no exterior. Atualmente, está em funcionamento a missão do Instituto na Venezuela e há negociações avançadas com Angola e Argentina. Também há a intenção de criar uma missão na Ásia.

Entre as diversas áreas da política externa do Brasil que poderão ser estudadas, estão as negociações comerciais, a integração regional (Mercosul e Unasul), a cooperação internacional para o desenvolvimento, a aproximação com os países africanos e as negociações na Organização das Nações Unidas.

O embaixador Norton Rapesta considera que a assinatura abre ao MRE a possibilidade de trabalhar com uma área do governo que pensa, analisa e projeta as ações na área de política externa e promoção comercial. “Vejo uma complementaridade muito grande do trabalho do Itamaraty e do Ipea. Vocês pensam,  podem formular ações para que nós as executemos”, afirmou. Outro ponto importante, segundo Rapesta, é a institucionalização da parceria, que pode fazer com que ela se mantenha por outras administrações. 

O diretor substituto de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Ipea, Marcos Antonio Macedo Cintra, considera crucial o que chamou de aliança de trabalho. “O importante da relação é que vocês estão na ponta, olhando as coisas muito de perto, o que pode facilitar nosso trabalho de organizar as ações”, afirmou.

Plano

O primeiro plano de trabalho do acordo prevê a integração do Ipea à rede extranet do Ministério das Relações Exteriores para troca de mensagens e atendimento a consultas; divulgação das soluções de comércio exterior e investimentos do Ipea, por meio de representações do MRE no exterior; participação do Instituto em missões empresariais, feiras e seminários de promoção comercial e investimentos organizados pelo ministério; intercâmbio de informações e estudos; e promoção da interação entre a rede BrazilTradeNet e o portal Ipea (www.ipea.gov.br).

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