A presidenta do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Luciana Mendes Santos Servo, foi eleita Mulher Economista de 2025 pelo Sistema Cofecon/Corecons, que reúne o Conselho Federal de Economia (Cofecon) e os conselhos regionais de Economia.
Segundo a entidade, “a premiação reconhece sua trajetória de excelência, liderança e significativa contribuição para o desenvolvimento econômico com justiça social”. A honraria será entregue durante a posse da nova diretoria do Cofecon, em data a ser confirmada. A decisão foi tomada na última sexta-feira (12) durante uma sessão plenária das entidades.
A premiação busca reconhecer e valorizar mulheres que atuam em funções estratégicas na economia, tanto no campo teórico quanto no aplicado, e que contribuem, com seu conhecimento e atuação, para o desenvolvimento econômico com justiça social.
Primeira mulher negra a presidir o Ipea, a economista Luciana Servo é técnica de planejamento e pesquisa do órgão desde 1998. Doutora em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), mestre pela Universidade de São Paulo (FEA/USP) e graduada, também em economia, pela Universidade de Brasília (UnB), atuou nas áreas de economia da saúde, mercado de trabalho e economia regional.
A escolha da vencedora foi realizada após indicação de dezenas de nomes pelos conselhos de economia e pela Comissão Mulher Economista e Diversidade e várias rodadas de votações secretas pelo plenário do Cofecon.
“Estou honrada por receber o título de Mulher Economista de 2025. Esta homenagem reflete não apenas minha trajetória profissional, mas o trabalho de muita gente, incluindo das redes de institutições do Estado e da sociedade civil, de servidoras, servidores, colaboradoras e colaboradores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Ministério do Planejamento e Orçamento e de parcerias com outros ministérios que vem buscando mudar a realidade do Brasil com compromisso com uma economia que promova justiça social, inclusão e equidade de gênero e raça. Acredito que, ao enfrentar desigualdades estruturais e valorizar a diversidade, fortalecemos o Brasil e abrimos caminhos para que mais mulheres negras e pessoas historicamente excluídas possam liderar esse processo de desenvolvimento para a transformação estrutural da nossa sociedade”, declarou Luciana Servo.
Nas edições anteriores, foram premiadas as economistas Denise Lobato Gentil (2020), Esther Dweck (2021), atual ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e Tânia Bacelar (2022). Em 2023, foi a vez da ex-presidenta Dilma Rousseff ser agraciada com a honraria. Atuando na China, ela é presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do BRICS. O Cofecon também homenageou postumamente a economista Maria da Conceição Tavares em 2024.
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