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PNAD COVID-19 – Divulgação de 31/7/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

Os indicadores do mercado de trabalho referentes à semana de 5 a 11 de julho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não apresentaram variações significativas em relação às semanas anteriores. O quadro adverso causado pela pandemia do SARS-CoV-2 continuou a ser caraterizado por baixos níveis de ocupação e participação na força de trabalho, elevada taxa de desocupação e grande contingente de pessoas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social. De acordo com os resultados da PNAD Covid-19 referentes a essa semana (a décima semana da pesquisa), a maioria dos indicadores do mercado de trabalho mostrou relativa estabilidade em comparação com a semana anterior. Contudo, as estimativas pontuais de alguns indicadores ainda apresentaram pequena deterioração na margem, e os sinais de que o mercado de trabalho poderia estar começando a se recuperar, observados em semanas anteriores, não se confirmaram nas últimas duas semanas. Esses resultados reforçam a percepção de que a difícil situação no mercado de trabalho tende a persistir durante algum tempo.

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Os efeitos da pandemia sobre os rendimentos do trabalho e o impacto do auxílio emergencial: os resultados dos microdados da PNAD Covid-19 de junho

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os impactos da pandemia sobre os rendimentos no mês de junho ainda podem ser medidos pelas diferenças entre a renda média efetivamente recebida e a renda média habitualmente recebida. A análise dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19 de junho revela que os rendimentos médios habitualmente recebidos foram R$ 2.332, enquanto os rendimentos médios efetivamente recebidos foram R$ 1.939, ou seja, somente 83% dos rendimentos habituais, valor apenas 1 ponto percentual acima do mês anterior. Os trabalhadores por conta própria receberam efetivamente apenas 63,4% do que habitualmente recebiam, tendo seus rendimentos efetivos médios alcançado apenas R$ 1.164. Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam efetivamente 79,1% do habitual. Por sua vez, trabalhadores do setor privado com carteira e funcionários públicos receberam efetivamente em média acima de 90% do habitual.

De modo geral, seja por região, Unidade da Federação, posição na ocupação ou grupos demográficos, as diferenças entre a renda efetiva e a habitual foram menores que no mês de maio, contudo, apresentaram-se ainda bastante amplas em muitos casos.
Os dados mostram também que 6,6% dos domicílios (cerca de 4,5 milhões) sobreviveram apenas com os rendimentos recebidos do auxílio emergencial (AE), 1 milhão de domicílios a mais que em maio. Além disso, em média, após o considerar o AE, a renda domiciliar alcançou 98% do que seria caso houvesse recebido rendimentos do trabalho habituais. Esse impacto foi maior entre os domicílios de renda baixa, onde, após o AE, os rendimentos atingiram 109% do que seriam com as rendas habituais.

Os microdados da PNAD Covid-19 de junho nos permitem avaliar que o AE foi suficiente para compensar 84% da perda da massa salarial entre os que permaneceram ocupados, um acréscimo de 17 pontos percentuais em relação ao mês de maio. Os dados da pesquisa são claros em mostrar, seja analisando por faixa de renda ou por região, que o papel do AE na compensação da renda perdida em virtude da pandemia foi ainda mais importante do que no mês anterior, principalmente nos domicílios de baixa renda. Isto se deve tanto por causa de maiores desembolsos do auxílio em junho, quanto porque as diferenças entre as rendas efetivas e habituais foram menores.

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 17/07/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

