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Demanda interna por bens industriais recua em abril, mas acumula alta de 6% em 12 meses

No mês de referência, houve diminuição tanto da produção nacional para o mercado interno (1%) quanto das importações (0,3%)

Crédito foto: José Paulo Lacerda/CNI.

A quantidade de bens industriais disponível para o mercado interno do Brasil recuou 0,6% em abril, na comparação com março. A informação consta do Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, divulgado nesta segunda-feira (23). O resultado ocorreu em razão das quedas de 1% da produção interna destinada ao mercado nacional, além da queda de 0,3% das importações de bens industriais.

Tabela 1 8

O registro de abril sucedeu o crescimento nulo de março na série dessazonalizada. Ainda assim, o trimestre móvel encerrado em abril cresceu 1,7% na margem, quando comparado com o fechado em janeiro.

No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou alta de 6% em abril, contrastando com a elevação de 2,4% da produção interna, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE).

O consumo aparente de bens industriais é uma medida da demanda interna por bens industriais. Ele é definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações.

A desagregação em grandes grupos econômicos apresenta um desempenho heterogêneo na comparação livre de efeitos sazonais. O grande destaque positivo ficou por conta da demanda por bens de consumo duráveis, que registrou alta de 5,1% na margem. Enquanto os bens intermediários e bens de capital registraram altas de 0,6% e 0,4%, a demanda por bens semi e não duráveis retraiu 1,1%. 

O índice de difusão – que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal – para 63,6%, ante 50,0% em março. Os destaques positivos foram os segmentos outros equipamentos de transporte e produtos químicos, com altas de 9,4% e 3,4% na margem, respectivamente.

Na comparação interanual, oito segmentos da indústria de transformação apresentaram crescimento em abril, em relação ao mesmo período de 2024. O segmento ‘outros equipamentos de transporte’ se destacou (12,5%), seguido pelo consumo aparente de máquinas e equipamentos (6,1%). No tocante ao trimestre móvel, treze setores registraram aumento em comparação a abril de 2024. 

Quanto ao resultado acumulado em doze meses, dezessete segmentos tiveram crescimento, sobressaindo-se o consumo aparente de outros equipamentos de transporte e aparelhos elétricos, com altas de 36,9% e 15,0%, respectivamente.

Acesse a íntegra do indicador no blog da Carta de Conjuntura

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