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Indicador Ipea de FBCF – Março e Primeiro Trimestre de 2020 Investimentos apresentam recuo de 8,9% em março, mas encerram o primeiro trimestre do ano com alta de 1,7%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 8,9% na comparação entre março e fevereiro de 2020, na série com ajuste sazonal. O resultado já reflete parcialmente os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Ainda assim, o primeiro trimestre de 2020 fechou com uma alta de 1,7%, também na série dessazonalizada, o que é explicado pela aceleração observada nos primeiros dois meses do ano, além de uma baixa base de comparação referente ao quarto trimestre de 2019. Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto março registrou uma queda de 0,9%, o primeiro trimestre encerrou com uma alta de 4%. No acumulado em doze meses, os investimentos cresceram 3%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 15,1% em março, encerrando o primeiro trimestre com um avanço de 6,6%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 9,5% em março, a importação caiu 35,9% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 6,7% em março, na série dessazonalizada. Com isso, o segmento registrou um recuo de 1% na passagem entre o último trimestre de 2019 e o primeiro de 2020.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção civil e o componente outros registraram ambos uma variação negativa de 2%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma alta de 0,9% em relação a março de 2019. Já na comparação trimestral, o crescimento foi generalizado.

Taxas de crescimento do Indicador Ipea mensal de FBCF

Gráfico

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Indicador Ipea de FBCF – Fevereiro de 2020 Investimentos avançam 1,2% em fevereiro, a segunda alta seguida na margem

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento na comparação entre fevereiro e janeiro, com alta de 1,2% na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu um avanço de 7,9%, deixando um carry-over de 5,4% para o primeiro trimestre de 2020. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em fevereiro registrou uma queda de 0,2%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu um patamar 6,3% superior ao verificado em fevereiro de 2019. No acumulado em doze meses, os investimentos voltaram a acelerar, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 2,8%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma elevação de 6,2% em fevereiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou uma queda de 0,4%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 4,2% em fevereiro, a importação cresceu 25% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em fevereiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel apresentou um recuo de 1,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou uma alta de 1,8% na passagem de janeiro para fevereiro, encerrando o trimestre móvel com alta de 2,9%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho positivo em fevereiro voltou a ser generalizado. Enquanto a construção civil registrou uma variação positiva de 2,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma alta de 9,5% em fevereiro. Já o componente outros atingiu um patamar 7,3% superior ao observado no mesmo período de 2019.

Tabela FBCF

Gráfico

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Indicador Ipea de FBCF – Janeiro de 2020 Investimentos iniciam o ano com alta de 7,8% na margem, impulsionados pela produção interna e pela importação de plataformas

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta forte crescimento na comparação entre janeiro de 2020 e dezembro último, com alta de 7,8% na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em janeiro registrou queda de 2% também na série dessazonalizada. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu patamar 7% superior ao verificado em janeiro de 2019. No acumulado em doze meses, os investimentos aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,1% para 2,7%. Os resultados contaram com o impulso proveniente do bom desempenho da produção interna e da importação de plataformas ocorridas no período. Excluindo-as dos cálculos, os investimentos teriam aumentado 4,9% na margem e 2,5% na comparação com janeiro de 2019.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou elevação de 18,3% em janeiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou queda de 6,7% em janeiro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 6,1% em janeiro, a importação cresceu 25,8% no mesmo período, contando com impulso gerado pela importação de plataformas de petróleo.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 5,7% em janeiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel apresentou recuo de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,7% na passagem de dezembro para janeiro, encerrando o trimestre móvel com alta de 2,4%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho positivo em janeiro foi generalizado. Enquanto a construção civil registrou uma variação positiva de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou alta de 11,4% em janeiro. Já o componente outros atingiu um patamar 6% superior ao observado no mesmo período de 2019.

