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PNAD-Covid – Divulgação de 16/06/2020 – Principais destaques

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Maria Andreia P. Lameiras,

O IBGE divulgou, na tarde de hoje, os primeiros resultados da PNAD COVID19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que pretende monitorar as transformações ocorridas no mercado de trabalho brasileiro durante a pandemia da COVID 19. Foram apresentados indicadores e estimativas para 4 semanas de maio, entre os dias 3 e 30, possibilitando algumas observações sobre a evolução do mercado de trabalho brasileiro no período.

Dentre os principais resultados da pesquisa, cabe destacar que a taxa de desocupação manteve-se relativamente baixa e estável durante o mês de maio (variando entre 10,4% e 11,4%), apesar do significativo choque adverso causado pela pandemia. A explicação para esse fenômeno está possivelmente associada a três fatores básicos: (i) o contingente de pessoas sem emprego, mas que não procuraram emprego durante o mês de maio, foi muito elevado; (ii) muitas pessoas foram temporariamente afastadas do trabalho, mas se mantiveram ocupadas; (iii) as possibilidades de trabalho remoto em diversas atividades produtivas permitiram manter grande contingente de pessoas ocupadas e trabalhando.

Embora a amostra analisada seja muito pequena (4 semanas) e restrita a um único mês, alguns dos dados divulgados pela PNAD-Covid sugerem também que o mercado de trabalho pode ter começado a responder a uma retomada, ainda que muito leve, da atividade econômica em maio.

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Atividade econômica: revisão das previsões de crescimento 2020/2021

José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Paulo Mansur Levy, Leonardo Mello de Carvalho, Marcelo Lima de Moraes e Pedro Mendes Garcia

A pandemia da Covid-19 afetou profundamente a trajetória esperada para a economia brasileira ao longo de 2020 e de 2021. Persiste um elevado grau de incerteza quanto ao ritmo de disseminação do SARS-Cov-2 no país e à magnitude e extensão das medidas de isolamento social requeridas para atenuar seus impactos adversos na população, mas não há dúvida de que o PIB brasileiro sofrerá uma forte queda este ano. Neste texto, a Dimac/Ipea apresenta uma revisão das previsões de crescimento econômico para 2020 e 2021. Primeiro, estima-se o tamanho da queda esperada do PIB no segundo trimestre por meio de um amplo conjunto de dados setoriais e de indicadores coincidentes. Tendo por base essas estimativas, e sob a hipótese de início de um processo de flexibilização gradual das restrições à mobilidade e ao funcionamento das atividades econômicas a partir de junho, projeta-se uma queda do PIB de 10,5% no segundo trimestre, seguida por crescimento no terceiro e quarto trimestres. A recuperação da atividade, iniciada para alguns setores já em maio e que tende a disseminar-se para a maioria dos demais setores nos próximos meses, deve-se, em parte, à adoção de um conjunto de medidas de preservação de renda, empregos e produção implementado para atenuar os impactos da crise. Para o ano, a queda projetada é de 6%, mas a trajetória de recuperação no segundo semestre deixará um carry-over de quase 2% para 2021, cujo crescimento projetado é de 3,6%. É importante destacar que essas projeções estão sujeitas a grande incerteza, tanto no que se refere à estimativa do impacto da pandemia sobre a atividade econômica corrente, como no que tange às hipóteses subjacentes ao ritmo esperado de recuperação no restante do ano. O cenário econômico continuará sendo avaliado, e as previsões poderão ser revistas à luz de novas informações.

GráficosTabela

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Mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil e Sandro Sacchet de Carvalho

Nos últimos meses, os principais dados sinalizam que a retomada do mercado de trabalho brasileiro ganhou maior intensidade, conjugando uma expansão mais forte da ocupação, especialmente no mercado formal, além de uma queda simultânea da desocupação e da subocupação.

De acordo com a PNAD Contínua, do IBGE, observa-se que este melhor desempenho da ocupação vem sendo possibilitado não apenas pelo aumento da geração de postos de trabalho, mas também pelo recuo do número de demissões. De fato, no último trimestre de 2019, a proporção de ocupados que já se encontravam nesta situação no trimestre imediatamente anterior foi de 86,1%, o que significa o maior patamar de retenção de trabalhadores para este período desde 2014. Deve-se ressaltar, ainda, que, embora este aumento na retenção de ocupados venha ocorrendo em todos os segmentos, ele é um pouco mais expressivo no mercado formal. No quarto trimestre de 2019, a retenção de ocupados no setor formal da economia foi de 90,1%, o que constitui o pico da série, superando, inclusive, os períodos de maior dinamismo no mercado de trabalho brasileiro.

