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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas Hecksher

As estimativas próprias de dados mensais apresentadas nesta nota, feitas com base nos dados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), indicam que o ritmo de recuperação da população ocupada se acentuou no último mês, possibilitando a redução da taxa de desemprego, mesmo num cenário de recuperação da taxa de participação. Em julho, a população ocupada no mercado de trabalho chegou a 90,2 milhões de pessoas, o que representa uma alta de 12%, na comparação interanual. Essa expansão possibilitou a queda de 1,5 ponto percentual (p.p.) da taxa de desocupação, que recuou de 14,5%, em julho de 2020, para 13,0% em julho de 2021.

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas mensais apresentadas nesta nota indicam, entre outras coisas, que a população ocupada (PO) no país somava 85,6 milhões de pessoas em março, o que representa uma queda de 4,8% na comparação com março de 2020 (89,9 milhões), quando o início da pandemia já havia levado a uma queda de 2,6% em relação a março de 2019. Na margem, o resultado de março de 2021 mostra um leve recuo da ocupação (0,3%) ante fevereiro. Em relação aos empregos formais registrados pelo Caged, no acumulado do ano e em doze meses, os saldos de empregos gerados são de 957.889 e de 1.935.616, respectivamente.

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O trabalho remoto e a pandemia: o que a PNAD Covid- 19 nos mostrou

Por Por Geraldo S. Góes, Felipe dos S. Martins e José A. S. Nascimento

Com o fim da PNAD Covid-19 junto ao encerramento do ano de 2020, o objetivo principal desta nota é consolidar as estatísticas sobre o trabalho remoto no país. Para isso, este texto analisa a massa de rendimentos gerada por essas pessoas, o perfil e a distribuição laboral e regional desses indivíduos em trabalho remoto. Sempre que possível, compara-se o resultado observado com o potencial de teletrabalho no Brasil, disponível em publicação da Carta de Conjuntura no 47.

Para novembro, o contingente de trabalhadores atuando de forma remota no país foi de 7,3 milhões, redução de, aproximadamente, 260 mil pessoas em relação ao mês anterior. Isso representa 9,1% do total de pessoas ocupadas e não afastadas no mês, contra 9,6% em outubro. Somado a isso, as pessoas em home office contribuíram com 17,4% da massa total de rendimentos efetivamente gerados em novembro, pouco superior ao total gerado pelos servidores públicos ou pela indústria, ambos exclusive pessoas em trabalho remoto.

O estudo ainda aponta que o perfil da pessoa em teletrabalho continua predominantemente composto por pessoas ocupadas no setor formal, com escola- ridade de nível superior completo, do sexo feminino, de cor/raça branca e com ida- de entre 30 e 39 anos. Acerca da distribuição do trabalho remoto entre os estados, nota-se que os líderes do ranking se mantiveram constantes. Minas Gerais e Pernambuco foram os estados que mais subiram nesse ordenamento, e Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte foram os que mais perderam posições.

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 2/10/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Lauro Ramos

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, a taxa de desocupação foi de 14,1% na semana de 6 a 12 de setembro, atingindo 13,9% na primeira quinzena do mês e continuando o processo de elevação em relação aos meses anteriores (10,7% em maio, 12,4% em junho, 13,1% em julho e 13,6% em agosto).

A elevação da taxa de desocupação na primeira metade de setembro deveu-se ao aumento da taxa de participação na força de trabalho, que passou de 55,8% na média de agosto para 56,2% em setembro. O aumento do número de pessoas procurando trabalho mais do que compensou a variação também positiva do número de ocupados, que passou de 82,2 milhões em agosto para 82,5 milhões em setembro. O nível da ocupação apresentou leve alta entre agosto (48,2%) e as primeiras duas semanas de setembro (48,4%).

Na medida em que a evolução da pandemia permita a continuidade dos processos de flexibilização das restrições às atividades socioeconômicas e de recuperação do nível de atividade, e tendo em vista também a redução do valor do auxílio emergencial nos próximos meses, espera-se que o nível de participação na força de trabalho aumente até o final do ano. O nível de ocupação também deverá aumentar, mas é razoável esperar que, conforme ocorrido até agora, não em um ritmo forte o suficiente para impedir que a taxa de desocupação continue a elevar-se.

A taxa de informalidade tem apresentado leve tendência de alta desde julho, quando foi de 33,6%, tendo atingido 33,9% em agosto e 34,4% nas primeiras duas semanas de setembro – o que indica que a retomada do nível de ocupação tem sido mais forte para os empregos informais.

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 18/9/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Lauro Ramos

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19 referente à semana de 23 a 29 de agosto, a taxa de desocupação atingiu 14,3%, maior nível desde o início da pesquisa em maio deste ano. Na média de agosto, a taxa foi de 13,6%, continuando o processo de elevação em relação aos meses anteriores (10,7% em maio, 12,4% em junho e 13,1% em julho).

