Arquivos da categoria: Setor Externo

Comércio exterior do agronegócio: primeiro semestre de 2023

Por Diego Ferreira, Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Jr

O agronegócio brasileiro fechou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 74,07 bilhões – crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações do setor somaram US$ 82,33 bilhões, enquanto as importações, US$ 8,25 bilhões – valores 3,9% e 1,6%, respectivamente, acima dos observados em 2022. Considerando os produtos de todos os setores, o saldo da balança comercial no primeiro semestre também foi superavitário em US$ 45,06 bilhões – isto é, US$ 10,81 bilhões a mais em relação ao valor registrado no mesmo período do ano anterior.
230718_cc_60_nota_7_comercio_exterior_agro_grafico_1

Em termos de participação, as importações do agronegócio representaram 6,8% do total importado pelo Brasil no primeiro semestre de 2023, mantendo-se relativamente estável ante igual período anterior. De modo similar, a participação do setor no total exportado entre janeiro e junho deste ano apresentou ligeira alta de 1,39 ponto percentual (p.p.) em comparação com igual período anterior, chegando a 49,7%.

230718_cc_60_nota_7_comercio_exterior_agro_tabela_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Balanço de pagamentos, balança comercial e câmbio – evolução recente e perspectivas

Por Andreza Aparecida Palma e Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

O setor externo continua apresentando dinâmica favorável, mesmo com a persistência das incertezas externas.  Considerando o acumulado até junho de 2023, ou seja, o primeiro semestre do ano, as exportações totalizaram US$ 165,7 bilhões (aumento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior) e as importações, US$ 120,6 bilhões (queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior), resultando em um saldo da balança comercial de US$ 45,1 bilhões (aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior).

Em relação ao balanço de pagamentos, a conta de transações correntes registrou superávit de US$ 649 milhões em maio de 2023, ante déficit de US$ 4,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o déficit em transações correntes é de US$ 48,5 bilhões (2,45% do produto interno bruto – PIB), ante US$ 51,2 bilhões (2,89% do PIB) em maio de 2022.  A balança comercial (bens) fechou maio com superávit de US$ 9,7 bilhões ante US$ 3,4 bilhões em maio de 2022, sendo uma das principais responsáveis pela redução no déficit em transações correntes em doze meses e pelo superávit observado em maio de 2023. Em relação à conta de viagens, fortemente afetada pela pandemia e restrições de mobilidade, observou-se aumento do déficit desde meados de 2021. No entanto, os níveis pré-pandemia não foram ainda recuperados.

230717_cc_60_nota_6_setor_externo_tabela_5

Em relação à conta capital e financeira, o destaque continua sendo os investimentos diretos no país (IDPs). No acumulado em doze meses para maio, atingiu US$ 83,4 bilhões (4,21% do PIB) – ante US$ 57,0 bilhões (3,22% do PIB) no mesmo período do ano anterior. Apesar da queda recente na margem, a série apresentou trajetória de acentuada recuperação em 2022, atingindo até mesmo os níveis anteriores ao período da pandemia.

230717_cc_60_nota_6_setor_externo_graficos_3_e_12

Em relação à taxa de câmbio, houve importante movimento de apreciação desde a divulgação da última nota do setor externo, em abril de 2023. O valor máximo da cotação da moeda, desde o início do ano, ocorreu em 4 de janeiro de 2023, chegando a R$ 5,45/US$. Já o valor mínimo foi de R$ 4,77/US$, em 26 de junho de 2023. Cabe notar, ainda, que desde 2 de junho de 2023 a moeda brasileira vem sendo cotada abaixo de R$ 5,00/US$. A percepção de risco também mostra trajetória mais favorável, com diminuição importante do credit default swap (CDS) de cinco e dez anos.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Acordo Mercosul-União Europeia e mudança estrutural: Considerações a partir de modelos de equilíbrio geral

Por Thiago Sevilhano Martinez

Nesta nota, apresentam-se fundamentos para uma análise de perdas e ganhos esperados com a possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia, em sua dimensão comercial. Toma-se por referência principal a literatura baseada em modelos de equilíbrio geral quanto aos efeitos da abertura comercial na transformação estrutural, a mudança de longo prazo na composição setorial da economia.

As simulações recentes dos impactos do acordo Mercosul-União Europeia realizadas em modelos de comércio tradicionais preveem ganhos modestos para o Brasil. A maioria dos estudos prevê aumento do PIB entre 0,20% e 0,45% no longo prazo. Nos trabalhos que simulam dinâmica de transição, a elevação do PIB esperada para cinco anos após a entrada em vigência do acordo está entre 0,09% e 0,15%. Entretanto, esses modelos não incorporam impactos sobre o processo de mudança estrutural de longo prazo da economia, efeitos dinâmicos da composição setorial sobre a capacidade de inovação e custos de ajuste no mercado de trabalho. Ao se acrescentar tais efeitos, a tendência é piorar a avaliação dos ganhos de comércio do acordo para o Brasil.

