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Ipea destaca recomendações do Conselho de Think Tanks do BRICS em reunião de sherpas no Rio de Janeiro

Presidência brasileira inova com participação da sociedade civil no encontro

Créditos: Brics Brasil

O Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, sediou nesta semana a 2ª Reunião de Sherpas. Na ocasião, foram apresentadas recomendações diretamente aos principais negociadores dos países-membros do BRICS. Na oportunidade, Keiti Gomes, diretora de Estudos Internacionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destacou as contribuições do Ipea como representante do Conselho de Think Tanks, o BTTC.

A reunião também foi um marco histórico para o BRICS: pela primeira vez desde a criação do grupo, representantes da sociedade civil participaram formalmente do encontro de sherpas.

O BTTC, que apresentou 23 recomendações para consideração à presidência neste mês de abril, teve como destaques três temas prioritários: cooperação no sistema monetário internacional; sistemas de vigilância em saúde e de preparação para crises globais para lidar com emergências de saúde pública; e metas climáticas individuais, destacando o papel do Novo Banco de Desenvolvimento na promoção da sustentabilidade.

“O BRICS pode liderar em finanças sustentáveis, influenciando políticas que equilibrem o crescimento econômico com a responsabilidade ecológica, incluindo resiliência climática, adaptação, mitigação e conservação da biodiversidade, promovendo assim o desenvolvimento sustentável e inclusivo. O BRICS também deveria desenvolver uma taxonomia de financiamento para adaptação climática”, detalhou Keiti.

O encontro, parte do pilar "People-to-People" (P2P) do BRICS, contou com a presença de lideranças de diversos setores, marcando uma nova fase de diálogo entre governos e sociedade civil no âmbito do bloco, incluindo o Ipea como representante do BTTC.

João Pedro Stédile, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), falou como representante do Conselho Civil. "Reunimos mais de 200 dirigentes no Brasil e em outros países para elaborar propostas detalhadas sobre os temas em discussão. É necessário que o Conselho Civil, como aqui estamos em várias representações e, em particular, o Conselho Popular Brasileiro, seja automatizado para que a nossa participação seja perene e não seja apenas por vontade desse ou aquele governo ou reduzida a apenas um evento", afirmou Stédile durante sua intervenção.

Participaram também do diálogo Ronald Luiz dos Santos (Secretaria Nacional da Juventude) e Constanza Neri (CNI/Aliança de Mulheres Empresárias), representando o Conselho de Juventude; Francisco Gomes, CEO da Embraer, pelo Conselho de Negócios do BRICS; Hugo Freire (TCU), representando as Instituições Superiores de Auditoria do BRICS; Getúlio Vaz, do Fórum de Pequenas e Médias Empresas do BRICS; e o senador Humberto Costa (PT-PE) e o deputado Fausto Pinato (PP-SP), representando o Fórum Parlamentar do BRICS.

Depoimentos de parceiros

O processo de elaboração de recomendações aos países-membros contou com participação de diversos agentes, de diferentes instituições, que integram o grupo da comunidade especializada brasileira. Depoimentos de alguns desses parceiros e parceiras podem ser acessados no nosso canal do YouTube.

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