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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de junho de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, registrou avanço de 1,0% na comparação entre junho e maio na série com ajuste sazonal, resultado que sucedeu à queda de 1,4%. Com isso, o trimestre móvel encerrado em março registrou retração de 2,2% na comparação dessazonalizada – resultado já ajustado de acordo com as contas nacionais trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas comparações com os mesmos períodos de 2024, o indicador mensal apresentou crescimento de 3,0% em junho, e alta de 4,1% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram expansão de 8,3% em 2025.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – registraram crescimento de 1,6% em junho, encerrando o trimestre móvel com baixa de 4,4%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional cresceu 1,4% na margem, as importações avançaram 2,9%. Já na comparação em médias móveis, a produção nacional cresceu 5,4%, ao passo que as importações, afetadas pela alta base de comparação do primeiro trimestre, recuaram 24,3%.

Os investimentos em construção civil, por seu turno, registraram queda de 0,7% na passagem entre os meses de maio e junho, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à alta de 1,2%, o segmento registrou crescimento de 2,9% no trimestre móvel. Já o segmento de outros ativos fixos recuou 0,4% na margem em junho, com alta de 2,3% na comparação em médias móveis.

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Balanço de pagamentos e balança comercial

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

O déficit em transações correntes do Brasil vem aumentando rapidamente, principalmente devido ao aumento das importações. Observando-se os principais destinos das exportações brasileiras por blocos de países no período acumulado de janeiro a julho, houve aumento das exportações, em relação a 2024, para a América do Norte (+4,4%), a Europa (+6,8%) e, sobretudo, para a América do Sul (+20,6%). Em contrapartida, houve retração de 5,7% nas exportações para a Ásia, reflexo principalmente da queda de 6,8% nas vendas para a China.  As exportações para os Estados Unidos, no acumulado do ano até julho, cresceram 4%, alcançando US$ 24 bilhões, e mantiveram alta em relação a 2024 em todos os meses após a implementação das tarifas em abril. A série em dólares dessazonalizada mostra tendência de queda desde o início deste ano, com acentuação a partir de abril. A observação dessas séries nos últimos três anos, entretanto, não permite tirar conclusões, por enquanto, a respeito de efeitos das tarifas.

O instituto Robert Triffin International escreveu uma resposta crítica ao texto Guia do usuário para a reestruturação do sistema global de comércio, de Stephen Miran, atual presidente do Conselho de Assessores Econômicos do presidente dos Estados Unidos e recentemente indicado para ocupar uma diretoria no FED. Essa resposta é resumida no box desta seção, dando sequência à abordagem do tema, crucial para compreender a nova política econômica e geopolítica dos Estados Unidos.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – junho de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 0,7% na comparação entre junho e maio na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão da queda de 0,4% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais), enquanto as importações de bens industriais cresceram 4,6%, conforme mostra a tabela 1.

A alta na série dessazonalizada interrompeu três recuos. Com isso, o trimestre móvel encerrado em junho caiu 0,4% na margem, quando comparado com aquele encerrado em março. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal recuou 1,4% em relação a junho de 2024, o indicador em médias móveis trimestrais aumentou 1,3%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou alta de 5,5% em junho, contrastando com a elevação de 2,4% da produção interna, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE). Ambas apontam para uma desaceleração, como ilustra o gráfico 1.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de maio de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, recuou 0,4% na comparação entre maio e abril, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à alta de 0,2% ocorrida no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em maio registrou queda de 3,0% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2024, o indicador mensal apresentou crescimento de 5,6% em maio e alta de 3,3% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais tiveram uma expansão de 8,5%.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 1,4% em maio, encerrando o trimestre móvel com queda de 5,8%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional avançou 0,3%, as importações caíram 1,6%. Já na comparação em médias móveis, enquanto a produção nacional cresceu 2,7%, as importações retrocederam 22,1%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou um crescimento de 11,9%.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – maio de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 0,2% na comparação entre maio e abril na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão da alta de 0,3% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais), enquanto as importações de bens industriais permaneceram estáveis, conforme mostra a tabela 1.

              A alta na série dessazonalizada sucedeu recuo de 0,6% em abril. Com isso, o trimestre móvel encerrado em maio cresceu 0,9% na margem, quando comparado com aquele encerrado em fevereiro. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal subiu 4,5% em relação a maio de 2024, o indicador em médias móveis trimestrais aumentou 3,3%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou alta de 6,3% em maio, contrastando com a elevação de 2,8% da produção interna, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE). Ambas apontam para uma aceleração, como ilustra o gráfico 1.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – abril de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais recuou 0,6% na comparação entre abril e março na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão das quedas de 1,0% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e 0,3% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela.

A retração na série dessazonalizada sucedeu crescimento nulo em março. Ainda assim, o trimestre móvel encerrado em abril cresceu 1,7% na margem, quando comparado com aquele encerrado em janeiro. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal subiu 0,7% em relação a abril de 2024, o indicador em médias móveis trimestrais aumentou 4,2%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou alta de 6,0% em abril, contrastando com a elevação de 2,4% da produção interna, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE). Ambas apontam para uma desaceleração, como ilustra o gráfico.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – março de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 0,1% na comparação entre março e fevereiro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão da alta de 1,9% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e da queda de 6,4% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela.

A expansão em março foi a quarta consecutiva na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel encerrado nesse mês cresceu 1,2% na margem, quando comparado com aquele em dezembro. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal subiu 4,1% em relação a fevereiro de 2024, o indicador em médias móveis trimestrais aumentou 6,1%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou alta de 6,5% em março, contrastando com a elevação de 3,1% da produção interna, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como ilustra o gráfico.

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O tarifaço de Trump : organizando fatos e ideias

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e  Caio Rodrigues Gomes Leite

As medidas de comércio exterior do novo governo dos Estados Unidos têm causado confusão e apreensão. Neste texto, procuramos organizar os fatos, analisando-os em ordem cronológica e observando efeitos sobre algumas variáveis econômicas, bem como explorar as ideias por trás das medidas. Partindo do diagnóstico de que o fato do dólar ser a moeda internacional de reserva faz com que esteja sempre valorizado, as tarifas têm múltiplos objetivos: reequilibrar fluxos comerciais, induzir a reindustrialização – inclusive por motivo de defesa –, redividir os custos da segurança internacional e arrecadar para o Tesouro.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de fevereiro de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, registrou um avanço de 13,3% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à alta de 0,4% ocorrida no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em fevereiro registrou expansão de 4,4% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2024, o indicador mensal apresentou crescimento de 22,2% em fevereiro e alta de 11,9% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram uma expansão de 8,5%.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um avanço de 25,3% em fevereiro, encerrando o trimestre móvel com crescimento de 9,8%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional recuou 4,4%, as importações cresceram 102,3%, influenciadas pela compra de três plataformas de petróleo no período. Na comparação em médias móveis, enquanto a produção nacional caiu 2,4%, as importações subiram 39,6%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou um crescimento de 13,2%.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – fevereiro de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 1,3% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão da queda de 0,3% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e da alta de 7,0% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela.

A expansão em fevereiro foi a terceira consecutiva na série dessazonalizada. Ainda assim, o trimestre móvel encerrado nesse mês caiu 0,1% na margem, quando comparado com aquele encerrado em novembro. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal subiu 7,7% em relação a fevereiro de 2024, o indicador em médias móveis trimestrais aumentou 6,6%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou alta de 6,1% em fevereiro, contrastando com a elevação de 2,6% apontada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como ilustra o gráfico.

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