Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Lançada a edição comemorativa de 15 anos Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Helio Montferre/Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (29/11), a edição especial comemorativa de 15 anos do Boletim Regional, Urbano e Ambiental (Brua), que reúne 17 artigos principais de pesquisa desenvolvidos pela Diretoria de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais (Dirur) durante o período. Criado em 2008, o Boletim chegou à sua 30ª edição com artigos que sintetizam estudos do Ipea sobre temas fundamentais para os debates sobre as políticas territoriais do Brasil na atualidade.

Para o diretor de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais, Aristides Monteiro Neto, houve uma significativa ampliação do escopo de temas relacionados às políticas centradas no território. "Quando o Boletim foi criado no fim de 2008, havia um clima de renovação de equipes e linhas de pesquisa por força da entrada de novos pesquisadores por meio de concurso público. Com mais pesquisadores, a Dirur passou a se abrir para além de suas áreas já consolidadas do regional e urbano, a alguns temas emergentes à época como relações federativas, meio ambiente e desenvolvimento rural”, disse.

No retrospecto da publicação, destacam-se pesquisas robustas de avaliação de políticas regionais, urbanas e habitacionais, de meio ambiente e sustentabilidade alimentar. Está também presente em investigações sobre eficiência do gasto público em governos subnacionais, capacidades governativas e cooperação federativa, além de possuir estudos circunstanciados sobre regiões de fronteira, transposição e revitalização do Rio São Francisco e recursos hídricos, incluindo também a produção de indicadores para o gasto ambiental e para o cálculo do índice de vulnerabilidade social (IVS).

Como desdobramento da consolidação destes estudos, o esforço de assessoria governamental ganhou espaço significativo na agenda da Diretoria, com aportes para avaliação de políticas para o Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (Cemap) do governo federal, assim como para os Ministérios do Desenvolvimento Regional, do Meio Ambiente, das Cidades, das Relações Institucionais, do Desenvolvimento Social, da Defesa, e Superintendências Regionais de Desenvolvimento (Sudam, Sudene e Sudeco) entre outros.

A maioria das experiências apresentadas representa uma pesquisa de duração de médio e longo prazos, algumas com longevidade de dez anos ou mais. O artigo do diretor Aristides Monteiro Neto nesta edição destaca a realização ao longo de quase uma década de pesquisa de um conjunto de estudos sobre o Desenvolvimento Regional do Brasil, elencando as contribuições que o próprio Ipea fez ao longo dos anos para uma Economia das Políticas Regionais.

A biodiversidade e os serviços ecossistêmicos também são frutos de uma longeva pesquisa. Ao longo de 14 anos, pesquisadores da Coordenação de Estudos em Sustentabilidade Ambiental do Ipea, em parceria com diversas instituições nacionais, desenvolveram uma série de estudos. Os resultados obtidos reforçam que a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos são um importante componente do capital natural brasileiro, gerador de benefícios econômicos e bem-estar, em escala global. Dessa forma, esses são temas indissociáveis e cada vez mais estratégicos para o desenvolvimento econômico, socialmente inclusivo e ambientalmente sustentável do Brasil.

A editora do Boletim e técnica de planejamento e pesquisa do Ipea, Rute Imanishi Roderigues, ressalta a longevidade de alguns estudos, como o caso de pesquisadores que estão trabalhando há muito tempo com determinados temas, desde antes da criação do próprio Boletim. “Tem gente que está trabalhando há 20 anos em determinados temas, acompanhando políticas e programas e, com isso, os textos são bastante informativos e de gente que conhece bem os temas apurados aqui”, frisou. Para ela,“a publicação não só mostram a bagagem e o quanto se acumulou de pesquisa na Dirur como mostra que juntos, eles têm uma potência maior, pois nós vemos interrelações e conexões entre os textos e dão uma força muito maior para o trabalho da diretoria”.

Esta edição especial também faz um apanhado sobre os principais estudos produzidos pelo Ipea nos últimos 15 anos sobre mobilidade urbana. Houve também o desenvolvimento de estudos sobre tendências da mobilidade, mostrando o notável aumento do transporte individual e o declínio do transporte público nas últimas décadas, com impactos significativos sobre as condições de mobilidade da população e repercussões sobre a tarifa do transporte público. Há também estudos focados na mobilidade sustentável, em que a valorização do transporte não motorizado e do transporte público coletivo torna-se política crucial para reduzir as externalidades negativas produzidas nos sistemas de mobilidade urbana.