A elevação da taxa de desocupação no mês deveu-se ao aumento da taxa de participação na força de trabalho, que passou de 55,1% em julho para 55,8% em agosto. O nível da ocupação, por sua vez, apresentou leve alta em agosto (48,2%) em relação ao mês anterior (47,9%).

Espera-se que o nível de participação na força de trabalho aumente nos próximos meses diante da redução do efeito renda positivo associado ao auxílio emergencial e da continuidade do processo de melhora nos indicadores econômicos. O nível de ocupação também deverá aumentar, mas é razoável esperar que a taxa de desocupação volte a elevar-se nas próximas semanas e mantenha-se em patamar elevado por algum tempo.

Os efeitos diretos da pandemia do novo coronavírus sobre o mercado de trabalho continuam a arrefecer gradualmente. O número de pessoas ocupadas mas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social atingiu 3,6 milhões na semana de referência, nível mais baixo observado na pesquisa até o momento; em maio, esse número havia chegado a 15,8 milhões. O contingente de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia, também atingiu seu patamar mais baixo na semana de referência: 16,8 milhões; em maio, esse número havia sido de 18,4 milhões.

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 28/8/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Lauro Ramos

Os indicadores do mercado de trabalho referentes à semana de 2 a 8 de agosto da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 13a semana da pesquisa –, apresentaram uma relativa estabilidade em comparação com as semanas anteriores. O mercado de trabalho continuou a caracterizar-se por baixos níveis de ocupação e participação na força de trabalho e elevada taxa de desocupação, resultantes do significativo choque adverso causado pela pandemia de SARS-CoV-2. É certo que os efeitos diretos da pandemia sobre o mercado de trabalho continuam a arrefecer gradualmente, conforme sinalizado, até certo ponto, pela tendência de diminuição do número de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social e pela redução, na margem, do contingente de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia. Contudo, mesmo que a evolução da Covid-19 permita a continuidade do processo de retorno gradual a algum tipo de normalidade no funcionamento das atividades econômicas no Brasil, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho tendem a persistir durante algum tempo. Em particular, é razoável imaginar que, nos próximos meses, a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, podendo até vir a oscilar para cima, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de uma parcela de trabalhadores que, amparada pelo recebimento do auxílio emergencial, deixou de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social.

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 14/8/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19 referente à semana de 19 a 25 de julho, a maioria dos indicadores do mercado de trabalho mostrou relativa estabilidade em comparação com a semana anterior. Na média do mês de julho, o quadro geral do mercado de trabalho apresentou deterioração em relação a junho.

A taxa de desocupação atingiu 13,7% na semana de referência, maior nível observado na pesquisa até o momento. Na média de julho, a taxa foi de 13,1%, acima do observado em maio (10,7%) e junho (12,4%).

O nível da ocupação apresentou estabilidade em relação às semanas anteriores, situando-
se em 47,7% e fechando a média de julho em 47,9% – nível inferior ao registrado em maio (49,7%) e junho (49%).

A taxa de participação na força de trabalho foi de 55,3%, mantendo-se estável em relação à semana anterior (55,2%). Após ter aumentado entre maio (55,6%) e junho (56%), a taxa de participação voltou a cair na média do mês, atingindo 55,1% em
julho.

Entre as pessoas não ocupadas que não procuraram emprego, mas afirmaram que gostariam de trabalhar, a parcela que não procurou trabalho por conta da pandemia foi de 66,1%, pouco abaixo do valor registrado na semana anterior (66,4%).Essa proporção, que havia caído de 70,1% para 66,7% entre maio e junho, mostrou pequeno aumento em julho (67%).

O número de pessoas ocupadas, mas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, continuou em queda. Esse número, que foi, em média, 15,8 milhões em maio (18,7% do total de pessoas ocupadas) e 11,8 milhões em junho (14,2% do total), caiu para 5,8 milhões na semana de referência e atingiu, na média de julho, 6,8 milhões de pessoas (8,4% do total de ocupados).

Dentro do total das pessoas ocupadas e não afastadas do trabalho, a parcela de pes¬soas que trabalharam de forma remota foi de 11,5%. Essa proporção vem caindo lentamente desde o início da pesquisa, tendo passado de 13,3% na média de maio para 12,7% e 11,7% em junho e julho, respectivamente. Nas últimas três semanas, contudo, essa proporção tem se mostrado relativamente estável.

O número de pessoas ocupadas trabalhando presencialmente atingiu 64 milhões, levando a média de julho a 63,3 milhões e continuando a trajetória de elevação em relação a maio (56,7 milhões) e junho (60 milhões).

A taxa de informalidade das pessoas ocupadas foi de 33,5%, mantendo-se estável em relação à média do mês de julho (33,6%) e abaixo das médias de maio e junho (34,7%).

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