Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Ipea apresentou 2ª edição do Sips Justiça

Ipea apresentou 2ª edição do Sips Justiça

 

Estudo do Ipea mostra a percepção da população sobre a atuação de juízes, policiais e defensores públicos

Foto: Sidney Murrieta
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Estudo do Ipea levanta questões sobre a qualidade do inquérito policial

As polícias civis são o segmento do sistema de justiça com pior avaliação por parte da população do país. A constatação está na segunda edição do estudo sobre a percepção social da justiça, divulgada nesta terça-feira, dia 31, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Sips Justiça (Sistema de Indicadores de Percepção Social – Justiça) mostra que, em uma escala de 0 a 4, as pessoas ouvidas deram nota 1,81 para a Polícia Civil.

Os entrevistados também avaliaram a atuação de policiais federais, promotores, juízes, defensores públicos e advogados. A melhor nota, 2,2, foi dada à Polícia Federal. “Na teoria da opinião pública, existe a ideia de que a exposição midiática favorece uma avaliação positiva e talvez a cobertura das operações da PF tenha influenciado o resultado”, explicou Fábio de Sá e Silva, técnico de planejamento e pesquisa e chefe de gabinete da Presidência do Ipea.

“O contato da população com as polícias civis é diário, próximo, o que afeta a percepção, mas o estudo levanta a questão sobre o inquérito policial. Será que ele não é muito burocrático e dificulta a ação da justiça?”, completou.

O Sips trouxe ainda dados sobre os hábitos da população na relação com a Justiça. O estudo perguntou a 1.750 pessoas quais eram os tipos de problema que costumam resolver no sistema judiciário. Os conflitos familiares e os episódios de crime e violência são aqueles que mais motivam a busca pelo Judiciário. Previdência e relações de consumo e negócio são os menos resolvidos pelos caminhos oficiais de justiça.

“É fácil entender porque a população procura a justiça para resolver crimes e episódios de violência. Elas precisam registrar os casos, fazer boletins de ocorrência, até para justificar casos em que, por exemplo, é preciso acionar o seguro do carro. O que não dá para entender é por que, num país com um sistema extenso de seguridade social, com um código de consumidor moderno e com o consumo crescente, as pessoas não busquem o litígio nos casos de previdência e relações comerciais. Será que é falta de confiança na justiça?”, questionou o chefe de gabinete do Ipea.

Metodologia
A pesquisa foi feita presencialmente, com visitas aos domicílios. Para a elaboração do novo indicador, foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os estados do País. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5% e o grau de confiança é de 95%.

Leia a íntegra do SIPS sobre Justiça

Veja os gráficos de apresentação do SIPS sobre Justiça

Assista a íntegra da 2ª edição do SIPS Justiça

Pobreza extrema diminuiu 38% na Paraíba

Pobreza extrema diminuiu 38% na Paraíba


Diagnóstico da pobreza extrema no estado foi apresentado pelo Ipea em evento na capital, João Pessoa

A pobreza extrema na Paraíba caiu 38% entre 2004 e 2009, mas a proporção dos mais pobres ainda é o dobro da média nacional. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira, dia 30, pelo técnico do Ipea Rafael Guerreiro Osório, durante o terceiro seminário sobre a medição e dimensão da pobreza extrema, organizado pelo Instituto em João Pessoa. Participaram também do seminário a secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba, Maria Aparecida Ramos de Meneses, e o superintendente do Ideme, Mauro Nunes Pereira.

Os extremamente pobres – famílias com renda per capita mensal menor que R$ 70 – são 10% da população paraibana, enquanto que no resto do país eles representam cerca de 5%. No estado da Paraíba, 73% dessas famílias recebem benefícios do programa Bolsa Família, recursos que representam, em média, 38% da renda familiar. No período de 2004 a 2009, o número de analfabetos absolutos também caiu entre os mais pobres do estado (35% para 27%), assim como o de desempregados (13% para 11%).

A série de encontros regionais organizados pelo Ipea tem traçado um diagnóstico, por estado, da pobreza extrema e é uma contribuição do Instituto para o debate sobre a erradicação da miséria. Já foram realizados eventos no Distrito Federal e Rio Grande do Sul. O próximo será em Pernambuco, na sexta-feira, 03 de junho.