Acesse a edição especial de 15 anos do Boletim Regional, Urbano e Ambiental (Brua)

Lançamento do Número 30 Especial Comemorativo de 15 Anos do Boletim Regional, Urbano e Ambiental (Brua)

Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Brasil assume liderança do T20 e propõe foco no combate à desigualdade social e à fome

Foto / Reprodução

O Brasil recebeu oficialmente no sábado (25) a coordenação do Think20 (T20), grupo de engajamento do G20 que discute e propõe soluções e políticas públicas para o desenvolvimento mundial. Participaram da cerimônia, na Cidade do Cabo (África do Sul), a presidenta do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, a presidente da Fundação Alexandre de Gusmão, embaixadora Márcia Loureiro, e a ex-ministra do Meio Ambiente e representante do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Izabella Teixeira.

“O mundo é dinâmico e nossos desafios são complexos. O T20 sabe disso e opera como uma plataforma para dialogo e cooperação. Promove um contínuo intercâmbio de ideias, pesquisas e recomendações de políticas. Essa adaptabilidade do T20 ajuda a responder aos principais temas globais, fornecendo recomendações técnicas ao G20. Uma das principais características do T20 é seu compromisso inabalável com a inclusão. Inclusão não é apenas um recurso, mas um princípio norteador que molda a própria composição do G20”, afirmou Luciana.

As três brasileiras receberam da delegação indiana, que liderou o T20 em 2023, uma chave que simboliza a coordenação do grupo. A troika de instituições brasileiras forma o Comitê Organizador do T20 Brasil, que há meses trabalha na mobilização de think tanks e centros de pesquisa para apoiar o G20. A presidenta do Ipea falou sobre os eixos que serão estudados e discutidos sob a coordenação brasileira do T20, como regras e regulações do sistema financeiro, reformas multilaterais do sistema bancário para o desenvolvimento e comércio e investimento para um crescimento inclusivo e sustentável. Eles estão divididos em seis forças-tarefas que entregarão propostas de ações até o final de 2024.

“O mais importante para a presidência brasileira é o combate à desigualdade social e à fome. Estamos promovendo políticas para combatê-las, no âmbito da cooperação trilateral, incentivando segurança alimentar e nutricional para termos um sistema sustentável, expandido o acesso aos principais serviços de proteção social, promovendo cobertura universal de saúde, lutando contra a discriminação racial no trabalho e as desigualdades nos serviços de saúde”, explicou Luciana.

A presidente da Funag, Márcia Loureiro, ressaltou que o lema da presidência brasileira do G20 é “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”. Ela também lembrou uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova Délhi (Índia): “A presidência brasileira vai assegurar que os grupos de engajamento tenham a oportunidade de reportar suas conclusões e recomendações aos representantes do governo”.

Por sua vez, Izabella Teixeira, do Cebri, destacou uma característica em comum nas três instituições brasileiras que coordenam o T20: todas elas são, atualmente, comandadas por mulheres, fato que foi bastante aplaudido pela plateia de pesquisadores e autoridades estrangeiras. Teixeira convidou os participantes do evento a se engajarem nas discussões promovidas pelo T20 Brasil, com o objetivo de avançar nas pautas de interesse do Sul Global.

Antes de concretizarem a transferência da coordenação do T20 para o Brasil, os representantes da Índia fizeram um balanço de sua gestão à frente do grupo. Samir Saran, presidente do think tank indiano Observer Research Foundation (ORF) e chefe do Secretariado do T20, afirmou que foram produzidas 323 publicações por autores e editores de 75 países, integrantes de 710 instituições parceiras. Desses, 692 são homens e 508 mulheres.

A cerimônia de transferência da coordenação do T20 ocorreu durante a Cape Town Conversation, evento organizado pela ORF que reuniu, de sexta (24) a domingo (26), centenas de pesquisadores de nações emergentes, em especial do Hemisfério Sul, na Cidade do Cabo, África do Sul, para discutir os desafios ao desenvolvimento global. Os painéis abordaram temas específicos, como o Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Brics e o futuro dos mecanismos multilaterais, cooperação transfronteiriça e sustentabilidade ambiental.

Confira a programação e os detalhes da Cape Town Conversation no site da ORF

23 11 27 t20 2

Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Desoneração da folha salarial: O que justifica e quem se beneficia dela?

Freepik

O Congresso Nacional vai decidir em breve se mantém ou se derruba o veto do Presidente da República ao Projeto de Lei n° 334/2023, que prorroga benefícios fiscais (as chamadas “desonerações”) para empresas de vários setores econômicos. Na prática, o projeto reduz a contribuição patronal no pagamento da contribuição previdenciária, aquela que custeia o pagamento de aposentadorias e benefícios da Previdência Social.

O veto presidencial aponta inconstitucionalidade ao estipular renúncia de receita sem indicar o impacto orçamentário e a devida fonte de compensação, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pelo próprio Congresso para o ano de 2023. Em prol do projeto, alega-se a preservação dos setores que mais empregam, mas há controvérsias.