Considerando resultados da literatura baseada em modelos de equilíbrio geral com mudança estrutural e análises dos efeitos da liberalização dos anos 1990-1995, a entrada em vigor do acordo tende a aprofundar a desindustrialização da economia brasileira e pode gerar impactos adversos e de longa duração sobre o mercado de trabalho das regiões mais industrializadas do país. Recomenda-se a ampliação dos estudos de simulação de impacto do acordo, com modelos que considerem esses efeitos e análises dos outros temas além do lado comercial, como as regras de compras públicas, propriedade intelectual e meio ambiente.

Acesse o texto completo

Dados indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Aviso de Pauta: Nota sobre o Acordo Mercosul-União Europeia

Na próxima terça-feira (04/07), às 10h, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) irá divulgar a nota intitulada “Acordo Mercosul-União Europeia e mudança estrutural: Considerações a partir de modelos de equilíbrio geral”.

A nota apresenta os fundamentos para uma análise dos ganhos e perdas esperados com a possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia, no âmbito comercial. O estudo analisa os efeitos da abertura comercial na transformação estrutural e as mudanças de longo prazo na composição setorial da economia.

Entrevistas com Thiago Sevilhano Martinez, autor do estudo e pesquisador do Grupo de Conjuntura do Ipea, podem ser agendadas através do e-mail: ascom@ipea.gov.br.

Comunicação – Ipea
(21) 3515-8704 / 3515-8578
(61) 2026-5501 / 99427-4553



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Comércio exterior do agronegócio : maio de 2023

Por Diego Ferreira, Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Jr

O desempenho do agronegócio brasileiro no mercado internacional segue batendo novos recordes. Em maio deste ano, as exportações do setor atingiram a marca de US$ 16,6 bilhões, aumento de 10% ante mesmo mês de 2022. O resultado de maio também representa o maior valor já registrado de toda a série histórica do portal Comex Stat da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint). De fato, o Brasil tem mantido uma trajetória crescente nas exportações em valor. O valor das importações do agronegócio, embora tenha apresentado crescimento de 13% em relação a abril de 2023, totalizou US$ 1,37 bilhão no mês passado, o que representa uma retração de 9,7% na comparação interanual.

Seguindo a tendência de crescimento, o superávit acumulado pelo agronegócio nos últimos doze meses apresentou alta de 21,6% ante igual período anterior, atingindo a marca de US$ 144,62 bilhões. Em contraponto, o déficit no saldo acumulado da balança comercial dos demais setores da economia entre junho de 2022 e maio de 2023 se intensificou, registrando US$ 73,54 bilhões – isto é, US$ 14,82 bilhões a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o saldo acumulado total da balança comercial registrou alta de 18,1% no comparativo com o mesmo período anterior, com superávit acumulado de US$ 71,08 bilhões nos últimos doze meses.

230622_grafico

230622_tabela

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Comércio exterior do agronegócio: abril de 2023

Por Diego Ferreira, Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O agronegócio exportou US$ 14,69 bilhões em abril de 2023, resultado 1,0% inferior ao registrado no mesmo mês de 2022. O valor das importações do setor, no entanto, apresentou queda mais acentuada no mesmo período, de 7,6%, totalizando US$ 1,21 bilhão no mês passado. Do mesmo modo, os demais bens – todos os produtos comercializados, exceto os produtos do agronegócio – encerraram o mês com US$ 12,67 bilhões em valor exportado, queda de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda que menos expressiva, o volume importado pelos demais setores da economia também apresentou queda no comparativo com abril de 2022, de 7,7%, alcançando a marca de US$ 17,93 bilhões comercializados em abril.

230516_cc_59_nota_13_comercio_exterior_agro_grafico_1

Em termos de saldo da balança comercial, o superávit de US$ 13,48 bilhões do agronegócio em abril foi capaz de compensar o déficit de US$ 5,26 bilhões dos demais setores da economia brasileira, o que contribuiu para um saldo total positivo da balança comercial da ordem de US$ 8,22 bilhões. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, esse resultado se manteve relativamente estável (queda de 0,1%), embora represente uma retração de 16,8% ante março de 2023.

