Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – dezembro de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou avanço de 1,4% na comparação entre dezembro e novembro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão dos aumentos de 0,5% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e de 7,2% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela.

O bom desempenho em dezembro representou o segundo avanço consecutivo na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel encerrado em dezembro cresceu 0,6% na margem. Na comparação interanual, todavia, enquanto o indicador mensal caiu 1,9% contra dezembro de 2022, o indicador em médias móveis trimestrais recuou 1,2%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou baixa de 2,3% em 2023, contrastando com o cenário de estagnação apontado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como visto no gráfico.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – novembro de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou avanço de 0,9% na comparação entre novembro e outubro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão do aumento de 1,4% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e da queda de 0,7% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela 1.

O bom desempenho em novembro compensou, em parte, a queda de 1,7% registrada em outubro. Com isso, o trimestre móvel encerrado em novembro caiu 1,0% na margem. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal cresceu 0,7% contra novembro de 2022, o indicador em médias móveis trimestrais recuou 1,5%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou baixa de 2,3%, contrastando com o cenário de estagnação apontado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como visto no gráfico 1.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de novembro de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos na construção civil e em outros ativos fixos, registrou queda de 0,5% na comparação entre novembro e outubro na série com ajuste sazonal. O resultado representou a sexta queda consecutiva na margem. Com isso, o trimestre móvel encerrado em novembro registrou retração de 3,3% na comparação dessazonalizada. Vale notar que o indicador se situa 22,9% abaixo do máximo atingido na série, verificado em abril de 2013.
Nas comparações com os mesmos períodos de 2022, o indicador mensal apresentou quedas de 8,4% em novembro e de 8,8% no trimestre móvel. Em relação aos primeiros onze meses de 2022, o resultado também é negativo (-3,7%). No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram retração de 3,5% em novembro.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram avanço de 0,2% em novembro, encerrando o trimestre móvel com queda de 3,8%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional caiu 0,5% em novembro, a importação cresceu 4,9% no mesmo período. Já na comparação em médias móveis, tanto a produção nacional quanto as importações registraram recuo, com quedas de 2,5% e 10,9%, respectivamente. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou retração de 8,8%.

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Inflação por faixa de renda – janeiro/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revela que, em janeiro, à exceção das duas faixas de renda mais baixas, todas as demais classes apontaram desaceleração da inflação na margem. Em termos absolutos, as maiores taxas de inflação no mês foram registradas nos segmentos de renda muito baixa (0,66%) e renda baixa (0,59%), refletindo, sobretudo, a alta nos preços dos alimentos. Em contrapartida, o segmento de renda alta foi o que apresentou a menor taxa de inflação no período (0,04%), beneficiada especialmente pela queda dos preços das passagens aéreas.

Nota-se, entretanto, que, mesmo diante dessa maior pressão inflacionária em janeiro sobre as famílias de renda muito baixa, este grupo ainda é o que apresenta a menor taxa de inflação acumulada em doze meses (3,47%). Já a maior taxa de inflação em doze meses está no segmento de renda alta (5,67%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – dezembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação, calculado Ipea, apresentou taxa de variação de 0,38% em dezembro de 2023, situando-se 0,7 ponto percentual acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2022, a variação foi 0,49 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 1,17% nos últimos doze meses.

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Inflação por faixa de renda – Dezembro/2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revela que, em dezembro, todas as classes apontaram aceleração da inflação na margem. Em termos absolutos, as maiores taxas de inflação no mês foram registradas nos segmentos de renda alta (0,62%) e renda muito baixa (0,61%), refletindo a alta dos alimentos, no primeiro caso, e o reajustes das passagens aéreas, no segundo. Já o segmento de renda média alta foi o que apresentou a menor taxa de inflação no período (0,51%). Com a incorporação desse resultado, nota-se que, embora no acumulado de 2023 todas as faixas de renda tenham apresentado desaceleração da inflação em relação à observada no ano anterior, ela foi bem mais intensa no estrato de renda muito baixa. Por certo, enquanto para as famílias de renda muito baixa a taxa de inflação acumulada no ano recuou de 6,4%, em 2022, para 3,3%, em 2023, a queda da inflação nesse período apurada no segmento de renda alta foi bem mais amena, de 6,8% para 6,2%.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de outubro de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos na construção civil e em outros ativos fixos, registra uma queda de 1,9% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. O resultado representou a quinta queda consecutiva na margem. Com isso, o trimestre móvel encerrado em outubro registrou retração de 3,5% na comparação dessazonalizada. Vale notar que o indicador se situa 23,3% abaixo do máximo atingido na série, verificado em abril de 2013.

