Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Seminário discutirá PD&I em telecomunicações

Seminário discutirá PD&I em telecomunicações


O evento, promovido pelo Ipea e a Agência Nacional de Telecomunicações, será no próximo dia 17, em Brasília

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) promovem, no dia 17 de maio, o seminário Estímulos à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no Setor de Telecomunicações. O evento será realizado em Brasília, no miniauditório da Anatel (SAUS, Quadra 6, Bloco E - 2º andar).

O seminário é uma oportunidade para os diversos agentes do setor de telecomunicações – governo, operadoras, fornecedores, institutos de pesquisa – apresentarem seus pontos de vista sobre o tema e trazerem subsídios à elaboração de uma proposta de Regulamento de Estímulo à PD&I em Telecomunicações.

O Regulamento, previsto pela Anatel no Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil (PGR), tem como finalidade definir medidas que ampliem a atuação brasileira em PD&I no setor, de forma a tornar o País mais competitivo nesse aspecto, em conformidade com as políticas estabelecidas pelo Governo Federal.

Os interessados em participar do seminário devem se inscrever no portal da Anatel.

Confira a programação e faça a inscrição 

Fonte: Anatel

Ipea lança edital para audiência pública

Ipea lança edital para audiência pública


Instituto anuncia certame licitatório para contratação de prestador de serviços de solução integrada da rede WAN

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou nesta sexta-feira, dia 6, o edital de Audiência Pública nº 01/2011, sobre certame licitatório para contratação da prestação de serviços de solução integrada de rede de longa distância (WAN) do Ipea. A sessão será em 13 de maio de 2011, às 14h, no auditório do 4º andar da sede do Instituto, em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco “J”, sala 401, Edifício BNDES). Para ter acesso à íntegra do edital, clique no link abaixo.

Edital de Audiência Pública nº 001/2011

 

Cooperação trará benefícios para Ásia e Brasil
Cooperação trará benefícios para Ásia e Brasil

 

Relatório da ONU lançado no Ipea mostra que comércio intrarregional pode proporcionar melhorias aos países

O relatório anual da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para Ásia e Pacífico de 2011, lançado nesta quinta-feira, 5, no Ipea, mostra ainda que os benefícios do comércio intrarregional não foram totalmente explorados devido à barreiras ligadas à tarifas elevadas. Os países menos avançados da região (LDCs) mantiveram-se à margem da exportação de bens manufaturados nos últimos 40 anos e não se beneficiaram do dinamismo experimentado pela região, devido à falta de capacidade produtiva.

A ESCAP também aponta a Cooperação Sul-Sul como elemento chave para o desenvolvimento da região. Para o Diretor do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), Rathin Roy, “a relação entre o Brasil e os países emergentes da Ásia transcende o estereótipo do Brasil como provedor de commodities e recursos minerais para a industrialização asiática; para asiáticos e brasileiros, o que importa é garantir melhores condições de vida e oportunidades para os cidadãos de amanhã”.

Roy aponta que “esse é o desafio do crescimento inclusivo: não o debate entre modelos orientados às exportações e modelos de substituição de importações, mas um caminho para o desenvolvimento a longo prazo que transforme a vida das pessoas”. Para o diretor do IPC-IG, a base da cooperação entre os países emergentes da América do Sul e Ásia é um entendimento compartilhado do que é preciso para se alcançar o crescimento econômico com inclusão social. “A experiência brasileira é crucial para orientar a Ásia em como abordar esses urgentes desafios”, adiciona o diretor do IPC-IG, instituição responsável pelo lançamento do relatório no Brasil.

O relatório da Comissão da ONU para Ásia e Pacífico, lançado pela primeira vez no Brasil desde 1957, destaca alternativas que podem ajudar formuladores de políticas públicas brasileiros. “Existe grande potencial para aprendizado mútuo por meio do diálogo de políticas públicas sobre temas da agenda atual, como o controle da inflação, a volatilidade do mercado financeiro global, a diversificação do comércio e de investimentos, e uma melhor e mais adequada infraestrutura”, conclui Roy.

Para o embaixador José Botafogo Gonçalves, presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, “os dados trazidos a nós pelo lançamento do novo Relatório da Comissão Econômica e Social para a Ásia e Pacífico no Brasil são importantes fontes para futuras oportunidades comerciais do Brasil com a Ásia”. O presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio de Janeiro, acredita que, “com a emergência de novos players em um mundo multipolar, a Cooperação Sul-Sul torna-se ainda mais importante para a economia brasileira”.