 

Taxas de crescimento do Indicador Ipea mensal de FBCF

 

Gráfico

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Indicador Ipea de FBCF – Dezembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 2% em dezembro, mas encerram o ano com alta de 2,1%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 2% na comparação entre dezembro e novembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o quarto trimestre de 2019 fechou com queda de 2,7%, também na série dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2018, as quedas de dezembro e do quarto trimestre foram, respectivamente, de 2,2% e 0,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos encerraram 2019 com alta de 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 6,8% em dezembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 9% em dezembro, a importação caiu 7,7% no mesmo período. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos encerra 2019 com alta de 3,1%.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em dezembro, na série dessazonalizada. No acumulado em doze meses, o setor encerrou 2019 com alta de 0,5%, o primeiro resultado positivo nessa base de comparação desde 2013.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho negativo em dezembro foi bastante disseminado. Enquanto a construção civil registrou uma variação negativa de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma queda de 1,7% em dezembro. A exceção ficou por conta do componente outros, que atingiu um patamar 1,7% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF set19

Gráfico indicador Ipea FBCF dez19

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Indicador Ipea de FBCF – Novembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 1% na margem

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 1% na comparação entre os meses de novembro e outubro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel terminado em novembro registrou alta de 0,5%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 1,8% inferior ao verificado em novembro de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,6% para 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou retração de 4% em novembro. Com esse resultado, o trimestre móvel passou de -0,4% em outubro para -2,5% em novembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 0,4%, a importação retraiu 5,1% no mesmo período, voltando a ser o destaque negativo no período.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 0,5% em novembro, resultado que sucedeu queda de 1% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 0,4% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor registrou alta de 0,4% em novembro, o primeiro resultado positivo desde julho de 2014 nessa base de comparação. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 0,4% na passagem de outubro para novembro, encerrando o trimestre móvel com queda de 0,5%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto a construção civil registrou variação positiva de 0,6%, o segmento máquinas e equipamentos registrou queda de 6,7% em novembro. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 3,9% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Gráfico

Tabelas 1

 

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Indicador Ipea de FBCF – setembro e terceiro trimestre de 2019 Investimentos avançam 1,4% em setembro, encerrando o terceiro trimestre com alta de 2,1% na margem

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta crescimento de 1,4% na comparação entre os meses de setembro e agosto de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos encerra o terceiro trimestre registrando avanço de 2,1% sobre o trimestre anterior, também ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 7,5% superior ao verificado em setembro de 2018. Já na comparação do terceiro trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 3%, mesma taxa verificada no acumulado em doze meses. No mês de setembro, a evolução dos investimentos voltou a ser positivamente influenciada pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo. Sem esse efeito, o crescimento no terceiro trimestre teria sido de 1% na margem e de 1,3% na comparação interanual.

Tabela - Indicador Ipea FBCF set19

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno somada às importações – apresentou alta de 1,6% em setembro. Com esse resultado, o terceiro trimestre registrou avanço de 2,5%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 18,5%, a importação cresceu expressivos 40,5% no mesmo período. Ambos os resultados foram influenciados pelas operações envolvendo exportações e importações de plataformas de petróleo. No acumulado em doze meses, o resultado aponta expansão de 5% para o segmento.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 1,2% em setembro, resultado que sucedeu a queda de 1,1% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o terceiro trimestre avançou 1,4% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 0,1%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 3% na passagem de agosto para setembro, encerrando o terceiro trimestre com crescimento de 0,6%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi positivo. Enquanto a construção civil registrou crescimento de 3,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou alta de 14,3% em setembro – influenciado pelas importações de plataformas de petróleo. Como consequência, o total importado de bens de capitalregistrou alta de 130% em termos anuais. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 2,6% superior ao observado em setembro de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF set19

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Indicador Ipea de FBCF – julho de 2019 Investimentos iniciam terceiro trimestre de 2019 com avanço de 1% em julho

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1% em julho em relação a junho de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 1,8% para o terceiro trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em julho registrou alta de 3,1%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 0,4% superior ao verificado em julho de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 4,3% para 3,1%.

Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 1,2% em julho. Com esse resultado, o trimestre móvel encerrado em julho registrou crescimento de 6,6%. Em julho, enquanto o componente nacional de máquinas e equipamentos avançou 1,9%, a importação cresceu 5,4% no mesmo período. No acumulado em doze meses, o resultado aponta expansão de 6,7% para o segmento.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 1,1% em julho, resultado que sucedeu alta de 0,6% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 2,5% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 1,2%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 1% na passagem de junho para julho, encerrando o trimestre móvel com crescimento de 1,4%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto a construção civil registrou variação positiva de 2,4%, o segmento máquinas e equipamentos registrou queda de 2,9% em julho. Parte desse resultado é explicado pela forte retração das importações no período que, devido à alta base de comparação – importações de plataformas de petróleo ocorridas em julho de 2018 –, recuou 24,7% em termos anuais. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 3,8% superior ao observado em julho de 2018.

