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Inflação por faixa de renda – Novembro/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que, após o recuo observado em outubro, a inflação voltou a acelerar em novembro para todos os segmentos de renda, impulsionada pelos reajustes nos grupos habitação, transportes e despesas pessoais. Em termos absolutos, a classe de renda muito baixa registrou a menor taxa (0,01%), enquanto a faixa de renda alta apresentou a variação mais elevada (0,45%). A deflação de alimentos, itens de residência e artigos de higiene pessoal atenuou a pressão exercida pela alta das tarifas de energia, beneficiando especialmente as famílias de menor renda. Já os aumentos das passagens aéreas e dos serviços de recreação contribuíram de forma mais significativa para a inflação da classe de renda alta.

O comportamento mais favorável dos preços dos alimentos ao longo dos últimos meses — dada sua elevada participação na cesta das famílias de menor renda — explica por que a classe de renda muito baixa registra as menores taxas de inflação tanto no acumulado do ano (3,7%) quanto em doze meses (4,2%). Em contrapartida, pressionada pelos reajustes de serviços, a faixa de renda alta apresenta as maiores taxas no ano (4,2%) e no acumulado em doze meses (4,8%).

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Dados Xls



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Inflação por faixa de renda – Outubro/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados mais recentes do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, após a aceleração registrada em setembro, a inflação registrou recuo expressivo em outubro, ainda que de forma distinta entre os grupos. Entre as famílias de renda muito baixa, a inflação passou de uma alta de 0,59% em setembro para uma leve deflação de 0,03% em outubro, possibilitada não só pela continuidade da queda dos preços dos alimentos no domicílio, mas também pelo recuo do grupo habitação. Já para as famílias de renda alta, a desaceleração ocorreu de modo mais suave, uma vez que após registrar taxa de 0,35% em setembro, a inflação recuou para 0,22% em outubro. Neste caso, nota-se que a descompressão inflacionária menos intensa reflete não apenas uma contribuição negativa menor vinda da queda dos alimentos e da energia elétrica – dado o peso destes itens nas suas cestas de consumo –, mas também as altas dos combustíveis, das passagens aéreas e dos serviços pessoais ocorridas em outubro.

Apesar do resultado mais favorável de outubro, no acumulado do ano, as maiores variações continuam concentradas nas faixas de renda baixa (3,89%) e muito baixa (3,84%), enquanto o menor aumento aparece na classe de renda alta (3,16%). Essa configuração, no entanto, não se mantém no horizonte de doze meses, tendo em vista que a inflação é mais elevada entre as famílias de renda média-alta (4,78%) e renda alta (4,96%), ao passo que as famílias de renda muito baixa registram variação de 4,43%, reforçando como diferentes padrões de consumo modulam a intensidade com que os choques de preços atingem cada grupo social.

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Inflação por faixa de renda – Setembro/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam que, em setembro, houve aceleração da inflação em todas as classes de renda, com impacto mais expressivo entre as famílias de menor poder aquisitivo. Após a deflação de 0,29% observada em agosto, a inflação das famílias de renda muito baixa avançou para 0,59%, influenciada principalmente pelo reajuste de 10,3% na tarifa de energia elétrica. Para as famílias de renda mais alta, a pressão inflacionária foi relativamente menor, devido não apenas à influência mais moderada do aumento da energia, mas também à redução de 2,8% nas passagens aéreas, o que suavizou a aceleração entre agosto (0,10%) e setembro (0,35%).

No acumulado de 2025 até setembro, a inflação mais elevada é registrada na faixa de renda baixa, com 3,78%, enquanto a classe de renda alta apresenta a menor variação, de 3,50%. O mesmo padrão se mantém no acumulado em doze meses: as famílias de renda baixa registram alta de 5,37%, ao passo que as de renda alta tiveram aumento de 5,02%.