O estudo "Os setores que mais (des)empregam no Brasil", de autoria de Marcos Hecksher, coordenador de Produtividade, Concorrência e Tributação, da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset/Ipea), publicado no último Boletim Radar, explica a necessidade e os possíveis efeitos das desonerações, destacando os benefícios e problemas que podem surgir, dependendo do contexto em que são implementadas. “Se falarmos de desonerações da folha salarial, concentradas em empresas de uma lista de atividades econômicas, podemos dizer que essas ficam autorizadas a reduzir sua contribuição previdenciária patronal quando for vantajoso que ela passe a ser calculada em função de seu faturamento, e não dos salários pagos. Assim, pagam menos do que as outras empresas pela mesma cobertura previdenciária oferecida aos funcionários de todas [as demais]. Benefícios como aposentadoria, pensão, licença maternidade e outros serão iguais para todos os trabalhadores. Porém, com a desoneração, algumas empresas terão contribuído menos do que outras”.

Um aspecto relevante a ser considerado é justamente a natureza provisória da desoneração. Ela pode ocorrer em algum momento e ser extinta em outro. Essa decisão demanda uma constante reavaliação de seus efeitos, para que se verifique se a medida cumpriu com seus propósitos originais. “A política começou temporária em 2011, mas foi estendida em 2021 até dezembro deste ano. Nos últimos meses, com a aproximação do fim do benefício, os setores desonerados voltaram a defender uma nova prorrogação até 2027, mas ela não se justifica”, avalia Marcos. De acordo com o artigo publicado no Radar, os setores da economia que mais geram empregos não são exatamente os que recebem o benefício da desoneração da folha.

Os setores beneficiados não são os maiores empregadores e, de 2012 a 2022, reduziram sua participação na população ocupada (de 20,1% para 18,9%), entre os ocupados com contribuição previdenciária (de 17,9% para 16,2%) e entre os empregados com carteira assinada do setor privado (de 22,4% para 19,7%). Movimento similar é observado nos últimos dez anos com dados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

“Uma desoneração pode ser benéfica, por exemplo, para estimular a economia em um momento de crise, mas, em geral, qualquer redução de tributos precisa ser compensada com um aumento da tributação em outro lugar, ou com um corte de despesas públicas. Caso contrário, a receita perdida deve elevar o déficit público, que precisará ser coberto com aumento da dívida pública ou tenderá a pressionar a inflação. Nenhuma desoneração é gratuita e sempre há algum custo a ser pago por alguém”, explica.

Para o especialista, há situações e modelos de aplicação em que os benefícios compensam o custo, mas isso não vem ocorrendo com a desoneração da folha salarial vigente. “Desde o início dessa política, os setores desonerados reduziram o número de empregos, enquanto os demais aumentaram as vagas”, traduz.

“É possível que a destruição de empregos nos setores beneficiados tivesse sido ainda maior caso não houvesse desoneração, mas bons estudos que simularam esse cenário contrafactual encontraram benefício muito pequeno, em número de empregos, se comparado ao custo da arrecadação perdida”, explica. Em parte, isso é esperado, porque essa desoneração incide sobre todo o contingente de trabalhadores já empregado em cada empresa, não apenas sobre os fluxos de aumento do emprego, quando ocorrem. Mesmo que uma instituição não contrate ninguém, ela pode pagar menos contribuição previdenciária por todos os seus funcionários. Esse modelo não funciona bem hoje e deveria ser revisto”, conclui.

Acesse o Boletim Radar, n° 73, agosto de 2023.

 Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-857
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Lançamento do Beneficiômetro apresenta as perspectivas da seguridade social no Brasil

Helio Montferre/Ipea

A seguridade social no Brasil ganha destaque com o lançamento do "Beneficiômetro da Seguridade Social” pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O evento ocorreu durante o seminário sobre Questões Contemporâneas da Seguridade Social no Brasil, na última quinta-feira (23). A presidente do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, participou da abertura do evento e destacou a importância do novo portal, que proporciona transparência aos gastos públicos. O projeto reúne 121 indicadores nas áreas de saúde, assistência e previdência, preenche lacunas no entendimento dos avanços das políticas públicas. Ele oferece uma análise abrangente que vai além das métricas financeiras convencionais.

 

Luciana ressaltou a relevância do Beneficiômetro em mostrar à população como os benefícios são entregues, defendendo uma proteção social efetiva para um desenvolvimento inclusivo e sustentável. “É muito emocionante estar com pessoas que defendem uma proteção social efetiva e isso é importante para pensar um desenvolvimento inclusivo e sustentável em um ambiente democrático”, destacou. “Temos agora um portal que dá transparência à seguridade social, na saúde, na assistência e na previdência”, lembrou.