Os resultados referentes à semana de 21 a 27 de junho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continuam a refletir o profundo choque da pandemia do SARS-CoV-2 sobre a economia brasileira. No mercado de trabalho, o quadro adverso causado pela pandemia é composto por baixos níveis de ocupação e participação na força de trabalho, elevada taxa de desocupação e grande contingente de pessoas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social. Os resultados da PNAD Covid-19 referentes às últimas duas semanas de junho sugerem que os efeitos desse choque no mercado de trabalho podem estar arrefecendo. De fato, a maioria dos indicadores mostrou relativa estabilidade nesse período, e alguns indicadores diretamente relacionados aos efeitos da crise sanitária, como os números de trabalhadores afastados do trabalho por causa do distanciamento social e de pessoas que não procuraram emprego por causa da pandemia, têm apresentado tendência de queda, indicando um movimento de retorno gradual a algum tipo de “normalidade” no funcionamento do mercado de trabalho. Ainda é cedo, porém, para afirmar que o pior momento da pandemia no mercado de trabalho ficou para trás – conforme sinalizado pela deterioração, na margem, de alguns indicadores importantes, e do nível de ocupação em particular. É natural que a melhora já observada nos indicadores de atividade econômica comece a ter reflexos positivos também no mercado de trabalho, mas os efeitos adversos da crise neste mercado tendem a persistir durante algum tempo.

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 10/07/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

“Os resultados referentes à semana de 14 a 20 de junho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continuam a refletir o profundo choque da pandemia do novo coronavírus sobre a economia brasileira, mas mostram certa estabilização das condições do mercado de trabalho. De fato, apesar do quadro do emprego no país permanecer em patamar muito desfavorável, os dados da pesquisa indicam estabilidade e, até mesmo, leve melhora em alguns indicadores. Ainda é cedo para afirmar que o pior momento da pandemia no mercado de trabalho ficou para trás, mas há sinais de que a melhora já observada nos indicadores de atividade econômica pode estar começando a impactar também o mercado de trabalho. As próximas divulgações da Pnad-Covid serão cruciais para validar esta hipótese; de qualquer forma, supondo que a evolução da Covid-19 permita a continuidade do processo de flexibilização gradual das restrições ao funcionamento das atividades econômicas no Brasil, parece razoável esperar que as condições do mercado de trabalho passem a melhorar aos poucos.”

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PNAD COVID-19 – Divulgação de 03/07/2020 – Principais destaques

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

Os novos resultados da PNAD Covid-19, divulgada pelo IBGE, continuam a refletir o duro quadro que a pandemia do novo coronavírus trouxe para o mercado de trabalho no país. Apesar da percepção de que, no que tange ao nível de atividade econômica, o pior momento da crise já teria passado – conforme registrado nas análises do cenário macroeconômico divulgadas pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (DIMAC) do Ipea em 9 e 30 de junho1 –, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho tendem a persistir durante algum tempo. Evidentemente, na medida em que a evolução da Covid-19 permita a continuidade do processo de flexibilização gradual das restrições ao funcionamento das atividades econômicas no Brasil, parece razoável esperar que as condições do mercado de trabalho voltem a melhorar aos poucos. É certo, porém, que o quadro socioeconômico continuará apresentando enormes desafios para as autoridades econômicas, que, diante das restrições impostas pela precariedade das contas públicas no país, deverão buscar um ritmo adequado de transição das medidas excepcionais de política voltadas para a preservação de empregos, renda e produção – que têm se revelado fundamentais para atenuar os impactos econômicos e sociais da crise –, para um regime de política que continue a prover assistência aos mais necessitados, mas seja fiscalmente sustentável.

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Os efeitos da pandemia sobre os rendimentos do trabalho e o impacto do auxílio emergencial: o que dizem os microdados da PNAD covid-19

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os impactos da pandemia sobre os rendimentos de maio podem ser medidos pelas diferenças entre a renda média efetivamente recebida e a renda média habitualmente recebida. A análise dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) Covid-19 de maio revela que os rendimentos médios habitualmente recebidos foram no valor de R$ 2.320,24, enquanto os rendimentos médios efetivamente recebidos foram de R$ 1.898,86, ou seja, somente 82% dos rendimentos habituais. Os trabalhadores por conta própria receberam efetivamente apenas 60% do que habitualmente recebiam, tendo seus rendimentos efetivos médios alcançado apenas R$ 1.092,12. Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam efetivamente 76% do habitual. Por sua vez, trabalha- dores do setor privado com carteira e funcionários públicos receberam efetiva- mente em média acima de 90% do habitual.

