Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Fevereiro De 2020 Demanda interna por bens industriais recuou 1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 1% na comparação entre os meses de fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu alta de 11,1% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em fevereiro registrou recuo de 3,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cedeu 1,4% na margem, as importações de bens industriais avançaram 0,2%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 1,2% contra fevereiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou um crescimento de 0,6% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente negativa (-0,1%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1,2%, como visto no gráfico 1.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Indicador Ipea de FBCF – Fevereiro de 2020 Investimentos avançam 1,2% em fevereiro, a segunda alta seguida na margem

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento na comparação entre fevereiro e janeiro, com alta de 1,2% na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu um avanço de 7,9%, deixando um carry-over de 5,4% para o primeiro trimestre de 2020. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em fevereiro registrou uma queda de 0,2%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu um patamar 6,3% superior ao verificado em fevereiro de 2019. No acumulado em doze meses, os investimentos voltaram a acelerar, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 2,8%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma elevação de 6,2% em fevereiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou uma queda de 0,4%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 4,2% em fevereiro, a importação cresceu 25% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em fevereiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel apresentou um recuo de 1,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou uma alta de 1,8% na passagem de janeiro para fevereiro, encerrando o trimestre móvel com alta de 2,9%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho positivo em fevereiro voltou a ser generalizado. Enquanto a construção civil registrou uma variação positiva de 2,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma alta de 9,5% em fevereiro. Já o componente outros atingiu um patamar 7,3% superior ao observado no mesmo período de 2019.

Tabela FBCF

Gráfico

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Visão geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Paulo Mansur Levy, Francisco Eduardo de L. A. Santos e Leonardo Mello de Carvalho

A situação mundial passou por uma mudança radical de perspectivas desde que a epidemia do novo coronavírus, inicialmente circunscrita a uma região da China, adquiriu caráter global, transformando-se numa pandemia. O impacto econômico inicial, até meados de fevereiro, ocorreu principalmente no país de origem, porém rapidamente estendeu-se aos mercados financeiros mundiais. Hoje, medidas de isolamento social ou quarentena abrangem quase todos os países, numa escala e velocidade nunca antes vista, nem mesmo em períodos de guerra.

Dado o ineditismo do choque sobre a economia mundial, fazer projeções macroeconômicas com um nível razoável de confiança tornou-se tarefa muito difícil. O grau de incerteza ainda é muito grande mesmo em relação aos aspectos epidemiológicos associados à Covid-19. Nesta visão geral da Carta de Conjuntura, não se pretende avaliar modelos epidemiológicos nem fazer juízo de valor sobre os tipos de medidas de isolamento social implantadas. O objetivo é fazer um diagnóstico da conjuntura econômica, analisar as medidas de política econômica apresentadas para mitigar os efeitos da crise aguda e apresentar previsões para a economia brasileira condicionais a cenários. Em todos os três cenários avaliados, mantemos fixa a hipótese de rápida recuperação parcial da atividade econômica já no terceiro trimestre deste ano. Esta hipótese depende da efetividade das políticas econômicas mitigadoras sendo adotadas no Brasil e no mundo, e de um relativamente rápido avanço no controle da pandemia, que permitiria a retirada gradual das medidas restritivas. O que varia entre os cenários analisados é o tempo necessário de isolamento social. No cenário em que o isolamento duraria mais um mês (até o final de abril), a previsão é que o PIB feche o ano com uma queda de 0,4%. Nos cenários com isolamento por dois e três meses, as quedas do PIB em 2020 seriam ainda maiores, de 0,9% e 1,8%, respectivamente. O custo em termos de PIB é crescente porque, mesmo com meditas mitigadoras bem sucedidas, os riscos de falências e de demissões aumentam quanto maior for o tempo em que as empresas ficam com perda muito grande (ou total) de faturamento.

Veja também, nesta seção, uma síntese da conjuntura econômica internacional e brasileira, uma análise da política econômica em resposta à crise da Covid-19 e a análise completa das previsões macroeconômicas condicionadas aos três cenários.

CC46_Visão Geral_tabela

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Atividade econômica: indicadores mensais

Por Leonardo Mello de Carvalho

O ritmo de crescimento da atividade econômica brasileira voltou a acelerar no início 2020, após apresentar acomodação nos últimos dois meses do ano passado. O bom desempenho dos indicadores mensais nos primeiros meses do ano, obvia- mente, deverá se reverter a partir de março, já refletindo os efeitos da pandemia mundial (as primeiras medidas de isolamento social e interrupção da atividade econômica começaram a ser adotadas na terceira semana do mês).

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Janeiro de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 9,3% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou alta de 9,3% na comparação entre os meses de janeiro de 2020 e dezembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu recuo de 8,3% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em janeiro registrou recuo de 4,3% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cresceu 8% na margem, as importações de bens industriais avançaram 14,6%, conforme mostra a tabela 1.

Tabela 1
Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 5,4% contra janeiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou um crescimento de 0,3% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente positiva (0,1%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1%, como visto no gráfico 1.