Na mesa de abertura, Fabiola Sulpino Vieira, coordenadora de saúde da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea explicou que a iniciativa é para mostrar o aspecto integral das três políticas contempladas não apenas o financeiro. Para ela “o projeto busca aprimorar o debate público sobre as políticas sociais”. Ela enfatizou a importância da colaboração entre diversos atores para a construção do Beneficiômetro. Rafael Guerreiro Osório, diretor-adjunto da Disoc que também compôs a mesa, sublinhou a necessidade de mostrar à sociedade o valor entregue pela seguridade social. O evento prestou homenagem a Elias Antônio Jorge, um influente pesquisador no tema, cujo trabalho inspirou o projeto. A apresentação da presidente ressaltou sua contribuição fundamental para o entendimento dos benefícios sociais no Brasil. Como homenagem, a viúva do pesquisador, Sonia Macedo, recebeu flores da presidente do Ipea

O seminário contou com mesas de discussão sobre previdência social, assistência social, tendência de pesquisa e a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS). O Beneficiômetro foi apresentado como uma ferramenta que proporciona uma análise detalhada dos benefícios oferecidos, contribuindo para a transparência na gestão pública e uma compreensão mais clara dos avanços sociais no país.

A primeira mesa discutiu o “Panorama da Previdência Social Brasileira a partir de Indicadores Sociais Clássicos”, mediada por Rogerio Nagamine Costanzi, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da Disoc, que explorou a previdência social no Brasil. Fabio Monteiro Vaz, coordenador de Previdência Social da Disoc, apresentou o Beneficiômetro, destacando a importância de 27 indicadores para analisar coberturas, receitas, adequação de benefícios, sustentabilidade e efeitos sobre a pobreza e desigualdade. Para debater estavam presentes Eduardo da Silva Pereira, coordenador-geral de Estudos e Estatísticas do Ministério da Previdência Social e Luís Eduardo Afonso, professor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo, que trouxeram perspectivas dos desafios enfrentados pelo sistema previdenciário brasileiro.

Na segunda mesa “Uma Introdução aos Benefícios Ofertados pela Política de Assistência Social”, a mediação ficou por conta de Pedro Herculano Ferreira de Souza, coordenador de Assistência Social, Pobreza e Desigualdade da Disoc que abordou a importância crescente da transferência de renda, especialmente após a pandemia. Marina Brito Pinheiro, pesquisadora do Ipea, destacou em sua apresentação a complexidade do trabalho coletivo na definição de indicadores, enquanto Ieda Maria Nobre de Castro, diretora do Ministério do Desenvolvimento Social, enfatizou a necessidade de defender a assistência social.

A tarde iniciou com a mesa sobre “A Relevância do Sistema Único de Saúde para a População Brasileira", mediada por Liliane Cristina Gonçalves Bernardes, especialista em política pública da Disoc. Fabiola Sulpino Vieira falou sobre a importância do SUS, e apresentou os indicadores da saúde que compõem o Beneficiômetro. Os debatedores Ricardo Dantas de Oliveira, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz e Eli Iola Gurgel Andrade, professora titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, ressaltaram a complexidade e os aprendizados possíveis com o SUS.

A última mesa, "Seguridade Social no Brasil: Questões e Perspectivas Atuais da Agenda de Pesquisa", mediada por Ana Cleusa Serra Mesquita, técnica de planejamento e pesquisa da Disoc, trouxe uma visão abrangente sobre as pesquisas em andamento. O debate aconteceu entre Luciana Jaccoud, pesquisadora da Disoc, Marcelo Abi-Ramia Caetano, secretário-geral da Associação Internacional de Seguridade Socia e Cristiani Vieira Machado vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz, que compartilharam a situação das pesquisas e o panorama da seguridade social no mundo e no Brasil.

O encerramento do evento foi conduzido por Rafael Guerreiro Osório e Fabiola Sulpino Vieira, que agradeceram a presença e participação de todos que tornaram possível a criação do Beneficiômetro. Fabiola explicou que o lançamento do portal é apenas o início de um trabalho que pode ajudar o país a se conhecer melhor. A próxima versão do Beneficiômetro deve contar com mais indicadores e ampliar a quantidade de informações disponíveis. Todos podem ajudar a construir a ferramenta que já está disponível para utilização.

Questões e Perspectivas Contemporâneas da Seguridade Social no Brasil e Lançamento do Beneficiômetro da Seguridade Social

Comunicação – Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Pesquisadores do Ipea são premiados pelo Tesouro Nacional

Técnicos de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foram premiados em 2º lugar e com menção honrosa na 28ª edição do Prêmio Tesouro Nacional. O resultado, divulgado na última sexta-feira (24), traz o trabalho “Tributação e Transferências Públicas Sob a Ótica de Gênero e Raça no Brasil: Pontos para Debate”, que conquistou o segundo. O estudo é de autoria de Fernando Gaiger Silveira, diretor de Desenvolvimento Institucional do Ipea, Luana Passos, assessora especial do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e Matias Cardomingo, coordenador-geral de Análise de Impacto Social e Ambiental no Ministério da Fazenda.

