Ipea realizou seminário sobre ecossistemas e biodiversidade

Ipea realizou seminário sobre ecossistemas e biodiversidade

 

O evento foi uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

“É importante deixar claro o nosso comprometimento e a importância que damos ao tema no Ipea”, disse o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Jorge Abrahão, ao abrir o seminário Economia de Ecossistemas e Biodiversidade. Abrahão representou o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, durante o evento, realizado na sexta-feira, dia 28, no auditório do Ipea.

A mesa de abertura foi composta por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Maria Cecília de Brito, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Fernando Coimbra, chefe da Divisão de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, e Cristina Montenegro, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Maria Cecília fez uma análise sobre a biodiversidade no Brasil e a sensibilização da sociedade para esse tema. “Embora questões climáticas, como aquecimento global, tenham sensibilizado as pessoas, a perda da biodiversidade não tem o mesmo impacto na sociedade”, resumiu a secretária. Em seguida, assumiu a palavra o indiano Pavan Sukhdev, líder do estudo The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB). Sukhdev iniciou sua apresentação ressaltando a importância global do estudo e o envolvimento de diversos organismos internacionais como parceiros nas pesquisas.

Para Sukhdev, a preservação do meio ambiente transcende a esfera do ambientalismo por si só, sendo uma questão de desenvolvimento econômico e social. O pesquisador utilizou exemplos da pesca, citando que mais de US$ 43 bilhões já foram destinados, como subsídios, para o setor pesqueiro, que busca o peixe em águas cada vez mais profundas. “Isso poderá causar, se tudo continuar assim, a extinção de grande parte de espécies de peixes em 50 anos”, afirmou o indiano.

Para ele, isso representa a falta de sustento de populações litorâneas que dependem economicamente da pesca e cuja alimentação é extremamente dependente das proteínas dos peixes. “Não estamos falando de questões ambientais, mas dos objetivos do milênio, tentando minimizar as perdas, no âmbito do desenvolvimento econômico e social”, disse Sukhdev. Ele citou a degradação das florestas tropicais, presentes, em sua maioria, em países em desenvolvimento. “A grande dificuldade hoje é valorar os serviços ambientais a fim de quantificar sua importância no PIB de um país.”

Em seguida, a mesa de debates composta por José Aroudo Mota, coordenador de Meio Ambiente do Ipea, Shigeo Shiki, gerente de Projetos do MMA, Peter May, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e Donald Sawyer, professor da Universidade de Brasília (UnB), junto ao palestrante, respondeu às perguntas dos participantes do seminário. O evento teve transmissão on-line pelo site do Ipea e prestigiou os 45 anos do Instituto.

Saiba mais sobre o estudo da Economia de Ecossistemas e Biodiversidade