A análise dos microdados de transição da PNAD Contínua também indica que o crescimento do emprego formal nos últimos meses está associado a movimentações mais favoráveis nos fluxos de trabalhadores entrando ou saindo desta categoria. Por certo, após desacelerar de 15,4% para 8,7% entre 2014 e 2018, a parcela de trabalhadores que transitou da desocupação para o mercado formal no último trimestre de 2019 foi de 8,8%.

Acesso o texto completo com a análise detalhada sobre a conjuntura do mercado de trabalho



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Indicador Ipea de FBCF – Dezembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 2% em dezembro, mas encerram o ano com alta de 2,1%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 2% na comparação entre dezembro e novembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o quarto trimestre de 2019 fechou com queda de 2,7%, também na série dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2018, as quedas de dezembro e do quarto trimestre foram, respectivamente, de 2,2% e 0,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos encerraram 2019 com alta de 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 6,8% em dezembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 9% em dezembro, a importação caiu 7,7% no mesmo período. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos encerra 2019 com alta de 3,1%.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em dezembro, na série dessazonalizada. No acumulado em doze meses, o setor encerrou 2019 com alta de 0,5%, o primeiro resultado positivo nessa base de comparação desde 2013.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho negativo em dezembro foi bastante disseminado. Enquanto a construção civil registrou uma variação negativa de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma queda de 1,7% em dezembro. A exceção ficou por conta do componente outros, que atingiu um patamar 1,7% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF set19

Gráfico indicador Ipea FBCF dez19

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – dezembro de 2019

Por Tarsylla S. G. Oliveira e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,63% em dezembro de 2019, 0,38 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior (novembro). Na comparação com o mesmo mês de 2018, a variação foi 0,63 p.p. maior.

Como uma incorporação desse resultado, o ICTI acumulou uma variação de 6,24% em 2019, patamar abaixo do que foi registrado tanto no Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), quanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), mas acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) – como mostra a tabela 1.

ICTI dez-19_tabela 1

Na desagregação pelos oito grupos que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 4,9 p.p. foi responsável por aproximadamente 79% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou significativamente o ICTI, com impacto de 1,32 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,36% nos preços dos materiais de consumo vem gerando redução de custos.

ICTI dez-19_tabela 2

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2019

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Tarsylla S. G. Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,25% em novembro de 2019, apenas 0,01 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior (outubro). Na comparação com o mesmo mês de 2018, a variação foi 0,26 p.p. maior.

Como uma incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,58% nos últimos doze meses, patamar acima do que foi registrado tanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas abaixo do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 4,81 p.p. foi responsável por aproximadamente 86% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou positivamente o ICTI, com contribuições de 0,72 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,3% nos preços dos materiais de consumo vem gerando um alívio sobre os custos.

ICTI nov-19_tabela 2

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Indicador Ipea de Hiato do Produto – 3º Trim./2019 Grau de ociosidade da economia brasileira está em 2,7%

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior

O Indicador Ipea de Hiato do Produto, calculado com base na metodologia da função de produção descrita em Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 36, estima que o PIB está 2,7% abaixo de seu potencial. Com o crescimento projetado na Visão Geral da Conjuntura, essa ociosidade tende a cair para cerca de 2,0% no final de 2020.