Já Rafael da Silveira Soares Leão, Danúbia Rodrigues da Cunha, Cláudio Hamilton Matos dos Santos e Rodrigo Cavalcanti Rabelo receberam menção honrosa com a monografia sobre “O impacto dos royalties da exploração de recursos naturais nas finanças públicas municipais do Brasil: estimativas a partir de instrumentos Bartik modificados”. Fernando Gaiger Silveira e Cláudio Hamilton Matos dos Santos são professores da 6ª turma do Mestrado Profissional do Ipea.

Ao todo, noventa trabalhos foram avaliados para o prêmio. Na categoria "Artigos", em que os pesquisadores do Ipea concorreram, foram inscritas 67 monografias sobre os temas: Política Fiscal e Crescimento; Financiamento do Investimento e da Política Pública; Federalismo Fiscal: Eficiência e Equidade; e Contabilidade Pública, Transparência e Informações Gerenciais. Os três primeiros colocados foram premiados na categoria "Soluções em Gestão Fiscal". A cerimônia de premiação será realizada no dia 12 de dezembro.

O Prêmio é uma inciativa do Tesouro Nacional que visa incentivar a pesquisa científica em finanças públicas e expandir o conhecimento nesse segmento. Nesta edição, foram reconhecidos artigos que abordam temas ligados a finanças públicas e soluções em gestão fiscal.

Fernando Gaiger Silveira, que desenvolve estudos nas áreas de desigualdade de renda, tributação e financiamento, gasto social, questão agrária, sistema de saúde nacional, mercado de trabalho agrícola e pobreza, destacou a importância da parceria que resultou no trabalho premiado. “Fomos contemplados com um trabalho que aborda um assunto que recebe pouca atenção. Há poucos trabalhos a respeito de tributação e incidência de tributos sobre negros e mulheres. Especialmente sobre negros. Os trabalhos, em geral, abrangem mais a questão do gasto sobre negros e mulheres. Creio que conseguimos colocar esse tema na agenda, com uma base de dados que temos e apontar situações importantes”, disse

Os trabalhos vencedores serão publicados na edição especial da Revista Cadernos de Finanças Públicas, do Tesouro Nacional. O concurso é promovido e realizado pela Secretaria do Tesouro Nacional e tem o apoio da Fundação Getúlio Vargas (como patrocinadora), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Acesse mais informações sobre o Prêmio Tesouro Nacional 2023

Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Edital do concurso do Ipea será publicado até o fim deste mês

Helio Montferre/Ipea

O presidente substituto do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Claudio ​Amitrano, informa que o edital do certame será publicado até o fim deste mês no hotsite (https://www.ipea.gov.br/concurso) criado especialmente para divulgar informações do concurso.

O certame terá 80 vagas para o cargo de técnico de planejamento e pesquisa e, segundo o presidente substituto, "será uma grande oportunidade para ampliar a diversidade e fortalecer a atuação estratégica do Ipea em suas unidades no Rio de Janeiro e em Brasília, possibilitando melhores condições de desenvolvimento das atividades do Instituto". 

A banca do concurso será a Cesgranrio (mais informações nesta matéria). Fiquem atentos às notícias, aos documentos e às datas importantes em nosso portal, em especial ao hotsite​, e nossas redes sociais. 

Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Concurso do Ipea tem número de vagas, especialidades e locais de prova definidos

Helio Montferre/Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contratou a Fundação Cesgranrio para a realização de seu próximo concurso público, que terá dois anos de validade, podendo ser prorrogado por igual período. Serão selecionados 80 técnicos de planejamento e pesquisa, cargo de nível superior, divididos em dez especialidades: políticas públicas e desenvolvimento, políticas públicas e sociedade, políticas públicas e avaliação, políticas públicas e sustentabilidade, desenvolvimento de sistemas, infraestrutura de tecnologia da informação, ciência de dados, comunicação social e divulgação científica, processo editorial e planejamento, gestão e logística. A distribuição das vagas está especificada no contrato, e o edital deve ser divulgado nos próximos dias.

O subsídio inicial para o cargo de técnico de planejamento e pesquisa do Ipea é, hoje, de R$ 20.924,80. A expectativa para as nomeações dos servidores públicos é grande, pois o último certame realizado pelo Instituto ocorreu em 2008, ou seja, há 15 anos. O concurso visa repor a força de trabalho do Ipea, que possui servidores distribuídos entre sua sede, em Brasília, e a Gerência Regional do Rio de Janeiro. Ele está organizado em duas etapas: provas objetiva e discursiva – que ocorrerão em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal – e a avaliação de títulos.