Confira a apresentação dos dados da pobreza extrema na Paraíba

Indicador mostra a percepção da população sobre a justiça

Indicador mostra a percepção da população sobre a justiça

 

Segunda edição do SIPS Justiça será lançada nesta terça-feira, 31/05, em Brasília, na sede do Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga nesta terça-feira, dia 31, a segunda edição do estudo sobre a percepção social da Justiça. O SIPS Justiça (Sistema de Indicadores de Percepção Social – Justiça) será apresentado pelo chefe de gabinete da Presidência do Ipea, Fábio de Sá e Silva, às 10h, na sede do Instituto, em Brasília (SBS, Qd. 1, Bl. J, Edifício BNDES, auditório do subsolo).

O primeiro SIPS Justiça foi divulgado em novembro de 2010. A segunda versão trará novas informações sobre como a população avalia o sistema judiciário brasileiro. Serão apresentados dados relacionados à percepção publica da atuação de promotores, juízes, defensores públicos e policiais civis e federais. O estudo Ipea analisará ainda alguns hábitos dos brasileiros em relação à justiça como, por exemplo, quais conflitos os entrevistados costumam tratar nos tribunais.

Metodologia
A pesquisa é feita presencialmente, com visitas aos domicílios. Para a elaboração do novo indicador, foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os estados do País. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5% e o grau de confiança é de 95%.

Leia a íntegra do SIPS sobre Justiça

Veja os gráficos de apresentação do SIPS sobre Justiça

Debate sobre pobreza extrema chega à Paraíba

Debate sobre pobreza extrema chega à Paraíba


Seminário promovido pelo Ipea, que já passou pelo DF e pelo RS, será realizado nesta segunda-feira em João Pessoa

Dando prosseguimento à série de seminários sobre o tema A dimensão e a medida da pobreza extrema no Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada levará o debate, nesta segunda-feira, dia 30, a João Pessoa (PB). O evento tem o apoio do Governo do Estado da Paraíba, do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme), do Sebrae-PB e do Instituto Unigente.

O credenciamento para o seminário começará às 9h, no auditório da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (CINEP, Rua Feliciano Cirne, 50, Jaguaribe). Todos os interessados no tema, especialmente gestores públicos e pesquisadores, estão convidados. A entrada é gratuita, e o evento vai até as 12h.

Participarão do seminário a secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba, Maria Aparecida Ramos de Meneses, o superintendente do Ideme, Mauro Nunes Pereira, e o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Rafael Osório, que fará uma apresentação com dados sobre pobreza extrema no Brasil e no estado nordestino. A moderação ficará a cargo de Constantino Cronemberger Mendes, representante do Ipea na região Nordeste. Para mais informações, mande mensagem (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou telefone (61-3315-5108).

Confira a apresentação dos dados da pobreza extrema na Paraíba

Microfinanciamentos na Tailândia foi tema de oficina

Microfinanciamentos na Tailândia foi tema de oficina


Professor tailandês apresenta, no Rio de Janeiro, pesquisa sobre ligação entre bem-estar e microfinanciamentos

Na sexta-feira, 20 de maio, no auditório do Ipea, no Rio de Janeiro, o pesquisador do Departamento de Economia da Universidade de Bath, na Inglaterra, Thanawit Bunsit, apresentou a oficina de trabalho Programas de microfinanciamento aumentam a felicidade e o bem-estar? Evidência empírica da zona rural da Tailândia.

O estudo parte das áreas rurais de Libong, uma ilha com quatro vilas na Tailândia, e procura mensurar se houve aumento do nível de felicidade e bem-estar com o crescimento dos programas de microcrédito na região.

A região de Libong, ao sul da Tailândia, é predominantemente muçulmana e vive da agropecuária, principalmente da extração da borracha e da vida pesqueira como base da economia. No total, moradores de 509 casas foram entrevistados, com a realização de 12 grupos de discussões, 20 líderes de vilas e 15 casos estudados. Os resultados preliminares apontam que, durante os períodos de crise econômica ou social na Tailândia, os níveis de felicidade caíram, como foi o caso do tsunami que ocorreu em 2004, ou o aumento do preço do petróleo em 1997, que gerou uma crise econômica interna muito grave.

O microfinanciamento chegou a Libong por meio de iniciativas públicas. O governo liberou um determinado valor para cada vila. Cada uma dessas vilas teria um grupo de responsáveis para emprestar dinheiro para a população a juros simples, a serem pagos em prestações. O dinheiro emprestado, em geral, era usado para pagar débitos ou para investimento em negócios.
Bunsit fala sobre o conceito da palavra bem-estar no decorrer dos anos no idioma da Tailândia. Antes era “kin dee yoo dee”, que significa uma felicidade objetiva, comer bem e viver bem. Hoje, o padrão de vida mudou e a forma mais usada seria “yoo dee mee suk”, que significa viver bem e ser feliz. “Eles precisam dos bens materiais, mas precisam estar felizes. E só a autonomia e estabilidade financeira e profissional proporcionadas pelos sistemas de microcréditos geraram esse estado na população”, afirma.