Fonte: IPC-IG

Ásia deve crescer 7,3%, mas inflação preocupa

Ásia deve crescer 7,3%, mas inflação preocupa

Relatório da ONU divulgado no Ipea alerta para risco de 42 milhões de pessoas no continente se tornarem pobres

Lançado hoje em Brasília no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o relatório anual da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para Ásia e Pacífico (ESCAP, Bangcoc) prevê que os países emergentes devem continuar sendo os motores da economia mundial. A previsão de forte crescimento para a região – estimada pela ONU em 7,3% para 2011 – fica abaixo da taxa de 8,8% alcançada em 2010, mas confirma o ritmo de recuperação pós-crise dos países asiáticos. No entanto, a perspectiva de crescimento regional está sujeita a riscos e incertezas – a alta de preços dos combustíveis e dos alimentos, as consequências das catástrofes naturais e a volatilidade dos fluxos de capital se colocam como principais desafios.

Pela primeira vez desde 1957, a principal publicação da ONU para a região da Ásia e Pacífico também foi lançada no Brasil, o que demonstra a crescente relevância do país como ator global e seu engajamento com os países emergentes.  Este evento inédito é resultado de uma parceria do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) em Brasília e o Ipea, contando com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal),  o Escritório do Coordenador-Residente da Organização das Nações Unidas no Brasil e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais.

Dentre as economias que mais crescem, espera-se da China uma taxa de 9,5% em 2011. Em seguida, 8,7% para a Índia e 6,5% para a Indonésia. As economias da Índia e da Indonésia devem se beneficiar do consumo e investimento fortes, enquanto que o governo chinês deve tomar medidas para reorientar mais a economia para o consumo interno. O desastre natural do Japão em 2011 também terá grande repercussão, embora menor do que inicialmente previsto. O Relatório da ESCAP estima que um recuo de um ponto percentual no crescimento econômico do Japão pode resultar em uma diminuição de 0,1 % no crescimento da região da Ásia e Pacífico como um todo.

"A região Ásia-Pacífico emergiu da crise financeira global como o motor do crescimento e âncora da estabilidade da economia global ", disse a subsecretária-geral e secretária-executiva da ESCAP, Sra. Noeleen Heyzer. "Os países têm agora a oportunidade histórica de reequilibrar a estrutura econômica para sustentar o seu dinamismo e fazer do século XXI um verdadeiro século da Ásia e do Pacífico", acrescentou.

Inflação

Apesar do otimismo deste ano, a maioria das economias tende a sofrer com o aumento da inflação. De certa forma, a alta da inflação reflete a retomada do crescimento, mas é também causada pela recente alta dos preços dos alimentos e combustíveis. Esse fenômeno pode provocar impacto prejudicial para as populações pobres e vulneráveis. Estima-se que a bolha inflacionária possa levar 42 milhões de pessoas à pobreza em 2011, juntando-se aos 19 milhões já afetados em 2010. No pior cenário, a duplicação dos preços dos alimentos em 2011 e elevação do preços médios do petróleo para 130 dólares por barril podem forçar alguns países em desenvolvimento a retardar em até cinco anos o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Com mais de 950 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 dólares por dia na Ásia e no Pacífico, o relatório chama atenção dos governos para a necessidade de sistemas de proteção social.  No médio prazo, o relatório recomenda aos governos investirem em políticas que ampliem o consumo por meio da oferta de empregos de qualidade e a promoção da agricultura e do desenvolvimento rural.

Fonte: IPC-IG 

Leia mais: Cooperação e diálogo político benéficos para Ásia e Brasil

Relatório da ONU para Ásia e Pacífico será divulgado

Relatório da ONU para Ásia e Pacífico será divulgado

 

Evento no Ipea terá a participação de representantes das Nações Unidas e do Instituto nesta quinta, dia 5

Pela primeira vez desde 1957, o Relatório Econômico e Social das Nações Unidas para a Ásia e Pacífico – a principal publicação da ONU para a região – também será lançado no Brasil, o que demonstra a crescente relevância do país como ator global e seu engajamento com os países emergentes. O relatório é produzido pela Comissão Econômica e Social para Ásia e Pacífico (ESCAP, Bangcoc) e apresentará as projeções oficiais de crescimento econômico, indicadores macroeconômicos e sociais para os países da região, com destaque para a China, Índia, Indonésia e Japão.

