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Liderança indígena nos grupos de pesquisa no Brasil

Um panorama por grandes áreas do conhecimento entre 2000 e 2023

No Brasil, os grupos de pesquisa são mapeados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que disponibiliza informações sistemáticas sobre a estrutura, a composição e a liderança desses grupos por meio dos censos do Diretório dos Grupos de Pesquisa (DGP).

Esses dados tendem a subsidiar estudos voltados à compreensão da dinâmica da produção científica, tecnológica e de inovação (CT&I). Um deles, levado a cabo em 2024 pelo pesquisador Tulio Chiarini, analista em ciência e tecnologia do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (CTS-Ipea), examinou pioneiramente a liderança negra nos grupos de pesquisa do DGP, por grande área do conhecimento, entre 2000 e 2023, identificando uma baixa participação de pretos e pardos na liderança desses grupos.

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O tema retorna agora em um novo estudo, complementar à análise realizada em 2024. Dessa vez, o pesquisador Igor Tupy, técnico de planejamento e pesquisa no CTS-Ipea, e Chiarini exploram dados inéditos sobre a liderança indígena nos grupos de pesquisa do país, considerando também um recorte por grande área do conhecimento no período de 2000 a 2023.

Os resultados, publicados na edição 81 do boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, indicam um crescimento no número absoluto e relativo de líderes indígenas no período, embora sua participação permaneça inferior a 0,5% em todas as áreas. As humanidades concentram as maiores participações relativas, enquanto as ciências da vida apresentam as menores, evidenciando assimetrias persistentes na liderança indígena no país.

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