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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo M. Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Conforme divulgado pelo IBGE, o PIB avançou 3,2% no quarto trimestre de 2020, na comparação com o trimestre anterior, já livre de efeitos sazonais. Com isso, a queda de 4,1% do PIB em 2020 foi próxima da previsão divulgada em dezembro do ano passado na Carta de Conjuntura, de queda de 4,3%. Pela ótica da produção, não houve surpresas significativas em relação ao que se esperava no fim do ano passado. Pela ótica da despesa, por sua vez, há uma surpresa causada pelo forte crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF) em dezembro – como detalhado na nota n° 16 desta Carta de Conjuntura. Parte dessa surpresa pode estar associada a possíveis importações “fictas” de plataformas de petróleo em razão do Repetro-Sped. De qualquer forma, o ano fecha com uma queda forte do PIB em função dos impactos econômicos da pandemia de Covid-19, que começaram mais fortemente em meados de março do ano passado. Essa queda é, no entanto, bem menor que as projeções divulgadas no segundo trimestre – ponto mais grave da crise econômica aguda – pela Dimac/Ipea, pelo mercado financeiro e pelas principais organizações multilaterais internacionais. Os resultados do quarto trimestre deixam um carry-over positivo em 3,6% para 2021. Caso permaneça estagnado ao longo de todos os trimestres de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 3,6%.

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. De acordo com o sistema de expectativas do Banco Central do Brasil (Focus/BCB), a expectativa média de crescimento do PIB em 2021 está em 3,5%, ou muito próxima disso, desde maio do ano passado. A projeção de evolução trimestral é de estabilidade nos dois primeiros trimestres deste ano e de crescimento nos três trimestres seguintes, alcançando, no primeiro trimestre de 2022, o nível do último trimestre de 2019. Nas finanças públicas, a proporção de títulos do Tesouro vencendo em até doze meses está em cerca de 26%. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2021 divulgado pela STN, os limites de referência para essa proporção neste ano são de 24% e 29%. Na composição da dívida desejada para o longo prazo, essa porcentagem é de 20%, com intervalo entre 18% e 22%. Em 2021, a despesa com juros deve ser de 3,4% do PIB e, em 2022, de 4,0% do PIB. Esses valores representam redução de despesa em relação ao que se esperava antes dos efeitos da Covid-19 sobre a economia: neste ano, de 1,1% do PIB e, no próximo, de 0,9% do PIB. O deficit em transações correntes do balanço de pagamentos deve subir de US$ 13 bilhões em 2020 para US$ 16 bilhões em 2021. O investimento direto no país (IDP) deve crescer de US$ 34 bilhões em 2020 para US$ 59 bilhões em 2021. Nos três anos seguintes, ambos crescem, mas com o IDP registrando sempre o dobro ou mais do deficit em transações correntes. Vem aumentando a probabilidade de elevação da meta para a Selic em 2021. Para a mediana das projeções captadas pelo Focus/BCB, isso só ocorreria no segundo semestre, mas, pelas cotações do DI Futuro, poderia acontecer já em março. Em janeiro, vem-se observando alta nas taxas de juros de mercado em vários indicadores e também nas taxas dos leilões primários de títulos prefixados do Tesouro.

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Desempenho do PIB

Por Leonardo M. Carvalho

Corroborando a expectativa de recuperação da atividade econômica após a forte queda provocada pelos efeitos das medidas de contenção da pandemia de Covid-19, conforme divulgado pelo IBGE, o PIB avançou 7,7% no terceiro trimestre de 2020, na comparação com o trimestre anterior, já livre de efeitos sazonais. O resultado devolve uma parte da queda verificada no segundo trimestre, quando a economia retrocedeu 9,6%, a maior queda da série histórica. Já na comparação interanual, o PIB ainda se encontra 3,9% abaixo do patamar verificado no terceiro trimestre de 2019. Os resultados até o terceiro trimestre deixam um carry-over negativo em 5,1% para 2020. Caso permaneça estagnado no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2020 também ao longo de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 1,1%.

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Atividade econômica: revisão das previsões de crescimento 2020/2021

José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Paulo Mansur Levy, Leonardo Mello de Carvalho, Marcelo Lima de Moraes e Pedro Mendes Garcia

A pandemia da Covid-19 afetou profundamente a trajetória esperada para a economia brasileira ao longo de 2020 e de 2021. Persiste um elevado grau de incerteza quanto ao ritmo de disseminação do SARS-Cov-2 no país e à magnitude e extensão das medidas de isolamento social requeridas para atenuar seus impactos adversos na população, mas não há dúvida de que o PIB brasileiro sofrerá uma forte queda este ano. Neste texto, a Dimac/Ipea apresenta uma revisão das previsões de crescimento econômico para 2020 e 2021. Primeiro, estima-se o tamanho da queda esperada do PIB no segundo trimestre por meio de um amplo conjunto de dados setoriais e de indicadores coincidentes. Tendo por base essas estimativas, e sob a hipótese de início de um processo de flexibilização gradual das restrições à mobilidade e ao funcionamento das atividades econômicas a partir de junho, projeta-se uma queda do PIB de 10,5% no segundo trimestre, seguida por crescimento no terceiro e quarto trimestres. A recuperação da atividade, iniciada para alguns setores já em maio e que tende a disseminar-se para a maioria dos demais setores nos próximos meses, deve-se, em parte, à adoção de um conjunto de medidas de preservação de renda, empregos e produção implementado para atenuar os impactos da crise. Para o ano, a queda projetada é de 6%, mas a trajetória de recuperação no segundo semestre deixará um carry-over de quase 2% para 2021, cujo crescimento projetado é de 3,6%. É importante destacar que essas projeções estão sujeitas a grande incerteza, tanto no que se refere à estimativa do impacto da pandemia sobre a atividade econômica corrente, como no que tange às hipóteses subjacentes ao ritmo esperado de recuperação no restante do ano. O cenário econômico continuará sendo avaliado, e as previsões poderão ser revistas à luz de novas informações.