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Acesse aqui a série completa do Indicador Ipea de Hiato do Produto até o terceiro trimestre de 2019



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Mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil, Lauro Roberto Albrecht Ramos e Sandro Sacchet de Carvalho

No período recente, a expansão mais moderada da população ocupada impediu uma desaceleração mais significativa da taxa de desocupação. A análise desagregada com os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua) mostra, inclusive, uma queda de 1,2% na ocupação entre os trabalhadores mais jovens no terceiro trimestre de 2019 – apesar disso, a taxa de desocupação dos jovens recuou devido à retração de 1,3% da força de trabalho desse segmento. Outros aspectos, entretanto, indicam um mercado de trabalho mais favorável, principalmente em relação à subocupação, ao desalento e ao desemprego de longo prazo, cujos indicadores vêm apresentando trajetórias melhores. No trimestre móvel, encerrado em outubro, a taxa combinada de desocupação e subocupação recuou pela quinta vez consecutiva, ficando em 18,2% e a população desalentada apontou queda de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao tempo de procura por emprego, observa-se que o contingente de desocupados de longo prazo no país também vem recuando, tendo em vista que, enquanto no último trimestre de 2018, 41,1% dos desempregados estavam nessa situação há pelo menos um ano, no terceiro trimestre de 2019, essa porcentagem recuou para 38,8%. De modo similar, nota-se que a ocupação dos trabalhadores sem carteira começa a perder um pouco de intensidade, cedendo lugar para uma expansão mais forte do emprego formal. Já a dinâmica dos trabalhadores por conta própria, cujo crescimento, em um primeiro momento, foi creditado apenas a uma piora do cenário de emprego no país, pode estar indicando uma mudança estrutural das relações de trabalho, seja por conta do aumento da terceirização, tendo em vista não só a regulamentação da terceirização em um gama maior de atividades, mas também devido à consolidação da “economia de aplicativos”, que tem aberto novas possibilidades de geração de renda.

Os microdados da PNAD contínua revelam ainda que, embora no terceiro trimestre de 2019 a maior retração salarial tenha ocorrido na faixa de renda mais alta (-0,66%), no acumulado do ano, a queda é maior para o segmento de renda mais baixa, cuja renda domiciliar recuou 0,87%, ao passo que no grupo mais rico da população houve um incremento de 1,1%. No terceiro trimestre de 2019, a renda média real domiciliar das famílias mais pobres era 30,5 menor que à observada na faixa mais abastada da população – mesmo razão entre rendimentos observada no segundo trimestre. No ano de 2019, apesar da ampliação da desigualdade entre os extremos da distribuição da renda do trabalho, o crescimento relativamente maior do rendimento das faixas intermediárias da distribuição resultou numa relativa estabilidade do Índice de Gini.

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Acesso o texto completo com a análise detalhada sobre a conjuntura do mercado de trabalho



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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, livre de efeitos sazonais, e 1,2% na comparação interanual, de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE, acima da previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em setembro. O bom desempenho da atividade econômica ocorreu de maneira bastante disseminada, seja entre os componentes da demanda, seja entre os componentes da oferta. O crescimento do terceiro trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,6% para 1%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado no quarto trimestre, o PIB fecharia o ano com alta de 1%.

Grafico 1Tabela 2

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Economia agrícola

Por Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A previsão da Dimac/Ipea para o PIB do setor agropecuário é de crescimento de 1,4% em 2019. Por segmento, a previsão é de alta de 1,0% no valor adicionado da lavoura e de 1,8% no valor adicionado da pecuária. As culturas que mais contribuíram negativamente para o valor adicionado da lavoura foram a cana-de-açúcar e o café, com queda de 1,1% e 16,5%, respectivamente. Em relação à pecuária, bovinos, aves e ovos foram os componentes que impulsionaram o crescimento do valor adicionado do segmento, com altas de 2,1%, 2,1% e 3,4% no volume produzido. Para 2020, a previsão é de aceleração do crescimento do PIB do setor, que deve ficar entre 3,2% e 3,7%, dependendo do prognóstico de safra de grãos levado em consideração – do IBGE ou da Conab.

O setor externo apresentou contração de 6% entre janeiro e outubro de 2019, comparado ao mesmo período de 2018. Apesar do crescimento significativo em valor em três produtos importantes na pauta de exportação – milho, algodão e carne de suíno –, houve contração das exportações de soja em grãos, farelo de soja, celulose e açúcar, claramente ainda os principais produtos da pauta.

Esta seção de Economia Agrícola conta ainda com uma  análise detalhada feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP) dos mercados e preços agropecuários domésticos; com uma subseção de crédito rural, que apresenta o fechamento do ano safra 2018/2019, as contratações e as condições de crédito; e com uma subseção de insumos, com destaque para os fertilizantes e a produção de máquinas agrícolas.

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