Para Bunsit, o sistema de microcréditos funciona, mas apenas se o foco for o financiamento de estabilidade e independência para a população. Além disso, são necessários outros componentes, conforme ele revela: “Microfinanciamentos não são apenas dinheiro emprestado, mas a criação de uma estabilidade e de uma possibilidade de crescimento da população”. O tailandês ainda alerta que os financiamentos não são a cura da pobreza e da miséria, mas uma das soluções além de saúde, educação e outras prioridades. O maior problema enfrentado na região é na educação da população, que muitas vezes não paga os empréstimos devido ao pouco senso de responsabilidade. “Eles pensam que o dinheiro é do governo e preferem não pagar por isso.”

Transporte público perde espaço para o individual

Transporte público perde espaço para o individual

Comunicado do Ipea revela que a frota de carros aumentou 9% ao ano e a de motocicletas, 19% 
 

Os brasileiros estão trocando o transporte coletivo pelo individuai e a tendência deve se intensificar se não houver uma atuação mais forte do Governo Federal. Essa é a conclusão do Comunicado do Ipea nº 94, A mobilidade urbana no Brasil, lançado nesta quarta-feira, 25/05, no Rio de Janeiro.

O número de usuários de veículos individuais cresceu 9% ao ano, no caso dos carros, e 19% no caso de motocicletas. O uso do transporte público caiu de 68% para 51% do total de viagens motorizadas. Essas mudanças estruturais tiveram enormes conseqüências nos  gastos dos usuários, no  consumo de energia  e na  piora nos níveis de poluição, no congestionamento e nos acidentes de trânsito.

Apresentada pelo Técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Carlos Henrique Carvalho, a pesquisa revelou que os sistemas de mobilidade são ineficientes e pioram as desigualdades sócio-espaciais. O estudo apontou que mais de 20% da população no Brasil gasta mais de uma hora por dia no trajeto casa-trabalho.

“Não sou contra o estímulo ao mercado e à indústria, pelo contrário, isso mostra crescimento econômico, só que é preciso políticas públicas e racionalidade na utilização”, alerta ele, que complementa: “Na Europa, o índice de veículos cresce quase na mesma proporção que no Brasil, as famílias têm automóvel, mas utilizam o transporte público graças aos incentivos do governo”

Uma das soluções para desafogar as grandes cidades seria a integração dos transportes, como já ocorre em grandes centros como Rio e São Paulo. E mais: uma melhoria no próprio transporte, que precisa ser atrativo para a população trocar o conforto do carro pelo ônibus ou pelo metrô.  Uma última estratégia, apontada por Carvalho, seria a criação de subsídios do governo no preço do diesel para as empresas de transporte coletivo, o que provocaria um abatimento no valor da passagem, repassado ao usuário.

Os sistemas de ônibus urbanos e metropolitanos são a modalidade de transporte público predominante no Brasil,  operando  em cerca  de  85%  dos municípios. O transporte público coletivo  urbano  atende  majoritariamente  a  pessoas  de média e baixa renda no Brasil, o que torna o valor da tarifa desses serviços um instrumento importante na formulação de políticas de inclusão social e também na gestão da mobilidade urbana.

Em 2008, foram vendidos no Brasil cerca de 2,2 milhões de automóveis e 1,9 milhão de motocicletas.  Este aumento decorre tanto  da  elevação  do  poder  aquisitivo das pessoas quanto das deficiências do transporte público e do apoio crescente do governo  federal,  na  forma  de  isenções de  impostos  e  facilidades financeiras para a aquisição  de  veículos  individuais. Se estas condições permanecerem, as frotas  de automóveis e motos deverão dobrar até 2025.

Os dados do Comunicado fazem parte do livro Infraestrutura Social e Urbana no Brasil: subsídios para uma agenda de pesquisa e formulação de políticas públicas e também serão apresentados durante o XIV Encontro Nacional da ANPUR (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional). O evento, cujo tema será realizado no Rio de Janeiro, de 23 a 27 de maio de 2011.