230516_cc_59_nota_13_comercio_exterior_agro_tabela_1

Embora o saldo comercial do agronegócio tenha apresentado queda em abril de 2023 no comparativo com o mesmo mês do ano passado, o superávit acumulado pelo setor nos últimos doze meses atingiu a marca de US$ 143,03 bilhões, o que representa uma alta de 21,9% ante igual período anterior (tabela 2). Já o saldo acumulado da balança comercial dos demais setores da economia entre maio de 2022 e abril de 2023 registrou déficit de US$ 78,01 bilhões, o que representa US$ 24,44 bilhões a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Consequentemente, o saldo acumulado total da balança comercial foi de US$ 65,02 bilhões nos últimos doze meses.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Comércio exterior do agronegócio: março de 2023

Por Ana Cecília Kreter, Diego Ferreira, Guilherme Bastos Filho e Jose Ronaldo Souza Jr.

Março é um mês usualmente marcado pelo início de alta nas exportações do agronegócio brasileiro, explicada em parte pelo avanço das colheitas dos grãos – no caso atual, da safra 2022-2023. Além da questão sazonal, o setor registrou significativo crescimento do valor exportado ante mesmo mês do ano passado, com alta de 10,6%, totalizando US$ 15,97 bilhões. As importações do agronegócio fecharam o mês com US$ 1,58 bilhão, também com alta em comparação ao mesmo mês do ano anterior (12,1%). No que tange aos demais setores da economia, o valor exportado em março atingiu patamar superior ao observado no mesmo período em 2022 – US$ 17,08 bilhões, ou alta de 13,9% –, crescimento claramente superior às suas importações, que alcançaram a marca de US$ 20,52 bilhões – 0,6% a mais que março do ano passado.

Em termos de saldo da balança comercial, o déficit dos demais setores da economia brasileira (US$ 3,44 bilhões) em março foi compensado pelo resultado positivo do agronegócio, que apresentou superávit de US$ 14,38 bilhões. Isso contribuiu para o saldo total da balança comercial de março, que foi de US$ 10,94 bilhões ante os US$ 7,61 bilhões registrados no mesmo mês de 2022. Além de representar um aumento de 43,8% ante março do ano anterior, esse resultado apresentou crescimento de 286,2% no comparativo com fevereiro de 2023, o que sinaliza o início do período de alta nas exportações para o agronegócio brasileiro.

230419_cc_59_nota_4_comercio_exterior_agro_grafico_1

230419_cc_59_nota_4_comercio_exterior_agro_tabela_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Balanço de pagamentos, balança comercial e câmbio – evolução recente e perspectivas

Por Andreza A. Palma

O setor externo continua apresentando dinâmica favorável, mesmo com a persistência de incertezas externas e internas. O saldo comercial em março de 2023 foi de US$ 11 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O valor das exportações alcançou US$ 33 bilhões, o maior de toda a série histórica, enquanto as importações totalizaram US$ 22 bilhões. Considerando o acumulado até março de 2023, as exportações totalizaram US$ 76 bilhões e as importações, US$ 60 bilhões, resultando em um saldo da balança comercial de US$ 16 bilhões.

Em relação ao balanço de pagamentos, a conta de transações correntes tem registrado sucessivos déficits desde julho de 2022, conforme é o usual para a série brasileira. O déficit em transações correntes para fevereiro de 2023 foi de US$ 2,8 bilhões ante US$ 9,1 bilhões no mês anterior. No acumulado em doze meses, o déficit em transações correntes é de US$54,4 bilhões (2,8% do produto interno bruto – PIB), ante US$ 46,8 bilhões (2,8% do PIB) em fevereiro de 2022. A balança comercial (bens) fechou fevereiro com superávit de US$ 2,5 bilhões ante US$ 3,6 bilhões em fevereiro de 2022. Ainda em relação à balança comercial de bens, as importações líquidas de criptoativos (importações menos exportações) têm se intensificado no período mais recente e, junto com as importações de pequeno valor, contribuído para aumentar a diferença entre o valor calculado pelo BCB e o valor apurado pela Secex. As importações de criptoativos totalizaram US$ 3,0 bilhões em 2019 e US$ 3,3 bilhões em 2020. Já em 2021, o valor saltou para US$ 5,9 bilhões e, em 2022, US$ 7,5 bilhões. No acumulado de 2023 até fevereiro, as importações somam US$ 1,4 bilhões, ante US$ 1,0 bilhão no mesmo período do ano anterior e US$ 804,8 milhões no mesmo período de 2021.
Gráficos 2 e 3

Já quanto à conta capital e financeira, o destaque fica para a série de investimentos diretos no país (IDPs). Apesar da queda recente na margem, a série apresentou trajetória de acentuada recuperação em 2022, atingindo até mesmo os níveis anteriores ao período da pandemia. No acumulado em doze meses até fevereiro de 2023, o saldo atingiu US$ 88 bilhões (4,5% do PIB) – ante US$ 50,2 bilhões (3,0% do PIB) no mesmo período do ano anterior.

