Os elementos paratextuais são definidos como o conjunto de itens que acompanham o texto principal, trazendo informações para sua identificação e utilização.
A capa consiste da cobertura do miolo da publicação. O miolo representa o conjunto das páginas internas da publicação, isto é, inseridas entre as capas, geralmente impressas em papel de gramatura menor (mais fino) que o da capa. No caso de publicações impressas, as capas do Ipea podem incluir ou não orelhas.
A figura 1 apresenta alguns elementos normalmente contidos nas capas de publicações do Ipea, a saber:
FIGURA 1
Elementos gerais que figuram nas capas de publicações do Ipea

Elaboração: Ipea.
Para fins editoriais, as capas dividem-se em quatro: a primeira capa, que encima a falsa folha de rosto; a segunda capa, que corresponde ao verso da primeira capa; a terceira capa, que vem logo a seguir da última página do miolo; e a quarta e última capa, que corresponde ao verso da terceira capa.
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A primeira capa encima a falsa folha de rosto. É aquela que apresenta o título, elemento de identificação de uma publicação. Este expressa o conteúdo geral e dominante do texto e pode ou não ser sucedido de subtítulo.
Elementos opcionais, as orelhas constam nas publicações impressas e são as extremidades da primeira capa e da quarta capa, dobradas para dentro. Podem incluir ou não texto. Este em geral constitui-se de informações sobre os/as autores/as e/ou sobre a obra.

A legibilidade dos textos nas orelhas de um livro é um aspecto importante a ser observado no caso de publicações impressas. A tabela 1, a seguir, apresenta, a título de exemplificação, a quantidade máxima de texto que deve ser inserida em uma orelha de tamanho equivalente à metade da capa em um livro de 16 cm de largura por 23 cm de altura.
TABELA 1
Quantidade máxima de texto em uma orelha de 8 cm de largura por 23 cm de altura
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Número de palavras em uma orelha |
350 |
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Número de caracteres em uma orelha (sem espaços) |
1.600 |
Elaboração: Ipea.
Os logos do Ipea, do ministério ao qual o instituto está vinculado e a marca do governo federal constam sempre na quarta capa das publicações do instituto. O selo do Ipea é impresso na primeira capa. Selos de parceiros também podem ser incluídos, quando couber.
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Nas obras impressas, a lombada corresponde à parte do livro oposta ao corte dianteiro ou aparo das folhas – permitindo a união dos cadernos da publicação. Traz em geral o título da obra e o logo do Ipea.
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A missão institucional do Ipea consta da quarta capa.