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Indicador Ipea de FBCF – Janeiro de 2020 Investimentos iniciam o ano com alta de 7,8% na margem, impulsionados pela produção interna e pela importação de plataformas

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta forte crescimento na comparação entre janeiro de 2020 e dezembro último, com alta de 7,8% na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em janeiro registrou queda de 2% também na série dessazonalizada. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu patamar 7% superior ao verificado em janeiro de 2019. No acumulado em doze meses, os investimentos aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,1% para 2,7%. Os resultados contaram com o impulso proveniente do bom desempenho da produção interna e da importação de plataformas ocorridas no período. Excluindo-as dos cálculos, os investimentos teriam aumentado 4,9% na margem e 2,5% na comparação com janeiro de 2019.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou elevação de 18,3% em janeiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou queda de 6,7% em janeiro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 6,1% em janeiro, a importação cresceu 25,8% no mesmo período, contando com impulso gerado pela importação de plataformas de petróleo.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 5,7% em janeiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel apresentou recuo de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,7% na passagem de dezembro para janeiro, encerrando o trimestre móvel com alta de 2,4%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho positivo em janeiro foi generalizado. Enquanto a construção civil registrou uma variação positiva de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou alta de 11,4% em janeiro. Já o componente outros atingiu um patamar 6% superior ao observado no mesmo período de 2019.

 

Taxas de crescimento do Indicador Ipea mensal de FBCF

 

Gráfico

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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,5% no quarto trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, já livre de efeitos sazonais, e 1,7% na comparação interanual, de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra uma economia crescendo a uma taxa anualizada em torno de 2% pelo terceiro trimestre seguido. Com isso, o PIB encerrou 2019 com alta de 1,1%, em linha com a previsão da visão geral da Carta da Conjuntura divulgada em dezembro de 2019,1 o que representou uma pequena desaceleração em relação ao desempenho observado nos dois anos anteriores, quando registrou avanço de 1,3%. A demanda interna, por sua vez, cresceu 1,7% no ano, novamente acima do PIB. O resultado do quarto trimestre deixa um carry-over de 0,8% para 2020. Isso significa que, caso permanecesse estagnado ao longo dos próximos quatro trimestres, o PIB fecharia o ano com alta de 0,8%.

Tabela 2

Grafico 1

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Dezembro De 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 4,9% no mês, encerrando o ano de 2019 com queda de 0,2%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 4,9% na comparação entre os meses de dezembro e novembro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu recuo de 3,7% no período anterior, o quarto trimestre de 2019 registrou retração de 1,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cedeu 4% na margem, as importações de bens industriais recuaram 6,2%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais recuou 1,6% contra dezembro do ano passado. Apesar disso, o quarto trimestre de 2019 apresentou um crescimento de 1,6% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda encerrou 2019 com uma variação ligeiramente negativa (-0,2%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1,1% no ano, como visto no gráfico 1.

TABELA 1

Consumo aparente de bens industriais versus produção industrial (PIM-PF)

(Em %)

Tabela 1

Fonte: Ipea, IBGE e Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Elaboração: Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea.

Nota: 1 Trimestre terminado no mês de referência da divulgação.

GRÁFICO 1

Demanda por bens industriais versus produção industrial

Grafico 1

(Taxas de variação acumuladas em doze meses, em %)

Fonte: Ipea e IBGE.

Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea

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Indicador Ipea de FBCF – Dezembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 2% em dezembro, mas encerram o ano com alta de 2,1%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 2% na comparação entre dezembro e novembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o quarto trimestre de 2019 fechou com queda de 2,7%, também na série dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2018, as quedas de dezembro e do quarto trimestre foram, respectivamente, de 2,2% e 0,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos encerraram 2019 com alta de 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 6,8% em dezembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 9% em dezembro, a importação caiu 7,7% no mesmo período. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos encerra 2019 com alta de 3,1%.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em dezembro, na série dessazonalizada. No acumulado em doze meses, o setor encerrou 2019 com alta de 0,5%, o primeiro resultado positivo nessa base de comparação desde 2013.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho negativo em dezembro foi bastante disseminado. Enquanto a construção civil registrou uma variação negativa de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma queda de 1,7% em dezembro. A exceção ficou por conta do componente outros, que atingiu um patamar 1,7% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF set19

Gráfico indicador Ipea FBCF dez19

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Novembro de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 1% na comparação entre os meses de novembro e outubro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu avanço de 1,9% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em novembro registrou crescimento de 1,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) permaneceu praticamente estável em novembro, cedendo 0,1% na margem, as importações de bens industriais recuaram 5,4%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 2,1% contra novembro do ano passado. O resultado voltou a superar o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 1,7%), mensurado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o trimestre móvel encerrado em novembro apresentou um crescimento de 3,8% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente negativa (-0,3%), enquanto a produção industrial acumulou baixa de 1,3%, como visto no gráfico 1.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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