O relatório aborda diversos temas que dialogam com a realidade brasileira, tais como: fluxo de capitais de curto prazo, diversificação da pauta de exportações e transformação estrutural das economias emergentes, aumento expressivo dos preços de combustíveis e alimentos, desafios para eliminar barreiras ao desenvolvimento do comércio intrarregional, o problema do desemprego que afeta em maioria os jovens, mecanismos que incentivam a demanda interna dos países – nesse ponto particularmente o Brasil teria muito a contribuir –, além de análises que chamam atenção para adoção de economias mais verdes como elemento-chave para políticas de redução de pobreza.

Com o objetivo de promover o diálogo e o intercâmbio de ideias sobre temas de comum interesse aos países emergentes da Ásia e Pacífico e o Brasil, o evento contará com exposições de diretores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e abrirá espaço para o debate entre os palestrantes e o público.  A apresentação será na sede do Instituto, em Brasília (SBS, Quadra 1, Edifício BNDES, auditório do 11º andar), a partir das 9h30.

O encontro de lançamento no Brasil está sendo organizado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e pelo Ipea, contando com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal),  o Escritório do Coordenador-Residente da Organização das Nações Unidas no Brasil e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri, Rio de Janeiro).

Para mais informações: Francisco Filho e Mariana Hoffmann - (61) 21055036/ 21055022 / 8181 6933 / 8125 6469. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

PROGRAMAÇÃO

9h30min –  Café da manhã de boas vindas aos convidados

10h – Abertura do evento

Sr. Jorge Chediek, Coordenador-Residente da Organização das Nações Unidas e Representante-Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil

Sr. Carlos Mussi, Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal, Nações Unidas), Brasília

Sr. Jorge Abrahão, Diretor de Estudos e Políticas Sociais, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)  - “Perspectivas sociais para o Brasil: para onde queremos ir?

10h40min – Lançamento do Relatório “Perspectivas Econômicas e Sociais da Ásia e Pacífico 2011: Sustentando o Dinamismo e Promovendo o Desenvolvimento Inclusivo

Sr. Rathin Roy, Diretor, Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Brasília

11h - Cenário econômico internacional: oportunidades de diálogo Brasil-Ásia

Sr. Marcos Cintra, Diretor de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) 

11h20min – Sessão de perguntas e respostas com os palestrantes

12h – Considerações finais

12h15min – Encerramento

Trabalhadoras domésticas são tema de Comunicado

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga nesta quinta-feira, dia 5, às 14h30, o Comunicado do Ipea nº 90, Situação atual das trabalhadoras domésticas no país. A pesquisa, que traz dados sobre o perfil geral do trabalho doméstico por faixa etária, sexo, raça e escolaridade, será apresentada pela técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Luana Simões Pinheiro, na sede do Instituto, em Brasília ( SBS, Quadra 1, Bl. J, Ed. BNDES, auditório do subsolo).

O estudo analisa também as condições de trabalho, a jornada, a distribuição das trabalhadoras domésticas que moram e não moram nos domicílios onde trabalham, além de apontar a proporção dessas trabalhadoras que prestam serviço em mais de um domicílio, segundo a raça.  

A formalização do emprego doméstico também é abordada no Comunicado, que mostra a proporção de trabalhadoras com carteira assinada e que contribuem para a Previdência. A pesquisa avalia ainda a relação do salário mínimo com a remuneração média dessas trabalhadoras, diferenciando a renda daquelas que têm carteira de trabalho assinada da percebida pelas que não a possuem.

Confira a íntegra do Comunicado do Ipea n° 90, Situação atual das trabalhadoras domésticas no país

Ouça o Ipea Podcast sobre o tema


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Nona edição do IEF será apresentada em São Paulo

Nona edição do IEF será apresentada em São Paulo

 

Indicador do Ipea revela expectativas das famílias em relação à situação socioeconômica do Brasil

A nona edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), com resultados relativos ao mês de abril, será apresentada nessa quinta-feira, 5 de maio, às 11h, no Escritório Regional da Presidência da República, em São Paulo (Avenida Paulista, 2.163, 9º andar, sala Vale do Paraíba). A divulgação será feita pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann.