O Ipea utiliza três tipos de identificador internacional em suas publicações – ISBN, ISSN e DOI –, detalhados a seguir.
O número padrão internacional de livro (international standard book number – ISBN) é um sistema padronizado de indexação de publicações composto por treze números que indicam o título, o(s)/a(s) autor(es)/(as), o país, a editora e a edição de uma obra. Sua versão em código de barras facilita o registro e a circulação de publicações.
O número padrão internacional de série (international standard serial number – ISSN) é um código internacional que torna único e exclusivo o título de uma publicação seriada. Assim como no caso do ISBN, sua versão em código de barras facilita o registro e a circulação dessa modalidade de publicação.
O identificador de objeto digital (digital object identifier – DOI) opera como sistema de identificação para publicações digitais. Trata-se de um código alfanumérico individual que possibilita a consulta à obra publicada por link único e permanente, que garante acesso confiável ao texto original e funciona mesmo que a URL original de publicação seja modificada.
Nas publicações do Ipea, ISBN e ISSN são inseridos tanto na quarta capa da publicação, sobre o código de barras, quanto na ficha catalográfica. O DOI consta da ficha técnica e em nota de rodapé.
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A falsa folha de rosto figura após a segunda capa, no impresso, e após a primeira capa, na versão digital, e dá início ao miolo do volume. Em geral, inclui o título e o subtítulo da obra, a autoria ou a organização e o logo do Ipea. A folha de rosto, que sucede a falsa folha de rosto – ambas em página ímpar –, segue o mesmo padrão, com a adição do local e ano de edição.
Geralmente tanto falsa folha de rosto como folha de rosto reproduzem, em preto e branco, os elementos textuais e gráficos da capa.
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Trata-se da composição da Diretoria Colegiada do Ipea e da Coordenação-Geral de Imprensa e Comunicação Social. No caso de livros impressos, esse expediente é inserido no verso da falsa folha de rosto. Esta página também é utilizada para apresentação breve sobre o Ipea e seus objetivos institucionais.
O Editorial define ficha técnica como o conjunto de informações técnicas de utilização prática para o leitor. Figura geralmente no verso da folha de rosto.
As fichas técnicas do instituto normalmente contêm os seguintes elementos, detalhados abaixo: copirraite, equipe técnica, ficha catalográfica, responsabilidade autoral, direitos de reprodução.
O copirraite – normalmente indicado pelo símbolo © – sinaliza o detentor dos direitos sobre o produto editorial – no caso, o Ipea. Registra também o ano da edição e é inscrito, em geral, no topo da ficha técnica.
© Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2013
Ressalta-se que o ipea que consta do copirraite deve ser grifado em minúsculas e em fonte Frutiger, pois se trata de representação do logo do Ipea, e não de sua sigla.
Nas publicações cujos capítulos não são assinados por seus/suas autores/as, apresenta-se, no verso da folha de rosto, o grupo de responsáveis pela realização da obra (autores/as, organizadores/as, editores/as, apoio técnico e administrativo etc.). Algumas publicações (revistas, boletins, séries etc.) cujos capítulos ou artigos são assinados também listam membros/as das equipes de trabalho e de conselhos editoriais na ficha técnica.
Coordenação técnica da pesquisa
Joana Lxxxx Oxxxx Axxxx – Ipea
Igor Fxxxx da Fxxxx – Ipea
Redação
Isadora Cxxxx – Ipea
Equipe técnica
Alexander Cxxxx Nxxxx Vxxxx – Ipea
Fxxxx de Sxxxx e Sxxxx – Ipea
Felix Gxxxx Lxxxx – Ipea
Gregório Bxxxx Bxxxx Rxxxx Mxxxx – Secretaria-Geral da Presidência da República
Mateus Gxxxx de Axxxx – Secretaria-Geral da Presidência da República
Raquel Mxxxx – Ipea
Roberto Rxxxx C. Pxxxx – Ipea
Uriella Rxxxx – Ipea
Contém as informações bibliográficas necessárias para a localização e catalogação da obra. Fornece título, local, editora e ano da edição, número de páginas e palavras-chave.

Na ficha catalográfica estão incluídos, além das indicações de assunto segundo a Classificação Decimal de Dewey (CDD), o número padrão internacional de livro (ISBN) ou o número padrão internacional de série (ISSN).
O nome do/a bibliotecário/a responsável pela elaboração da ficha catalográfica e seu respectivo CRB deve sempre ser informado.
As publicações do Ipea, quando assinadas, devem conter declaração de responsabilidade autoral.
As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos/as autores/as, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Todas as publicações do Ipea contêm a seguinte orientação em relação ao direito de reprodução da obra:
É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.
Também chamada de resumo, sintetiza, em um parágrafo curto – em torno de duzentas palavras –, os objetivos da obra, o enfoque, a metodologia e as principais conclusões. Não constitui elemento obrigatório para muitas publicações do Ipea (livros e relatórios de pesquisa, por exemplo) e pode vir acompanhada – dependendo da publicação – de versões em língua estrangeira.

Os sumários das publicações do Ipea apresentam os títulos e as respectivas páginas dos capítulos, artigos e, em alguns casos, das seções e subseções.

Síntese da publicação em uma ou duas páginas, o sumário executivo deve ser capaz de informar sucintamente os pontos principais da obra, permitindo a captação do interesse do/a leitor/a. É obrigatório nos Textos para Discussão.