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Inflação por faixa de renda – Agosto/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em agosto, na margem, a inflação cedeu em todas as classes pesquisadas, configurando um quadro de desaceleração generalizada. Nota-se, no entanto, que o recuo da taxa foi mais intenso nos estratos de renda inferiores, tendo em vista que enquanto a inflação apurada no segmento de renda muito baixa recuou de 0,19%, em julho, para -0,29%, em agosto, a taxa observada na faixa de renda alta passou de 0,44% para 0,10% na mesma base de comparação. Por certo, além da intensificação da trajetória de deflação dos alimentos no domicílio, a queda das tarifas de energia elétrica, beneficiada pela incorporação do Bônus de Itaipu- anulando, inclusive a pressão vinda da adoção da bandeira vermelha patamar 2, explicam esta queda mais forte da inflação nos segmentos de renda mais baixa, dado o peso desses itens no orçamento dessas famílias. Já para a faixas de renda mais altas, a deflação dos alimentos e da energia foi parcialmente compensada pela elevação de preços em serviços, notadamente alimentação fora do domicílio e recreação.

No acumulado de 2025 até agosto, a inflação permanece em torno de 3,1% a 3,3% para todas as faixas de renda, sugerindo um quadro relativamente homogêneo até aqui. Entretanto, quando se observa o acumulado em doze meses, persiste a diferença entre classes: a renda baixa ainda apresenta a maior variação (5,33%), enquanto a renda alta segue com a menor (5,00%).

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Inflação por faixa de renda – Julho/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam que, em julho, na margem, a inflação manteve-se estável para as classes de rendas baixas e médias, mas apontou forte aceleração no segmento de renda alta. Por certo, enquanto a inflação apurada no segmento de renda muito baixa permaneceu praticamente inalterada entre junho (0,20%) e julho (0,19%), a taxa observada na faixa de renda alta avançou de 0,28% para 0,44% na mesma base de comparação. Assim como ocorrido no mês anterior, a queda dos preços dos alimentos no domicílio (-0,69%) foi o principal fator de alívio inflacionário, em julho, especialmente para as famílias de menor poder aquisitivo, reduzindo, inclusive, o impacto exercido pelo aumento da tarifa de energia elétrica (3,0%). Já para a classe de renda alta, além de se beneficiarem proporcionalmente menos da deflação dos alimentos, os reajustes de 19,9% das passagens aéreas e de 1,6% dos serviços de recreação explicam a aceleração da inflação em julho.

Nota-se, no entanto, que mesmo diante de uma alta mais moderada em julho, no acumulado do ano, as faixas de renda muito baixa e baixa são as que apresentam a maior taxa de inflação (3,4%), pressionada, sobretudo, pelas altas dos alimentos no domicílio (2,9%), da energia elétrica (10,2%) e das passagens de ônibus urbano (6,7%). Em contrapartida, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (3,0%), beneficiada pela queda das tarifas aéreas (13,6%).

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Inflação por faixa de renda: junho de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

De acordo com os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em junho, houve uma desaceleração da inflação para as quatro primeiras classes de renda. Já para as duas faixas de renda mais alta, a inflação observada em junho ficou acima da registrada no mês anterior. Com efeito, para as famílias mais pobres, mesmo diante de uma alta nas tarifas de energia elétrica, a queda dos preços dos alimentos no domicílio gerou uma descompressão inflacionária, de modo que, para a faixa de renda muito baixa, a inflação recuou de 0,38%, em maio, para 0,20%, em junho. Em contrapartida, a inflação da faixa de renda alta avançou de 0,08%, em maio, para 0,28%, em junho, repercutindo os reajustes mais fortes do grupo transportes.

Apesar desse alívio inflacionário em junho, no acumulado do ano, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,2%), pressionada, especialmente, pelas altas de 3,6% dos preços dos alimentos no domicílio e de 7,0% da energia elétrica nos seis primeiros meses de 2025. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (2,6%), beneficiada pela queda de 27,9% das passagens aéreas. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda alta registra a maior inflação (5,4%), ao passo que o segmento de renda baixa apresenta a menor taxa (5,2%).

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Inflação por faixa de renda: maio de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em maio, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a melhora no comportamento dos preços dos alimentos no domicílio e a deflação do grupo transportes. Em termos absolutos, o segmento de renda muito baixa foi o que apresentou a maior taxa de inflação em maio (0,38%), impactado, principalmente, pela alta das tarifas de energia elétrica. Em contrapartida, além da pressão relativamente menor vinda do grupo habitação, a queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis gerou um alívio inflacionário mais intenso para as famílias de renda alta, cuja taxa de inflação registrada em maio foi de apenas 0,08%.

