Por Maria Andreia Parente Lameiras
Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em maio, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a melhora no comportamento dos preços dos alimentos no domicílio e a deflação do grupo transportes. Em termos absolutos, o segmento de renda muito baixa foi o que apresentou a maior taxa de inflação em maio (0,38%), impactado, principalmente, pela alta das tarifas de energia elétrica. Em contrapartida, além da pressão relativamente menor vinda do grupo habitação, a queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis gerou um alívio inflacionário mais intenso para as famílias de renda alta, cuja taxa de inflação registrada em maio foi de apenas 0,08%.
Com a incorporação do resultado de maio, no acumulado do ano, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,0%), pressionada, especialmente, pelas altas de 4,1% dos preços dos alimentos no domicílio e de 3,9% da energia elétrica nos cinco primeiros meses de 2025. A faixa de renda alta, por seu turno, é a que aponta a taxa menos elevada (2,3%), beneficiada pela queda de 28,5% das passagens aéreas. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda baixa registra a maior inflação (5,47%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a menor taxa (5,15%).

