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Comércio exterior do agronegócio: outubro de 2023

Por Diego Ferreira e José Ronaldo de C. Souza Jr

A balança comercial do agronegócio encerrou outubro com um superávit de US$ 11,85 bilhões, queda de 3,3% ante o mesmo mês de 2022. O valor das exportações do setor atingiu o patamar de US$ 13,21 bilhões pari passu aos US$ 1,36 bilhão importados por este. Ainda no comparativo interanual, o fluxo comercial das exportações desacelerou 3,5%, enquanto as importações apresentaram queda mais acentuada no mesmo período, de 4,9%.

Ao analisar o valor acumulado nos últimos doze meses, Saldo da balança comercial: total, agronegócio e demais o superávit do agronegócio brasileiro atingiu a cifra de US$ 145,06 bilhões, indicando um crescimento de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa melhora decorre do aumento de 5,2% nas exportações acumuladas, aliado à queda de 3,1% nas importações acumuladas do setor.

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Inflação por faixa de renda – Outubro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em outubro, os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, pelo quinto mês consecutivo, a inflação foi mais amena para as famílias de renda mais baixa. De fato, mesmo diante da reversão da trajetória de deflação dos alimentos no domicílio, que muito contribuiu para o comportamento mais favorável da inflação nos segmentos de menor poder aquisitivo, a inflação de 0,13% observada em outubro nas duas faixas de renda mais baixas foi bem inferior à registrada na classe de renda alta (0,55%).

A partir desse contexto, marcado por uma inflação mais moderada nos segmentos menos abastados, a variação acumulada no ano apontada pela classe de renda muito baixa (2,4%) é menos da metade da taxa apurada no segmento de renda alta (5,0%). De modo semelhante, embora com menor discrepância, no acumulado em doze meses, enquanto a taxa de inflação da classe de renda muito baixa é de 3,5%, o estrato de renda alta registra variação de preços de bens e serviços bem mais elevada (5,8%).

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Indicadores mensais do mercado de trabalho – setembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Hecksher

As estimativas próprias mensais feitas com base nos dados por trimestre móvel da PNAD Contínua indicam que o mercado de trabalho brasileiro continua a apresentar resultados favoráveis, tendo em vista que, mesmo diante de uma acomodação da população ocupada, na margem, o arrefecimento da força de trabalho vem possibilitando a manutenção da taxa de desocupação em patamares relativamente baixos. Adicionalmente, o aumento dos rendimentos médios reais nos últimos meses contribuiu para a manutenção da trajetória de expansão da massa salarial.

Em setembro de 2023, a população ocupada no país somava aproximadamente 99,7 milhões de pessoas, avançando 0,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos dessazonalizados, em setembro, a PO apresentou queda de 0,7% em relação ao observado em agosto. Nota-se, entretanto, que a recente desaceleração da ocupação vem sendo acompanhada de um movimento similar da força de trabalho, impedindo uma alta da taxa de desocupação. Por certo, na comparação interanual, a força de trabalho brasileira recuou 0,8%, passando de 108,8 milhões, em setembro de 2022, para 107,9 milhões, em setembro de 2023. Em relação a agosto, a queda apontada é de 0,7%.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – setembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,05% em setembro de 2023, situando-se 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2022, a variação foi 0,22 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,59% nos últimos doze meses.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de agosto de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos na construção civil e em outros ativos fixos, registra uma queda de 0,4% na comparação entre agosto e julho na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à baixa verificada no mês anterior, quando o indicador recuou 2%. Com isso, o trimestre móvel encerrado em agosto registrou queda de 2,7% na comparação dessazonalizada. Vale notar que o indicador se situa 18,3% abaixo do máximo atingido na série, verificado em abril de 2013.

Nas comparações com os mesmos períodos de 2022, o indicador mensal apresentou quedas de 6,9% em agosto e 5,5% no trimestre móvel. Em relação aos primeiros oito meses de 2022, o resultado é negativo (-2,5%). Já no acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram uma queda de 0,4% em agosto.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 2,4% em agosto, encerrando o trimestre móvel com queda de 2,7%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional cresceu 1,4% em agosto, a importação recuou 6,3% no mesmo período, encerrando o trimestre móvel com retração de 2,4%. Nessa mesma base de comparação, a produção nacional encerrou o período com queda de 3,8%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 5%.

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Panorama Fiscal: evolução recente e perspectivas

Por Marco A.F.H. Cavalcanti, Sergio Fonseca Ferreira, Felipe dos Santos Martins e Wellington Charles Lacerda Nobrega

As contas do governo central em 2023 têm sido marcadas pela queda real de arrecadação, após forte crescimento observado em 2021 e 2022, e pelo aumento real da despesa. No que se refere à receita, a queda real acumulada no ano até setembro, em comparação com igual período do ano passado, foi de 25,6% para as receitas não administradas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e de 1,8% para as administradas, levando a uma queda de 4,5% para a receita total. Por sua vez, a despesa total cresceu 5,1% em termos reais no acumulado até setembro (ou R$ 73,3 bilhões), em comparação com o mesmo período de 2022. Em consequência da queda da receita e do aumento da despesa, o resultado primário no acumulado do ano até setembro registrou déficit de R$ 93,3 bilhões, em contraste com o superávit de R$ 37,9 bilhões em igual período do ano passado (diferença de R$ 131,2 bilhões, a preços constantes).

