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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Março de 2020 Demanda interna por bens industriais recuou 11,9% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 11,9% na comparação entre março e fevereiro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu o recuo de 1,2% no período anterior, o primeiro trimestre de 2020 cedeu 1,2% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 14% em março, as importações de bens industriais recuaram 1,3%, conforme mostra a tabela .

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cedeu 3% contra março do ano passado. Com isso, o primeiro trimestre do ano apresentou um crescimento de 0,7% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente positiva (0,2%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou uma baixa de 1%, como visto no gráfico.

Tabela 1
Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.



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Indicador Ipea de FBCF – Março e Primeiro Trimestre de 2020 Investimentos apresentam recuo de 8,9% em março, mas encerram o primeiro trimestre do ano com alta de 1,7%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 8,9% na comparação entre março e fevereiro de 2020, na série com ajuste sazonal. O resultado já reflete parcialmente os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Ainda assim, o primeiro trimestre de 2020 fechou com uma alta de 1,7%, também na série dessazonalizada, o que é explicado pela aceleração observada nos primeiros dois meses do ano, além de uma baixa base de comparação referente ao quarto trimestre de 2019. Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto março registrou uma queda de 0,9%, o primeiro trimestre encerrou com uma alta de 4%. No acumulado em doze meses, os investimentos cresceram 3%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 15,1% em março, encerrando o primeiro trimestre com um avanço de 6,6%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 9,5% em março, a importação caiu 35,9% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 6,7% em março, na série dessazonalizada. Com isso, o segmento registrou um recuo de 1% na passagem entre o último trimestre de 2019 e o primeiro de 2020.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção civil e o componente outros registraram ambos uma variação negativa de 2%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma alta de 0,9% em relação a março de 2019. Já na comparação trimestral, o crescimento foi generalizado.

Taxas de crescimento do Indicador Ipea mensal de FBCF

Gráfico

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Heterogeneidade do impacto econômico da pandemia

Por Ajax Moreira

A pandemia do Covid-19 não tem precedentes na história recente dos países. A última com porte semelhante foi a gripe espanhola, que ocorreu há cem anos, em um ambiente político, social e econômico totalmente distinto do atual. O impacto econômico da atual pandemia depende da duração e da profundidade das restrições às atividades econômicas e dos efeitos sobre a cadeias de valor, produtividade e grau de interligação econômica entre os países.

Já se encontram na literatura tentativas de prever a evolução da crise, mas, em geral, considerando agentes representativos e não considerando a heterogeneidade dos agentes e que a crise pode tende a afetar as pessoas mais vulneráveis. Neste exercício, utilizando uma hipótese sobre a probabilidade de saída do mercado de trabalho, diferenciada por atividade e posição na ocupação do empregado, implementamos um modelo que simula com os microdados da PNAD 2019 o impacto sobre a ocupação e a renda das pessoas e dos domicílios. Mostramos que o impacto sobre a renda e a taxa de ocupação do primeiro estrato de escolaridade e de renda é, aproximadamente, o dobro do impacto do último estrato, nas duas estratificações, e para as medidas individuais e domicílio. Mostramos também que a duração da crise tem impacto maior do que a intensidade.

Esta abordagem pode ser utilizada para discutir para avaliar o impacto agregado e a heterogeneidade das políticas compensatórias adotadas, e também condicionar os resultados obtidos com os oriundos de outros modelos que façam previsões o PIB ou o emprego agregado.

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Economia mundial

Por Paulo Mansur Levy

A pandemia da Covid-19 representou um choque profundo sobre a economia mundial, cujo alcance e consequências ainda são difíceis de vislumbrar. As medidas de isolamento social impactaram fortemente a oferta e a demanda por bens e serviços, desorganizando as relações de trabalho, produtivas, de comércio e de crédito. Os mercados financeiros reagiram derrubando as bolsas de valores, valorizando o dólar e desvalorizando as commodities – especialmente o petróleo – diante da expectativa de forte retração da atividade econômica.

Os primeiros dados do período pós-Covid-19 já mostram que o impacto foi grande: os índices de gerentes de compras (PMIs na sigla em inglês) desabaram, afetando principalmente os serviços. A única exceção foi a China, onde o ciclo da pandemia já se encontra mais avançado e o índice se recuperou em março. Nos Estados Unidos, caíram fortemente produção industrial, vendas no varejo e indicadores da construção civil residencial. No mercado de trabalho, a perspectiva é de forte aumento do desemprego. As projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) são de que o produto interno bruto (PIB) mundial terá uma queda de 3,0% em 2020 – a maior retração desde a grande depressão dos anos 1930 –, mas que deve se recuperar e crescer 5,8% em 2021.