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Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2019 Investimentos avançam 0,7% em junho, encerrando o segundo trimestre de 2019 com alta de 2,3%

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,7% em junho em relação a maio de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos, também ajustado sazonalmente, encerra o segundo trimestre registrando avanço de 2,3% sobre o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 3,2% superior ao verificado em junho de 2018. Já na comparação do segundo trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 5,3%. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em 4,3%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun19

 O consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 0,5% em junho em relação ao mês anterior. Enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos caiu 0,8% no mês, a importação subiu 1,2%. Com o resultado de junho, os investimentos em máquinas e equipamentos encerraram o segundo trimestre com crescimento de 5,9% e, no acumulado em doze meses, com uma expansão de 10,5%.

 O segmento de construção civil, por sua vez, avançou 0,8% em junho, resultado que sucedeu a alta de 0,7% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o segundo trimestre de 2019 avançou 0,6% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 1,2%.

 Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,3% na passagem de maio para junho, encerrando o segundo trimestre com alta de 2,6%.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho mensal foi generalizado. Enquanto o segmento nacional de máquinas e equipamentos registrou aumento de 3% em junho, a construção civil registrou variação positiva de 2,3%. O componente outros, por sua vez, atingiu um patamar 6,3% superior ao observado em junho de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF jun19

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – maio de 2019 Investimentos seguem com desempenho positivo no segundo trimestre

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,3% em maio, em relação a abril de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 1,9% para o segundo trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em maio registrou alta de 1,3%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu o patamar de 13,9%, superior ao verificado em maio de 2018, influenciado parcialmente por uma base de comparação deprimida, resultado da greve dos caminhoneiros. No acumulado em doze meses, os investimentos também aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 4,2%.

Ainda na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações (nacional) acrescida das importações – apresentou avanço de 3,9% em maio. Entre os componentes do Came, enquanto o segmento nacional cresceu 2%, a importação de bens de capital avançou 16,1% na margem, compensando o resultado do período anterior (-11,6%).

O indicador de construção civil, em contrapartida, registrou fraco desempenho em maio, recuando 0,8% na série dessazonalizada. Com isso, o setor encerrou o trimestre terminado em maio com retração de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em maio, registrando avanço de 0,6% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho em maio foi generalizado. Influenciados, em parte, por uma base de comparação deprimida, em decorrência dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio do ano passado, todos os componentes registraram forte variação positiva. O principal destaque foi o Came, que avançou23,7% em relação ao observado em maio de 2018. O componente da construção, por sua vez, registrou alta interanual de 8,7%. Ainda assim, apresentou queda de 0,1% entre o trimestre terminado em maio e o terminado em fevereiro.

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – Abril de 2019 Investimentos iniciaram o segundo trimestre com crescimento

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,5% em abril em relação a março de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 0,7% para o segundo trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em abril registrou queda de 0,3%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 0,9% inferior ao verificado em abril de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 3,7% para 2,7%.

Ainda na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações (nacional) acrescida das importações – apresentou avanço de 0,3% em abril. Entre os componentes do Came, enquanto o segmento nacional cresceu 2,8%, a importação de bens de capital recuou 11% na margem, resultado que sucedeu a alta de 8,4% observada no período anterior.

O indicador de construção civil, por sua vez, também registrou desempenho positivo em abril, avançando 1% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre terminado em abril com retração de 0,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em abril, registrando avanço de 0,5% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho em abril foi negativo. Com exceção do componente outros ativos fixos, que cresceu 6,4%, todos os demais registraram variação negativa. Tanto o Came quanto a construção civil recuaram 2,1% em relação ao mês de abril de 2018. O componente da construção continua sendo o destaque negativo, tendo registrado queda de 2,5% na comparação entre o trimestre terminado em abril e o terminado em janeiro.

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