O indicador aponta a percepção das famílias para o futuro próprio e da economia brasileira. Eis algumas informações levantadas mensalmente pelo IEF e que compõem a nona edição do índice:

- Expectativa das famílias sobre a situação econômica nacional;

 - Percepção das famílias sobre a condição financeira passada e a expectativa sobre a condição futura;

 - Expectativa das famílias sobre decisões sobre consumo

 - Expectativa das famílias sobre o endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; e

 - Expectativa das famílias sobre o mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento de melhora profissional futura.

Leia a íntegra da 9ª edição do Índice de Expectativas das Famílias

Veja os gráficos da apresentação

Rapidez e custo influenciam na escolha do transporte
Rapidez e custo influenciam na escolha do transporte


Percepção do brasileiros sobre a mobilidade urbana foi revelada na segunda edição do Sips sobre esse tema

Sidney Murrieta
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Os técnicos de planejamento e pesquisa Ernesto Galindo e Luciana Acioly durante a apresentação do Sips

A impressão que os usuários dos diferentes meios de transporte têm sobre a mobilidade urbana foi o tema da nova edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) divulgado nesta quarta-feira, 6, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).  O estudo revelou, entre outras informações, as formas de deslocamento mais utilizadas nas regiões metropolitanas e não metropolitanas, a avaliação dos usuários e as razões que levam a população a escolher determinado meio de transporte. 

De acordo com a pesquisa, 60% dos habitantes das regiões metropolitanas usam o transporte público em seus deslocamentos. O número é significativo quando comparado com os dados dos outros municípios pesquisados. Fora dos grandes centros urbanos, menos de 25% das pessoas optam pelo sistema público de transporte. Nessas regiões, destacam-se os deslocamentos a pé (19,9% dos pesquisados) e em motos (18,9%).

De forma geral, a maior parte da população tem avaliações positivas sobre a qualidade dos meios de transportes. 66,3% consideram “muito bom” ou “bom” a forma de deslocamento que mais utiliza. O pior resultado foi registrado entre aqueles que optam pelo transporte coletivo, com menos de 50% avaliando como bom o serviço. “De qualquer maneira, nem mesmo a avaliação do transporte coletivo é ruim, já que quase metade considera bom e 36% regular”, comentou Ernesto Galindo, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

O Sips mostrou ainda que a rapidez, a disponibilidade e o custo são os fatores com maior peso na escolha do usuário e também na disposição dele para utilizar o transporte público. “Esses fatores sempre aparecem e estão relacionados com os investimentos feitos pelo poder público, mas as percepções dos usuários podem carregar ideias pré-concebidas. Será que o usuário do carro sabe que o transporte público pode ser mais rápido?”, questionou Galindo.  O pesquisador afirmou que as políticas públicas também devem se preocupar com a disseminação de informações sobre os transportes. “Os preconceitos podem impedir mudanças siginificativas na mobilidade urbana”, concluiu.

A sensação de segurança nos deslocamentos urbanos foi outro ponto abordado na pesquisa. Os usuários do transporte público se mostraram mais preocupados, especialmente aqueles que já sofreram algum tipo de acidente ou foram assaltados –  60% dos que já sofrearam assalto, por exemplo, raramente ou nunca se sentem seguros.

“Os usuários de transporte público são os mais influenciados pela experiência com acidentes e assaltos, enquanto a percepção dos motoristas de carro quase não foi sensível a esses eventos. Isso reforça que pode haver uma ideia pré-concebida sobre a segurança dos meios de transporte”, ressaltou o pesquisador do Ipea.

Leia a íntegra da segunda edição do SIPS sobre Mobilidade Urbana

Veja os gráficos da apresentação sobre Mobilidade Urbana

Ipea divulga estudo sobre mobilidade urbana
Ipea divulga estudo sobre mobilidade urbana


A 2° edição da pesquisa foi lançada nesta quarta-feira, na sede do Instituto, em Brasília

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta quarta-feira, dia 4, às 10h, a segunda edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre mobilidade urbana. A divulgação foi feita pelo técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Ernesto Galindo, na sede do Instituto, em Brasília, no auditório do 16° andar (SBS, Quadra 1, Bl. J, Ed. BNDES).

