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Pesquisador do Ipea é destaque em portal do Hospital Albert Einstein
Em reportagem publicada no Science Arena, Daniel Gama e Colombo repercutiu os resultados de seus estudos sobre doutores empregados no setor privado fora da área educacional
Publicado em 10/06/2026 - Última modificação em 10/06/2026 às 11h30
O pesquisador Daniel Gama e Colombo, ex-pesquisador do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) e especialista em políticas públicas e gestão governamental no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi destaque em reportagem publicada no Science Arena — iniciativa de divulgação científica do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo — sobre o número crescente de cientistas que têm buscado carreiras fora da academia, como startups de base científica, organizações da sociedade civil e setores antes considerados periféricos à produção de conhecimento.
A matéria parte de análises apresentadas no Research and Innovation Careers Observatory (ReICO), iniciativa conjunta da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Comissão Europeia que reúne informações sobre carreiras em pesquisa e inovação, lançada em junho de 2025.
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Em sua participação, Colombo destacou que o ReICO supre uma lacuna importante ao disponibilizar dados comparáveis internacionalmente. Ele também repercutiu resultados de seus estudos, segundo os quais cerca de 85% dos doutores empregados no setor privado fora da área educacional ocupam postos classificados como incompatíveis com o nível de doutorado, ou seja, cargos nos quais o título não é necessário para o desempenho das atividades — o que evidencia um descompasso entre a qualificação desses profissionais e as exigências formais das ocupações, indicando subaproveitamento de habilidades.
Em análise da evolução desse indicador entre 2010 e 2021, Colombo identificou que o percentual de doutores em ocupações incompatíveis cresceu ao longo do período entre aqueles empregados no setor privado fora da educação, sugerindo deterioração das condições de absorção desses profissionais. O chamado “prêmio salarial” do doutorado, calculado por modelo econométrico, chega a apenas 8,7% no setor privado não educacional e 1,1% no setor privado educacional no Brasil.
Na reportagem, Colombo ressaltou que enfrentar esse cenário exige mudanças estruturais e culturais. “Políticas públicas capazes de integrar universidade, empresas e governo, além da valorização de múltiplas trajetórias profissionais, são essenciais para evitar que o país continue formando cientistas que não encontram espaço para exercer plenamente suas habilidades”, destacou.
Leia a reportagem completa aqui.