Quanto à taxa de câmbio, houve valorização importante no período recente, com a moeda sendo cotada abaixo de R$ 5,00/US$ em 12 de abril de 2023. Considerando ainda os dados disponíveis até 12 de abril de 2023, houve valorização de 3,29% em relação a fevereiro de 2023. As expectativas do relatório Focus apontam para um câmbio de R$ 5,25/US$ em dezembro de 2023 e R$ 5,27/US$ ao fim de 2024. Já a pesquisa coletada pela Bloomberg é mais otimista, com a mediana das expectativas em R$ 5,15/US$ para o final de 2023 e R$ 4,90/US$ ao final de 2024. Como pontos positivos para a dinâmica da taxa de câmbio, há que se destacar o fluxo cambial positivo (houve entrada líquida de US$ 12,5 bilhões no acumulado do ano até março, de acordo com dados do Banco Central do Brasil – BCB) e a recente divulgação do arcabouço fiscal, que tem potencial para diminuir as incertezas internas, sinalizando que haverá cuidado com a trajetória das contas públicas. Além disso, é importante destacar que o dólar vem perdendo valor perante uma cesta relevante de moedas.

Tabela 3

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Comércio exterior do agronegócio: fevereiro de 2023

Por Ana Cecília Kreter, Diego Ferreira, Guilherme Bastos Filho, Antônio Florido e Jose Ronaldo Souza Jr.

O agronegócio brasileiro encerrou fevereiro de 2023 registrando superávit comercial de US$ 8,56 bilhões, compensando o déficit dos demais setores da economia (US$ 5,73 bilhões), e contribuindo para um resultado da balança comercial total positivo em US$ 2,83 bilhões (tabela 1). Apesar de positivo, o saldo do agronegócio apresentou mês passado queda de 7,3% ante o mesmo mês do ano anterior, resultado da queda de 5,7% nas exportações e da alta de 5,6% nas importações no mesmo período. Para os demais setores, a queda nas exportações em fevereiro foi mais expressiva que nas importações – 18,1% e 7,0%, respectivamente – e o saldo, que já havia sido negativo em 2022, apresentou nova queda este ano, fechando o mês 24,5% menor.

230315_cc_58_nota_21_comercio_exterior_agro_graficos_1_3

No acumulado dos doze meses, o superávit comercial do agronegócio somou US$ 141,96 bilhões, valor 26,2% maior que em igual período dos doze meses anteriores, resultado de US$ 159,69 bilhões de exportações (crescimento de 24,9% ante igual período anterior) e US$ 17,73 bilhões de importações (crescimento de 15,6%). O déficit comercial apresentado pelos demais setores da economia no mesmo período, de US$ 79,90 bilhões, ficou mais acentuado em relação ao ano passado (queda de 66,1%), devido à expressiva alta do valor das importações (19,4%) em relação ao das exportações (5,8%). No total da economia, a balança comercial brasileira dos doze últimos meses acumula superávit de US$ 62,06 bilhões, valor abaixo do observado em igual período dos doze meses anteriores. O déficit dos demais setores da economia foi compensado parcialmente pelo aumento do superávit do agronegócio.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Comércio exterior do agronegócio: janeiro de 2023

Por Ana Cecília Kreter, Diego Ferreira, Fabio Servo, Guilherme Soria Bastos Filho e José Ronaldo de Castro Souza

Depois de ter terminado o ano com crescimento de 32,0% no valor das exportações do agro­negócio, o Brasil inicia 2023 atingindo novo recorde, US$ 10,22 bilhões em janeiro – alta de 16,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A balança comercial do agronegó­cio fechou superavitária em US$ 8,69 bilhões, enquanto a balan­ça comercial total, que considera os produtos de todos os setores, apresentou um superávit de US$ 2,61 bilhões. O valor das importações do setor tam­bém apresentou alta em janeiro (37,1%) diante de 2022, subindo para US$ 1,53 bilhão.

Até 2021, janeiro era o mês tradicionalmente de “en­tressafra” no que se refere aos embarques de commodities do agronegócio. No início do ano passado, no entanto, houve um deslocamento no volume exportado que se aproximou dos meses com maior volume comercializa­do em anos anteriores, e esta alta se manteve nos meses seguintes. Este ano começa com novo recorde de exportações impulsionado especialmente pelos embarques de milho.

230210_cc_58_nota_12_comercio_exterior_agro_grafico_3

230210_cc_58_nota_12_comercio_exterior_agro_tabela_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------