O estudo mostra a percepção que os usuários de diferentes tipos de transporte (carro, transporte público, bicicleta, a pé) têm sobre a mobilidade urbana. A pesquisa revela as respostas dos entrevistados sobre os meios de transportes mais usados nas regiões metropolitanas e não metropolitanas, nas capitais e não capitais, os motivos principais para a escolha do meio de transporte e as condições apontadas por quem não usa transporte público para utilizá-lo.

O texto traz ainda a percepção dos entrevistados quanto às características mais importantes para um bom transporte, a avaliação dos meios de transporte, a percepção da frequência de congestionamentos e sensação de segurança no meio de transporte.

O Sips foi realizado por meio de entrevistas domiciliares, num total de 2.786 questionários válidos, com 30 questões aplicadas a pessoas maiores de 18 anos. Considerou-se uma distribuição pelas grandes regiões do país e por cotas, tendo como parâmetros a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008 (PNAD) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia a íntegra da segunda edição do SIPS sobre Mobilidade Urbana

Especialistas debateram ciberciência cidadã no Ipea

Especialistas debateram ciberciência cidadã no Ipea

Computação Voluntária e Inteligência Distribuída foram alguns dos conceitos debatidos durante o seminário 

“A capacidade de processamento dos bilhões de computadores pessoais e smartphones conectados à internet no mundo inteiro é maior do que qualquer supercomputador existente. Esses recursos podem ajudar a desenvolver projetos importantes para a ciência”, afirmou François Grey, diretor do Centro de Ciberciência Cidadã (Citizen CyberScience Centre), na abertura do primeiro dia do Brasil@Home, no auditório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A frase do cientista, membro do Cern, um dos pirncipais laboratórios de física de partículas, traduz a filosofia por trás da Ciberciência Cidadã.

“As pessoas podem contribuir para projetos científicos oferecendo recursos do seu computador ou um pouco do seu tempo livre”, disse Lucas Mation, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e um dos organizadores do evento. Ele explicou que o Brasil@Home surgiu da necessidade de divulgar essa ideia entre membros da comunidade científica, desenvolvedores e pessoas comuns no país. “Nos últimos 15 anos, institutos de vários países têm resolvido problemas importantes com a colaboração da sociedade, com custos muito baixos, mas essa prática ainda está concentrada nos principalmente na Europa e nos Estados Unidos”, argumentou.

A Ciberciência Cidadã trabalha com dois conceitos básicos: a computação voluntária e a inteligência distribuída. No primeiro caso, voluntários conectados à internet permitem que parte da capacidade de processamento do seu computador ou smartphone seja usada para cálculos e simulações em pesquisas científicas.

Um exemplo são os trabalhos sobre mudanças climáticas realizados na Universidade de Oxford, Reino Unido. Os pesquisadores usaram a capacidade ociosa de 50 mil computadores para simular modelos de previsões climáticas e estudar as possíveis alterações que a emissão de gases na atmosfera poderia causar no clima. Os resultados do estudo comprovaram que existe influência desses gases na frequência maior de algumas catástrofes naturais.

Já a inteligência distributiva define o trabalho efetivo de pessoas nas pesquisas, para digitalizar ou classificar dados e imagens. O recurso foi usado, por exemplo, para mapear o padrão de dispersão da malária no continente africano. A pesquisa forneceu subsídios para que o governo de Moçambique mudasse as políticas públicas de combate à doença.

“Para o Ipea, a Ciberciência Cidadã pode ser útil na coleta de dados em pesquisas econômicas e na avaliação de políticas públicas”, afirmou Mation. “O Brasil é o quinto país com mais pessoas conectadas e existe uma tradição de open source. A colaboração pela internet poderia ajudar em projetos de ciência básica, na proteção ambiental e em pesquisas humanitárias, por exemplo”, completou François Grey. O evento contou com a exposição dos especialistas especialistas Dan Rowlands, Philip Brohan, David Anderson, Francisco Vilar, Javier de la Torre, Ben Segal e Daniel Lombraña González.

Entre os dias 3 e 6 de maio, ocorrerão eventos do Brasil@Home no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio haverá, além de palestras, uma Hackfest, encontro com a participação de cientistas e desenvolvedores para elaborar projetos-pilotos de Ciberciência Cidadã. Para obter mais informações sobre as atividades, acesse a página do projeto no Brasil.

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