O contrato, publicado no Diário Oficial da União no dia 21 de novembro, estima em 30 mil o número de candidatos no concurso. Das 80 vagas ofertadas e das que vierem a ser criadas durante o prazo de validade do concurso, 10%, definidas em cada especialidade, serão reservadas a pessoas com deficiência. Por sua vez, as vagas destinadas à cota de negros (pretos e pardos) corresponderão a 20%. O contrato foi assinado pelo diretor de Desenvolvimento Institucional do Ipea, Fernando Gaiger Silveira, e o presidente da Cesgranrio, Carlos Alberto Serpa de Oliveira.

Leia a íntegra do contrato

Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Embaixador brasileiro registra em livro a contribuição dos estudos do Ipea sobre a desigualdade racial no país

O embaixador do Brasil no Quênia, Silvio Albuquerque, lançou a terceira edição do livro "As Nações Unidas e a luta internacional contra o racismo". A obra aborda a atuação da diplomacia brasileira contra a discriminação racial. A publicação traz dados e pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feitos entre 2000 e 2001, sobre a desigualdade racial no país. Albuquerque menciona no livro que uma das mais importantes contribuições para os trabalhos do Comitê Nacional Preparatório originou-se de estudos e indicadores produzidos pelo Ipea a respeito do quadro real de desigualdade racial vigente no Brasil, que vitimava os afrodescendentes. A publicação, lançada em sua primeira edição em 2007, pela Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), entidade vinculada ao Ministério da Relações Exteriores, está disponível para gratuitamente para a leitura (em formato pdf).

O livro analisa os resultados da Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Correlata, realizada em 2001 em Durban, na África do Sul. Segundo o embaixador, a produção de dados e análises desagregados por raça oferece precisão estatística e credibilidade ao diagnóstico produzido pelo Comitê sobre a desigualdade racial no país, fornecendo base às propostas levadas pela delegação brasileira às negociações dos documentos preliminares e finais da Conferência.

A presidenta do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, destaca a importância do livro e da atuação do embaixador Silvio Albuquerque. “A publicação revela um profundo conhecimento do tema e, mais que isso, um compromisso importante de um servidor público de carreira com a luta antirracista. Esse é um grande desafio que torna obrigatória a leitura do livro por quem queira abordar a questão e entender a importância de uma burocracia estável, dos Estados nacionais, das políticas públicas e das organizações multilaterais para rompemos barreiras que às vezes parecem intransponíveis, e não são”, ressaltou.

Os estudos mais citados pelo embaixador são de autoria de Sergei Soares, “Perfil da Discriminação no Mercado de Trabalho: homens negros, mulheres brancas e mulheres negras”, e de Ricardo Henriques (então colaborador no Instituto), que faz referência à “Desigualdade Racial no Brasil: Evolução das Condições de Vida na Década de 90”.

Acesse aqui a íntegra do livro do embaixador Silvio Albuquerque

Assista ao depoimento do embaixador no Youtube.

Comunicação – Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Beneficiômetro da seguridade social evidencia os benefícios da saúde, assistência e previdência

 Créditos: Radilson Carlos Gomes

A Constituição Federal de 1988 representou um marco significativo ao consolidar a seguridade social como um direito. Dividido em três pilares – saúde, assistência social e previdência social – o sistema visa garantir proteção universal e igualitária a todos. Para compreender essas políticas sociais e quantificar seus impactos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança o "Beneficiômetro da Seguridade Social”, uma iniciativa inédita para analisar os avanços sociais no Brasil. O instrumento apresenta indicadores das três áreas, reunidos em uma base de dados confiável, que fornece informações importantes para visualizarmos os avanços sociais trazidos pela redemocratização do país.

O Beneficiômetro reúne 121 indicadores nas três áreas de saúde, assistência social e previdência social, sendo cada elemento um componente desse instrumento. Essa ferramenta é um esforço do Ipea para preencher lacunas no entendimento dos avanços na oferta de benefícios das políticas públicas, proporcionando informações abrangentes que ultrapassam as tradicionais métricas financeiras. Os conteúdos estão consolidados em um novo portal, com textos auxiliares que ajudam a analisar e explicar os dados e indicadores. Essas informações serão úteis para a sociedade, pesquisadores, agentes públicos e jornalistas no acesso às entregas do poder público. Inspirado pela visão do professor Elias Antônio Jorge, o Beneficiômetro serve como guia através da proteção social do país.

