Arquivo da tag: Inflação por classe social

Inflação por faixa de renda – Outubro/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

De acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em outubro, a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa foi a que apresentou a maior variação (0,98%) entre todas as classes pesquisadas. Nota-se, entretanto, que na comparação com o mês anterior, enquanto a taxa de variação dos preços manteve-se estável nas duas faixas de menor renda, nas classes de renda mais elevadas observou-se uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços, com destaque para o segmento de renda alta, cuja taxa de inflação avançou de 0,29%, em setembro, para 0,82%, em outubro

Na desagregação dos dados, observa-se que, novamente, a elevação dos preços dos alimentos no domicílio explica grande parte da pressão inflacionária nos segmentos de menor renda. Em outubro, apenas o grupo alimentos e bebidas foi responsável por mais de 60% de toda a inflação da classe de renda mais baixa, refletindo as expressivas variações do arroz (13,4%), da batata (17%), do tomate (18,7%), do óleo de soja (17,4%) e das carnes (4,3%). Por sua vez, a aceleração da taxa de inflação para as famílias de renda maior veio da alta do grupo transportes, impactado pelos reajustes de 39,8% das passagens aéreas e de 0,9% dos combustíveis.

Tabela 1_out20Gráficos 1 e 2_out20

Veja texto completo sobre o resultado de outubro

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Inflação por Faixa de renda

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

Essa Nota Técnica tem por objetivo retratar, a partir dos dados da POF 2017/2018, a atualização dos vetores de peso utilizados para a construção do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, além de divulgar e analisar as taxas mensais de inflação, de janeiro a maio de 2020, para as seis classes pesquisadas. De acordo com o indicador, nos cinco primeiros meses do ano, à exceção de fevereiro, a inflação da faixa de renda mais baixa manteve-se acima das registradas no segmento mais rico, refletindo que, embora tenha ocorrido queda de preços em diversos itens, a dos alimentos vem impactando mais fortemente o custo de vida dos mais pobres. No acumulado do ano, enquanto as famílias de renda mais baixa, registram uma taxa de inflação positiva de 0,45%, a faixa de renda mais alta aponta uma deflação de 0,45% – beneficiada pela queda nos preços do grupo transporte, em especial, dos combustíveis e das passagens aéreas. De fato, em maio, embora todas as classes tenham apresentado deflação, ela foi bem mais intensa no segmento mais rico da população (-0,57%), cuja taxa registrada foi três vezes menor que a observada na parcela composta por famílias de renda muito baixa (-0,19%). Com a incorporação desse resultado, no acumulado dos últimos doze meses, a inflação da classe de renda muito baixa mostra alta de 2,4%, situando-se 1,0 p.p. acima da registrada pela faixa de renda alta (1,4%).

NT_Tabela 4

NT_Gráficos

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Inflação por Faixa de Renda – Novembro/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, em novembro, o segundo avanço consecutivo, na margem, em todas as classes pesquisadas. A análise desagregada, por segmentos de renda, no entanto, mostra que essa pressão inflacionária foi mais intensa para as famílias de menor poder aquisitivo (0,54%), quando comparadas às de renda mais alta (0,43%), repercutindo os reajustes dos grupos alimentação e habitação.

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Por certo, a alta de 8,1% das carnes em novembro contribuiu com 0,28 ponto percentual (p.p.) para a inflação das classes mais baixas, anulando, inclusive, o alívio inflacionário vindo da queda de 12,2% nos preços dos tubérculos. Adicionalmente, o reajuste de 2,2% das tarifas de energia elétrica – repercutindo a mudança da bandeira tarifária de verde para amarela – gerou uma contribuição de 0,12 p.p. para a inflação desse segmento. Ou seja, apenas os aumentos registrados nestes dois itens – carnes e energia elétrica – explicam mais de 70% de toda a alta inflacionária observada nesse segmento de renda. No caso das famílias mais ricas, embora o reajuste das carnes e da energia também tenha pressionado suas taxas de inflação, o menor peso desses itens em sua cesta de consumo acaba por aliviar seus impactos altistas. Em contrapartida, o aumento de 0,78% nos preços dos combustíveis, de 4,4% nas passagens aéreas e de 24,4% nos jogos lotéricos explica as maiores pressões dos grupos transportes e recreação sobre a inflação das classes mais altas.

