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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de outubro de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos na construção civil e em outros ativos fixos, registra uma queda de 1,9% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. O resultado representou a quinta queda consecutiva na margem. Com isso, o trimestre móvel encerrado em outubro registrou retração de 3,5% na comparação dessazonalizada. Vale notar que o indicador se situa 23,3% abaixo do máximo atingido na série, verificado em abril de 2013.

Nas comparações com os mesmos períodos de 2022, o indicador mensal apresentou quedas de 10,7% em outubro e de 8,5% no trimestre móvel. Em relação aos primeiros dez meses de 2022, o resultado também é negativo (-3,4%). No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram uma retração de 2,7% em outubro.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 1,6% em outubro, encerrando o trimestre móvel com queda de 5,0%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional caiu 7,8% em outubro, a importação cresceu 7,9% no mesmo período, encerrando o trimestre móvel com baixa de 14,6%. Nessa mesma base de comparação, a produção nacional encerrou o período com queda de 2,4%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 6,8%.

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Dados Xls

 



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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em dezembro de 2023

Por Sergio Ferreira e Felipe Martins

De acordo com dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, obtidos por meio do Tesouro Gerencial, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), dezembro de 2023 apresentou um déficit primário de R$ 119,4 bilhões nas contas do governo central. A despesa totalizou R$ 302,6 bilhões, acréscimo de 72,4% na mesma base de comparação, impactada pelo adiantamento do pagamento de precatórios não pagos em exercícios anteriores no valor de R$ 93,1 bilhões, por meio de créditos extraordinários. Já a receita líquida do governo central atingiu R$ 183,2 bilhões nesse mês, representando crescimento de 1,7% em termos reais, comparativamente a dezembro de 2022.

Com o cômputo referente a dezembro incorporando o adiantamento do pagamento de precatórios, 2023 registra, nas nossas estimativas, um déficit primário de R$ 234,3 bilhões, comparado ao superávit de R$ 59,7 bilhões no mesmo período de 2022.

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Desempenho do PIB no terceiro trimestre de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho e Julia de Medeiros Braga

Segundo o IBGE, o PIB avançou 0,1% no terceiro trimestre de 2023, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, já livre de efeitos sazonais. O resultado representou uma desaceleração em relação ao crescimento observado nos dois períodos anteriores, quando o PIB avançou 1,4% e 1%, respectivamente. Este arrefecimento também pode ser visto na comparação interanual, onde a alta de 2% sobre o terceiro trimestre de 2022 sucedeu avanços de 4,2% e 3,5%. Com isso, o PIB acumula um crescimento de 3,1% em quatro trimestres. Com o crescimento do PIB no terceiro trimestre, o carry-over para 2023 ficou em 3% – ou seja, caso permaneça estagnado ao longo do quarto trimestre, o PIB fechará o ano com alta de 3%.

De modo geral, o desempenho no terceiro trimestre voltou a apresentar um grau de difusão elevado entre os componentes do PIB, e sua composição confirmou nossas expectativas. Pelo lado da demanda, as exportações voltaram a se destacar, contribuindo positivamente pelo quinto trimestre consecutivo ao crescimento interanual do PIB. Além da demanda internacional por commodities brasileiras em geral, o bom desempenho das exportações de petróleo e minério de ferro, em particular, ajudam a explicar este bom desempenho. O consumo das famílias, por sua vez, exerceu a maior contribuição, pelo lado da demanda, para o resultado do terceiro trimestre. O crescimento de 3,3% em termos interanuais ficou acima do previsto (2,3%). Ainda estimulado pelo dinamismo do mercado de trabalho e pelas medidas do governo visando sustentar a renda das famílias, seu desempenho ajuda a explicar o crescimento registrado pelo PIB de serviços, cuja alta de 1,8% ficou bastante próxima à previsão, que era de 1,9%.

Por outro lado, os investimentos produtivos contribuíram negativamente ao crescimento interanual do PIB pelo segundo trimestre consecutivo. Enquanto a demanda por máquinas e equipamentos continua enfrentando o pior cenário, o desempenho da construção civil também registrou alguma deterioração no terceiro trimestre. Como reflexo disso, embora o PIB industrial tenha avançado 0,6% na margem e 1% em termos anuais, resultados em linha com as previsões, este desempenho foi pouco disseminado, impulsionado pelas indústrias extrativas e pelo setor de eletricidade e gás, e saneamento.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – outubro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação, calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,18% em outubro de 2023, situando-se 0,13 ponto percentual acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2022, a variação foi 0,45 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 2,13% nos últimos doze meses.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – setembro de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou estabilidade na comparação entre setembro e agosto na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão do aumento de 0,9% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e da queda de 1,7% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela 1.