A queda do resultado primário do governo central, combinada com certa deterioração observada também para os entes subnacionais, resultou em déficit do setor público consolidado da ordem de 0,8% do produto interno bruto (PIB) no acumulado em doze meses até agosto de 2023. Considerando-se o gasto líquido com juros, que atingiu 6,2% do PIB, o resultado nominal do setor público consolidado foi deficitário em 6,9% do PIB nos doze meses terminados em agosto de 2023.

Nesse contexto, a razão dívida pública/PIB aumentou no período recente. A dívida bruta do governo geral (DBGG) passou de 72,9% ao final de 2022 para 74,4% do PIB em agosto de 2023, ao passo que a dívida líquida do setor público (DLSP) aumentou de 57,1% para 59,9% do PIB no mesmo período.

As projeções para as contas públicas em 2023 apontam para um déficit primário do governo central no final do ano. De acordo com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre de 2023, divulgado pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento, a receita líquida de transferências por repartição de receitas deve terminar o ano em R$ 1.914,5 bilhões, e a despesa deve ficar em R$ 2.056,0 bilhões, projetando um déficit primário de R$ 141,4 bilhões. As projeções de mercado apontam na mesma direção, conforme os relatórios Focus, do Banco Central do Brasil (BCB), e Prisma Fiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE). No final de setembro, o boletim Focus apresentava expectativa de déficit primário de 1,1% do PIB em 2023, ao passo que o Prisma Fiscal projetava um déficit primário da ordem de R$ 106,5 bilhões no ano. A diferença dessa projeção de déficit em relação às estimativas oficiais do relatório de avaliação bimestral decorre principalmente da projeção mais baixa da despesa primária no Prisma Fiscal (R$ 2.021 bilhões), o que parece refletir uma expectativa de menor percentual de execução das dotações orçamentárias anuais – e está alinhado com o fato de que os relatórios de avaliação bimestral tendem a superestimar esse percentual de execução. Para os próximos anos, os agentes de mercado projetam melhora gradual do resultado primário do governo central, mas resultados ainda deficitários. De acordo com o último relatório do Prisma Fiscal, projetam-se déficits de R$ 83 bilhões em 2024 e de R$ 69,7 bilhões em 2025.

No que se refere às expectativas de mercado para a DBGG, o boletim Focus e o Prisma Fiscal apontam para a elevação da razão dívida/PIB nos próximos anos, mas, nos meses recentes, houve um deslocamento para baixo de toda a trajetória esperada da dívida. No final de setembro, o boletim Focus projetava uma razão DBGG/PIB de 76,0% em 2023, 78,15% em 2024 e 80,4% em 2025. O Prisma Fiscal de junho apontava para expectativas muito semelhantes: 76,1% em 2023, 79,1% em 2024 e 81,0% em 2025.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – agosto de 2023

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou uma alta de 0,5% na comparação entre agosto e julho na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Este resultado ocorreu em razão do aumento de 0,6% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e da queda de 1,1% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela 1.

O desempenho positivo em agosto sucedeu ao recuo registrado em julho, implicando uma queda de 0,2% no trimestre móvel encerrado em agosto, na margem. Já na comparação interanual ocorreram recuos de 3,5% do indicador mensal contra agosto do ano passado e de 2,8% no trimestre móvel em relação ao verificado no mesmo período de 2022. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou baixa de 1,9%, indicando uma piora em relação ao cenário de estagnação apontado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como visto no gráfico 1.

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Boletim de expectativas- Outubro de 2023

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este Boletim de Expectativas se baseia nas projeções do Sistema Expectativas de Mercado do Banco Central, também conhecido como Focus, para dar uma visão geral das previsões feitas pelos profissionais que contribuem com a pesquisa, abordando inflação, juros, nível de atividade, finanças públicas e setor externo. Além das médias amostrais, se utiliza também dos desvios-padrão, de maneira a mostrar intervalos de projeção ou a interpretação de três cenários. Para a meta Selic recorre-se também ao mercado de DI Futuro e para a inflação, à estrutura a termo da taxa de juros.

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Balanço de pagamentos, balança comercial e câmbio – evolução recente e perspectivas

Por Andreza Aparecida Palma e Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

O desempenho do setor externo permanece favorável, mesmo diante do aumento das incertezas globais.  Em relação ao balanço de pagamentos, o saldo na balança comercial é o principal responsável pela redução do déficit em transações correntes. Na conta capital e financeira, o investimento direto no país permanece como o destaque, apesar da tendência de queda no período recente.  Em relação à taxa de câmbio, houve relevante depreciação desde a última divulgação desta nota do setor externo, em julho de 2023. O panorama global permanece bastante volátil. Além do conflito entre Rússia e Ucrânia, a situação no Oriente Médio requer monitoramento. A inflação ainda pressionada no cenário internacional, as políticas monetárias restritivas em diversos países e as incertezas sobre o início e a magnitude do ciclo de redução das taxas de juros no exterior também são temas a serem monitorados.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – agosto de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação, calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de -0,07% em agosto de 2023, situando-se 0,04 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2022, a variação foi 0,32 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,82% nos últimos doze meses.

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