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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas próprias mensais apresentadas nesta nota indicam que a continuidade da trajetória de recuperação do mercado de trabalho brasileiro, iniciada no segundo semestre de 2021, vem consolidando um cenário marcado por forte expansão da população ocupada e queda expressiva da taxa de desocupação.

Em junho de 2022, a população ocupada no país somava 98,7 milhões de pessoas, avançando 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, o contingente de 101,2 milhões de ocupados, em junho de 2022, foi 1,4% maior que o observado em maio, alcançando o novo recorde da série, iniciada em janeiro de 2012.  Adicionalmente, o crescimento significativo da população ocupada vem desencadeando quedas significativas da taxa de desocupação, que recuou 4,5 p.p., na comparação interanual, passando de 13,7%, em junho de 2021, para 9,2%, em junho de 2022. Já em termos dessazonalizados, a taxa de desocupação recuou pela 13a vez consecutiva, chegando a 8,9%, em junho de 2022, e atingindo o menor patamar desde julho de 2015.​

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PNADC (xlsx)



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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas próprias mensais apresentadas nesta nota – feitas com base nos dados por trimestre móvel da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho se intensificou nos últimos meses.

Em maio de 2022, a população ocupada no país somava 98,3 milhões de pessoas, avançando 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, o contingente de 99,9 milhões de ocupados, em maio de 2022, foi 1,2% maior que o observado em abril, alcançando o maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2012. Desta forma, o nível de ocupação do mercado de trabalho brasileiro, ou seja, a proporção de ocupados em relação à população total em idade ativa, chegou a 56,8%, em maio, acelerando 4,5 pontos de porcentagem (p.p.) na comparação com maio de 2021. Em termos dessazonalizados, o resultado observado em maio (57,7%) é o maior já registrado desde março de 2015 (57,8%).​

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PNADC (xlsx)



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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas Hecksher

As estimativas próprias de dados mensais apresentadas nesta Nota – feitas com base nos dados trimestrais da PNAD Contínua – revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro vem se consolidando. Em março de 2022, a população ocupada no país somava 96,5 milhões de pessoas, avançando 11,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a análise com ajuste sazonal indica que, após registar alta de 1,1%, em fevereiro, a população ocupada acelerou seu ritmo de expansão em março, apontando crescimento de 2,2% e atingindo o maior patamar desde o início da pesquisa, em março de 2012. Por conseguinte, em março, o nível de ocupação do mercado de trabalho brasileiro, ou seja, a proporção de ocupados em relação à população total em idade ativa, chegou a 55,8%, acelerando 5,3 pontos percentuais (p.p.) na comparação com março de 2021. Em termos dessazonalizados, o resultado observado em março (55,9%) é o primeiro a superar os níveis de ocupação pré-pandemia, sendo o maior desde outubro de 2019 (56,1%).​

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas dos dados mensais feitas com base na PNAD Contínua revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro segue em curso em fevereiro de 2022. Embora a expansão dessazonalizada da ocupação nos últimos meses seja bem mais tênue que a observada de março a agosto de 2021, o recuo registrado em janeiro foi sucedido por variação positiva em fevereiro. Assim, enquanto a taxa de participação oscila ao redor do patamar de 62% há nove meses, a taxa de desocupação acumula queda de mais de 3 pontos percentuais no mesmo período. Em fevereiro de 2022, a população ocupada no mercado de trabalho somava 95,3 milhões de pessoas, avançando 8,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, observa-se que, ao contrário do observado em janeiro, quando apresentou leve recuo, a população ocupada registrou, em fevereiro, alta de 0,8% em relação ao mês imediatamente anterior. Como resultado deste cenário de melhora, a taxa de desocupação recuou de 14,8% em fevereiro de 2021 para 11,3% em fevereiro de 2022.

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas Hecksher

As estimativas próprias de dados mensais apresentadas nesta nota, feitas com base nos dados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro vem se consolidando nos últimos meses. Em agosto, a população ocupada (PO) no mercado de trabalho somava 91,6 milhões de pessoas, avançando 11,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, observa-se que, em agosto, não só houve uma alta de 1,8% da ocupação na margem como também o contingente alcançado foi o maior registrado desde fevereiro de 2020. Como consequência desse quadro de melhora da PO, a taxa de desocupação recuou de 14,7% em agosto de 2020 para 12,8% em agosto de 2021.Gráficos 1 e 2 _Nota_out21

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas Hecksher

As estimativas próprias de dados mensais apresentadas nesta nota, feitas com base nos dados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), indicam que o ritmo de recuperação da população ocupada se acentuou no último mês, possibilitando a redução da taxa de desemprego, mesmo num cenário de recuperação da taxa de participação. Em julho, a população ocupada no mercado de trabalho chegou a 90,2 milhões de pessoas, o que representa uma alta de 12%, na comparação interanual. Essa expansão possibilitou a queda de 1,5 ponto percentual (p.p.) da taxa de desocupação, que recuou de 14,5%, em julho de 2020, para 13,0% em julho de 2021.