Confira a íntegra do Comunicado do Ipea n° 94 - A mobilidade urbana no Brasil

Ipea lançou a edição 19 do Boletim de Políticas Sociais

Ipea lançou a edição 19 do Boletim de Políticas Sociais


Temas como previdência, assistência social, igualdade racial, saúde, educação e trabalho e renda são analisados

Foto: João Viana
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O Boletim de Políticas Sociais é uma publicação periódica da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea

À Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (DISOC) compete a promoção e realização de estudos, pesquisas e demais ações necessárias ao cumprimento da missão institucional do Ipea em questões relacionadas às condições sociais e econômicas da população brasileira e ao acompanhamento e análise das políticas sociais. Dentre as missões institucionais do Ipea, a assessoria ao Governo Federal tem sido empreendida na formulação e implementação de políticas, planos, programas e projetos, e envolve a produção de notas técnicas, a participação em reuniões executivas, a composição de Conselhos, Grupos de Trabalho e Comitês, e a avaliação de programas e projetos. Com o atual processo de planejamento estratégico do Ipea, a Disoc tem atuado predominantemente no eixo de desenvolvimento “Proteção Social e Geração de Oportunidades”.

A Disoc possui uma Coordenação-Geral de Estudos e Políticas Sociais, à qual compete coordenar e supervisionar a execução das atividades relativas aos estudos e às assessorias em políticas sociais. Há também uma Coordenação de Acompanhamento e Análise de Políticas Sociais, a qual é responsável por coordenar estudos para o acompanhamento e análise de políticas sociais que envolvam múltiplas coordenações temáticas. Possui ainda uma Coordenação de Gestão de Informações Sociais, que presta apoio às demais coordenações nas atividades de desenho metodológico de estudos e pesquisas quantitativas e na produção, manutenção e operação de bases de dados.

Além disso, há 13 áreas temáticas, as quais se organizam em torno das políticas públicas orientadas à proteção social e à promoção social, ou a temas transversais. Na área de proteção social, estão estruturadas as coordenações centrais da seguridade social (previdência social e assistência social e saúde), mas também se envolve a coordenação de trabalho e renda. Com foco maior nas políticas sociais voltadas para a promoção social, encontram-se as coordenações de educação e esporte, cultura, desenvolvimento rural e, novamente, a de trabalho e renda. Há ainda coordenações que cuidam de questões transversais da política e dos problemas sociais: igualdade racial, igualdade de gênero, desigualdade e pobreza, dinâmicas demográficas e políticas públicas e responsabilidade social. Por fim, com foco em metodologias específicas de pesquisa se estruturam as coordenações de finanças sociais e avaliação de programas sociais. Todas essas coordenações dispõem de um plano de trabalho próprio, envolvendo tanto os trabalhos intersetoriais quanto as ações de iniciativa própria e de resposta a demandas externas ao Ipea, principalmente dos ministérios.

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Leia a íntegra da edição nº 19 do Boletim de Políticas Sociais

Assista  ao lançamento do Boletim de Políticas Sociais n° 19

Ipea apresentou o perfil da pobreza extrema no RS

Ipea apresentou o perfil da pobreza extrema no RS

Seminário em Porto Alegre debateu a erradicação da miséria

A proporção da pobreza extrema no Rio Grande do Sul é quase 60% menor que a média brasileira. O perfil dos mais pobres, no entanto, é muito semelhante àquele encontrado no resto do país. Os dados sobre a pobreza extrema no Rio Grande do Sul foram divulgados nesta quinta-feira, dia 26, pelo diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, durante o segundo seminário regional sobre a dimensão e a medição da pobreza extrema, organizado pelo Instituto em Porto Alegre.

Os extremamente pobres representam 2,1% da população gaúcha. No Brasil, eles são 5,2%. Boa parte dos mais pobres no Rio Grande do Sul é, assim como no resto do país, jovem e analfabeta (absolutos ou funcionais). 49,4% são crianças. A proporção de idosos em situação de miséria é baixa (2%), principalmente por causa da ampla cobertura da previdência social, que oferece benefícios a mais de 83% das pessoas acima de 60 anos.

No evento, estiveram presentes o presidente da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE), Adalmir Marquetti, a economista da FEE Clitia Helena Backx Martins e a coordenadora do Programa Estadual de Combate a Extrema Pobreza, Márcia Bauer.

A série de encontros regionais organizados pelo Ipea tem traçado um diagnóstico, por estado, da pobreza extrema e é uma contribuição do Instituto para o debate sobre a erradicação da miséria. O primeiro seminário ocorreu em Brasília em 20 de maio. O próximo será na Paraíba, na próxima segunda-feira, dia 30.

