Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda: junho de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

De acordo com os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em junho, houve uma desaceleração da inflação para as quatro primeiras classes de renda. Já para as duas faixas de renda mais alta, a inflação observada em junho ficou acima da registrada no mês anterior. Com efeito, para as famílias mais pobres, mesmo diante de uma alta nas tarifas de energia elétrica, a queda dos preços dos alimentos no domicílio gerou uma descompressão inflacionária, de modo que, para a faixa de renda muito baixa, a inflação recuou de 0,38%, em maio, para 0,20%, em junho. Em contrapartida, a inflação da faixa de renda alta avançou de 0,08%, em maio, para 0,28%, em junho, repercutindo os reajustes mais fortes do grupo transportes.

Apesar desse alívio inflacionário em junho, no acumulado do ano, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,2%), pressionada, especialmente, pelas altas de 3,6% dos preços dos alimentos no domicílio e de 7,0% da energia elétrica nos seis primeiros meses de 2025. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (2,6%), beneficiada pela queda de 27,9% das passagens aéreas. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda alta registra a maior inflação (5,4%), ao passo que o segmento de renda baixa apresenta a menor taxa (5,2%).

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Dados Xls



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado Ipea, apresentou uma taxa de variação de -0,77% em maio de 2025, situando-se 1,38 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a variação foi 1,54 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 4,91% nos últimos doze meses.

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Visão Geral da Conjuntura

Por Claudio Roberto Amitrano, Mônica Mora Y Araújo e Claudio Hamilton Matos dos Santos

Como previsto na última Visão Geral da Conjuntura (Nota Técnica, no 23, Carta de Conjuntura, no 66, de março de 2025), o produto interno bruto (PIB) da economia brasileira apresentou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao último trimestre de 2024 na série dessazonalizada. Esse crescimento, como também já era previsível em março, foi puxado, pelo lado da oferta, pelo desempenho do setor agropecuário, que apresentou crescimento de 12,2% em relação ao último trimestre de 2024 na série dessazonalizada. Pelo lado da demanda, os destaques foram os desempenhos da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e das exportações, com crescimentos de 3,1% e 2,9%, respectivamente, na mesma base de comparação.

Os dados parciais disponíveis para o segundo trimestre apontam para a desaceleração da economia, o que também já era previsível em março, notadamente porque a referida desaceleração é um objetivo declarado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) desde setembro de 2024, quando o atual ciclo de alta de juros teve início – ciclo classificado pelo próprio Copom, na ata da 271a reunião, ocorrida nos dias 17 e 18 de junho de 2025, como particularmente rápido e bastante firme.

O grupo de conjuntura do Ipea projetou, em março passado, que a economia brasileira cresceria 2,4% em 2025 – contra expectativas de mercado inferiores a 2%. De lá para cá, vários indicadores conjunturais têm indicado que a economia continuou a crescer no segundo trimestre e, até por isso, várias estimativas foram revistas a maior, aproximando-se, portanto, do número divulgado nessa Visão Geral em março. Entendemos que o diagnóstico apresentado no final de março continua válido no final de junho, de modo que mantemos a nossa projeção de PIB para 2025 (2,4%). Dada a perspectiva de que a taxa Selic se mantenha alta por mais tempo do que prevíamos, reduzimos, entretanto, o crescimento esperado para 2026 para 1,8%.

Tal como no caso do produto, as expectativas de mercado para o IPCA em 2025, divulgadas pela pesquisa Focus, do Banco Central, se aproximaram das do grupo de conjuntura nos últimos meses – recuando de 5,7% para 5,3%, entre março e junho. Não vemos motivos, entretanto, para mudar a nossa previsão de março que, dessa forma, permanece em 5,2%, ainda que com mudanças de composição. Se, por um lado, a melhora no comportamento dos alimentos e do petróleo indica uma alta menos acentuada para a alimentação no domicílio e para os preços administrados, em 2025, por outro lado, os efeitos ainda mais fortes do mercado de trabalho sobre a expansão da massa salarial e do custo da mão de obra vêm gerando pressões adicionais sobre a inflação de serviços.

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Análise e Projeções de Inflação

Por: Maria Andréia P. Lameiras; Tarsylla Godoy de Oliveira

O ambiente inflacionário brasileiro ainda se mostra bastante desafiador, mesmo diante de um quadro recente relativamente mais benigno. Por certo, em que pese a desaceleração dos principais índices de preços, na margem, a trajetória de inflação no país continua marcada por pressões setoriais persistentes, núcleos em patamares elevados e expectativas desancoradas, sinalizando um processo de desinflação lento e com custo alto em termos de atividade econômica.

