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Inovação no Fundo Clima

O que dizem os dados?

Tecnologias e inovações são apontadas pela literatura especializada como alternativas centrais para a mitigação das mudanças climáticas e adaptação aos seus efeitos. No entanto, o agravamento da crise climática trouxe à tona um desafio adicional: como financiar o desenvolvimento sustentável de projetos capazes de impulsionar ações efetivas de mitigação e adaptação?

No Brasil, uma das principais respostas institucionais a esse desafio foi a criação, pelo governo federal, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC). Instituído em 2009 e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), o mecanismo, também conhecido como Fundo Clima, tem como finalidade apoiar projetos, estudos e empreendimentos voltados à mitigação das mudanças do clima e seus efeitos.

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Nesse contexto, em artigo publicado na edição nº 80 do boletim O Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, a pesquisadora Priscila Koeller, analista de planejamento e orçamento do Centro de Pesquisa Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (CTS-Ipea), identificou e caracterizou os financiamentos concedidos pelo FNMC a empresas em projetos de inovação entre 2013 e 2024.

Os resultados apontam para um número reduzido de contratos, além de uma forte concentração de recursos destinados a projetos em empresas do estado de São Paulo. Ao mesmo tempo, o trabalho destaca um aumento expressivo no valor médio dos contratos, um possível reflexo da retomada do fundo a partir de 2023 e da opção por projetos maiores — ponto que deve ser objeto de investigação futura.

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