Com a incorporação do resultado de maio, no acumulado do ano, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,0%), pressionada, especialmente, pelas altas de 4,1% dos preços dos alimentos no domicílio e de 3,9% da energia elétrica nos cinco primeiros meses de 2025. A faixa de renda alta, por seu turno, é a que aponta a taxa menos elevada (2,3%), beneficiada pela queda de 28,5% das passagens aéreas. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda baixa registra a maior inflação (5,47%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a menor taxa (5,15%).

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Inflação por faixa de renda – abril/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em abril, a despeito da alta menos acentuada dos preços dos alimentos no domicílio e da leve retração da tarifa de energia elétrica, houve uma alta da inflação, na margem, para as duas classes com rendas mais baixas. Para os demais estratos, no entanto, observa-se uma desaceleração da inflação, que foi especialmente mais significativa no segmento de renda alta.

Por certo, enquanto a taxa de inflação da faixa de renda muito baixa avançou de 0,56%, em março, para 0,60%, em abril, a taxa registrada na classe de renda alta recuou de 0,60% para 0,14%, no mesmo período, beneficiada, sobretudo, pela queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis. Em que pese este desempenho menos favorável em abril, no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa registra a menor inflação (5,43%), ao passo que o segmento de renda média apresenta a taxa mais elevada (5,56%).

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Inflação por faixa de renda – março/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, a despeito de uma alta mais acentuada dos preços dos alimentos no domicílio, a inflação desacelerou em março, comparativamente a fevereiro, para todos os estratos de renda pesquisados. Para as famílias de renda muito baixa, a taxa de inflação recuou de 1,59% para 0,60%, repercutindo, sobretudo, o reajuste bem mais ameno da tarifa de energia elétrica, cuja variação de 0,12%, registrada em março, contrasta com a alta de 16,8%, apontada em fevereiro. Ainda que em menor intensidade as quedas das passagens de ônibus urbano (-1,1%) e do metrô (-1,7%) também ajudam a explicar o alívio inflacionário em março para os segmentos de menor poder aquisitivo. Já para as famílias de renda alta, o recuo da taxa de inflação de 0,90%, em fevereiro, para 0,60%, em março, veio, especialmente, da melhora do grupo educação, tendo em vista o fim do impacto dos reajustes das mensalidades escolares ocorrido no mês anterior. Nota-se, ainda, que essa descompressão inflacionária no segmento de renda alta, foi atenuada, em parte, pela piora no comportamento das passagens aéreas, com alta de 6,9%, em março, ante queda de 20,5%, em fevereiro.
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Inflação por faixa de renda: fevereiro de 2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, entre janeiro e fevereiro de 2025, a inflação acelerou para todos os estratos de renda pesquisados. No entanto, o impacto foi mais intenso para as faixas de rendas mais baixas. Enquanto a inflação para a classe de renda muito baixa avançou de -0,17% em janeiro para 1,59% em fevereiro, a taxa para o segmento de renda alta passou de 0,54% para 0,90% no mesmo período.

Esse aumento mais expressivo nas classes de menor renda foi impulsionado, principalmente, pela alta nas tarifas de energia elétrica – revertendo a queda de janeiro –, pela persistente elevação dos preços de alimentos no domicílio e pelos reajustes nas passagens de ônibus urbano e trem. Como esses itens têm um peso relativamente maior na cesta de consumo dessas famílias, o impacto foi mais intenso nesse grupo em comparação aos demais. Para as famílias de renda alta, o principal fator de pressão inflacionária em fevereiro foi o reajuste de 5,7% nas mensalidades escolares. No entanto, essa alta foi parcialmente compensada pela queda de 20,5% nas passagens aéreas. Considerando o acumulado de doze meses, após a incorporação dos dados de fevereiro, a faixa de renda muito baixa registrou a menor inflação (4,88%), enquanto o segmento de renda média apresentou a taxa mais elevada (5,14%).

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