Os indicadores do projeto incluem benefícios monetários e não monetários, abrangendo áreas como saúde sexual e reprodutiva, saúde materna e infantil, cobertura vacinal, previdenciária e serviços socioassistenciais. São 55 indicadores na área da saúde, subdivididos em 57 séries, 39 na assistência com 68 séries e 27 na previdência com 63 séries. Textos que fornecem subsídios para analisar os dados e a estrutura complexa da previdência social brasileira também estão disponíveis no portal do Ipea.O projeto será qualificado em etapas, à medida que os usuários utilizarem a base de dados e explorarem os recursos disponíveis.

Essa ferramenta representa um passo significativo para monitorar e promover o aprimoramento das políticas sociais no Brasil. Ao fornecer uma análise detalhada dos benefícios oferecidos pelo SUS, pela assistência social e pela previdência, o Ipea contribui para a transparência na gestão pública e promove uma visão mais clara dos avanços sociais no país. Este é apenas o primeiro passo do projeto que será continuamente aprimorado, fortalecendo a gestão e o controle social nas áreas analisadas.

O Beneficiômetro surge como uma bússola que guia o usuário de dados no universo da proteção social no Brasil. Ao transcender os números financeiros, o projeto do Ipea oferece uma visão aprofundada dos desafios e conquistas, proporcionando uma base sólida para a compreensão da relevância da seguridade social e da necessidade de aprimoramento contínuo das políticas sociais. Este é um primeiro passo, e, à medida que o Beneficiômetro evolui, continuará sendo uma ferramenta essencial na compreensão e aprimoramento do sistema de proteção social brasileiro.

Acesse abaixo os textos de apoio para auxiliar a interpretar os dados e indicadores:

Explorando os Benefícios da Política de Assistência Social

O texto para discussão “Beneficiômetro da Seguridade Social: uma introdução aos benefícios ofertados pela política de assistência social” oferece um panorama para analisar a política de assistência social através de indicadores sobre as ofertas pelo Estado e cobertura populacional por serviços socioassistenciais. A mensuração dos benefícios da assistência social é realizada por meio de 40 indicadores, com diferentes graus de complexidade abrangendo diversos apoios disponíveis para diferentes públicos em situação de vulnerabilidade. Os índices, embora variados, comunicam de forma acessível a presença e a relevância dessa política no cotidiano de parcelas significativas da população. Os benefícios não se limitam apenas a aspectos monetários ou atendimentos imediatos nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), mas incluem elementos intangíveis para aqueles que não são beneficiários diretos.

O Beneficiômetro da assistência social não apenas monitora as ofertas de proteção social não contributiva no Brasil, mas também examina a estruturação da própria política. A assistência social no Brasil é uma política relativamente recente, iniciada na década de 1990, e sua manutenção depende, em grande medida, da discricionariedade governamental, especialmente no que diz respeito aos benefícios não monetários.

A análise dos benefícios monetários, como o BPC e o Programa Bolsa Família (PBF), destaca seu papel na segurança de renda e no enfrentamento às desigualdades e à pobreza no país. A avaliação dos programas e serviços socioassistenciais revela a necessidade de fortalecimento do modelo de financiamento da política, pois os serviços muitas vezes não conseguem processar adequadamente o volume de demandas existentes.

O conteúdo mostra que os principais desafios são a universalização do acesso aos benefícios da assistência social e a superação das desigualdades existentes em diferentes regiões e municípios. O trabalho enfatiza a necessidade de articulação entre as políticas que compõem o tripé da seguridade social brasileira, promovendo a disseminação de informações e impulsionando a pesquisa e inovação em políticas sociais.

Radiografia da Previdência Social Brasileira

O texto para discussão “Beneficiômetro da Seguridade Social: um panorama da previdência social brasileira a partir de indicadores clássicos” traz uma visão detalhada da previdência social no Brasil, lançando luz sobre diversos componentes e destaca a importância dos três regimes: Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), Regime Geral de Previdência Social (RGPS), e Sistema de Proteção Social dos Militares (SPSM).  A previdência complementar e os benefícios continuados da assistência social, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), são peças importante na abordagem do texto. Os indicadores apresentados no material e disponíveis no portal se dividem em sete dimensões, traçando o panorama previdenciário brasileiro.

Os dados apresentados refletem a complexidade e a amplitude do sistema previdenciário, destacando a despesa significativa de R$ 1,06 trilhão com benefícios e a representação de 14,8% do PIB em despesas. A análise destaca o papel dos benefícios previdenciários e assistenciais na redução da pobreza, apesar da concentração de contemplados nos estratos médio-superiores de renda.