Para enfrentar esse choque, as políticas econômicas vêm sendo intensamente mobilizadas ao redor do mundo. A política monetária voltou à posição “tudo que for necessário” utilizada antes, no período posterior à crise financeira internacional de 2008, incluindo volta dos juros para próximo de zero e expansões quantitativas envolvendo também títulos privados. A política fiscal, por seu turno, tem sido direcionada para aliviar a súbita perda de renda pelas famílias, bem como para garantir empréstimos às empresas de modo a permitir a garantia do emprego e a preservação de seu capital organizacional.

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Boletim Agro Revisão da previsão de crescimento do PIB agropecuário brasileiro em 2020 - atualização de abril

Por Pedro Mendes Garcia, José Ronaldo de C. Souza Junior e Ana Cecília Kreter

Com base nos novos dados, divulgados neste mês, da safra 2019/2020 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em perspectivas atualizadas para a pecuária brasileira, a Diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a previsão para o produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário de 2020. A tabela 1 mostra que os maiores ajustes foram justamente nos dois produtos com maior peso no PIB do setor, soja e bovinos, o que causou uma redução de 1,4 ponto percentual (p.p.) na previsão de crescimento, que foi reduzida para 2,4% este ano – a nossa previsão anterior era de crescimento de 3,8%. Mesmo com essa redução de previsão, o desempenho do setor destaca-se positivamente nesta conjuntura recessiva atual. Entre os principais produtos agropecuários, em termos de participação no PIB, a crise causada pela pandemia da Covid-19 pode estar causando impactos negativos para o mercado de carne bovina, que é a proteína de maior preço, e para a cana- de-açúcar, em função da redução forte do preço do petróleo, que afeta o preço do álcool. O significativo ajuste feito pelo LSPA em relação à previsão de produção de soja, por sua vez, nada tem a ver com a pandemia – como será explicado neste Boletim.200420_grafico

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Indicadores da política salarial das administrações públicas estaduais brasileiras (2004-2018)

Por Cláudio Hamilton Matos dos Santos, André José Silva de Brito, Diogo Moreira Chaves Cavalcante e Felipe dos Santos Martins.

Embora os gastos com a remuneração de servidores sejam o item mais relevante nos orçamentos estaduais, inexistem estudos que tratam das políticas salariais das administrações públicas estaduais comparadas por estado e categoria de servidores públicos. Daí a iniciativa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea em produzir indicadores do tipo.

Os indicadores estimados nesta Nota Técnica permitem concluir que: i) diversos estados adotaram políticas salariais bastante diferentes ao longo do período 2004- 2018; ii) os salários de servidores estatutários cresceram em média muito mais rapidamente do que os de não estatutários; iii) os salários de categorias organizadas de servidores estatutários – como professores e militares – cresceram muito mais rapidamente do que os dos demais servidores estatutários; e iv) os salários dos servidores públicos estaduais continuaram subindo, em média, mesmo após a eclosão da crise de 2015, puxados pelos salários de militares e, em menor grau, de professores.

O crescimento dos salários de servidores estatutários estaduais – notadamente daqueles com regras previdenciárias mais brandas, como professores e militares – foi fator determinante para o elevado aumento dos gastos com servidores estaduais inativos em anos recentes – analisados em seguidos estudos da Dimac/ Ipea (Santos et al., 2017; 2018; 2019). Esses aumentos saláriais foram decisivos ainda para a manutenção do crescimento do gasto com pessoal total (ativos + inativos) das administrações públicas estaduais mesmo em tempos de crise. As projeções disponíveis antes da eclosão da pandemia da Covid-19 apontavam a continuidade desse processo, com significativo crescimento dos gastos com pessoal total (liderado pelo crescimento dos inativos) na maioria dos estados esperado ao longo de toda década de 2020, mesmo supondo reduções graduais no número de servidores públicos estatutários ativos por estado e a ausência de ganhos reais dos salários dos servidores estaduais. Antes da Covid-19, era possível discutir se o ritmo esperado de crescimento das receitas permitiria ou não que os estados pudessem ajustar gradualmente os gastos com pessoal. Após a Covid-19 e seus impactos esperados sobre a receita pública e os níveis de renda e emprego da população como um todo, resta claro que a opção pelo gradualismo perdeu o seu apelo.