O desempenho estável em setembro sucedeu à alta de 0,6% registrada em agosto, implicando uma queda de 1,8% no trimestre móvel encerrado em setembro, na margem. Já na comparação interanual ocorreram recuos de 3,1% do indicador mensal contra setembro do ano passado e de 3,7% no trimestre móvel em relação ao verificado no mesmo período de 2022. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou baixa de 2,4%, indicando uma piora em relação ao cenário de estagnação apontado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como visto no gráfico 1.

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Dados Xls



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Comércio exterior do agronegócio: outubro de 2023

Por Diego Ferreira e José Ronaldo de C. Souza Jr

A balança comercial do agronegócio encerrou outubro com um superávit de US$ 11,85 bilhões, queda de 3,3% ante o mesmo mês de 2022. O valor das exportações do setor atingiu o patamar de US$ 13,21 bilhões pari passu aos US$ 1,36 bilhão importados por este. Ainda no comparativo interanual, o fluxo comercial das exportações desacelerou 3,5%, enquanto as importações apresentaram queda mais acentuada no mesmo período, de 4,9%.

Ao analisar o valor acumulado nos últimos doze meses, Saldo da balança comercial: total, agronegócio e demais o superávit do agronegócio brasileiro atingiu a cifra de US$ 145,06 bilhões, indicando um crescimento de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa melhora decorre do aumento de 5,2% nas exportações acumuladas, aliado à queda de 3,1% nas importações acumuladas do setor.

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Inflação por faixa de renda – Outubro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em outubro, os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, pelo quinto mês consecutivo, a inflação foi mais amena para as famílias de renda mais baixa. De fato, mesmo diante da reversão da trajetória de deflação dos alimentos no domicílio, que muito contribuiu para o comportamento mais favorável da inflação nos segmentos de menor poder aquisitivo, a inflação de 0,13% observada em outubro nas duas faixas de renda mais baixas foi bem inferior à registrada na classe de renda alta (0,55%).

A partir desse contexto, marcado por uma inflação mais moderada nos segmentos menos abastados, a variação acumulada no ano apontada pela classe de renda muito baixa (2,4%) é menos da metade da taxa apurada no segmento de renda alta (5,0%). De modo semelhante, embora com menor discrepância, no acumulado em doze meses, enquanto a taxa de inflação da classe de renda muito baixa é de 3,5%, o estrato de renda alta registra variação de preços de bens e serviços bem mais elevada (5,8%).

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Indicadores mensais do mercado de trabalho – setembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Hecksher

As estimativas próprias mensais feitas com base nos dados por trimestre móvel da PNAD Contínua indicam que o mercado de trabalho brasileiro continua a apresentar resultados favoráveis, tendo em vista que, mesmo diante de uma acomodação da população ocupada, na margem, o arrefecimento da força de trabalho vem possibilitando a manutenção da taxa de desocupação em patamares relativamente baixos. Adicionalmente, o aumento dos rendimentos médios reais nos últimos meses contribuiu para a manutenção da trajetória de expansão da massa salarial.

Em setembro de 2023, a população ocupada no país somava aproximadamente 99,7 milhões de pessoas, avançando 0,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos dessazonalizados, em setembro, a PO apresentou queda de 0,7% em relação ao observado em agosto. Nota-se, entretanto, que a recente desaceleração da ocupação vem sendo acompanhada de um movimento similar da força de trabalho, impedindo uma alta da taxa de desocupação. Por certo, na comparação interanual, a força de trabalho brasileira recuou 0,8%, passando de 108,8 milhões, em setembro de 2022, para 107,9 milhões, em setembro de 2023. Em relação a agosto, a queda apontada é de 0,7%.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – setembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,05% em setembro de 2023, situando-se 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2022, a variação foi 0,22 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,59% nos últimos doze meses.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de agosto de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos na construção civil e em outros ativos fixos, registra uma queda de 0,4% na comparação entre agosto e julho na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à baixa verificada no mês anterior, quando o indicador recuou 2%. Com isso, o trimestre móvel encerrado em agosto registrou queda de 2,7% na comparação dessazonalizada. Vale notar que o indicador se situa 18,3% abaixo do máximo atingido na série, verificado em abril de 2013.

Nas comparações com os mesmos períodos de 2022, o indicador mensal apresentou quedas de 6,9% em agosto e 5,5% no trimestre móvel. Em relação aos primeiros oito meses de 2022, o resultado é negativo (-2,5%). Já no acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram uma queda de 0,4% em agosto.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 2,4% em agosto, encerrando o trimestre móvel com queda de 2,7%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional cresceu 1,4% em agosto, a importação recuou 6,3% no mesmo período, encerrando o trimestre móvel com retração de 2,4%. Nessa mesma base de comparação, a produção nacional encerrou o período com queda de 3,8%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 5%.

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