Nas comparações com os mesmos períodos de 2022, o indicador mensal apresentou quedas de 10,7% em outubro e de 8,5% no trimestre móvel. Em relação aos primeiros dez meses de 2022, o resultado também é negativo (-3,4%). No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram uma retração de 2,7% em outubro.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 1,6% em outubro, encerrando o trimestre móvel com queda de 5,0%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional caiu 7,8% em outubro, a importação cresceu 7,9% no mesmo período, encerrando o trimestre móvel com baixa de 14,6%. Nessa mesma base de comparação, a produção nacional encerrou o período com queda de 2,4%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 6,8%.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,31% em novembro de 2023, situando-se 0,13 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2022, a variação foi 0,47 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 1,66% nos últimos doze meses.

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Investimento líquido e estoque de capital: atualização de dados desagregados de 2021 e agregados do terceiro trimestre de 2023

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe M. Cornelio 

Esta Nota atualiza as séries do Indicador Ipea de investimento líquido e estoque de capital até o terceiro trimestre de 2023. Com a divulgação dos dados anuais de 2021 do Sistema de Contas Nacionais pelo IBGE, todos os dados a partir desse ano foram revisados. No caso do estoque de capital, os dados anuais de 2021 permitem estimativas de melhor qualidade e a desagregação por componente, incluindo três categorias de construção – infraestrutura, residencial e demais estruturas. Em 2021, todos os componentes da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentaram um aumento expressivo. Em particular, destaca-se o desempenho da construção de infraestrutura, que mostrou um crescimento robusto, quase 15%, mantendo a tendência de alta observada em 2020, em meio à crise da covid-19. Esse aumento notável na FBCF de 2021 resultou em um investimento líquido positivo para a economia como um todo, indicando que o estoque de capital estava em crescimento. A categoria de máquinas e equipamentos foi a única a registrar um valor negativo, embora este tenha sido menor do que no ano anterior. Nos meses mais recentes, especialmente entre junho de 2022 e maio de 2023, a trajetória de recuperação do investimento líquido anteriormente observada não se manteve. Contudo, de junho a setembro de 2023, houve uma retomada do investimento líquido positivo. Essa recuperação, no entanto, foi mais impulsionada pela redução na depreciação do que por um aumento substancial nos investimentos.

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Indicadores de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo Mello de Carvalho

A maioria dos indicadores de atividade setoriais registrou crescimento no acumulado do ano até o mês de outubro. Todavia, o desempenho ao longo dos últimos meses, na comparação em médias móveis trimestrais, indica uma desaceleração nas taxas de crescimento na margem. Entre os principais setores, o destaque negativo continua sendo a produção industrial, que, segundo a PIM-PF, encerrou o mês de outubro com crescimento nulo no acumulado no ano. Ao longo desse período, sua produção manteve um ritmo anêmico de crescimento, evidenciado por uma trajetória próxima à estagnação. O resultado em outubro deixa um carry-over ligeiramente positivo para o quarto trimestre (0,2%). Já o comércio varejista (conceito ampliado), de acordo com a PMC, registrou um desempenho mais positivo, acumulando, em termos anuais, um crescimento de 2,4% nos primeiros dez meses de 2023. Porém, na comparação dessazonalizada, sua trajetória em médias móveis exibiu comportamento negativo ao longo do terceiro trimestre, com alguma recuperação em outubro. Com isso, o carry-over para o quarto trimestre ficou em -0,2%. Vale destacar o bom desempenho do varejo no conceito restrito no mesmo período. Composto por segmentos menos dependentes de crédito, a trajetória ao longo do terceiro trimestre mostrou aceleração na margem, resultado mais próximo do crescimento exibido pelo consumo das famílias no PIB. Por fim, segundo a PMS, a receita real de serviços apresentou um crescimento de 3,1% no acumulado do ano, quando comparado ao mesmo período de 2022. Assim como os demais setores produtivos, sua trajetória em médias móveis na margem aponta para uma desaceleração. Com a queda de 1,3% na margem registrada em outubro, a terceira consecutiva nessa base de comparação, o setor inicia o quarto trimestre com um carry-over de -1,3%.

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