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas mensais apresentadas nesta nota indicam, entre outras coisas, que a população ocupada (PO) no país somava 85,6 milhões de pessoas em março, o que representa uma queda de 4,8% na comparação com março de 2020 (89,9 milhões), quando o início da pandemia já havia levado a uma queda de 2,6% em relação a março de 2019. Na margem, o resultado de março de 2021 mostra um leve recuo da ocupação (0,3%) ante fevereiro. Em relação aos empregos formais registrados pelo Caged, no acumulado do ano e em doze meses, os saldos de empregos gerados são de 957.889 e de 1.935.616, respectivamente.

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Mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil e Sandro Sacchet de Carvalho

Nos últimos meses, os principais dados sinalizam que a retomada do mercado de trabalho brasileiro ganhou maior intensidade, conjugando uma expansão mais forte da ocupação, especialmente no mercado formal, além de uma queda simultânea da desocupação e da subocupação.

De acordo com a PNAD Contínua, do IBGE, observa-se que este melhor desempenho da ocupação vem sendo possibilitado não apenas pelo aumento da geração de postos de trabalho, mas também pelo recuo do número de demissões. De fato, no último trimestre de 2019, a proporção de ocupados que já se encontravam nesta situação no trimestre imediatamente anterior foi de 86,1%, o que significa o maior patamar de retenção de trabalhadores para este período desde 2014. Deve-se ressaltar, ainda, que, embora este aumento na retenção de ocupados venha ocorrendo em todos os segmentos, ele é um pouco mais expressivo no mercado formal. No quarto trimestre de 2019, a retenção de ocupados no setor formal da economia foi de 90,1%, o que constitui o pico da série, superando, inclusive, os períodos de maior dinamismo no mercado de trabalho brasileiro.

A análise dos microdados de transição da PNAD Contínua também indica que o crescimento do emprego formal nos últimos meses está associado a movimentações mais favoráveis nos fluxos de trabalhadores entrando ou saindo desta categoria. Por certo, após desacelerar de 15,4% para 8,7% entre 2014 e 2018, a parcela de trabalhadores que transitou da desocupação para o mercado formal no último trimestre de 2019 foi de 8,8%.

Acesso o texto completo com a análise detalhada sobre a conjuntura do mercado de trabalho



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Mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil, Lauro Roberto Albrecht Ramos e Sandro Sacchet de Carvalho

No período recente, a expansão mais moderada da população ocupada impediu uma desaceleração mais significativa da taxa de desocupação. A análise desagregada com os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua) mostra, inclusive, uma queda de 1,2% na ocupação entre os trabalhadores mais jovens no terceiro trimestre de 2019 – apesar disso, a taxa de desocupação dos jovens recuou devido à retração de 1,3% da força de trabalho desse segmento. Outros aspectos, entretanto, indicam um mercado de trabalho mais favorável, principalmente em relação à subocupação, ao desalento e ao desemprego de longo prazo, cujos indicadores vêm apresentando trajetórias melhores. No trimestre móvel, encerrado em outubro, a taxa combinada de desocupação e subocupação recuou pela quinta vez consecutiva, ficando em 18,2% e a população desalentada apontou queda de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao tempo de procura por emprego, observa-se que o contingente de desocupados de longo prazo no país também vem recuando, tendo em vista que, enquanto no último trimestre de 2018, 41,1% dos desempregados estavam nessa situação há pelo menos um ano, no terceiro trimestre de 2019, essa porcentagem recuou para 38,8%. De modo similar, nota-se que a ocupação dos trabalhadores sem carteira começa a perder um pouco de intensidade, cedendo lugar para uma expansão mais forte do emprego formal. Já a dinâmica dos trabalhadores por conta própria, cujo crescimento, em um primeiro momento, foi creditado apenas a uma piora do cenário de emprego no país, pode estar indicando uma mudança estrutural das relações de trabalho, seja por conta do aumento da terceirização, tendo em vista não só a regulamentação da terceirização em um gama maior de atividades, mas também devido à consolidação da “economia de aplicativos”, que tem aberto novas possibilidades de geração de renda.

Os microdados da PNAD contínua revelam ainda que, embora no terceiro trimestre de 2019 a maior retração salarial tenha ocorrido na faixa de renda mais alta (-0,66%), no acumulado do ano, a queda é maior para o segmento de renda mais baixa, cuja renda domiciliar recuou 0,87%, ao passo que no grupo mais rico da população houve um incremento de 1,1%. No terceiro trimestre de 2019, a renda média real domiciliar das famílias mais pobres era 30,5 menor que à observada na faixa mais abastada da população – mesmo razão entre rendimentos observada no segundo trimestre. No ano de 2019, apesar da ampliação da desigualdade entre os extremos da distribuição da renda do trabalho, o crescimento relativamente maior do rendimento das faixas intermediárias da distribuição resultou numa relativa estabilidade do Índice de Gini.

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Acesso o texto completo com a análise detalhada sobre a conjuntura do mercado de trabalho



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