Foto: Thiago Albuquerque/Ipea
Representantes das assessorias internacionais de ministérios, agências reguladoras e outros órgãos federais participaram, nesta quarta-feira (6), da Oficina Técnica de Planejamento do Novo Sistema de Coleta de Dados da Cobradi, realizada no auditório Anna Peliano, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A atividade teve como objetivo discutir alternativas para a criação de uma ferramenta automatizada de coleta de dados para uso no âmbito da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi), pesquisa realizada pelo Ipea em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
Após a mesa de abertura, a bolsista doutora na Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional, Cristina Sydow, fez uma palestra sobre a Cobradi e os principais desafios na coleta de dados. Na sequência, a UX designer Tainah Papa Moreira e a consultora Carmen Roseli Menezes, ambas da Agência Brasileira de Cooperação, apresentaram o atual processo de construção da Plataforma Brasileira de Cooperação Internacional (PBCI).
A programação também incluiu atividades práticas em que foram debatidas as dificuldades enfrentadas pelos participantes para fornecer dados à Cobradi, bem como as possibilidades da automação e do uso de IA para coleta e sistematização de dados, institucionalização e aprendizado. Na quinta-feira (7), a atividade será realizada novamente, em formato online, com foco em servidores de instituições de ensino superior federais.
A Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) e diretora-adjunta na Diretoria de Estudos Internacionais (Dinte) do Ipea, Cláudia Regina Baddini Curralero, destacou o caráter exploratório da oficina. “A coleta de dados da Cobradi é um processo feito de forma muito manual ainda. Então, a perspectiva é identificar as principais dificuldades de quem alimenta as informações relacionadas à pesquisa, para que a gente possa, através da automação, sanar esses problemas. Queremos proporcionar soluções dos dois lados, tanto para quem preenche as informações quanto para os pesquisadores que as coletam. A ideia é receber subsídios para criar essa proposta de automação”, disse.
Conforme a consultora Carmen Roseli Menezes, da Agência Brasileira de Cooperação, a ABC tem experimentado ganhos significativos desde que começou a pensar em soluções na automação de sua coleta de dados, em 2015. “Já conseguimos avanços importantes na geração dos nossos relatórios, mas queremos também auxiliar os nossos parceiros. Por isso que pensamos em criar a Plataforma Brasileira de Cooperação Internacional, a PBCI, que está sendo desenvolvida, ainda em estágio inicial. A ideia é que ela seja oferecida ao Ipea e aos demais entes que participam da cooperação Sul-Sul, para que consigam, no mesmo sistema, gerar as informações e que não exista um mundo de arquivos de Excel perdidos por aí”, afirmou.
Cooperação internacional em foco
O objetivo da pesquisa Cobradi é examinar a participação do Brasil na cooperação internacional para o desenvolvimento. Isso inclui investigar investimentos, ações de cooperação, contribuição para a Agenda 2030 e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, engajamento na Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento e características da internacionalização das Instituições de Ensino Superior brasileiras. A meta final é fornecer uma visão abrangente do papel do Brasil na cooperação internacional.

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