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Veja texto completo sobre o resultado de novembro

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Inflação por faixa de renda – agosto/2019 Em agosto, inflação dos mais pobres foi de 0,12%, contra 0,08% das famílias de maior poder aquisitivo

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em agosto, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, refletindo um quadro deflacionário ainda mais intenso dos alimentos e transportes. Observa-se, no entanto, que, na desagregação por classes de renda, a inflação das famílias mais pobres (0,12%) registrou alta maior que a das faixas de renda mais alta (0,08%), influenciada, sobretudo, pelo aumento do grupo habitação. De fato, a análise da inflação dos mais pobres mostra que, se por um lado, a queda nos preços dos tubérculos (-10,7%), das verduras (-6,5%), das carnes (-0,75%) e dos leites e derivados (-0,30%) constituíram-se nos principais pontos de alívio do grupo alimentação, por outro, as altas de itens de grande peso na cesta de consumo desse segmento, como energia elétrica (3,85%), aluguel (0,63%) e taxa de água e esgoto (1,34%), geraram um forte impacto sobre o grupo habitação (tabela 2). Em contrapartida, embora o efeito da queda dos preços dos alimentos tenha sido menor na inflação das faixas de renda mais alta, não só o reajuste das tarifas de energia pesou menos no orçamento dessa classe, mas também a deflação de 15,7% das passagens aéreas possibilitou uma contribuição ainda mais favorável do grupo transportes, implicando um alívio adicional sobre a inflação dessas famílias.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de ago./2019

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Inflação

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Ao contrário do verificado no primeiro trimestre do ano, os principais índices de preços mostram que, nos últimos meses, a inflação brasileira não apenas reverteu sua trajetória de aceleração, como também vem apresentando sinais de arrefecimento maior do que se esperava. A recente desaceleração da alta dos alimentos e o comportamento mais benevolente dos preços administrados contribuíram para um significativo recuo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula apenas 3,2% em doze meses, até julho. Com essa melhora do quadro atual, a projeção do Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea para o IPCA de 2019 passou de 3,9% (projeção feita em junho, na edição anterior da Carta de Conjuntura) para 3,75%.

Dentro desse contexto de alívio inflacionário, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda também aponta um recuo da inflação em doze meses para todas as faixas pesquisadas. No entanto, essa queda vem ocorrendo mais significativamente entre as famílias de maior poder aquisitivo. De fato, embora em desaceleração, os preços dos alimentos e as tarifas de ônibus – dois itens de grande peso na inflação dos mais pobres – ainda apresentam variação relativamente alta no período, com taxas de 4,7% e 6,8%, respectivamente. Todavia, a deflação de 2,8% dos combustíveis, no acumulado em doze meses, vem contribuindo para uma desaceleração inflacionária um pouco maior para as classes de renda mais alta. No acumulado até julho, enquanto a inflação da faixa de renda mais baixa aponta alta de 3,4%, a das camadas mais ricas encontra-se em patamar levemente inferior (3,2%).

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Inflação por faixa de renda – junho/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em junho, pelo terceiro mês consecutivo, desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para as de renda mais baixa, que, beneficiadas sobretudo pelo comportamento do grupo alimentos e bebidas, apontaram a primeira deflação desde novembro de 2018 (tabela 1). Embora menos generalizada e com intensidade inferior à observada em maio, a queda no preço dos alimentos, notadamente de itens importantes como cereais (-4,5%), frutas (-6,1%) e massas e farinhas (-0,75%), foi o maior fator de alívio inflacionário para as famílias mais pobres, sendo o principal responsável pelas deflações de 0,03% e 0,02% apresentadas pelas faixas de renda muito baixa e baixa, em junho, respectivamente. Ainda que em menor proporção, os recuos nas tarifas de energia elétrica (-1,1%), do gás de botijão (-0,48%) e da gasolina (-2,0%) também impactaram negativamente a inflação dos mais pobres, gerando contribuições negativas de 0,01 ponto percentual (p.p.) dos grupos habitação e transportes, anulando, inclusive, as altas de 0,38%, 1,6% e 0,39% dos preços dos aluguéis e das tarifas de água e esgoto e ônibus urbano, respectivamente. Em contrapartida, a forte alta de 1,5% nos preços dos artigos de higiene pessoal fez com que o grupo saúde e cuidados pessoais gerasse uma contribuição de 0,06 p.p. para a inflação, o que impediu uma deflação mais expressiva para as famílias mais pobres.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de jun./2019

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Inflação por faixa de renda – maio/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Em maio, pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa. Assim como ocorrido em abril, o arrefecimento da inflação das famílias mais pobres veio da melhora no comportamento dos alimentos, tendo em vista que, em maio, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, dez apresentaram deflação. Adicionalmente, deve-se registrar que as maiores quedas dos preços dos alimentos ocorreram em itens de grande peso no consumo das classes de menor renda, como cereais (-5,0%), tubérculos (-7,3%), hortaliças (-4,6%) e frutas (-2,9%), o que fez com que o grupo alimentação apresentasse uma contribuição negativa de 0,19 ponto percentual (p.p.) para a inflação do extrato mais pobre da população (tabela 2). Essa trajetória benigna dos alimentos ajudou, inclusive, a anular, pelo menos em parte, os efeitos da alta nos preços da energia elétrica (2,2%), do gás de botijão (1,4%) e dos produtos farmacêuticos (0,82%), que geraram contribuições de 0,19 p.p. e 0,06 p.p. para os grupos habitação e saúde e despesas pessoais, respectivamente.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de maio/2019