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Fevereiro De 2020 Demanda interna por bens industriais recuou 1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 1% na comparação entre os meses de fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu alta de 11,1% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em fevereiro registrou recuo de 3,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cedeu 1,4% na margem, as importações de bens industriais avançaram 0,2%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 1,2% contra fevereiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou um crescimento de 0,6% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente negativa (-0,1%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1,2%, como visto no gráfico 1.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Comércio exterior, política comercial e investimentos estrangeiros: considerações preliminares sobre os impactos da crise do Covid-19

Por Ivan Oliveira, Fernando Ribeiro, Renato Baumann, Glauco Avelino Oliveira, Luís Felipe Giesteira, Luís Fernando Tironi e André Pineli Alves

O mundo atravessa um período de grande conturbação em função da pandemia do Covid-19 e o comércio internacional é um candidato óbvio a enfrentar grandes dificuldades neste período de crise, seja em função da redução da demanda mundial de bens (e também os prováveis efeitos sobre o preço dos bens comercializados, especialmente as commodities), seja por conta de restrições na capacidade de oferta em diversos setores e países em razão das medidas de isolamento social e restrição de movimentação de pessoas adotadas em grande número de países. Em um mundo globalizado, marcado pela grande importância das cadeias globais de valor em importantes setores industriais, há grande interconexão entre as estruturas produtivas dos diversos países, cujo bom funcionamento depende do trânsito de mercadorias (e pessoas) pelas fronteiras nacionais, hoje sujeitas, em sua maioria, a controles rigorosos.

Esta nota se dedica a fazer uma avaliação preliminar dos impactos da atual crise mundial de saúde pública sobre o comércio internacional de mercadorias, e também tecer considerações acerca de seus efeitos sobre a política comercial e sobre os investimentos estrangeiros diretos, incluindo aí a questão das cadeias globais de valor.

Trata-se, naturalmente, de um esforço de caráter bastante especulativo − uma vez que se trata de um evento de características inéditas nos últimos 100 anos e ainda paira grande incerteza sobre a duração da crise sanitária – e de alcance limitado, visto que há, sem dúvida, muitos outros elementos que mereceriam se analisados. O exercício feito aqui estima uma queda de 20% do comércio mundial em 2020, no cenário básico, em que o PIB mundial tem queda de 2,0%. No cenário otimista, a queda seria de 15% e, no cenário pessimista, de 25%. Em 2021, os cenários indicam que o crescimento do comércio poderia ser de 4,0%, 7,0% ou 10,0%.

A combinação dos cenários para 2020 e 2021 resultou em nove resultados possíveis para a evolução do comércio mundial no acumulado do biênio 2020-2021.No melhor cenário, o comércio mundial acumula queda de 6,5% no biênio, e no pior cenário, de 22,0%. Na maioria dos casos, a queda acumulada fica entre 11% e 20%.

A eclosão da pandemia do Covid-19 ocorre em um momento delicado para as relações comerciais entre os países, marcado por conflitos comerciais de vários tipos − como o que envolve Estados Unidos e China. Tais conflitos, na verdade, são reflexo movimentos de caráter estrutural, associados a uma descrença na importância das instituições multilaterais e nos próprios benefícios da globalização para os países, em especial para grupos importantes de trabalhadores e empresas. É possível prever que, superada a crise sanitária, a economia mundial, e o Brasil em particular, se depare com um ambiente de negócios internacionais mais propenso à imposição de restrições de vários tipos aos fluxos de comércio e talvez, também, aos fluxos de investimento direto estrangeiro.

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Indicador Ipea de FBCF – Fevereiro de 2020 Investimentos avançam 1,2% em fevereiro, a segunda alta seguida na margem

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento na comparação entre fevereiro e janeiro, com alta de 1,2% na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu um avanço de 7,9%, deixando um carry-over de 5,4% para o primeiro trimestre de 2020. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em fevereiro registrou uma queda de 0,2%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu um patamar 6,3% superior ao verificado em fevereiro de 2019. No acumulado em doze meses, os investimentos voltaram a acelerar, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 2,8%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma elevação de 6,2% em fevereiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou uma queda de 0,4%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 4,2% em fevereiro, a importação cresceu 25% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em fevereiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel apresentou um recuo de 1,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou uma alta de 1,8% na passagem de janeiro para fevereiro, encerrando o trimestre móvel com alta de 2,9%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho positivo em fevereiro voltou a ser generalizado. Enquanto a construção civil registrou uma variação positiva de 2,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma alta de 9,5% em fevereiro. Já o componente outros atingiu um patamar 7,3% superior ao observado no mesmo período de 2019.

Tabela FBCF

Gráfico

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – fevereiro de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,39% em fevereiro de 2020, situando-se em 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em janeiro. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o índice recuou 0,27 p.p.

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula alta de 5,7% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar superior ao registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém abaixo do observado tanto pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) quanto pelo Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), ambos divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1

Tabela 1_fev20

Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cujo impacto de 4,38 p.p. foi responsável por aproximadamente 77% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou significativamente o ICTI, com contribuição de 1,21 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,04% nos preços dos materiais de consumo vem gerando redução de custos.

Tabela 2_fev20

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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