Por Maria Andréia P. Lameiras
O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que, após o recuo observado em outubro, a inflação voltou a acelerar em novembro para todos os segmentos de renda, impulsionada pelos reajustes nos grupos habitação, transportes e despesas pessoais. Em termos absolutos, a classe de renda muito baixa registrou a menor taxa (0,01%), enquanto a faixa de renda alta apresentou a variação mais elevada (0,45%). A deflação de alimentos, itens de residência e artigos de higiene pessoal atenuou a pressão exercida pela alta das tarifas de energia, beneficiando especialmente as famílias de menor renda. Já os aumentos das passagens aéreas e dos serviços de recreação contribuíram de forma mais significativa para a inflação da classe de renda alta.
O comportamento mais favorável dos preços dos alimentos ao longo dos últimos meses — dada sua elevada participação na cesta das famílias de menor renda — explica por que a classe de renda muito baixa registra as menores taxas de inflação tanto no acumulado do ano (3,7%) quanto em doze meses (4,2%). Em contrapartida, pressionada pelos reajustes de serviços, a faixa de renda alta apresenta as maiores taxas no ano (4,2%) e no acumulado em doze meses (4,8%).



