GráficosTabela

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, livre de efeitos sazonais, e 1,2% na comparação interanual, de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE, acima da previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em setembro. O bom desempenho da atividade econômica ocorreu de maneira bastante disseminada, seja entre os componentes da demanda, seja entre os componentes da oferta. O crescimento do terceiro trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,6% para 1%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado no quarto trimestre, o PIB fecharia o ano com alta de 1%.

Grafico 1Tabela 2

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,4% no segundo trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais, e 1% na comparação interanual, em linha com a previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em junho. Embora o ritmo de crescimento da atividade econômica continue lento, o resultado representou uma aceleração em relação aos dois trimestres anteriores, quando o PIB permaneceu virtualmente estagnado, afastando a possibilidade de recessão técnica. O crescimento do segundo trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,2% para 0,6%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado nos próximos dois trimestres, o PIB fecharia o ano com alta de 0,6%.CC44_Atividade-PIB_tabelaCC44_Atividade-PIB_gráfico

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Confirmando a piora observada no cenário macroeconômico nos três primeiros meses do ano, o PIB recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais. Essa foi a primeira variação negativa desde o quarto trimestre de 2016, quando a economia deixava para trás a pior recessão de sua história. O crescimento do primeiro trimestre reduziu o carry-over para 2019, que passou de 0,4% para 0,2%. Caso permaneça estagnado nos próximos três trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,2%.

Além dos dados gerais das Contas Nacionais Trimestrais, esta seção analisa mais detalhadamente o impacto da indústria extrativa no PIB do trimestre e do ano.

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O resultado do PIB confirmou o cenário de recuperação gradual da atividade econômica, já mencionado ao longo de 2018. Se, por um lado, o ritmo de crescimento repetiu o desempenho de 2017, por outro, vale destacar a melhora na sua composição, caracterizada por uma maior contribuição da demanda interna. Embora o setor industrial tenha demonstrado perda de fôlego ao longo dos últimos trimestres, o bom desempenho do consumo das famílias e do FBCF reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar ao longo de 2019.

PIB e componentes de demanda- evolução das taxas de crescimentoPIB - evolução das taxas de crescimento trimestral e dessazonalizado

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção mostra que o resultado do PIB reforça o cenário de recuperação gradual da atividade econômica. Embora alguns setores tenham demonstrado alguma perda de fôlego ao longo dos últimos meses, como é o caso da produção industrial, o bom desempenho da demanda interna reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar nos próximos trimestres.

Na comparação interanual, o setor serviços foi o destaque positivo pelo sétimo trimestre consecutivo, adicionando 0,8 p.p. ao crescimento do PIB.

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A alta de 6,6% da FBCF na margem foi bastante influenciada pelos efeitos das alterações no regime aduaneiro Repetro. O carry-over para o crescimento acumulado em 2018 ficou em 4,9%. Entre os componentes, o destaque positivo ficou por conta da demanda por máquinas e equipamentos, que cresceu 36% sobre o terceiro trimestre de 2017.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,2% no segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE. O resultado sucedeu um crescimento de 0,1% verificado no primeiro trimestre (revisto de 0,4%), deixando um carry-over de 0,7% para 2018, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos dois trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,7%. Embora a trajetória do PIB indique um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica, o resultado do segundo trimestre foi bastante influenciado pela paralisação dos caminhoneiros ocorrida em maio.

Esta seção, além de analisar os dados divulgados pelo IBGE, mostra também o impacto da mudança do modelo de ajuste sazonal sobre as taxas trimestrais de variação do PIB. Quando novos dados são adicionados à série temporal, tanto o modelo como o conjunto de regressores selecionados podem mudar, alterando a estimativa da série ajustada sazonalmente em períodos passados. Isso explica, em grande medida, a revisão significativa dos dados dessazonalizados divulgados anteriormente. A título de exemplo, a taxa de crescimento dessazonalizada para 2018.1 trimestre havia sido estimada em 0,45%, enquanto a nova estimativa é de 0,13%. Caso o ajuste sazonal da série do PIB agregado com os novos dados (até 2018.2) tivesse se baseado nas mesmas opções de modelagem utilizadas anteriormente (selecionadas com base nos dados até 2018.1), a taxa de crescimento dessazonalizada do primeiro trimestre teria sido de 0,35%. Este problema afeta toda a trajetória passada das taxas de crescimento dessazonalizadas.

Gráficos PIBII

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