Os dados mostram também que 5,2% dos domicílios (cerca de 3,5 milhões) sobre- viveram apenas com os rendimentos recebidos do auxílio emergencial (AE). Além disso, em média, após considerar o AE, a renda domiciliar alcançou 95% do que seria caso houvesse recebido rendimentos do trabalho habituais. Esse impacto foi maior entre os domicílios de renda baixa, onde, após o AE, os rendimentos atingiram 103% do que seriam com as rendas habituais.

Os microdados da PNAD Covid-19 nos permitem avaliar se o AE foi suficiente para compensar 67% da perda da massa salarial entre os que permaneceram ocupados. Além disso, considerando a perda da massa salarial com a queda da população ocupada observada na PNAD Contínua, pode-se estimar que o AE foi capaz de compensar cerca de 45% do impacto total da pandemia sobre a massa salarial.

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PNAD-Covid – Divulgação de 24/6/2020 – Principais destaques

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Maria Andreia P. Lameiras

De acordo com os dados da PNAD COVID19, do IBGE, referentes a maio, o valor médio do Auxílio Emergencial (AE) recebido pelos domicílios brasileiros foi de R$ 846,50. Para efeito de comparação, esse valor correspondeu a 44,6% do rendimento médio dos ocupados, a 77,5% do rendimento médio dos trabalhadores por conta própria, e foi 21,2% superior ao rendimento médio do trabalhador doméstico. Levando-se em conta que as duas últimas categorias estariam entre as principais populações-alvo do programa, o valor fornecido revelou-se capaz de compensar grande parte da perda potencial de renda domiciliar causada pela pandemia da Covid-19. A abertura dos dados por região mostra que, para o Nordeste e o Norte, esse efeito foi ainda mais significativo, não apenas porque o valor desse benefício emergencial foi maior nessas regiões, mas também porque nessas localidades a média de rendimentos é menor.

A pesquisa indica que 26,3 milhões de domicílios (ou 38,7% dos 68 milhões de domicílios brasileiros) tiveram acesso ao AE, com destaque para os segmentos mais necessitados. Em particular, do total de domicílios contemplados pelo programa, 82% possuíam renda domiciliar per capita de até R$ 832,65, ou seja, renda inferior ao benefício obtido.

O peso do AE na renda domiciliar per capita revelou-se expressivo para os domicílios dos decis de renda mais baixos. No caso do menor decil, observa-se que o auxílio representou a quase totalidade da renda domiciliar per capita (cerca de 95%). No segundo e terceiro decis de renda mais baixa, o AE representou mais de um terço da renda domiciliar per capita (59% e 35%, respectivamente). Nos demais decis de renda mais baixa, a participação do AE na renda domiciliar também foi substancial.

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PNAD-Covid – Divulgação de 16/06/2020 – Principais destaques

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Maria Andreia P. Lameiras,

O IBGE divulgou, na tarde de hoje, os primeiros resultados da PNAD COVID19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que pretende monitorar as transformações ocorridas no mercado de trabalho brasileiro durante a pandemia da COVID 19. Foram apresentados indicadores e estimativas para 4 semanas de maio, entre os dias 3 e 30, possibilitando algumas observações sobre a evolução do mercado de trabalho brasileiro no período.

Dentre os principais resultados da pesquisa, cabe destacar que a taxa de desocupação manteve-se relativamente baixa e estável durante o mês de maio (variando entre 10,4% e 11,4%), apesar do significativo choque adverso causado pela pandemia. A explicação para esse fenômeno está possivelmente associada a três fatores básicos: (i) o contingente de pessoas sem emprego, mas que não procuraram emprego durante o mês de maio, foi muito elevado; (ii) muitas pessoas foram temporariamente afastadas do trabalho, mas se mantiveram ocupadas; (iii) as possibilidades de trabalho remoto em diversas atividades produtivas permitiram manter grande contingente de pessoas ocupadas e trabalhando.

Embora a amostra analisada seja muito pequena (4 semanas) e restrita a um único mês, alguns dos dados divulgados pela PNAD-Covid sugerem também que o mercado de trabalho pode ter começado a responder a uma retomada, ainda que muito leve, da atividade econômica em maio.

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