Veja os gráficos da apresentação sobre a pobreza extrema no Rio Grande do Sul

Veja os gráficos da apresentação feita pela FEE-RS

Ipea divulgou pesquisa sobre mobilidade urbana

Ipea divulgou pesquisa sobre mobilidade urbana

Comunicado nº 94, que foi lançado no Rio, atesta o crescimento do transporte individual nas metrópoles
 
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nessa quarta-feira,  dia 25,  às 10h,  o Comunicado do Ipea nº 94  A mobilidade urbana no Brasil. O estudo foi apresentado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, na representação do Ipea no Rio de Janeiro.
 
A pesquisa tem três eixos. O primeiro é um diagnóstico da mobilidade urbana no Brasil. O trabalho constata a tendência do crescimento do transporte individual (automóvel), que traz diversas consequências no sentido de inviabilizar a vida nas metrópoles, como problemas de congestionamento e poluição. O segundo eixo trata das políticas federais que vêm afetando o padrão de mobilidade nos centros urbanos brasileiros. Por fim, o terceiro eixo discute alguns cenários futuros e os grandes desafios para a melhoria das condições de mobilidade urbana.
 
O estudo faz parte do livro Infraestrutura Social e Urbana no Brasil: subsídios para uma agenda de pesquisa e formulação de políticas públicas, editado por Maria da Piedade Morais, coordenadora de Estudos Setoriais Urbanos do Ipea, e Marco Aurélio Costa, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto.

Confira a íntegra do Comunicado do Ipea n° 94 - A mobilidade urbana no Brasil

Ipea lança publicação Brasil em Desenvolvimento 2010

Ipea lança publicação Brasil em Desenvolvimento 2010


Três volumes do livro contribuem para o debate sobre políticas públicas no país. Acesso o hotsite do projeto

Foto: Sidney Murrieta

Aristides Monteiro Neto apresentou, na abertura do evento, os
três volumes da edição 2010 de Brasil em Desenvolvimento

A publicação Brasil em Desenvolvimento 2010: Estado, Planejamento e Políticas Públicas foi lançada nesta terça-feira, dia 24, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os 29 artigos do livro, reunidos em três volumes, abordam os diversos aspectos do desenvolvimento (sociais, econômicos e políticos) e são uma contribuição do Instituto para fomentar o debate sobre as políticas públicas no país.

O primeiro volume, intitulado Alicerces para a Prosperidade Econômica, sintetiza o comportamento da economia brasileira na última década e trata, entre outros assuntos, da política econômica adotada pelo país durante a crise financeira mundial (2008), do perfil do crescimento dos últimos anos e a estrutura do gasto público e seus impactos na distribuição de renda.

Na segunda parte (Redefinindo Estratégias Setoriais para o Desenvolvimento), são abortados os aspectos setoriais da economia brasileira. A regulação econômica, os déficits de infraestrtura no país, a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico, e os desafios de setores específicos, como a agricultura e o turismo, são os temas dos artigos.

Por último, os trabalhos publicados no Brasil em Desenvolvimento 2010 analisam o papel do Brasil como ator global, na seção intitulada Brasil no Mundo: Economia e Relações Internacionais. A integração Sul-Sul, o Mercosul, a Unasul, a política comercial e a presença brasileira na força de paz que atua no Haiti estão entre os tópicos desse volume.

Para Aristides Monteiro, coordenador do projeto Brasil em Desenvolvimento 2010, a pluralidade de temas e abordagens da publicação reflete a diversidade de pensamentos existente no Ipea. “Esse trabalho trata de questões da política econômica, tradição da casa, mas se abre para novos assuntos que entraram na agenda do Instituto nos últimos anos, com as reformulações feitas e criação de novas diretorias”, explicou durante o evento de lançamento.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, ressaltou na mesa de abertura do evento que a nova edição da publicação retrata o esforço feito no Instituto em busca de uma produção mais articulada e matricial. “O trabalho coletivo é uma marca do Ipea e, neste século, temos a necessidade cada vez maior de interagir os temas, diminuindo a visão setorial e departamental no nosso trabalho”, afirmou.

O evento de lançamento do Brasil em Desenvolvimento 2010 teve a participação de secretários de governo dos ministérios do Turismo; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Transportes e Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além do deputado Cláudio Puty, e dos representantes do Cepal, Ricardo Bielschowsky, e do BID, Maria de Fátima Cartaxo.

Clique aqui para acessar o hotsite do projeto Brasil em Desenvolvimento

Leia o Sumário Analítico de Brasil em Desenvolvimento 2010

Leia o primeiro volume de Brasil em Desenvolvimento 2010

Leia o segundo volume de Brasil em Desenvolvimento 2010

Leia o terceiro volume de Brasil em Desenvolvimento 2010

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