A apresentação é um breve texto de esclarecimentos destinado a melhor situar o leitor sobre a edição. Segundo A Construção do Livro: princípios da técnica da editoração, de Emanuel Araújo, apresentação e prefácio podem ser utilizados como termos equivalentes.
Esses textos são frequentemente assinados por representantes de instituições que participaram da produção da publicação, por especialistas convidados/as, ou por organizadores/as e/ou autores/as da obra. Nos periódicos, em geral, consta uma apresentação assinada por seus/suas respectivos/as editores/as.
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A apresentação (ou prefácio) é tipicamente um texto breve (de uma ou duas páginas). Contém informações que contextualizam a publicação e enfatizam sua tempestividade e importância.
Alguns elementos estruturais são recorrentes nas apresentações publicadas pelo Ipea:
Divisão da publicação em que o/a autor/a, organizador/a ou editor/a apresenta matéria relacionada aos textos que seguem – capítulos ou artigos –, conduzindo o/a leitor/a ao assunto em tela e à sua abordagem naquele volume.
Nas publicações de textos singulares (TDs, NTs etc.) pode haver uma seção introdutória.

Na introdução, apresentam-se as ideias principais tratadas na publicação. Deve ser breve e objetiva, expondo resumidamente a natureza do trabalho, sua importância e seu modo de elaboração. Ela permite que o/a autor/a contextualize o leitor em relação ao conteúdo da obra, despertando sua curiosidade, mas sem tratar profundamente o assunto. Assim, a introdução pode ser composta por três elementos principais: i) breve contextualização do tema abordado na obra; ii) apresentação clara do objetivo do trabalho, que permita ao/à leitor/a fácil entendimento; e iii) breve descrição dos capítulos – ou artigos – que compõem a obra.
A introdução, texto tipicamente mais extenso e menos geral que a apresentação ou o prefácio, objetiva descrever os parâmetros norteadores do trabalho que ensejou a publicação, assim como fornecer outras informações contextuais que auxiliem o/a leitor/a a melhor compreender a obra.
Alguns elementos estruturais são recorrentes nas introduções publicadas pelo Ipea:
Elemento opcional, a epígrafe apresenta uma citação relacionada à matéria tratada no corpo do texto. É inserida geralmente no começo de um capítulo ou artigo, com recuo equivalente à metade da mancha e em forma blocada, com itálico e sem aspas. É sempre acompanhada pelo nome do/a autor/a, que deve figurar logo abaixo da citação.
Como criador de valores de uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação do metabolismo entre homem e natureza e, portanto, da vida humana.
Karl Marx
As referências formam a divisão da publicação na qual se apresenta a compilação de todos os documentos mencionados pelo autor ao longo do texto (inclusive sites e documentos eletrônicos), organizados segundo as diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Quando houver documentos listados pelo/a autor/a, mas não mencionados ao longo da obra, estes constarão de bibliografia complementar, em seção posterior à seção de referências.
O anexo constitui parte da obra não elaborada pelo/a autor/a, de ordem complementar, e inserida ao final do volume. Quanto ao apêndice, trata-se de parte da obra elaborada pelo/a autor/a, de caráter complementar e inserida ao final do volume. Os anexos e os apêndices – quando houver – sempre abrem página, par ou ímpar. A eles sempre é atribuída letra designativa, de A a Z, mesmo que não sejam acompanhados de títulos próprios.
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Em relação ao texto-base, a numeração das notas de rodapé deve ser reiniciada a cada apêndice ou anexo, e cada um deles conta com suas próprias seções de referências e de bibliografia complementar, quando for o caso.
As notas biográficas são compostas pela relação dos/as autores/as e suas informações biográficas mais relevantes (minicurrículos). Trata-se de elemento opcional: as publicações do Ipea registram, em nota de rodapé da primeira página do capítulo ou similar, apenas o vínculo do/a autor/a com o Ipea e/ou com outras instituições quando daquela edição (são os chamados vínculos institucionais). As notas biográficas em geral são dispostas ao final do volume (após as referências, a bibliografia complementar, os anexos e apêndices, quando houver) ou nas orelhas.
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Os nomes de instituições são grafados por extenso junto ao minicurrículo de cada autor/a, independentemente de já haverem ocorrido em minicurrículos anteriores das mesmas notas biográficas, permitindo plena compreensão da parte do/a leitor/a caso este/a consulte todos ou apenas um dos minicurrículos.
O expediente editorial apresenta os nomes dos/as profissionais integrantes da equipe responsável pela produção editorial da publicação, por área (revisão, diagramação, design etc.).
Inscrição opcional, à última página ímpar do volume – ou seja, a que encima a terceira capa –, a qual fornece dados de produção gráfica da publicação (cor, fonte; tipo e gramatura do papel, no caso dos impressos; entre outros elementos).