Em maio, a inflação medida pelo IPCA, surpreendeu positivamente, refletindo a desaceleração mais forte dos preços dos alimentos e a deflação dos combustíveis e dos bens de consumo duráveis. Desta forma, no acumulado em doze meses, o IPCA recuou de 5,5% em abril para 5,3% em maio, incorporando as altas de 4,9% dos preços administrados, 7,2% dos alimentos no domicílio e 3,9% dos bens industriais.

Apesar da desaceleração dos índices agregados, a composição da inflação ainda exige cautela por parte da autoridade monetária. Por um lado, a dissipação do choque de alimentos, aliada à desaceleração dos preços internacionais do petróleo e das commodities industriais e à melhora do comportamento da taxa de câmbio, vem reduzindo as pressões de curto prazo. Por outro lado, no entanto, a inflação de serviços permanece elevada e resiliente, refletindo maior aquecimento da demanda doméstica. Após encerrar 2024 com variação de 4,8%, os serviços aceleraram para 5,8% em doze meses até maio.

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Inflação por faixa de renda: maio de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em maio, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a melhora no comportamento dos preços dos alimentos no domicílio e a deflação do grupo transportes. Em termos absolutos, o segmento de renda muito baixa foi o que apresentou a maior taxa de inflação em maio (0,38%), impactado, principalmente, pela alta das tarifas de energia elétrica. Em contrapartida, além da pressão relativamente menor vinda do grupo habitação, a queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis gerou um alívio inflacionário mais intenso para as famílias de renda alta, cuja taxa de inflação registrada em maio foi de apenas 0,08%.

Com a incorporação do resultado de maio, no acumulado do ano, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,0%), pressionada, especialmente, pelas altas de 4,1% dos preços dos alimentos no domicílio e de 3,9% da energia elétrica nos cinco primeiros meses de 2025. A faixa de renda alta, por seu turno, é a que aponta a taxa menos elevada (2,3%), beneficiada pela queda de 28,5% das passagens aéreas. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda baixa registra a maior inflação (5,47%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a menor taxa (5,15%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado Ipea, apresentou taxa de variação de 0,62% em abril de 2025, situando-se 0,56 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 6,54% nos últimos doze meses.

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Inflação por faixa de renda – abril/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em abril, a despeito da alta menos acentuada dos preços dos alimentos no domicílio e da leve retração da tarifa de energia elétrica, houve uma alta da inflação, na margem, para as duas classes com rendas mais baixas. Para os demais estratos, no entanto, observa-se uma desaceleração da inflação, que foi especialmente mais significativa no segmento de renda alta.

Por certo, enquanto a taxa de inflação da faixa de renda muito baixa avançou de 0,56%, em março, para 0,60%, em abril, a taxa registrada na classe de renda alta recuou de 0,60% para 0,14%, no mesmo período, beneficiada, sobretudo, pela queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis. Em que pese este desempenho menos favorável em abril, no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa registra a menor inflação (5,43%), ao passo que o segmento de renda média apresenta a taxa mais elevada (5,56%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado Ipea, apresentou taxa de variação de 0,06% em março de 2025, situando-se 0,85 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a variação foi 0,24 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 6,96% nos últimos doze meses.

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Inflação por faixa de renda – março/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, a despeito de uma alta mais acentuada dos preços dos alimentos no domicílio, a inflação desacelerou em março, comparativamente a fevereiro, para todos os estratos de renda pesquisados. Para as famílias de renda muito baixa, a taxa de inflação recuou de 1,59% para 0,60%, repercutindo, sobretudo, o reajuste bem mais ameno da tarifa de energia elétrica, cuja variação de 0,12%, registrada em março, contrasta com a alta de 16,8%, apontada em fevereiro. Ainda que em menor intensidade as quedas das passagens de ônibus urbano (-1,1%) e do metrô (-1,7%) também ajudam a explicar o alívio inflacionário em março para os segmentos de menor poder aquisitivo. Já para as famílias de renda alta, o recuo da taxa de inflação de 0,90%, em fevereiro, para 0,60%, em março, veio, especialmente, da melhora do grupo educação, tendo em vista o fim do impacto dos reajustes das mensalidades escolares ocorrido no mês anterior. Nota-se, ainda, que essa descompressão inflacionária no segmento de renda alta, foi atenuada, em parte, pela piora no comportamento das passagens aéreas, com alta de 6,9%, em março, ante queda de 20,5%, em fevereiro.
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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – fevereiro de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado Ipea, apresentou taxa de variação de 0,91% em fevereiro de 2025, situando-se 0,37 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a variação foi 0,10 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 7,21% nos últimos doze meses.

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