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Quebra-cabeça da definição de produtos digitais
Um exercício a partir de uma plataforma de entrega de alimentos
Publicado em 27/05/2026 - Última modificação em 26/05/2026 às 21h18
O mapeamento do portfólio de produtos é fundamental para identificar estratégias de diversificação, conglomeração e construção de ecossistemas, sobretudo no caso de empresas controladoras de plataformas digitais. Nesse contexto, o exercício torna-se particularmente desafiador devido às dificuldades conceituais e empíricas envolvidas na identificação e classificação de bens e serviços digitais.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) propõe uma tipologia que distingue bens de tecnologia da informação e comunicação (TIC), serviços digitais e serviços de computação em nuvem, com base na versão 2.1 da Classificação Central de Produtos (Central Product Classification – CPC), da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas (UNSD). Além disso, sugere a categoria de serviços de intermediação digital, embora sem vinculá-la explicitamente à CPC.
Em artigo publicado na edição 81 do boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, os pesquisadores Tulio Chiarini, analista em ciência e tecnologia do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (CTS-Ipea), e Victo Silva, pesquisador de pós-doutorado da Harvard Kennedy School, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, discutem as dificuldades conceituais e empíricas relacionadas à identificação e classificação de produtos digitais.
Para tanto, os autores desenvolvem um exercício empírico baseado na análise do portfólio de produtos do iFood, empresa brasileira que atua no segmento de entrega de refeições por meio da internet. Considerando os três lados da plataforma — entregadores, consumidores e lojas parceiras —, o estudo evidencia a complexidade de captar a dinâmica econômica das plataformas digitais apresentando seus produtos digitais e serviços de intermediação digital.
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