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Inflação por faixa de renda – Abril/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, à exceção da classe de renda muito baixa, todos os demais segmentos pesquisados registraram desaceleração inflacionária em relação a março. Enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa avançou de 0,85% em março para 0,92% em abril, a taxa observada no segmento de renda alta recuou de 0,85% para 0,24% no mesmo período.

Por certo, mesmo diante de uma alta menos intensa dos alimentos no domicílio, os reajustes mais fortes dos preços da energia elétrica e dos produtos farmacêuticos, em abril, explicam esta aceleração da inflação para a classe de renda mais baixa. Em contrapartida, a melhora no comportamento do grupo transportes, refletindo os aumentos menos expressivos dos combustíveis e as deflações das tarifas de ônibus urbano, transporte por aplicativo e das passagens aéreas, explicam grande parte do alívio inflacionário observado, em abril, para as demais classes, especialmente, para a de renda alta. Com a incorporação do resultado de abril, no primeiro quadrimestre do ano, a classe de renda baixa é a que apresenta a maior taxa de inflação (2,66%), enquanto a taxa menos elevada é apontada pela faixa de renda alta (2,44%). No acumulado em doze meses, no entanto, as famílias de renda muito baixa seguem registrando a menor variação (3,83%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (4,95%).

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Acesse o texto completo

Dados Xls



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Inflação por Faixa de Renda – Março/18

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, apresentou, em março, pelo quinto mês consecutivo, uma taxa de inflação menor para as famílias das faixas mais baixas de renda. De fato, segundo os dados da tabela 1, em março, a taxa de variação de preços de bens e serviços observada na classe de maior poder aquisitivo (0,11%) foi quase o triplo da registrada pelas famílias de renda mais baixa (0,04%). Com esse resultado, no acumulado do primeiro trimestre de 2018, a inflação da camada mais pobre da população aponta alta de apenas 0,35%, situando-se bem abaixo da calculada para as famílias de renda mais alta (1,13%). De modo similar, nos últimos 12 meses, a inflação da classe mais baixa (1,8%) é praticamente metade da apresentada pela classe mais alta (3,5%).

Na comparação com março de 2017, nota-se que, ao contrário do ano anterior, quando a inflação foi menor quanto maior fosse a faixa de renda, em 2018 a trajetória é oposta. Essa mudança de composição é explicada pelo comportamento dos alimentos no domicílio, cuja retração de 0,18% em março 2018 agiu como fonte de alívio inflacionário, ao passo que a alta de 0,31% no ano passado desse mesmo grupo de produtos pressionou mais fortemente a inflação dos mais pobres. Adicionalmente, o reajuste de 4,43% da energia elétrica observado em março de 2017 também impactou de modo mais significativo a inflação das famílias de renda mais baixa.

Leia a análise completa dos resultados

Acesse aqui a planilha com as taxas mensais de Inflação por faixa de renda



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Carta ao Leitor

Caro Leitor,

 O Gecon – Grupo de Estudos de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea (Dimac/Ipea) – está lançando este blog com o objetivo de melhorar e dar mais agilidade à divulgação dos trabalhos feitos pelo grupo e pelo restante da diretoria. Os temas abordados tratarão não somente de análise da conjuntura, mas também das perspectivas de médio e longo prazo da economia brasileira.

 Cabe ressaltar que o blog não visa comentar cada divulgação de novos dados econômicos no país. O objetivo é apresentar análises consolidadas sobre temas macroeconômicos utilizando diferentes metodologias e fontes de dados, além de indicadores secundários próprios.

 A Carta de Conjuntura, anteriormente divulgada por meio de um único documento trimestral, tem agora suas seções e notas técnicas divulgadas separadamente em um primeiro momento, à medida que as mesmas são finalizadas. Ao final de cada trimestre, as seções e notas continuarão a ser reunidas em uma Carta trimestral, para fins de registro histórico.

 Espera-se que o blog seja atualizado pelo menos semanalmente, ainda que múltiplas atualizações possam ocorrer em algumas semanas mais ricas em eventos. Recomenda-se que o leitor interessado no conteúdo do blog faça um rápido cadastro de seu endereço eletrônico (no espaço que fica na lateral direita do blog) para que receba automaticamente os avisos de lançamentos de novos textos. O descadastramento também pode ser feito com a mesma facilidade.

 Por fim, mas não menos importante, incentivamos os leitores a dialogar com os autores dos trabalhos divulgados no blog, por meio do link ao final de cada post. Acreditamos, sinceramente, que o feedback recebido contribuirá para aumentar a qualidade do material postado.

 Atenciosamente,

 Grupo de Estudos de Conjuntura/Dimac/Ipea



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