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Inflação

Por ​Maria Andreia Parente Lameiras

As projeções feitas pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea foram revisadas e indicam que a inflação medida pelo IPCA deve encerrar 2019 em 4,08%, um pouco maior que a estimada na Carta de Conjuntura nº 42 (3,85%), de março deste ano, mas ainda abaixo da meta (4,25%). Na comparação com a estimativa anterior, o novo cenário projetado prevê uma piora na inflação de alimentos e monitorados, cujos efeitos sobre o IPCA serão, em parte, atenuados por um desempenho mais favorável dos bens e serviços. No caso dos alimentos, o aumento já verificado no primeiro quadrimestre do ano e uma da taxa de câmbio mais alta​ elevaram a projeção de inflação deste segmento de 5,4% para 7,0%. Assim como ocorre com os alimentos, o comportamento do câmbio, aliado a uma revisão para cima no preço do barril de petróleo,  alterou a projeção de preços monitorados de 4,9% para 5,5%, mesmo em um cenário com reajustes menores das tarifas de energia elétrica. Por sua vez, a piora recente da atividade econômica reduziu as nossas projeções para a inflação de bens livres, exceto alimentos, de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, excluindo educação, de 3,7% para​ 3,5%.

A alta do grupo alimentação vem gerando uma aceleração ainda mais intensa do custo de vida para as camadas mais pobres – como mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No primeiro quadrimestre de 2019, enquanto a faixa de renda mais baixa apresenta uma taxa de inflação acumulada de 2,31%, a de renda mais alta registra variação de 2,06%.​

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Acesse aqui a planilha com a taxa mensal de Inflação por faixa de renda



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Inflação por faixa de renda – Março/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Mantendo uma trajetória ascendente, iniciada em dezembro de 2018, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda – calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – registrou, em março, nova aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa (tabela 1). Assim como vem ocorrendo ao longo dos últimos meses, a alta dos alimentos vem impactando de forma mais significativa as famílias mais pobres. Não obstante ao fato de que, em março, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, quatorze apresentaram variações positivas, as maiores altas ocorreram justamente nos itens de maior peso no consumo das famílias de menor renda, como cereais (5,2%), tubérculos (18,7%), hortaliças (6,1%) e frutas (4,3%). Em contrapartida, itens mais consumidos pelas famílias mais ricas, como leites e derivados (0,49%), carnes (0,63%) e bebidas (-0,15%), apresentaram comportamento mais favorável. Dessa forma, o grupo alimentação foi o principal responsável pela inflação de 0,80% observada na classe mais baixa, cuja contribuição de 0,51 p.p. respondeu por aproximadamente 64% da taxa total registrada (tabela 2). Ainda que em menor escala, a alta do grupo transportes, refletindo os reajustes nas tarifas de ônibus urbano (0,9%) e de trens (2,1%), também impactou a inflação deste segmento.

190411_cc43_inflacao_por_faixa_de_renda_tabela1190411_cc43_inflacao_por_faixa_de_renda_graficos_1_e_2

Veja análise completa do indicador



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Inflação por faixa de renda – Fevereiro/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente a classe de renda mais alta – que apresentou a maior aceleração em relação ao mês anterior. Embora refletindo causas distintas, as maiores taxas de inflação foram registradas nos segmentos de menor e maior poder aquisitivo (tabela 1) – as classes intermediárias, por sua vez, tiveram altas menores de preços. No caso das famílias de renda mais baixa, observa-se que a taxa de inflação de 0,51% em fevereiro ocorreu, sobretudo, devido ao incremento no ritmo de crescimento dos preços dos alimentos, em especial dos cereais (12,6%), das verduras (12,1%) e dos tubérculos (6,1%). Na desagregação por grupos (tabela 2), verifica-se que a contribuição de 0,36 p.p. vinda dos alimentos explica 70% de toda a variação da inflação de fevereiro das classes mais pobres.

Em contrapartida, a inflação de 0,53% observada no segmento de renda mais alta foi pressionada pela alta do grupo educação, cuja contribuição de 0,33 p.p. é decorrente dos reajustes de 4,6% dos cursos regulares e de 3,2% dos cursos diversos. Deve-se destacar que parte do impacto do grupo educação foi amenizada pelo comportamento dos transportes, dado que as deflações dos combustíveis (-0,9%) e das passagens aéreas (-16,7%) acabam beneficiando muito mais os segmentos de renda mais alta, pois são estas classes que consomem estes bens e serviços.

Tabela 1 - Inflação por Faixa de Renda

Gráficos 1 e 2 - Inflação por Faixa de Renda

Veja análise completa do indicador

Acesse aqui a planilha com a série completa das taxas mensais de inflação por faixa de renda



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