Custo da Juventude Perdida no Brasil

O Brasil é um dos países mais violentos do planeta. A cada ano mais de 53 mil pessoas são assassinadas, outras 54 mil morrem em acidentes, inclusive os de trânsito, nove mil se suicidam e 10 mil são fatalmente vitimados de forma violenta sem que o Estado consiga definir a causa do óbito. Como personagem principal deste roteiro está o jovem, que aparece como perpetrador e, sobretudo, como vítima.

Os dados sobre mortalidade violenta juvenil mostram uma realidade ainda mais trágica. Por exemplo, em Alagoas, o estado mais violento, a taxa de vitimização violenta letal de homens de 20 anos ultrapassou o incrível patamar de 456 por grupo de 100 mil indivíduos. A violência perpetrada contra jovens é, porém, um fenômeno disseminado no país e que tem crescido substancialmente nas últimas décadas. A cada ano, uma maior proporção de jovens, é assassinada. Mais do que isso, as vítimas são cada vez mais jovens: segundo o Gráfico 1, a idade da taxa máxima de homicídios que era de 25 anos em 1980 passou para 21 anos em 2010. Qual o perfil desses jovens vitimizados?

São tipicamente homens, pardos, com 4 a 7 anos de estudo, mortos nas vias públicas, por armas de fogo, nos períodos onde há maior interação social.


Autor


Daniel Cerqueira

Rodrigo Leandro de Moura


20/05/2017 - 19:30:16




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