Os desafios de longo prazo são sensíveis em um cenário demográfico de envelhecimento populacional acelerado. Equilibrar a sustentabilidade dos sistemas previdenciários com a cobertura populacional, adequação dos benefícios e incentivos ao trabalho e à contribuição previdenciária será fundamental. O texto oferece uma análise abrangente, destaca a importância de políticas que promovam a sustentabilidade e a equidade no acesso aos benefícios previdenciários e assistenciais, garantindo a proteção social para todos.

O Beneficiômetro da Saúde: Revelando a Importância do Sistema Único de Saúde (SUS)

O texto para discussão “Beneficiômetro da Seguridade Social: a relevância do sistema único de saúde para a população brasileira” destaca a importância do SUS para o bem-estar social. O estudo mostra os benefícios proporcionados pelo SUS através de indicadores criteriosamente selecionados para a componente saúde do Beneficiômetro. Os indicadores abrangem quatro temas essenciais: saúde sexual e reprodutiva, saúde materna e da criança, imunização e atendimento em saúde. A abordagem vai além da perspectiva fiscalista, destacando a importância de considerar a devolução à sociedade, através de serviços públicos de saúde, do que é arrecadado como tributo.

Cinquenta e cinco indicadores são apresentados e discutidos, priorizando aqueles que refletem a cobertura individual do SUS. O objetivo é ampliar e qualificar a visão sobre os benefícios relacionados à seguridade social, explicando quais e quantos são esses benefícios, assim como a parcela da população beneficiada, e possibilitar o acompanhamento ao longo do tempo.

A análise desses indicadores revela o aumento significativo no número de tomografias e ressonâncias magnéticas realizadas pelo SUS de 2013 a 2021 e destaca a expansão da produção em áreas específicas. O texto também chama a atenção para desafios, especialmente em anos recentes, como a queda na cobertura vacinal e no número de consultas médicas. Essas flutuações são discutidas a partir das medidas de austeridade fiscal, mudanças demográficas e os efeitos da pandemia de COVID-19.

Nas próximas etapas o Beneficiômetro incluirá a ampliação para componentes coletivos do SUS, com ênfase em ações e serviços nos campos da vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental. Essa expansão permitirá uma compreensão mais abrangente do impacto do SUS na saúde da população brasileira, consolidando seu papel como pilar essencial na promoção da cidadania e na construção de uma sociedade mais saudável e equitativa.

Comunicação – Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Publicada relação de eventos científicos que vão receber apoio financeiro do Ipea em 2024

Divulgação do Encontro da Sociedade Brasileira de Econometria

Publicado nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União (DOU), o resultado dos eventos técnico-científicos selecionados para receber apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2024. A iniciativa, promovida pela Diretoria de Desenvolvimento Institucional (Dides), fortalece o intercâmbio entre pesquisadores e impulsiona a disseminação do conhecimento acerca de alternativas de políticas para o desenvolvimento do país.

A presidenta do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, que assina a chamada pública, destaca o comprometimento do Instituto com o fomento à pesquisa e à troca de experiências. O documento garante transparência nos atos, desempenhando um papel fundamental na promoção de congressos, simpósios, workshops e eventos similares, por meio do Programa de Apoio a Eventos Técnico-Científicos (Proev).

A lista de entidades organizadoras contempla eventos como o 14° Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política, o XXIX Encontro Nacional de Economia Política da Sociedade Brasileira de Economia Política e o 20º Seminário de Diamantina, organizado pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG - Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar).

A divulgação abrange ainda o VIII Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação - ENEI 2024, promovido pela Associação Brasileira de Economia Industrial e Inovação (Abein) em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), e o 7º Seminário de Graduação e Pós-Graduação da ABRI, que abordará o tema "Rumo à multipolaridade? Tensões, alianças e o lugar do Brasil na ordem global".

O resultado inclui também o XIII EPED - Encontro de Pesquisa Empírica em Direito da Rede de Pesquisa Empírica em Direito, a 14ª Bienal do Colóquio Transformações Territoriais do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o XI Encontro Brasileiro de Administração da Sociedade Brasileira de Administração Pública (SBAP), e o XVI Encontro Internacional da Associação Keynesiana Brasileira (AKB).

O Ipea mantém o compromisso de promover o desenvolvimento científico e a colaboração entre pesquisadores. As datas definitivas dos eventos ainda podem sofrer alteração e serão divulgadas assim que possível.

Acesse a íntegra do resultado da Chamada Pública nº 001/2023.

Comunicação - Ipea
(61) 2026-5501
(21) 3515-8704 / (21) 3515-8578
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Subcategorias



Reportar Erro
Escreva detalhadamente o caminho percorrido até o erro ou a justificativa do conteúdo estar em desacordo com o que deveria. O que deveria ter sido apresentado na página? A sua ajuda será importante para nós, obrigado!

Form by ChronoForms - ChronoEngine.com