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Investimento líquido e estoque de capital – primeiro trimestre de 2021

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe Cornelio

Esta Nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até março de 2021. O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no trimestre, que se deu principalmente devido à alta dos investimentos em máquinas e equipamentos, foi o suficiente para fazer os investimentos brutos superarem o valor da depreciação do capital. Os resultados deste estudo mostram que, a partir de fevereiro de 2021, a série de investimento líquido voltou a acumular valores positivos em doze meses. Com isso, o estoque de capital voltou a apresentar variações interanuais positivas a partir de fevereiro deste ano e já conseguiu superar o patamar pré-pandemia.

Gráficos 3 e 4

Os dados estão disponíveis no Ipeadata

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Atualização das séries de estoque de capital até dezembro de 2020

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe Cornelio

Esta nota atualiza as séries de investimento líquido e de estoque de capital com base nos dados anuais detalhados do Sistema de Contas Nacionais (SCN) de 2018, do IBGE, e apresenta as estimativas para o período até 2020 com base nos dados do indicador Ipea mensal de investimentos. Os dados do SCN de 2018 mostraram que a formação bruta de capital fixo (FBCF) havia sido maior do que o indicado pelos dados trimestrais (do IBGE) e mensais (do Ipea) anteriormente. De agosto de 2016 até outubro de 2019, o investimento líquido acumulou resultados negativos (FBCF menor que a depreciação) em doze meses, resultando em quedas do estoque de capital. Foi apenas no final de 2019 que o investimento líquido voltou a ter resultados positivos no acumulado em doze meses. Essa recuperação, porém, foi abruptamente abortada por conta dos impactos econômicos da pandemia. Em relação aos dados anuais desagregados, o texto destaca os dados de fluxo e estoque dos investimentos em construção de infraestrutura. A crise econômica anterior teve especial impacto nos investimentos em infraestrutura, que tiveram quedas significativas (em percentual do PIB e em valores correntes e constantes). Essas quedas fizeram não só os investimentos líquidos ficarem abaixo da depreciação como também reduziram o nível do estoque em percentual do PIB a partir de 2017. Do pico recente de 41,7% do PIB em 2016, o estoque de capital de construções de infraestrutura caiu para 40% do PIB em 2018.​​

estoque de capital

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Os dados estão disponíveis no Ipeadata



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Desagregação temporal da série de estoque de capital

Por José Ronaldo Souza Júnior e Felipe Cornelio

Em Souza Júnior e Cornelio (2020a; 2020b), optou-se por fazer a desagregação temporal dos fluxos anuais de depreciação (do estoque de capital prévio) utilizando os dados mensais do Indicador Ipea de FBCF como indicador de frequência mais alta do método de Denton. Esse procedimento suavizou a série de investimento líquido (FBCF menos a depreciação), resultando numa série mensal/trimestral de estoque de capital, de certo modo, em linha com a sugestão mencionada por OECD (2001) – de interpolação dos dados anuais. Porém, com essa suavização, as variações de curto prazo do estoque de capital podem não expressar as oscilações esperadas da variável quando se leva em consideração o comportamento da FBCF mensal.

Para resolver essa questão e oferecer uma outra opção para os usuários das séries mensal e trimestral, esta Nota Técnica propõe uma alternativa metodológica para desagregar temporalmente os fluxos de depreciação – distribuindo-os mais uniformemente ao longo do ano. Essa proposta se baseia na ideia de que a depreciação ocorre de forma relativamente estável ao longo do ano, independentemente dos movimentos mensais da FBCF. Por sua vez, com a depreciação calculada dessa forma, a série mensal de investimento líquido torna-se muito mais volátil – até mesmo que a de FBCF –, porém, no acumulado de doze meses, muito parecida com a metodologia anterior.

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Investimento líquido e estoque de capital: desempenho recente

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Felipe Moraes Cornelio

O Texto para Discussão (TD) de Souza Júnior e Cornelio (2020) apresenta a metodologia de cálculo e as novas séries do Ipea de investimento líquido e de estoque de capital. Os dados são anuais (desagregados por componentes) para o período de 1947 a 2019 e mensais (agregados) para o período de janeiro de 1996 a dezembro de 2019. Esta nota complementa o TD por meio da atualização dessas séries – até o junho de 2020 – e da extensão das séries mensais para o período de janeiro de 1980 a dezembro de 1995.

As estimativas apresentadas indicam que, após um período inédito (na série histórica desde 1947), iniciado em 2016, com investimentos líquidos negativos e, portanto, reduções anuais do estoque de capital fixo, o investimento líquido voltou a ficar positivo no acumulado em doze meses no início deste ano. Isso significa que, apesar da recuperação do crescimento dos investimentos brutos ter se iniciado em 2017, somente no início deste ano, o investimento bruto voltou a ficar maior que o investimento necessário para repor da depreciação – indicando o aumento da capacidade instalada do estoque de capital.

CC48_NT_Estoque de capital_gráfico

As séries completas de investimento líquido e estoque de capital estão disponíveis no site do Ipeadata.

Acesse a nota da Carta de Conjuntura

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