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Desempenho recente do mercado de crédito

Por Francisco E. de Luna A. Santos

Os saldos para PF e recursos livres mostram crescimento próximo de 10% em termos reais nos últimos doze meses, e estagnação dos segmentos de pessoa jurídica (PJ) e da categoria recursos direcionados. Em contrapartida, olhando as novas concessões, observamos queda maior no segmento de PF, em especial as concessões para crédito consignado total e no crédito pessoal total.

A análise dos últimos dados mostra que não houve aumento relevante no comprometimento de renda e nas taxas de juros, ainda que ambos permaneçam em níveis altos, e discreto aumento na inadimplência para pessoas físicas (PFs).

Tais observações não alteram a análise prospectiva do mercado de crédito para 2022, em que esperamos um crescimento limitado no ano com oscilações em alguns períodos. No entanto, medidas regulatórias em curso, relacionadas ao fortalecimento das garantias e à securitização, fornecem suporte importante para o crescimento estrutural e sustentável do mercado de crédito.

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Desempenho recente do mercado de crédito

Por Francisco E. de Luna A. Santos

Analisados em conjunto, os principais indicadores do Sistema Financeiro Nacional (SFN) sugerem cautela nas perspectivas para o mercado de crédito para 2021 e 2022. De um lado, os níveis de inadimplência permanecem bem comportados, ainda que algumas categorias específicas (como o caso do capital de giro rotativo para pessoas jurídicas e cartão de crédito no caso das pessoas físicas) apresentem tendência de alta. Por outro lado, apesar da estabilidade recente do comprometimento da renda, esta ocorreu em patamares historicamente altos. As taxas de juros cresceram e tendem a se elevar nos próximos meses, o que, aliado ao aumento da inflação, compromete a tomada de decisões por parte de tomadores de crédito, não ajudando também na oferta de crédito pelos bancos. Além disso, indicadores de crédito apontam para redução de prazo nas concessões de crédito. Do lado das concessões de crédito, há crescimento no segundo trimestre tanto em pessoa física (PF) quanto em pessoa jurídica (PJ). No entanto, há alguns sinais de alerta quanto ao tipo de modalidade de concessão, uma vez que há crescimento expressivo em algumas modalidades mais caras, com juros mais altos. Portanto, será importante observar com atenção os próximos dados a fim de avaliar o efeito do aumento de incertezas na economia, pois, apesar de o mercado de crédito mostrar resistência, não está imune às oscilações macroeconômicas.

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Moeda e Crédito

Carta de Conjuntura nº 35

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu as metas de inflação para 2019 e 2020 em, respectivamente, 4,25% e 4,00%. A de 2019 está em linha com as expectativas de mercado; a de 2020 foi uma inovação, pois, até então, a meta era definida, em cada mês de junho, para dois anos e meio à frente. O CMN sinaliza, assim, a intenção de ter a inflação brasileira convergente para os níveis internacionais, ainda que de maneira gradual.

Os dados de crédito de maio de 2017 mostraram, como já vinha acontecendo, um cenário mais benigno para pessoas físicas, mas os empréstimos para pessoas jurídicas continuam com panorama pior e maio trouxe até alguma deterioração adicional, revertendo algumas tendências de melhora que se verificavam no segmento. Os juros e os spreads tiveram quedas significativas em abril e maio. Os juros médios das operações de crédito no Sistema Financeiro nacional (SFN) caíram de 32,1% em março para 29,2%, na série com ajuste para a sazonalidade. E o spread médio, diferença entre as taxas de aplicação e de captação, caiu de 23,5% para 21,1%.   O processo de redução do endividamento na economia brasileira continua. Em maio, a relação crédito/PIB foi de 48%, tendo caído continuamente desde o máximo de 54%, alcançado em dezembro de 2015.

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